'O consumo está lá': presidente do México pede que EUA façam sua parte no combate às drogas
17:54 16.01.2026 (atualizado: 22:03 16.01.2026)

© AP Photo / Marco Ugarte
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, declarou nesta sexta-feira (16) que os EUA devem elaborar políticas públicas com foco social e de saúde para combater os altos índices de consumo de drogas que, segundo ela, existem entre os americanos.
"Eles também têm um papel a desempenhar", disse a chefe de Estado em uma coletiva de imprensa.
"Não se pode presumir que esse problema do narcotráfico possa ser resolvido apenas deste lado da fronteira".
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/ Segundo Sheinbaum, há uma "crise de consumo" de substâncias ilícitas nos EUA, principalmente entre os jovens. Ela reiterou que seu governo está cumprindo sua parte do acordo com a Casa Branca ao enfrentar o crime organizado com maior rigor.
As declarações ocorrem dias depois de a imprensa dos EUA informar que o governo Trump está fazendo todo o possível para que agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) "acompanhem" o Exército do México em operações contra laboratórios de fentanil em território mexicano.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que 97% do tráfico de drogas para os Estados Unidos por via marítima foi interrompido e que agora serão lançados ataques terrestres para inibir a prática.
As tensões na região seguem escalando, após a intervenção militar que Washington lançou contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Por outro lado, Trump afirmou diversas vezes que não descarta a possibilidade de as forças norte-americanas realizarem ataques em território mexicano contra cartéis de drogas, algo que poderia prejudicar a relação bilateral.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que é improvável que uma ação militar semelhante à realizada por Washington na Venezuela ocorra em território mexicano.
Ela informou que os EUA ofereceram integrantes de agências ou mesmo militares para auxiliar no combate o crime organizado, mas que seu governo recusou.

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