domingo, 20 de agosto de 2017

No desespero, Cunha agora promete que finalmente revelará tudo o que sabe

Fotocharge do Neto Sampaio (Arquivo Google)
20Jailton de Carvalho
O Globo
Menos de uma semana depois de receber um “não” do Grupo de Trabalho da Lava-Jato, o ex-deputado Eduardo Cunha pediu para reabrir as negociações na tentativa de um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Um emissário do ex-deputado até sugeriu que, se fosse de interesse do Ministério Público, Cunha participaria diretamente das tratativas, segundo disse ao GLOBO uma fonte que acompanha a movimentação de perto.
Nesse caso, investigadores de Brasília poderiam ouvi-lo em Curitiba, onde ele está preso. Procuradores devem decidir, até a próxima semana, se aceitam ou não pôr de volta à mesa a discussão da delação do ex-deputado.
ESCONDENDO O JOGO – Na proposta apresentada inicialmente, Cunha teria se comprometido a falar sobre as relações dele com o presidente Michel Temer. Também falaria sobre deputados, senadores e ministros que hoje estão no centro do poder em Brasília. Mas as informações oferecidas por escrito foram consideradas superficiais e inconsistentes. O ex-deputado teria sido omisso em relação a crimes já conhecidos. Cunha também apresentou poucas provas para sustentar as acusações, algumas delas genéricas, que prometeu fazer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a equipe de auxiliares não tiveram dúvidas em recusar o acordo.
Mas, nesta semana, para surpresa dos investigadores, um emissário de Cunha pediu ao Grupo de Trabalho para retomar as negociações. A sinalização é que o ex-deputado poderia ter dados relevantes a acrescentar à proposta inicial.
NOVA NEGOCIAÇÃO – Como prova de que está disposto a revelar tudo o que sabe, Cunha falaria diretamente com os procuradores. Até sexta-feira passada, a negociação era intermediada pelo advogado Délio Lins e Silva Júnior. Na nova configuração, continuaria com o advogado, mas sentaria à mesa com os procuradores para uma conversa franca, sem a preocupação de modular uma acusação a um interesse específico.
A possível retomada das negociações com Cunha, desta vez num nível mais elevado, poderia provocar uma reviravolta nas investigações da Lava-Jato nesta reta final do mandato de Janot, que deixa o cargo em um mês. Até ser rejeitada, na sexta-feira passada, a delação do ex-deputado era uma das mais esperadas e temidas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como diria o compositor e publicitário Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock. Cunha não pode vacilar, porque é um dos pratos do dia da delação do doleiro Lúcio Funaro. (C.N.)

Operação Abafa une os Três Poderes contra a Lava Jato, que é salva pela internet

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Há um ano, ex-ministro denunciou a “Operação Abafa”
Carlos Newton
Está cada vez mais atuante a chamada “Operação Abafa”, destinada a inviabilizar a Lava Jato e que foi denunciada há exatamente um ano pelo então ministro Medina Osório, da Advocacia-Geral da União, em reportagem de capa da “Veja”, quando o jurista gaúcho se recusou a participar do esquema e entrou em rota de colisão com o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.
TUDO DOMINADO – Um ano depois, a “Operação Abafa” já conseguiu dominar os três Poderes da República e está atacando a Lava Jato por todos os lados. Estão unidos neste objetivo comum o núcleo duro do Palácio do Planalto, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, praticamente todos os partidos políticos e a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.
E agora nem há dissimulações – os três Poderes estão agindo abertamente para levar adiante a “Operação Abafa”, exatamente como ocorreu na Itália, nos anos 90, quando conseguiram inviabilizar a fase final da célebre Operação Mãos Limpas.
ROLO-COMPRESSOR – No Executivo, estão unidos nesta empreitada o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Torquato Jardim (Justiça), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União).
No Judiciário, atuam no rolo-compressor os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Alexandre Moraes, com apoio ocasional de outros integrantes do STF, como Celso de Mello e Rosa Weber, e de ministros coadjuvantes no TSE.
No Legislativo, é um festival, porque toda a cúpula da Câmara e do Senado e a imensa maioria dos parlamentares estão unidos contra a Lava Jato, numa frente ampla integrada também por importantes veículos da grande mídia.
LINHAS DE ATUAÇÃO – O Planalto atua mais incisivamente cortando verbas e boicotando a ação da força-tarefa. Ao mesmo tempo, desfecha implacável campanha de desmoralização do Ministério Público Federal, uma iniciativa que conseguiu espaço na grande mídia para demolir as reputações dos procuradores da Lava Jato e do próprio procurador-geral Rodrigo Janot, que já foi acusado até de “trôpego”, para insinuar que seja alcoólatra. Neste final de semana, por exemplo, saiu na revista IstoÉ mais uma instigante matéria demonizando Janot como persecutor de Temer e protetor de Lula, sob as mais delirantes justificativas.
Por sua vez, Câmara e Senado sentaram em cima de importantes projetos saneadores, como a proposta das 10 Medidas contra a Corrupção e a emenda para extinção do Foro Privilegiado. Ao mesmo tempo, a cúpula do Congresso se prepara para ressuscitar a anistia ao Caixa 2 e a Lei de Abuso de Autoridade, destinada a intimidar procuradores e magistrados.
Enquanto isso, o Judiciário atua com força total contra a Lava Jato, não somente libertando criminosos envolvidos diretamente na corrupção, como José Dirceu, Eike Batista e Jacob Barata Filho, mas também beneficiando políticos de destaque, como o senador Aécio Neves. Além disso, o Supremo se prepara para acabar com a prisão após a segunda instância e vai opor obstáculos à prisão preventiva de empresários e políticos corruptos.
REAÇÃO CONTRÁRIA – Com tamanha união de forças, é surpreendente que a Lava Jato continue avançando contra os corruptos, abrindo novos inquéritos e efetuando prisões.  Mas esse fenômeno de resistência só acontece porque há uma grande diferença em relação à Operação Mãos Limpas, que os corruptos italianos conseguiram desmontar nos anos 90. Agora, está sendo muito mais difícil inviabilizar a Lava Jato, porque existe a internet, com milhões de redes sociais, blogs e sites, e todo o sistema tem interligação direta aos telefones celulares.
Pode-se dizer, sem medo de errar, que a Lava Jato hoje é movida pela internet. Sem a pressão da web, os corruptos continuariam dominando o país – como ainda dominam, mas já estão com a data de validade prestes a vencer.
O fato concreto e auspicioso é que a internet se tornou o maior instrumento da evolução da democracia e da depuração da atividade política. Pode-se até antever que dias melhores virão para a Humanidade, através das informações  massificadas em tempo real e com menor teor de distorção político-ideológica.
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P.S 
– Não é por mera coincidência que todo país sob regime ditatorial – como Coreia do Norte, Cuba, China, Guiné Equatorial, Arábia Saudita, Irã etc. – os governos tentem impor restrições à internet. No entanto, é inútil. A web é mais forte e vai ganhar a briga, ajudando a democratizar e humanizar o mundo inteiro. Podem apostar(C.N.)

MICHEL E MARCELA. CASAMENTO EM CRISE?

MIRSON MURAD -


A primeira-dama, Marcela Temer não deve estar nada satisfeita, alem de correr risco de vida, com a declaração de amor pelo MiShell através de tatuagem no corpo feita pelo deputado Ficha Borrada Wladmir Costa, vulgo Macarrão. Macarrão, o assassino da Eliza Salmúdio, é apaixonado pelo goleiro Bruno, fez tatuagem nas costas declarando amor eterno ao ex craque do Flamengo e, enciumado, matou a amante do balípodo. Esse é um precedente muito perigoso.

MiShell precisa dar segurança especial para proteger sua cara-metade. Na tentativa de acalmar os ânimos em seu lar, procurando agradar a bela-comportada-do-lar Marcela, o golpista-mór nomeou a babá do Michelzinho como sua assessora, fez o mesmo com a nutricionista Denise e com a roupeira da madame, Cíntia. Não satisfeito com esses mimos, MiShell concedeu apartamentos funcionais às duas últimas. Ah... Como o amor é lindo!

Internacional

Democrata propõe exame psiquiátrico para tirar Trump da Casa Branca

Sputnik
A congressista democrata Zoe Loefgren apresentou nesta sexta-feira (18) ao Congresso dos Estados Unidos uma resolução que, se aprovada, pode obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a passar por um exame médico e psiquiátrico, informou o The Mercury News.
Em sua proposta, a parlamentar diz que é necessário saber se Trump está capacitado para seguir no comando dos EUA. Se isto não for atestado, o vice-presidente do país, Mike Pence, e os demais membros do gabinete de Trump poderiam evocar a Emenda 25 da Constituição do país, que prevê a saída de presidentes por "incapacidade".
"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento e fala causando preocupação de que um distúrbio mental possa tê-lo tornado impróprio e incapaz de cumprir seus deveres constitucionais", diz a resolução da democrata.
"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento", diz resolução
"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento", diz resolução
A iniciativa da parlamentar insta ainda que o gabinete de Trump garanta "rapidamente os serviços de profissionais médicos e psiquiátricos para examinar o presidente […] para determinar se o presidente sofre de desordem mental ou outra lesão que prejudica suas habilidades e o impede de cumprir seus deveres constitucionais".
Em nota, o gabinete de Loefgren questionou se Trump tinha "demência no estágio inicial" ou se "o estresse do escritório agrava um controle de impulso incapacitante da doença mental". "Eu não sou psiquiatra ou psicóloga", disse Lofgren em uma entrevista na sexta-feira. "Se fosse uma doença física, você receberia o conselho dos médicos. O mesmo deve ser verdade para dar uma olhada em sua estabilidade aqui", completou.
A 25ª Emenda da Constituição dos EUA afirma que o vice-presidente e a maioria do gabinete podem remover temporariamente o presidente do cargo declarando-o "incapaz de cumprir os poderes e deveres de seu cargo" em uma carta ao Congresso. O vice-presidente tornaria-se então o presidente interino.
Se o presidente se opuser a uma remoção do mandatário, o debate segue para o Congresso. Um voto de maioria de dois terços em ambas as câmaras do Congresso é obrigado a manter o presidente fora do cargo. Por enquanto, a Casa Branca não se pronunciou sobre a iniciativa.

MAIS UMA TRAGÉDIA

Condutor de caminhão que causou grave acidente no Anel era inabilitado

Carreta que ele conduzia perdeu o controle na descida do Betânia e atingiu outros 14 veículos; motorista morreu e quatro pessoas ficaram feridas

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Acidente no Anel
PUBLICADO EM 18/08/17 - 23h28
O motorista do caminhão carregado com galões de água que causou o grave acidente no Anel Rodoviário na noite desta sexta-feira (18), no bairro Betânia, na região Oeste de Belo Horizonte, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e vencida e somente tinha as categorias A e B, para moto e carro, respectivamente. As informações são da Polícia Militar (PM).
O condutor foi identificado como Júlio Cesar Pereira de Faria, de 39 anos.
De acordo com a PM, o motorista tinha 58 pontos registrados na CNH por diversas infrações de trânsito.
Leia mais sobre o acidente AQUI.
A carreta que ele conduzia perdeu o controle na descida do Betânia e atingiu outros 14 veículos. Júlio Cesar morreu no momento da primeira colisão com uma carreta bitrem.
Veja mais fotos do acidente AQUI.
Quatro pessoas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas para o Hospital João XXIII.

sábado, 19 de agosto de 2017

Um distrito libertado em Aleppo oriental

Conselheira de Assad: guerra na Síria mudou relação de forças no mundo

© Sputnik/ Michael Alaeddin
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
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Butheina Shaaban, conselheira do presidente sírio Bashar Assad, fala com a Sputnik sobre os resultados da guerra na Síria, as perspectivas dos países árabes e o surgimento de novos centros de poder no mundo.
A conselheira do presidente sírio Bashar Assad, Butheina Shaaban, em uma entrevista à Sputnik Árabe, declara que a abertura da Exposição Internacional de Damasco depois de cinco anos de intervalo tem uma grande importância.
"É uma mensagem clara para todo o mundo que a guerra acabou e nós começamos restaurando o país", destacou a conselheira.
Segundo ela, o resultado da guerra se tornou evidente quando o exército sírio, em conjunto com seus aliados, libertou Aleppo dos terroristas. Quanto aos resultados políticos, eles devem aparecer nos próximos dois meses. Quando a comunidade internacional perceber que a Síria resistiu, a relação com o país árabe mudará.
Apesar de toda a dor que os outros países árabes trouxeram à Síria, a conselheira prevê um destino comum dos povos destes países com o povo sírio, pois Damasco está pronta a estabelecer a cooperação.
Falando da relação de forças no mundo, Butheina Shaaban destacou que a guerra na Síria mostrou que esta tinha mudado: "É obvio que os países ocidentais perderam sua antiga influência. Ao mesmo tempo aumentou o papel da Rússia, da China e do Irã na arena internacional."

Celso de Mello defende que só haja prisão após julgamento na 3ª instância (STJ)

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Celso de Mello vai soltar presos como Luiz Estevão
Rafael Moraes Moura, Breno Pires e Beatriz BullaEstadão
Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello disse ao Estadão que a Operação Lava Jato não sairá enfraquecida, caso a Corte firme um novo entendimento e reveja a possibilidade de execução de pena após condenação em segunda instância. Em outubro do ano passado, Celso de Mello foi um dos cinco ministros que votaram contra a possibilidade da execução de penas, como a prisão, após a sentença judicial de segundo grau – antes, portanto, do esgotamento de todos os recursos.
O Partido Ecológico Nacional (PEN) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são os autores de duas ações, de relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, que pedem a concessão de medida cautelar para suspender a execução antecipada da pena após decisão em segunda instância. O Supremo ainda não analisou o mérito dessas ações.
REVER A DECISÃO – “Compus a corrente minoritária e penso que agora que vamos julgar o fundo da controvérsia das duas ações, com a presença do ministro Alexandre de Moraes (que assumiu a vaga de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em janeiro deste ano), talvez o debate possa ser reaberto e eventualmente a posição da Corte será mantida ou será alterada”, disse Celso de Mello.
Indagado se a Lava Jato não poderia ser enfraquecida caso o STF mude o entendimento sobre o tema, o ministro foi categórico. “Entendo que não, eu acho o contrário. O respeito à autoridade da Constituição e das leis da República qualifica-se como um fator de legitimação de qualquer ação estatal, inclusive daquelas ações empreendidas pelo Ministério Público, pela Polícia Judiciária no plano da persecução criminal.”
PREOCUPAÇÃO – Uma eventual mudança no entendimento do STF é vista com receio por integrantes do Ministério Público Federal. Procuradores acreditam que uma revisão na posição do Supremo pode atrapalhar investigações e desestimular a colaboração com a Justiça de pessoas investigadas ou acusadas.
Nesta terça-feira, dia 15, o juiz federal Sérgio Moro – titular da Lava Jato na primeira instância, em Curitiba – se encontrou com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante evento em São Paulo e demonstrou preocupação com uma eventual revisão da decisão do Supremo. “Não há nada pautado sobre isso. Não há nada cogitado”, disse Cármen na ocasião.
Nesta quarta-feira, dia 18, porém, Marco Aurélio disse que pretende levar ao plenário da Corte a análise do mérito das duas ações. “Eu continuo entendendo que está na Constituição Federal um princípio que impede a execução provisória. Execução provisória sempre pressupõe o retorno ao estágio anterior, modificado o quadro decisório. Quem devolve a liberdade ao cidadão que a perdeu?”, questionou o ministro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem de Rafael Moraes Moura, Breno Pires e Beatriz Bulla mostra também que, se o Supremo mudar o entendimento, vai soltar de imediato o ex-senador Luiz Estevão, condenado em segunda instância em 2006 e que ficou dez anos recorrendo em liberdade. Só foi preso após a decisão do STF e passou a cumprir pena no Presídio da Papuda, em Brasília. (C.N.)

Retomada da economia ajuda Temer, mas o prazo de validade dele logo irá acabar

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Charge do Oliveira (oliveiradesenhosefotos.com)
Carlos Newton
É animadora a notícia de que a economia brasileira cresceu 0,25% no segundo trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano, na “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) calculado pelo Banco Central. O mais importante é que foi o segundo avanço trimestral consecutivo, fenômeno que não ocorria desde o fim de 2013.  Apenas em junho, houve expansão de 0,5% na atividade econômica. Pode ser mais um sinal de que a economia está, de fato, se recuperando, depois dos números positivos dos serviços e do varejo.
O mais intrigante é que o governo Temer não tomou nenhuma medida de peso que pudesse influenciar a retomada da economia. Até agora, houve apenas mudança nas leis trabalhistas, acompanhada de promessas de um ajuste fiscal e de reformas da Previdência e do sistema tributário, três iniciativas que ainda estão longe de acontecer. Portanto, não tiveram a menor influência.
FUNDO DO POÇO – Aqui na “Tribuna da Internet”, há meses temos defendido a tese de que a economia brasileira já chegara ao fundo do poço e não desceria mais. O Brasil é um país muito forte, com uma produção interna diversificada em termos de agronegócio e indústria. Com a quinta maior população, riquezas minerais a explorar, as mais extensas terras agricultáveis do planeta e a maior reserva de água potável, condições ideais de luminosidade, realmente o potencial é impressionante.
Há ligeira recuperação da atividade econômica, mas as estatísticas continuam sinistras e tenebrosas, especialmente no tocante ao aumento do déficit público e da dívida interna. A equipe econômica promete solução a médio prazo, inclusive redução do desemprego. Espera-se que aconteça, até porque, como dizia o genial Lord John Maynard Keynes, a longo prazo todos estaremos mortos.
Essa tímida retomada acontece porque a economia de qualquer país minimamente organizado não é apenas uma equação aritmética, pois funciona como um organismo vivo, que se adapta, cria anticorpos e soluções.  Justamente por isso, não há crises eternas, elas vão e vêm, como uma onda no mar, no dizer de Nelson Motta e Lulu Santos.
TEMER SE SAFOU – O fato é que a estabilidade econômica é altamente bem-vinda. Depois da terra ser arrasada pela incompetência dos ministros da mulher sapiens, a recuperação é mais do que necessária, para o país voltar a respirar sem aparelhos.
Foi essa incipiente reação da economia que ajudou Temer a adiar o processo por corrupção passiva. Se a crise tivesse se aprofundado na sua gestão, o presidente Temer já teria sido eliminado por balas de prata, estacas de madeira e dentes de alho, no crepitar da fogueira de um Halloween antecipado.
O fato concreto é que Temer não apenas se safou, como recebeu também um habeas corpus preventivo com validade até 31 de dezembro de 2019, quando terá de responder ao processo criminal em Brasília, já engordado pelas novas denúncias das delações que vêm por ai, a começar pelo doleiro Lucio Funaro e chegando a Eduardo Cunha, Rocha Loures e Geddel Vieira Lima, que é um covarde chorão e na primeira prensa vai contar tudo.
O futuro político  de Temer não vale uma nota de três dólares. Quando deixar o poder, em 1º de janeiro de 2019, ele já estará com 78 anos, sem perspectivas de se eleger a cargo público de importância. Os processos criminais contra ele vão demorar tanto que não farão a menor diferença. Quando enfim for condenado na segunda ou na terceira instância, ele já estará preso pelas amarras da longevidade, que não distinguem quem é inocente ou culpado.

PSDB rompeu de fato com o governo Temer, ao acusá-lo de cooptação e suborno

Resultado de imagem para horario politico do psdbPedro do Coutto
Não há dúvida quanto ao rompimento do PSDB com o governo Michel Temer, bastando levar em consideração o conteúdo do programa partidário que foi ao ar na noite de quinta-feira e objeto de excelente reportagem de Maria Lima, Cristiane Jungblut e Marco Grilo, edição de O Globo desta sexta-feira. Um grupo do partido tenta negar a evidência. Impossível. Basta ler a matéria transcrita no jornal.
Em vários momentos o programa veiculado na televisão ressaltou que o partido errou, fazendo assim uma autocrítica inédita de comportamento político, pelo menos desde a redemocratização de 1945 aos dias de hoje, incluindo o fim do Regime Militar do poder em 1985 quando José Sarney assumiu a presidência da República.
APOIO EQUIVOCADO – A autoafirmação do erro conduz à pergunta lógica e inevitável: errou quando e em que posição cometeu a falha? O erro só pode se referir dentro de uma visão concreta, ao apoio permanente ao governo Michel Temer. Em que outra situação poderia se encaixar o reconhecimento da rota que na noite de quinta-feira considerou errada? Não existe.
Comentando a peça publicitária, o senador Ataídes Oliveira citou Nelson Rodrigues ao destacar que o programa do PSDB refletiu a vida como ela é, título de coluna mantida pelo teatrólogo durante larga extensão de tempo em O Globo. O senador Ataídes Oliveira, ao fazer a afirmação, defendeu o programa partidário. E acentuou que a autocrítica vai conduzir o PSDB ao encontro da realidade brasileira.
O Senador Tasso Jereissati que substitui Aécio Neves, na presidência da legenda foi quem autorizou a montagem do programa e assim também logicamente defendeu seu conteúdo, de modo geral, e a autocrítica em particular. O programa foi elaborado pelo marqueteiro Einbari Jacome . Na minha opinião, o que importa é a direção a qual a divulgação do PSDB teve como alvo.
DESEMBARQUE – O único alvo só pode ser o desembarque total do governo Michel Temer, abandonando os ministérios que possui. Diante desta questão, pode-se aguardar como reflexo uma divisão profunda na legenda uma vez que os titulares dos cargos evidentemente não vão querer abandoná-los. A cisão, portanto, se aprofunda, podendo até levar à troca da legenda por outra que assegure a continuidade que os ministros pretendem.
Mas há o problema das urnas de 2018. Esse aspecto é bem focalizado em matéria de Maia Menezes, publicada também em O Globo, na qual analisa, nas urnas do próximo ano, as implicações do rompimento partidário e da permanência dos atuais titulares de cargos na Esplanada de Brasília.
A impopularidade do governo Michel Temer é enorme. Os adeptos da continuidade, no fundo, podem prejudicar os que buscam o caminho das urnas do próximo ano. E o caminho das urnas, vale acentuar, é a rota tanto dos candidatos quanto dos eleitores e eleitoras do país.

Piada do Ano: Bethlem diz que contatos com empresas de ônibus são ‘consultoria’

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Rodrigo Bethlem está cada vez mais enrolado
Arthur Guimarães
G1/ RJTV
O telejornal RJTV teve acesso exclusivo ao depoimento do ex-secretário municipal de Ordem Pública Rodrigo Bethlem, que foi ouvido pela Polícia Federal na última terça-feira (dia 15), em uma investigação ligada à operação Lava Jato. Bethlem é suspeito de intermediar um esquema de corrupção que envolveria empresários de ônibus.
No depoimento, o ex-secretário afirmou que, desde 2015, quando terminou seu mandato de deputado federal, é sócio de uma consultoria, que naquele mesmo ano foi contratada pela Rio Ônibus – sindicato que reúne as empresas do setor no município do Rio – para fazer análises político-econômicas, como pesquisas de opinião e análise do panorama político e econômico local e nacional.
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO – Bethlem disse que por causa desse contrato, mantinha contato direto com Lélis Teixeira, ex-presidente da Rio Ônibus e da Fetranspor, que foi preso por suspeita de participar de esquema de desvio de mais de R$ 250 milhões do setor de transporte público do RJ.
Sobre as mensagens de celular que mostram conversas com Teixeira, Bethlem disse que não se recordava do assunto tratado – em uma das conversas, ele afirmou que “Meu amigo garantiu que se o atual fizer ele mantém, entendeu?” – na ocasião, mas declarou que não se tratava de nada ilícito e que não se lembrava de quem seria o “amigo” em questão.
Sobre outra conversa, em que Bethlem pede a Teixeira que “tranquilize a turma e lhe conceda os louros“, ele disse que poderia estar se referindo à equipe da Rio Ônibus e a ter crédito por informações dadas por sua empresa. E sobre outro trecho, em que escreveu “esse vice vai dar muito trabalho“, ele disse que não poderia afirmar se estava se referindo a Fernando MacDowell, atual vice-prefeito e secretário de Transportes do Rio.
REUNIÃO COM BARATA – O ex-secretário também respondeu sobre um e-mail enviado por uma funcionária sua, em que solicita a realização de reuniões com Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários de ônibus do Rio, para tratar de assuntos políticos com urgência. Bethlem afirmou que Barata havia solicitado pesquisas sobre o quadro político do município do Rio, e que os encontros seriam para passar as informações, além de dar consultoria presencial.
Bethlem também disse ser amigo do prefeito Marcelo Crivella, com quem fala esporadicamente e a quem auxiliou na montagem do plano de governo e orientou sobre a estrutura da Prefeitura do Rio, sempre de maneira informal e sem interesse em cargos no governo.
Finalmente, sobre o ex-prefeito Eduardo Paes, Bethlem disse que tinha relação de amizade, que depois rompeu por se sentir perseguido por integrantes do PMDB. Ele negou também ter participado de qualquer negociação junto a governos para beneficiar empresários de ônibus.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Depois da denúncia da ex-mulher, a imagem de Rodrigo Bethlem se desgastou por completo. Atualmente, sua ocupação em tempo integral é tentar se defender das múltiplas acusações criminais. Em breve, Bethlem e a quadrilha de Eduardo Paes estarão reunidos com a quadrilha de Sérgio Cabral na cadeia de Benfica, que o governador Pezão reformou para os amigos e para ele próprio, que também já deveria estar preso, mas está sendo favorecido pelo  foro privilegiado no STJ. Mas essa moleza vai acabar em janeiro de 2019. (C.N.)

Gilmar Mendes solta ‘rei do ônibus’ de novo e aumenta a polêmica da suspeição

Imagem mostra o ministro do STF Gilmar Mendes (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Gilmar  não respeita suspeição nem impedimento
Deu em O Tempo(Agência Estado)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar, de novo, nesta sexta-feira (dia 18), o empresário Jacob Barata Filho, preso desde o início de julho na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato. Barata Filho é considerado o “rei dos ônibus” no Rio e é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pagar propinas a autoridades do Estado.
Gilmar concedeu na quinta-feira (dia 17), habeas corpus ao empresário Pouco depois, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra Barata. Nesta sexta-feira, dia 18, o ministro voltou a conceder liberdade a Barata.
LIMINAR DEFERIDA – “Ante o exposto, estendo os efeitos da medida liminar deferida nestes autos em 17.8.2017, para substituir prisão preventiva do paciente Jacob Barata Filho, decretada nos Autos 0504957-22.2017 4.02.5101, pelas medidas cautelares diversas da prisão, fixadas no despacho anterior. Comunique-se, com urgência, para que o Juízo de origem providencie a imediata expedição de alvará de soltura. Intime-se”, decidiu Gilmar, nesta sexta-feira, 18.
Jacob Barata Filho é dono de um conglomerado de empresas no Rio e em outros Estados com mais de 4.000 veículos. Herdou o negócio de seu pai, que atuava no ramo desde os anos 1960. Os negócios da família incluem operadores de turismo, entre outras empresas, e se estendem por Portugal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
 – Gilmar Mendes é um caso a ser estudado pela Psicanálise. porque se comporta como se fosse uma reedição do Rei Luís XIV, símbolo máximo do absolutismo. O ministro brasileiro parece estar repetindo a todo “L’État c’est moi”, porque julga representar os três Poderes ao mesmo tempo. Nem Freud conseguiria explicar esse comportamento repetitivo do falso Rei Sol da nossa Carnavália. Ao que parece, Gilmar agiu de ofício, por conta própria, sem que tenha sido apresentado recurso contra a segunda decretação da prisão de Barata Filho, e isso não pode acontecer, porque juiz não se manifesta pela parte, quem o faz é o advogado dela(C.N.)

Pesquisa mostra que, para 74,3% dos brasileiros, Janot não “persegue” Temer

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Charge do Mário (Humor Político)
Pedro Rocha FrancoO Tempo
Três em cada quatro brasileiros discordam das afirmações da defesa do presidente da República Michel Temer de que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, persegue o chefe do Executivo. Segundo pesquisa do Instituto Paraná, 74,3% dos brasileiros não observam perseguição na atuação do chefe da PGR, responsável por denunciar Temer ao Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva.
A pesquisa mostra que apenas 22,7% dos entrevistados concordam com a afirmação dos advogados de Temer sobre possível perseguição do PGR ao presidente da República.
SUSPEIÇÃO – Depois de ter sido denunciado pela Procuradoria Geral da República, Temer entrou com arguição de suspeição e impedimento do procurador. Ao Supremo, Temer afirmou que Rodrigo Janot tem ‘uma obsessiva conduta persecutória’.
Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira, o presidente alega que ‘já se tornou público e notório que a atuação do procurador-geral da República, em casos envolvendo o presidente da República, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa’.
Para a pesquisa foram respondidos 2.540 questionários online entre os dias 12 e 15 de agosto. Segundo o instituto, a margem de erro varia de 2% a 5% dependendo da região em que a pesquisa foi aplicada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nos meios forenses sabe-se que, quando não há possibilidade de defesa, a saída é arranjar uma maneira de denunciar ou denegrir o acusador. No caso de Janot, as alegações de Temer são ridículas, patéticas. E a pesquisa indica que a opinião pública percebeu esta manipulação. É um bom sinal, em termos democráticos. (C.N.)