O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (31) que foi alcançado um acordo para o desarmamento total do Hamas e de todos os demais grupos armados na Faixa de Gaza.
"Hoje, o Conselho da Paz alcançou um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza. Este é um passo monumental rumo a uma paz e segurança duradouras", publicou na rede Truth Social.
Segundo o presidente norte-americano, Israel retirará suas tropas da Faixa de Gaza após a conclusão do desarmamento das organizações armadas.
"À medida que o desarmamento for concluído, as tropas israelenses serão retiradas e uma força internacional de estabilização, junto com uma nova polícia palestina, assumirá a responsabilidade de garantir que Gaza seja segura para seus moradores e seus vizinhos", afirmou.
Trump acrescentou que, nos termos do acordo, "a ameaça que surgiu de Gaza em 7 de outubro não poderá ser reconstruída" e que o enclave passará a ser administrado por "um novo governo palestino que sirva ao seu povo".
O presidente dos EUA, no entanto, não forneceu detalhes sobre o acordo nem informou quem participou das negociações.
O anúncio acontece dias após Israel anunciar ter assassinado Wael al-Ladawi, chefe da segurança interna do Hamas na região central da Faixa de Gaza.
No comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a morte de Al-Ladawi na cidade de Deir al-Balah. Outro oficial do Hamas também foi morto no ataque aéreo israelense, Ramez Abu Zureiq. O comunicado acrescentou que medidas foram tomadas antes do ataque para mitigar o risco para civis.
De acordo com a Al Jazeera, os combatentes do Hamas estavam em um carro quando foram atingidos.
Em outubro de 2023, Israel lançou uma operação militar na Faixa de Gaza em retaliação a um ataque do Hamas. Mais de 72 mil pessoas no enclave palestino foram mortas e mais de 170 mil ficaram feridas.
A estratégia dos Estados Unidos contra o Irã está em um impasse, relata um jornal norte-americano.
"No último fim de semana, o presidente Trump descartou a possibilidade de retomar a guerra em grande escala. No entanto, ele não consegue achar nenhuma saída do conflito que desencadeou: o Irã virou um osso duro de roer”, diz o artigo.
De acordo com a publicação, a guerra que Trump tem tentado acabar diplomaticamente desde abril "ameaça alastrar-se a toda a região – no momento em que os EUA estão buscando acabar com ela”.
Na quarta-feira, o chefe da Casa Branca prometeu atacar duramente a República Islâmica do Irã em resposta a um ataque de um drone de origem desconhecida sobre um navio de transporte de GNL de propriedade dos EUA no porto egípcio de Damietta.
Em 8 de julho, Trump informou que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não estava mais em vigor. Após a declaração do chefe da Casa Branca, os militares norte-americanos realizaram uma série de ataques contra o Irã.
Teerã respondeu com ataques contra bases dos EUA em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.
Governo Lula se blinda escondendo visitas a Vorcaro
Lula e Vorcaro: encontro fora da agenda, do tipo sigiloso, em dezembro de 2024.
Cláudio Humberto
A decisão do Ministério da Justiça do governo Lula (PT) de impor sigilo até o ano de 2126 sobre a lista de visitantes de Daniel Vorcaro na PF, em Brasília, a pretexto de “preservar a intimidade” do ex-banqueiro, sugere uma operação para blindar integrantes do regime. Afinal, quando o Estado esconde quem rondava o principal personagem de uma fraude bilionária, a pergunta não é sobre “intimidade” e sim sobre o que se teme revelar. Transparência seletiva não é proteção de direitos, é blindagem.
Pânico leva a sigilo
Centro da maior fraude financeira da história, Vorcaro ficou preso por três meses na PF enquanto levava pânico a autoridades negociando delação.
Dados expostos
Registros de visitas deveriam ser tratados com transparência mínima, com nomes, datas e vínculos, ainda que protegendo dados sensíveis.
Cadê o ‘revogaço’?
O caso desmascara o discurso de Lua, na campanha eleitoral de 2022, atacando sigilos centenários e prometendo “revogaço” que nunca fez.
Autoproteção
Ao ocultar a lista de visitantes, o governo só alimenta a suspeita de que o sigilo protege os seus e não a privacidade do Vorcaro.
Lideranças do PL trabalham para costurar uma reaproximação entre o partido e Ciro Nogueira (PP), relação que esfriou após o senador progressista ser alvo de operação da Polícia Federal. O partido abriu mão de disputas locais como aceno ao cacique do PP. A intenção é diminuir a resistência do parlamentar a um eventual apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto e até atrair a federação União Progressistas para uma composição de chapa na disputa.
Bandeira branca
O palanque em Minas Gerais é parte do cortejo do PL ao PP. Os liberais são entusiastas da candidatura de Marcelo Aro (PP) ao governo mineiro.
No muro
O distanciamento do Republicanos não foi “caso pensado”, mas cálculo eleitoral, já que Cleitinho não sai da moita sobre eventual candidatura.
Fechado com o PP
Outro aceno foi no Distrito Federal. O PL retirou candidatura de Izalci ao governo local e vai apoiar Celina Leão, quadro do PP de Ciro Nogueira.
Poder sem Pudor
Reprodutor de votos
Candidato em 1968 à prefeitura de Barretos (SP), capital da agropecuária paulista, Cristiano de Carvalho era chamado de “velho” pelos adversários. Certo dia, num comício, alguém provocou: “fala mais alto, bagaço!”. Ele respondeu na bucha: “Eu quero lembrar que sou candidato a prefeito, e não a reprodutor. Se a cidade quer um bom reprodutor, vocês devem votar no outro. Mas se deseja um bom prefeito, votem em mim.” Ganhou a eleição.
Queixa seletiva
Após sete anos do interminável inquérito das “fake news”, com Alexandre de Moraes no exercício do poder supremo, a PF reclama do... ministro do STF André Mendonça por cumprir o dever de investigar eventual ligação do filho de Lula (PT) com o roubo aos aposentados do INSS.
Inacreditável
“Nunca vi algo parecido: a cúpula atual da PF querendo acionar a AGU contra um Ministro do STF… para controlar as investigações do roubo dos aposentados”. O espanto é do senador Sergio Moro (PL-PR).
Dantas impugnado
A oposição pediu ao TCU, ontem (30), o impedimento do ministro Bruno Dantas para atuar no caso suspeito da cessão de uma área de 242 mil m² no Porto de Santos, um negócio de R$ 1,06 bilhão e vigência de 20 anos. O sogro de Dantas é um dos comandantes da operação.
Já te vi
Novo comandante da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Duda Lima é um velho conhecido da família. O publicitário foi o responsável pelas propagandas de Jair Bolsonaro em 2022.
Frase do dia-----“Parece que o poste está mijando no cachorro”
Rogério Marinho (PL-RN) após PF acionar a AGU contra decisão do STF no rolo do INSS
Só enrolação
Mesmo no recesso parlamentar, Eduardo Girão (Novo-CE) esteve no Senado e criticou a letargia da Casa, que há um bom tempo não vota nada de importante, diz o senador que é a “operação abafa-Master”.
Em campo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), tem atuado para tentar levar Tereza Cristina (PP-MS) para chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O problema é que a senadora já disse que não topa.
Veja só
Candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD) diz que há uma inversão de valores no Estado, que investe R$10,5 mil/ano por aluno na rede pública de ensino e torra R$78 mil/ano por preso.
Mandato ampliado
A partir de 2027, todos os atuais ocupantes dos cargos "ganham" alguns dias a mais no mandato: a posse do presidente da República será em 5 de janeiro, com posses de governadores marcadas para o dia 6.
Pensando bem...
...só falta Lula proibir por 100 anos qualquer investigação sobre suspeitas envolvendo seu filho.