sábado, 18 de julho de 2026

 Política

Moraes impede Milei de visitar Bolsonaro: Decisão esdrúxula ganha relevância internacional e revela algo assombroso

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender visitas com finalidade político-eleitoral ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inviabiliza o encontro solicitado pela defesa do ex-chefe do Executivo com o presidente da Argentina, Javier Milei.

A visita estava prevista para 25 de julho, data em que o líder argentino também participará da convenção nacional do PL, em São Paulo, para declarar apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).ão de Moraes revela algo assombroso: A condição de refém do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nenhuma decisão tem qualquer preocupação com a legalidade, mas tão somente com questões políticas para proteger o atual regime brasileiro.

Jornal Grande Bahia

 

“Já o li esta manhã” | Por Luiz Holanda

Jamais fui íntimo do ex-governador e ex-senador Antonio Carlos Magalhães. Tampouco privei do círculo de amigos que o visitava todos os domingos, pela manhã. Sempre o achei atencioso e delicado comigo, sem, contudo, termos qualquer intimidade. Como seus adversários diziam tratar-se de um homem que mudava de comportamento conforme as circunstâncias, nada mais natural do que agir com prudência, sem me aproximar demasiadamente de sua pessoa nem tentar fazer parte do grupo de sua compadrice.

Comovia-me, porém, a sua gentileza. Senti, como todo ser humano, o seu pranto  durante a missa de sétimo dia em memória do seu filho, Luís Eduardo Magalhães. Durante a vida inteira ele o preparara para ser presidente da República. Ao me aproximar para dar-lhe as condolências, ele – chorando copiosamente-, disse-me que guardaria para sempre o artigo que eu escrevera sobre o fatídico acontecimento, publicado no jornal Tribuna da Bahia sob o título “A morte não ganha da vida”.

Por sua indicação assumi diversos cargos na administração estadual, entre os quais o de Superintendente Parlamentar na Assembléia Legislativa da Bahia. Certo dia, em visita àquela Casa, adentrou no meu gabinete à minha procura. Como não me encontrou, deixou recado para que eu o visitasse no “Correio da Bahia”. Lá chegando, na manhã seguinte, anunciou que iria me indicar para assumir a função de conselheiro no Conselho Estadual de Eduacação, órgão integrante da Secretaria de Educação do Estado da Bahia.

Quando lhe perguntei se teria que deixar o cargo de Superintende da Assembléia Legislativa, ele me respondeu que não, e que estava me indicando porque eu era um “intelectual” e que iria ganhar uns “jetonsinhos”. Certa feita me chamou em seu gabinete para tratar de um assunto relacionado à Assembléia. Tão logo me apresentei, a secretária pediu-me para aguardar porque ele iria atender  a um determinado governador em visita ao nosso estado. Qual não foi minha surpresa ao ser recebido imediatamente, deixando o governador à espera. Preocupado, disse-lhe que aguardaria ele atender, primeiramente, o governador. Resposta: “Ele pode esperar”.

Dificilmente eu poderia compreender uma personalidade acostumada a exercer o poder e ser, por temperamento, extremamente complexa, pelo menos para mim. Daí o meu cuidado em nunca demonstrar qualquer intimidade. Tratava-o com todo o respeito e reverência, sempre dentro das regras do trato social. Considerando que sou uma pessoa reservada e pouco afeita à efusividade, vez por outra rememoro -intimamente-, certos acontecimentos que tiveram algum significado em minha modesta existência,  principalmente as manifestações dos meus leitores, entre os quais o velho ACM, que, sempre quando me encontava dizia,  com aquele jeito que lhe era peculiar: “Já o li esta manhã”.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.

 

Novo julgamento que pode inocentar Bolsonaro deve ocorrer antes das eleições

Como bolsonaristas reagiram à prisão de Bolsonaro: 'preso por uma oração' -  BBC News Brasil

Bolsonaro está confiante no julgamento da Segunda Turma

Carlos Newton

O Supremo Tribunal Federal está vivendo um suspense de matar o Hitchcock, como dizia o jornalista e compositor Miguel Gustavo, autor da famosa marchinha do tricampeonato (“Noventa milhões em ação/ pra frente Brasil/ do meu coração/ Vamos juntos/ pra frente, Brasil/ salve a seleção!”).

A maioria dos ministros realmente está à beira de um ataque de nervos. O motivo é simples. Agora em agosto, após o recesso, Luiz Fux passa a presidir da Segunda Turma, assumindo o importante cargo, hoje ocupado por Gilmar Mendes, que, junto com Dias Toffoli, vem perdendo uma votação atrás da outra, para a maioria formada por Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

CASO BOLSONARO – Com Fux no comando, a Segunda Turma vai promover vários julgamentos da maior importância. O primeiro, já em curso, com parecer da Procuradoria-Geral da República, está nas mãos do relator Nunes Marques a revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Não se trata de recurso, é uma ação nova, apresentada pela defesa, que aponta erros judiciários que teriam ocorrido no julgamento anterior, feito pela Primeira Turma, que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão e três meses de prisão.

No julgamento anterior de Bolsonaro, o resultado foi de 4 a 1. A única discordância foi de Luiz Fux, que se manifestou pela absolvição de Bolsonaro com o mais extenso voto da História do Supremo, de 429 páginas, que o ministro demorou 14 horas para ler, em duas sessões seguidas.

NOVO JULGAMENTOA revisão criminal é como se o julgamento de Bolsonaro tivesse começado de novo, desta vez com Nunes Marques como relator, substituindo Alexandre de Moraes. A petição inicial da defesa, pedindo a absolvição de Bolsonaro foi apresentada com 90 páginas. Tens alguns erros processados, mas está bem fundamentada, com base no votos anterior de Fux, pela absolvição.

A Procuradoria já apresentou seu parecer e pediu  o arquivamento da ação revisional. Mas o relator Nunes Marques não aceitou arquivar a questão e está redigindo seu voto, que deverá entregue ainda em agosto, favorável à absolvição, para em seguida ser pautado o julgamento, com os votos de André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Caso os ministros sigam os votos anteriores que já apresentaram em outros julgamentos sobre o golpe de estado, o placar final será mesmo de 3 a 2, com Marques, Mendonça e Fux apoiando a absolvição de Bolsonaro, enquanto Toffoli e Gilmar devem se manifestar pela condenação.

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P.S. 1 –
Fux vai votar duas vezes, porque antes ele pertencia à Primeira Turma e foi o único voto vencido na condenação de Bolsonaro, em setembro de 2025. Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, no mês seguinte o ministro Fux requereu sua transferência para a Segunda Turma e, portanto, vai votar novamente, porque agora se trata de outra ação. Será um dos mais importantes julgamentos já realizados no país, com ampla repercussão interna e externa, e deve ocorrer bem antes da eleição presidencial.

P. S. 2 – Ao término do julgamento, que tudo indica será favorável à absolvição de Bolsonaro, o ministro Fux, na presidência da Segunda Turma, estará obrigado a assinar também o alvará de soltura do ex-presidente, que será imediatamente libertado. Imaginem a confusão que isso vai provocar, se realmente ocorrer antes das eleições… (C.N.)

Sputnik

 

Ataques do Irã deixam militares dos EUA feridos na Jordânia e ampliam tensão regional

Polícia israelense monta guarda perto do local de um ataque a tiros na passagem da ponte Allenby, entre a Cisjordânia e a Jordânia, em 8 de setembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2026
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Novos ataques atribuídos ao Irã atingiram instalações militares na Jordânia utilizadas por forças norte-americanas e deixaram vários militares dos EUA feridos nesta semana, segundo autoridades estadunidenses ouvidas pela emissora CBS News sob condição de anonimato.
De acordo com fontes, ao menos duas bases militares no país foram alvo dos bombardeios. Até o momento, não há registro de mortos entre militares dos EUA ou da Jordânia, mas a gravidade dos ferimentos não foi divulgada. As instalações são frequentemente usadas por aeronaves militares norte-americanas em operações na região.
Os novos episódios ocorrem poucos dias após o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) atualizar o balanço de baixas da campanha militar contra o Irã. Segundo os números divulgados no início da semana, 14 militares morreram desde o início do conflito, enquanto o total de feridos chegou a 414.
A maior parte dos militares atingidos sofreu lesões cerebrais traumáticas provocadas por explosões e impactos de mísseis, um tipo de ferimento que se tornou recorrente em conflitos envolvendo ataques de longo alcance.
Donald Trump durante coletiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington DC. EUA, 7 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2026
Panorama internacional
Após Venezuela, EUA acreditaram no seu poder e atacaram Irã, mas foi um erro, acredita especialista

Irã é acusado de atacar grupos curdos no Iraque

Enquanto a ofensiva contra alvos ligados aos Estados Unidos prossegue, Teerã também foi acusado de realizar novos ataques no norte do Iraque. Bombardeios com drones e foguetes atingiram posições de um grupo curdo iraniano de oposição na região autônoma do Curdistão iraquiano, matando nove integrantes da organização.
Teerã acusa há anos grupos curdos instalados no norte do Iraque de atuarem em favor de interesses ocidentais e israelenses.
Em março, durante a intensificação da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que veria com bons olhos uma eventual participação dos curdos iranianos sediados no Iraque no conflito contra o governo de Teerã.

 

Maioria de Estados afetados pelo tarifaço dos EUA votou em Lula

presidente Lula (Foto: Reprodução/Band).

Dados cruzados pela coluna de um levamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a maioria dos estados afetados pela tarifa extra de 25% a produtos exportados para os Estados Unidos votou em Lula para presidente, no segundo turno de 2022. Pelos números, entre 2026 e 2025, 20 estados apresentaram variação negativa nas exportações, sendo o Rio Grande do Norte, governado pela petista Fátima Bezerra, com pior desempenho, – 72%.

Segue a lista

Alagoas, que também votou em Lula, aparece na sequência de maior queda nas exportações aos Estados Unidos, retração de 64,9%.

Variação

A lista dos estados percentualmente mais afetados segue com o Acre, queda de 62,8%. O estado, o terceiro, deu mais votos a Jair Bolsonaro.

Acima de 50%

Em quarto lugar, o último com retração superior a 50%, está Tocantins, que, de acordo com os números da CNI, registrou queda de 52,1%.

Conseguiram crescer

Registraram alta: RO (+49,1%), GO (+42,1%), DF (+34,2%), MT (25,8%), RJ (+15,4%), MS (+13,7%) e, único lulista com elevação, PB (+5,9%).

Presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, de mãos dadas com o presidente Lula. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR)

Lula já pagou R$25,5 bilhões em emendas em 2026

O governo Lula (PT) pagou R$25,5 bilhões em emendas parlamentares, desde o início do ano. Em pouco mais de seis meses, a administração petista conseguiu pagar mais em emendas do que em todo o ano de 2025. O valor se aproxima do recorde dos últimos cinco anos, desbancado pelos pagadores de impostos no ano passado, quando o governo petista pagou R$31,5 bilhões para bancar as emendas.

Nem precisa esconder

As emendas “sem autor” que viraram notícia nos últimos dias representam pouco mais de 5% do total pago este ano.

Recordes sucessivos

Em 2024, Lula, PT e cia. pagaram R$31,4 bilhões para emendas de deputados e senadores.

Comparação

No último ano do governo Bolsonaro foram pagos pouco mais de R$17 bilhões em emendas parlamentares.

Poder sem Pudor

Votos garantidos

O “coronel” e vereador Nei Ferreira era candidato à reeleição, em Vitória da Conquista (BA), quando visitou um bairro da cidade: “Aqui eu quero 750 votos!”, gritou do palanque. Um cabo eleitoral cochichou: “Pois o sr. Vai ter 1.500 votos, coronel”. Ferreira voltou a proclamar ao microfone: “Eu sei que 1.500 eleitores já prometeram votar em mim neste bairro, mas como eleitor é animal muito safado, eu aceito a metade!”

Recado claro

A Embaixada dos EUA no Brasil publicou – em português – aviso de que o governo Trump já designou 20 grupos perigosos do nosso hemisfério como terroristas, e assim impediu acesso ao sistema financeiro. Nada de invasão militar contra democracias, como diz Lula e seu Itamaraty.

Em todas

A decisão do representante de comércio dos EUA de impor novo tarifaço contra o Brasil não cita o STF. Ainda assim, a Corte emitiu nota oficial sobre o assunto, assinada pelo presidente, ministro Edson Fachin.

Tudo a ver?

A nota do STF sobre o tarifaço dos EUA começa com a promessa de “esclarecimentos” para a “correta compreensão” e acaba com garantias que nada muda na Corte, que permanece “sem qualquer influência”.

Projeto de poder

Rosângela Moro (PL-SP) alertou que uma eventual continuidade do governo Lula poderá ampliar a influência do petista sobre o STF: “Poderá indicar mais quatro ministros [do STF]. O Brasil não pode ignorar”.

Frase do dia----“O governo Lula deu um golpe para enganar o eleitor”

Deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), sobre a volta da “taxa das blusinhas”

E aí?

Carlos Jordy (PL-RJ) quer saber se Flávio Dino (STF) vai investigar Lindbergh Farias (PT-RJ) após emenda dele de R$1,7 milhão parar em cooperativas do Paraná, estado da namorada Gleisi Hoffmann (PT).

Cadê a reforma?

Prefeito do Recife, Victor Marques se viu em saia justa: o bispo emérito Dom Muniz aproveitou festa religiosa e cobrou a restauração Basílica do Carmo, promessa não cumprida do antecessor João Campos (PSB).

Rubio petista

O pré-candidato a presidente Ronaldo Caiado reprovou a fala de Marco Rúbio, secretário de Estado dos EUA, contra Lula, que, segundo ele, agiu como “cabo eleitoral” do petista.

É oficial

A produtividade no Congresso, que já não era lá essas coisas, agora é que não anda mesmo. Começa hoje (18), ainda que desrespeitando a Constituição, já que a LDO não foi votada, o recesso parlamentar.

Pergunta na urna

Tarifaço tem voto ou voto tem tarifaço?