quarta-feira, 14 de outubro de 2026

 

Flávio visita Bolsonaro após 90 dias e relata conselhos para o segundo turno

Candidato do PL afirma que ex-presidente comemorou resultado eleitoral e deu orientações para a campanha contra Lula; decisão do STF mantém restrições a encontros políticos

Flávio Bolsonaro conversa com jornalistas após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026. O candidato do PL afirmou que o pai comemorou o resultado do primeiro turno e lhe deu orientações para a campanha presidencial. Foto: Cristiano Mariz / O Globo — reprodução
Foto: Flávio Bolsonaro conversa com jornalistas após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026. O candidato do PL afirmou que o pai comemorou o resultado do primeiro turno e lhe deu orientações para a campanha presidencial. Foto: Cristiano Mariz / O Globo — reprodução

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (13), em Brasília, após passar 90 dias impedido judicialmente de encontrá-lo. Depois da reunião, que durou aproximadamente meia hora, Flávio afirmou que o ex-presidente demonstrou satisfação com os resultados do primeiro turno das eleições de 2026 e ofereceu conselhos para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O reencontro ocorreu na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas.

Segundo Flávio, o pai comemorou tanto seu desempenho na votação presidencial quanto o crescimento da representação do PL no Congresso Nacional.

O candidato, entretanto, evitou revelar o conteúdo das orientações recebidas, alegando preocupação com possíveis interpretações das declarações.

Flávio diz que Bolsonaro está satisfeito com resultado eleitoral

Ao deixar a residência do ex-presidente, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro estava contente com o desempenho do partido nas urnas.

O senador destacou que o PL conquistou as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado, além de sua própria classificação para o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo ele, o pai apresentou sugestões para a continuidade da campanha, mas o conteúdo da conversa não seria divulgado.

A declaração ocorreu em meio à mobilização das candidaturas para a votação de 25 de outubro.

Apesar do resultado do primeiro turno, Flávio rejeitou a avaliação de que sua campanha esteja tratando a eleição como decidida.

O candidato afirmou que pretende intensificar a presença nas ruas e nas redes sociais durante os últimos dias da disputa.

Também acusou o PT de disseminar informações falsas durante a campanha. A acusação foi apresentada como posicionamento do candidato, sem comprovação independente na declaração divulgada.

Por que Flávio estava proibido de visitar o pai?

A restrição às visitas começou em 13 de julho, após Flávio divulgar publicamente uma carta de Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura presidencial.

O documento, chamado Carta aos brasileiros, foi lido durante uma transmissão ao vivo e posteriormente compartilhado nas redes sociais do senador.

Na ocasião, Alexandre de Moraes entendeu que a divulgação descumpriu a ordem judicial que impedia Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

O ministro considerou que o direito de visita havia sido utilizado para obter e divulgar uma manifestação política do ex-presidente.

Como consequência, determinou a suspensão dos encontros entre pai e filho por 90 dias.

Flávio criticou a medida, classificando-a como desproporcional, e argumentou que ela também prejudicava sua atuação como advogado de Jair Bolsonaro.

STF autorizou retomada das visitas com restrições

Moraes autorizou o reencontro na segunda-feira (12), depois de manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na decisão, o ministro considerou que não haviam sido registrados novos episódios que justificassem a continuidade da suspensão.

A autorização, porém, não eliminou as restrições impostas ao ex-presidente.

Continuam proibidos encontros com finalidade político-eleitoral e a divulgação pública de manifestações de Jair Bolsonaro, conforme as condições estabelecidas pelo STF.

Nesse contexto, as declarações de Flávio sobre os conselhos recebidos podem suscitar questionamentos sobre o alcance da decisão judicial.

A reportagem de O Globo não informa, entretanto, que o STF tenha reconhecido uma nova infração ou aplicado outra sanção em razão da visita desta terça-feira.

Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Desde março, está em regime domiciliar, autorizado judicialmente em razão de questões de saúde.

A situação judicial de Jair Bolsonaro permanece relevante para a campanha de Flávio, especialmente diante das restrições à participação pública do ex-presidente em atividades políticas.

O senador tem procurado manter a ligação com a base de apoiadores do pai enquanto disputa a Presidência da República.

PL discute sucessão na Câmara e no Senado

O reencontro também ocorreu durante as negociações para a escolha dos próximos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, previstas para fevereiro de 2027.

Integrantes do PL esperam que Jair Bolsonaro tenha participação nas articulações com outras legendas e na definição de candidaturas apoiadas pelo partido.

Não há, porém, confirmação de que o assunto tenha sido discutido durante a visita.

Na Câmara, parte dos parlamentares do PL resiste à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) e defende a apresentação de uma candidatura própria ou a construção de uma alternativa com outras siglas.

Entre os nomes mencionados nas conversas estão os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Altineu Côrtes (PL-RJ).

O Republicanos, por sua vez, sinalizou que pretende manter o apoio a Motta independentemente do resultado da eleição presidencial.

A posição foi comunicada pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, a Flávio Bolsonaro.

Senado também está no centro das negociações

Outra possibilidade discutida por integrantes do PL é concentrar esforços na eleição para a Presidência do Senado, mesmo que isso signifique abrir mão de liderar uma candidatura na Câmara.

Para uma ala do partido, o comando do Senado tem importância política porque a Casa é responsável pela análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

A estratégia ainda depende de negociações internas e de acordos com outras bancadas.

Após o encontro com Jair Bolsonaro, Flávio tinha compromissos previstos em São Paulo, incluindo uma reunião com representantes do MDB favoráveis à sua candidatura.

Segundo a reportagem de O Globo, 15 diretórios da legenda planejavam declarar apoio ao candidato do PL.

O movimento representa o posicionamento desses diretórios, não necessariamente uma decisão de apoio de todo o MDB.

Da IstoÉ

 

Lula é réu no processo contra jogatina das bets e tem de apresentar defesa

Chegando copa do mundo, algumas charges sobre bets.

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Carlos Newton

Certas coisas não é possível entender no surrealismo da política brasileira. Há importantíssimas ações judiciais que a imprensa literalmente deixa de lado e não acompanha. É o caso do processo 1029773-82.2026.4.01.3400, que tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, sob exame do juiz Arthur Pinheiro Chaves.

Trata-se de uma ação popular movida pelo ex-deputado paulista Afanasio Jazadji, representado pelo advogado paulista Luiz Nogueira, que pede a condenação da União Federal, do presidente Lula da Silva e outros, como o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por terem, em clara ofensa aos princípios de moralidade e legalidade e com astronômico prejuízo ao erário público, autorizado a implementação de descontrolado jogo de azar em todo o país.

APOSTAS BETS – A regulamentação assinada por Lula e Haddad permitiu que sociedades nacionais e internacionais, incluindo operadoras de cassinos, em apenas dois anos subtraíssem de incautos apostadores cerca de R$ 200 bilhões, acarretando endividamento de milhões de famílias, agravamento de doenças mentais  em decorrência de ludopatia, elevada demanda por atendimentos, sobrecarregando o SUS e capturando para essa prática delituosa um número imenso de crianças, jovens e adultos hipossuficientes.

Embora o processo esteja disponível na Internet, no site da Justiça Federal, apenas Tribuna da Internet acompanha o assunto. O mais recente movimento foi juntar  aos autos a Medida Provisória 1.394, de 25 de setembro de 2026, assinada pelo presidente Lula e pelo substituto de Haddad, Dario Durigan.

A MP proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional, institui o Comitê interinstitucional de Fiscalização da Exploração e da Publicidade Ilegal de Apostas de Quota Fixa, e altera a Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023.

ERROS TERRÍVEIS – Com a edição da MP, o presidente da República reconhece os efeitos deletérios causados pela sanção da Lei 14.790/2023 e da Portaria SPA 1231/2024. Com isso, busca tardia e atabalhoadamente, em período eleitoral, pôr fim à desenfreada jogatina online.

Assim, a MP torna-se reconhecimento do erro e uma confissão de culpa, o que justifica a sua condenação e de outros por terem proporcionado a abertura de casas de apostas em todo o território nacional, a partir dos fáceis acessos via telefone celular e de outras ferramentas digitais.

Com a sanção da Lei 14.790, de 29 de dezembro de 2023, o presidente Lula conseguiu paralelamente afetar os setores comercial e industrial, vez que as economias de boa parte da população passaram a ser direcionadas para o ilusório sonho de ganho fácil, deixando-se de comprar produtos básicos para o dia a dia das famílias, quitação de taxas de serviços essenciais como água, energia e até remédios. Desorganizou o dia a dia dos brasileiros e aumentou o número de famílias inadimplentes.

CULPA DE LULA – ÁDe modo geral, com relutância apenas de O Globo, que participa da jogatina em sociedade com a MGM norte-americana, a imprensa toda define bem a responsabilidade da atual administração pela legalização do ilícito:

“Não se sabe se Lula pessoalmente é contra as bets, como apregoa, mas é inegável que compactuou com elas. Logo, chega a ser irônico que somente agora –  a dias do primeiro turno, quase quatro anos depois de assumir o cargo – recorra a uma medida provisória para resolver um problema que assola a sociedade há anos”, afirmou o Estadão.

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P.S. 1 –
A grande novidade é informar que o Lula já se tornou réu no processo das bets, assim com Haddad, e os dois poderão ser condenados a ressarcir o erário por conta da Lei 14.790/2023 e da regulamentação nº 1231/2024.

P.S. 2 – Eu tenho o print da Justiça Federal de Brasília em que Lula aparece citado como réu. Ele está mentindo quando afirma que acabou com as bets. Ele as criou, deu prejuízo incomensurável ao SUS, endividou pelo vício do jogo milhões de brasileiros e ajudou a transferir para empresas de cassinos estrangeiras bilhões de reais. (C.N.)

 

Israel intensifica bombardeios e operações terrestres no sul do Líbano, diz fonte à Sputnik

Um soldado israelense trabalha em tanques no norte de Israel, na fronteira com o Líbano, após um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, em 17 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 13.10.2026
As forças israelenses intensificaram os ataques aéreos e de artilharia contra o sul do Líbano nas últimas 24 horas. É o que revelou à Sputnik nesta terça-feira (13) uma fonte militar libanesa, que ainda pontuou que foram registradas explosões e deslocamentos de veículos blindados em diferentes pontos da região.
"A aviação de combate israelense atacou, nas últimas 24 horas, as localidades de Shakra e Kfar Tibnit, o vale de Slouki, entre Mays al-Jabal e Shakra, e Wadi al-Khanazir, nos arredores de Froun", afirmou a fonte.
Segundo o interlocutor da agência, a artilharia pesada israelense também bombardeou Beit Yahoun, Kfar Tibnit, Mansouri, Khiam, Wadi Zibqin, a região de Jarmak e a área entre Houdeita e Haris.
As forças israelenses também realizaram uma série de explosões de grande intensidade em Kfar Tibnit e dispararam metralhadoras contra a região de Biyut al-Siyad e os arredores de Barakat al-Naqqar, perto de Shebaa.
A fonte relatou ainda a movimentação de veículos militares israelenses entre Aita al-Jabal e Beit Yahoun, onde também foram registrados intensos disparos de artilharia e metralhadora. O deslocamento de veículos militares foi observado igualmente na localidade de Zoutar al-Sharqiya.
Soldados israelenses são vistos em um memorial na fronteira com o Líbano, no norte de Israel, no domingo, 28 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.09.2026
Panorama internacional
Governo do Líbano passa voto de confiança no Parlamento em meio a críticas por relação com Israel
Em junho, Líbano e Israel firmaram um acordo mediado pelos Estados Unidos que prevê a retomada do controle do sul do país pelo Exército libanês, desde que o Hezbollah seja desarmado. O processo começaria por zonas-piloto, das quais as tropas israelenses deverão se retirar.
Na ocasião, o ministro da Defesa do governo Benjamin Netanyahu, Israel Katz, afirmou que Tel Aviv manteria a presença militar de longo prazo no sul do Líbano e responderia "com grande força" caso o Irã tente impedir a implementação do acordo.
Katz ainda classificou o entendimento como "um acontecimento histórico e uma importante conquista política e de defesa" para Israel. Segundo ele, o acordo pode criar, pela primeira vez em décadas, uma realidade mais segura na fronteira norte do país e fortalecer a segurança da população israelense.
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