segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Mulher votando no referendo sobre a autonomia de Vêneto, 22 de outubro de 2017

Opinião: referendos em Vêneto e Lombardia apontam anacronismo na Europa

© REUTERS/ Manuel Silvestri
EUROPA
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Mais de 98% dos moradores de Vêneto votaram a favor da autonomia da região. A situação parecida ocorreu na região italiana de Lombardia. O especialista em ciências políticas, Dmitry Zhuravlev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik opinou por que essas regiões visam obter a independência.
Durante o referendo regional que veio à tona no domingo (22), mais de 98% dos cidadãos do Vêneto se expressaram a favor da autonomia da região situada no Norte da Itália, informou a comissão eleitoral local.
No total, o referendo contou com participação de mais de 57% eleitores locais.
O presidente da região, Luca Zaia, afirmou à Sputnik: "É uma decisão histórica, que vai ter consequências significativas. Mais de dois milhões de cidadãos votaram a favor da autonomia."
Ao mesmo tempo, em referendo consultivo na região italiana de Lombardia, 95% dos moradores votaram pelo crescimento da autonomia da região; a participação do referendo excedeu 40%, afirmou o governador da região, Roberto Maroni.
Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas, Dmitry Zhuravlev, falou sobre por que essas regiões têm como objetivo conseguir a independência.
"Por um lado, era esperado que um grande número votasse a favor da autonomia, por outro, nem tanto. O referendo da Catalunha acabou de acontecer, é evidente que seus resultados não sejam cumpridos, por isso houve uma incerteza entre as pessoas no que diz respeito a votar por uma coisa que possa a vir a ser muito perigosa. Mas a tendência da região em se tornar independente é de muito tempo. Em conformidade com a União Europeia unida, regiões já não precisam de Estados. A União Europeia concede todas as vantagens proporcionadas por um governo: ausência de fronteiras, alfândegas, circulação livre e economia unida. Por isso, regiões mais ricas e mais desenvolvidas acreditam que seriam melhores sem esses Estados", explicou o especialista.
Para o cientista político, essa será a evolução dos acontecimentos:
"O desejo psíquico-cultural em se separar sempre foi presente nessas regiões da Itália e, hoje em dia, ela já não está presa a razões econômicas. É difícil prever consequências, pois tudo vai depender da reação do governo italiano, e de como as autoridades da região vão interpretar esta independência: saída imediata e criação do próprio Estado ou início de conversações com o governo italiano sobre novo estatuto da região. Trata-se de outro sinal alarmante, que prejudica a concepção moderna sobre governo, tornando essa tendência anacrônica na Europa", ressaltou Dmitry Zhuravlev.
Soldados indonésios no momento de chagada ao aeroporto militar de Roesmin Noejadin

Chefe militar indonésio é impedido de entrar nos EUA apesar do convite

© AFP 2017/ ADEK BERRY
ÁSIA E OCEANIA
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O comandante das Forças Armadas Nacionais da Indonésia, general Gatot Nurmantyo, foi impedido de entrar nos EUA apesar de ter sido convidado para visitar oficialmente o país pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford, comunicou a mídia.
Anteriormente, em outubro, a embaixada dos EUA em Jacarta publicou uma declaração quando ao convite de Dunford a Nurmantyo para participar da Conferência dos Chefes da Defesa para enfrentamento da violência extremista, entre 23 e 24 de outubro em Washington.
De acordo com a CNN, no sábado (21), Nurmantyo e a sua esposa estavam no aeroporto – prontos para ir a Washington, contudo mesmo antes de decolar, o Serviço Alfandegário e Proteção das Fronteiras dos EUA informou para a delegação indonésia a impossibilidade de os mesmos entrarem em território norte-americano.
O próprio embaixador dos EUA em Jacarta, posteriormente, pediu desculpas em nome de Washington ao ministro das Relações Exteriores indonésio, Retno Marsudi, pelo incidente e inconveniência.
"Conservamos nosso compromisso de parceria estratégica com a Indonésia para garantir a segurança e prosperidade das nossas nações e povos", comunicou a embaixada no domingo (22).
De acordo com informações recentes, Jacarta está esperando que Washington dê explicação plausível quando ao incidente.
Cristina Kirchner

Ela está de volta: Cristina Kirchner é eleita para uma vaga no Senado argentino

© Foto: Unidad Ciudadana/ Fotos Públicas
AMÉRICAS
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Concorrendo pela província de Buenos Aires, a ex-presidente Cristina Kirchner agora vai para o Legislativo. Com 98% dos votos apurados, o candidato governista Esteban Bullrich liderou o pleito com 41,35 % dos votos, seguido da própria Kirchner com 37,27 % e 11,33 %, de Sergio Massa, completando a lista de eleitos.
Os candidatos da Frente Justicialista e Frente da Esquerda dos Trabalhadores (FIT) — Florencio Randazzo e Néstor Pitrola — ficaram com 5,30% e 4,75% dos votos, respectivamente.
Entre os deputados, em Buenos Aires também lidera o partido de Macri, Cambiemos, com um total de 42,15% dos votos, seguido da Unidad Ciudadana, que obteve 36,26%. O Cambiemos se impôs na maioria das províncias argentinas e conduz em Córdoba, Mendoza, Corrientes, Chaco, Entre Rios, Jujuy, La Rioja, Neuquén, Salta, Santa Cruz e Santa Fé. Na Cidade Autônoma de Buenos Aires também lidera a aliança oficial "Vamos Juntos".
Falando sobre os resultados da votação, Kirchner destacou o crescimento da Unidad Ciudadana enquanto "o resto das forças da oposição não resistiu ao avanço do partido no poder".
"Conseguimos aumentar votos, fomos capazes de crescer, mesmo que tenhamos enfrentado a concentração de poder mais forte e sem precedentes que se tem lembrança desde a restauração da democracia", afirmou.
Macri também comentou as apurações dizendo que "hoje, ganhou a certeza de que podemos mudar a história".
"Hoje  não ganhou um grupo de candidatos, nem ganhou um partido. Hoje  ganhou a certeza de que podemos mudar a história, que podemos mudar a história para sempre", disse Mauricio Macri.

andidatura de Bolsonaro revive luta ideológica que já deveria estar sepultada

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Charge reproduzida do Arquivo Goolge
Carlos Newton
A candidatura do capitão reformado Jair Bolsonaro é uma reprise do filme “De Volta para o Futuro”, pois submete o país a um passado aterrador, em que a velha disputa ideológica sai do mausoléu para nos assustar. É como se  nada tivesse acontecido nos últimos dois séculos e as antigas ideologias ainda existissem, com o comunismo e o capitalismo se contrapondo e se digladiando sem cessar. Discutir ideologias na época em que vivemos, sem a menor dúvida, é apenas perda de tempo. Mas o Brasil continua na era das cavernas, conforme se pode constatar no radicalismo que caracteriza os comentários inseridos aqui na “Tribuna da Internet”. É desanimador, desalentador e desencorajador.
Não foi para isso que se criou este Blog, em 2008. O objetivo era abrir um espaço para que as opiniões pudessem ser livres e a troca de ideias conseguisse nos conduzir a conceitos em prol do bem comum, confesso que tinha essas tolas aspirações. E agora, quase dez anos depois, vejo que deu tudo errado.
NA DÉCADA DE 70…  Não é de hoje que defendo a tese da morte das ideologias, pois comecei a escrever a respeito na década de 70, quando o jornalista Mauritônio Meira teve a ideia de criar uma revista que circulasse simultaneamente encartada em jornais de todo o país e me convidou para dirigi-la. De repente, lá estava eu trabalhando com monstros sagrados como Rubem Braga, Joel Silveira, Sebastião Nery, Nina Chavs, Raul Giudicelli, Fernando Lobo, Antônio Nássara, Nertan Macedo e muitos outros, como o então iniciante Paulo Peres, que nos honra com sua participação diária aqui na TI.
Logo nas primeiras edições da revista, que rapidamente se tornou o órgão de imprensa com maior tiragem e penetração do país, escrevi uma série de artigos sob o título “A morte das ideologias”. No primeiro deles, fazia ironia dizendo que, se Karl Marx e Friedrich Engels estivessem vivos e morassem na União Soviética, estariam presos na Sibéria, chupando picolé de gelo, porque o regime soviético os perseguiria implacavelmente.
FALSA GUERRA FRIA – Naquela época, bem antes da queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, já se sabia que a guerra fria ideológica era um papo furado, apenas disputa de poder, porque a ameaça do comunismo e a evolução social tinham feito o capitalismo se aprimorar, aceitando os direitos trabalhistas e criando o Welfare State (Estado do Bem-Estar Social). Portanto, aquela conversa da exploração do homem pelo homem estava com os dias contados, embora até hoje insista em se fazer presente na imensa maioria das nações, vejam como na prática a humanidade ainda continua estupidamente atrasada.
Meus textos fizeram sucesso pelo ineditismo e a Escola Superior de Guerra colocou a tese da morte das ideologias para ser discutida pelos alunos e professores.
Como o equilíbrio está sempre no meio, a política também funciona assim, e a dissolução das ideologias viria através de uma simbiose entre os conceitos do capitalismo e do comunismo, o que naquela altura já começava a acontecer nos países escandinavos, onde a democracia plural acabou dando tão certo que hoje as maiores discussões ideológicas lá existentes se concentram em temas como a defesa do meio ambiente e os problemas da imigração.
NA ESCANDINÁVIA – Criou-se naquela inóspita região do planeta uma espécie de neocapitalismo, que vem a ser irmão gêmeo do neossocialismo, a diferença é só questão de ponto de vista.
Diante desta realidade da evolução política, que é concreta e não tem como ser contestada, é triste ver a falta de consideração que ainda é demonstrada em relação a Karl Marx e Friedrich Engels, que continuam sendo caluniados pelos erros cometidos por ditadores como Josef Stalin, Fidel Castro e Kim Jong-un, três exemplos de péssima execução do marxismo na era contemporânea.
Os críticos de Marx e Engels se comportam como se eles ainda estivessem vivos, tomando um cafezinho no bar da esquina. Esquecem que eles desenvolveram suas teorias políticas na época em que viveram, há quase 200 anos, quando a exploração do homem pelo homem ainda era abertamente institucionalizada.
UM PASSO À FRENTE – Antes de Marx e Engels viera outro alemão, Georg Hegel, que questionava as concepções políticos e filosóficas da época. Marx e Engels deram um passo à frente, ao definir que “os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo”.
Há dois séculos, como os empresários não manifestavam nenhuma preocupação com a saúde e a duração da vida dos trabalhadores, o que Marx e Engels pretendiam era idealizar uma sociedade mais justa, com melhor distribuição de renda, sem a exploração exacerbada dos trabalhadores, que ainda não tinham direitos sociais. Os dois pensadores não queriam escravizar ou subjugar ninguém, muito pelo contrário. E não têm culpa de que suas ideias tenham sido deturpadas por meros tiranos, que aplicaram as teorias de maneira completamente equivocada, criando ditaduras sangrentas, tudo errado.
VISÕES DO MARXISMO – Aqui na TI, publicamos três excelentes visões do marxismo. O trabalhista Antonio Santos Aquino nos lembrou que Marx dizia que “a imprensa livre é o olhar onipotente do povo, a confiança personalizada do povo nele mesmo, o vínculo articulado que une o indivíduo ao Estado e ao mundo, a cultura incorporada que transforma lutas materiais em lutas intelectuais e idealiza suas forças brutas. É a franca confissão do povo em si mesmo, e sabemos que o poder da confissão é o de redimir. A imprensa livre de si mesma é a primeira condição de sabedoria“. No entanto, Marx é tido hoje como inimigo da liberdade de imprensa…
O professor e poeta Antonio Rocha lamentou que existam comunofobia e socialismofobia no Brasil. “Libertem-se do passado. Lembrem-se que o Cristianismo matou muita gente no tempo das Cruzadas. Graças a Deus, hoje não mata mais. Recordo o presidente Ronald Reagan, quando ele começou a se aproximar de Gorbatchev, que estava promovendo a Perestroika na URSS. Numa coletiva, um repórter ponderou: ‘Mas eles são comunistas…’. Sabiamente, o presidente Reagan respondeu que isso é coisa do passado”.
E o comentarista Pedro Meira lembrou que Brizola não era comunista, apenas nacionalista. “Quando concorreu para presidente, não teve apoio dos comunistas. Aliás, grande parte da direita confunde nacionalismo com comunismo, porque acha que é esquerda tudo que não seja defesa do capital estrangeiro e dos interesses norte-americanos”.
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P. S.  Já ia esquecendo. Dizer que Lula e seus comparsas são marxistas parece ser um bocado de exagero. O lance deles é grana. São capitalistas à moda antiga, apenas fingiam se preocupar com o bem-estar dos trabalhadores.
P.S. 2 – Pessoalmente, continuo preferindo o comunismo ao capitalismo, mas defendo uma releitura do marxismo, com assimilação de importantes práticas capitalistas, como o empreendedorismo das atividades privadas. Mas acho que os bancos deveriam ser todos estatais. Dinheiro é algo muito importante para estar na mão de indivíduos que só visam ao lucro. Aliás, o predomínio atual do capitalismo financeiro foi previsto com impressionante exatidão por Marx, como registrou recentemente a revista “The Economist”. (C.N)

O problema das privatizações são os interesses escusos que estão por detrás

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Charge do Nico (Arquivo Google)
Roberto Nascimento
Fala-se em reativação comercial do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para atender a interesses de políticos da base do presidente Michel Temer. Na verdade, o esvaziamento do aeroporto da Pampulha, com a proibição de vôos entre as capitais, ocorreu em 2005, no primeiro governo Lula, e foi viabilizado para proteger os então controladores do aeroporto privado de Confins, leia-se: Andrade Gutierrez. O objetivo foi concentrar os voos em Confins para proteger a iniciativa privada. Então, a tão falada concorrência é apenas da boca para fora. Quando um aeroporto administrado pela Infraero começa a concorrer com um aeroporto privatizado, vem o governo e destrói o aeroporto público, acabando com a concorrência.
Este é o lado pior de governos que não deixam existir a livre concorrência, para que o usuário do transporte aeroviário escolha a melhor opção entre o público e o privado.
EXEMPLO DE CABRAL – Essa decisão de impedir voos de aeronaves comerciais na Pampulha prejudicou os passageiros da grande Belo Horizonte, que são obrigados a fazer um trajeto de 40 km de Confins até BH.
A mesma atitude foi tomada pelo ex-governador Sérgio Cabral, que mandou a chefe do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) na época e que agora está numa diretoria do BNDES, colocar obstáculos na questão de ruído para impedir voos de aeronaves no Santos Dumont a partir das 23:00h, o que fez com que a empresa aérea AZUL desistisse de montar sua base operacional no Rio de Janeiro e optasse para Campinas, bombando aquele aeroporto pequeno, que pulou de dois milhões de passageiros ao ano para quase 10 milhões de passageiros ao ano.
O objetivo de Cabral era ajudar a Odebrecht, então controladora do Aeroporto Tom Jobim, privatizado e concorrente direto do aeroporto Santos Dumont.
UMA VERGONHA – Este comportamento dos governantes é uma vergonha e atenta contra os postulados da livre iniciativa e da concorrência sadia, que deveria favorecer o consumidor brasileiro. O governo intervém no setor privado para favorecer A ou B, de acordo com suas conveniências políticas e partidárias, e quem sai prejudicado sempre é o consumidor.
No caso do Aeroporto da Pampulha, o que me deixa constrangido é o silêncio do governador petista Fernando Pimentel, que nada faz em relação ao caso. Se fosse Itamar Franco o governador, isso jamais ocorreria com Minas Gerais. Por pouco, Itamar peitou FHC e colocou a PM de prontidão, às margens do Lago de Furnas, para reagir à bala caso o tucano tentasse privatizar a CEMIG.
Itamar, sim, foi um grande brasileiro, mas até hoje não apareceu outro topetudo como ele para defender seu estado e o país.

Temer tenta bajular Rodrigo Maia e diz que ele é um ‘colaborador extraordinário’

Temer faz nova tentativa para reatar com Maia
Deu no G1 Brasília
O presidente Michel Temer afirmou neste sábado (21) em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, que possui uma relação de “muito respeito institucional” com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “Você sabe que o Rodrigo Maia exerce suas funções com grande propriedade, baseado na Constituição e no regimento interno Câmara dos Deputados. É um verdadeiro magistrado em todas as questões, pelo menos algumas de natureza política”, declarou ele.
Temer acrescentou que, nas questões que dizem interesse ao país, Rodrigo Maia tem sido um “colaborador extraordinário” do seu governo. “Não há um ato qualquer que seja prejudicial ao governo. Ao contrário, em todos os momentos ele age para fazer aprovar aquelas matérias que apresentamos e que são de interesse do país, é um homem vocacionado para a vida pública”, acrescentou o presidente da República.
APÓS AS RUSGAS – Os elogios de Temer ao presidente da Câmara dos Deputados acontecem após rusgas entre eles, e antes da votação da segunda denúncia feita contra o peemedebista pela Procuradoria Geral da República (PGR). A votação está prevista para o próximo dia 25.
Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, divulgou nota na qual acusou o Palácio do Planalto de disseminar uma “falsa versão” de que ele e Michel Temer se reuniram na última quarta-feira (18) para discutir o rito da denúncia contra o presidente da República.
“Essa versão é falsa, e quem a divulgou deve vir a público dizer por que o fez e com qual intenção”, afirmou ele na ocasião. Segundo Rodrigo Maia, a divulgação da nota “se faz necessária porque o autor da falsa versão disseminada pelo Palácio do Planalto precisa repor a verdade dos fatos”.
Antes disso, a divulgação dos vídeos de depoimentos prestados pelo operador financeiro Lúcio Funaro – gravados no acordo de delação premiada – já tinham aumentado a tensão entre ambos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Temer perde seu tempo ao puxar o saco de Rodrigo Maia publicamente. O presidente da Câmara já se descolou completamente do Planalto e segue em voo solo. Na votação de quarta-feira, quando se decidirá a continuidade do governo Temer, Maia não vai ajudar nem atrapalhar. Até porque tudo já está dominado. Mas ele está convicto que o DEM precisa fazer oposição ao atual governo, se pretende sobreviver como partido político(C.N.)

Lula diz que, se eleito, fará referendo para revogar medidas de Temer

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Charge do Henrique (Arquivo Google)
Deu no Estadão
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal espanhol “El Mundo”, que vai propor um referendo revogatório de “muitas das medidas aprovadas” pelo governo de Michel Temer, como uma proposta para recuperar o país caso seja eleito presidente em 2018. “É criminoso ter uma lei que limite durante 20 anos o investimento do Estado. No Brasil, ainda faltam coisas básicas, como saneamento, tratamento de água, casas”, disse.
Questionado sobre a boa repercussão no mercado do governo Michel Temer, Lula disse que isso é claro, uma vez que querem privatizar o aís.
PRIMEIRO E ÚNICO – Na entrevista, ele disse que quer voltar a ser presidente para mostrar ao mundo que o País pode funcionar. “Não há ninguém que saiba governar o povo mais necessitado como eu faço”, afirmou.
O ex-presidente creditou a crise vivida no país à perda de credibilidade, algo que, segundo ele, foi efeito das manifestações iniciadas em junho de 2013.
Lula também reconheceu que houve erros no mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o primeiro deles foi o “exagero” nas políticas de desoneração de grandes empresas e, o segundo, foi o anúncio do ajuste fiscal. Mas negou que tenha se arrependido de não ter concorrido nas eleições presidenciais de 2014.
LEMBRANDO 1999 – Ele ainda comparou o ano de 2015 com o de 1999, quando quem governava era o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tinha baixa popularidade e também enfrentava problemas econômicos. “Mas, nessa ocasião, o presidente da Câmara era Michel Temer e ele o ajudou a governar. Nós tínhamos Eduardo Cunha, que rejeitou cada reforma que Dilma propunha. Foi quem levou o impeachment ilegítimo à frente”, analisou.
ACUSAÇÕES – Condenado em primeira instância no caso do tríplex do Guarujá, Lula voltou a criticar a Polícia Federal e o Ministério Público, dizendo que não encontraram prova contra ele e que a sentença do juiz Sergio Moro é “política”.
“Se acreditavam que uma condenação iria fazer eu desistir de ser candidato, conseguiram o efeito contrário.”
Perguntado se o PT tem outras opções caso ele não possa concorrer por causa de uma eventual condenação em segunda instância, ele respondeu que espera poder concorrer, mas disse que ninguém é imprescindível. “Há milhares de Lulas.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os milhares de Lulas se limitam a um só, chamado Luiz Inácio, mas que já está com seu prazo de validade mais do que vencido. (C.N.)

Bancada de Bolsonaro na Câmara já tem quinze deputados que vão trocar de partido

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Deu em O Tempo(Agência Estado)
Na Câmara, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem uma “tropa de choque”, com cerca de 15 deputados de diferentes partidos: DEM, PR, SD, PSD, entre outros. Parte do grupo está esperando uma decisão de Bolsonaro sobre qual partido vai para poder acompanhá-lo. Se ele confirmar a ida para o PEN com seus aliados, o partido vai conseguir ultrapassar a cláusula de desempenho, aprovada na reforma política.
Ainda assim, Bolsonaro enfrentaria um problema: a troca pela janela partidária, em março de 2018, garante a manutenção do mandato, mas não o tempo de TV e recursos do Fundo Partidário. Ou seja, ele faria campanha presidencial com menos dinheiro e menos tempo de TV.
MAJOR E DELEGADOS – Um dos parlamentares desse grupo é Major Olímpio (SD-SP), que diz já ter recebido um convite do PEN e pode disputar o governo paulista pela sigla. “O Bolsonaro é um candidato muito viável. Vejo a candidatura dele crescendo a cada dia e posso me alinhar com ela”, disse.
Delegado Éder Mauro (PSD-PA) afirmou que o presidente da sua sigla, ministro Gilberto Kassab, já está ciente de sua movimentação para acompanhar Bolsonaro. Já Delegado Waldir (PR-GO) disse que é “100% Bolsonaro” e vai trabalhar até mesmo em sua campanha presidencial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Bolsonaro e sua bancada teriam de trocar logo de partido, para sua candidatura ganhar maior espaço no horário eleitoral, mas isso só vai acontecer em março, quando se abre a “janela” partidária. No entanto, não fará diferença. Do jeito que as coisas estão indo, Bolsonaro vai subir nas pesquisas e muitos partidos farão uma coligação com a legenda a que o candidato estiver filiado em março, ampliando seu tempo na TV e no rádio. A repulsa dos eleitores com os políticos cresce sem parar, beneficiando Bolsonaro, que terá apoio até mesmo da cúpula das Forças Armadas, que ainda faz muitas restrições a ele. Se for eleito, os generais terão de bater continência diante dele. (C.N.)

PF indicia mulher de Pimentel e Luciano Coutinho na Operação Acrônimo

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Pimentel e Carolina, unidos pela corrupção
Deu em O Tempo(Agência Estado)
Em relatório encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação Acrônimo, a Polícia Federal concluiu que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), atuou com o auxílio do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho para favorecer o Grupo Casino ao não liberar empréstimo para viabilizar a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Na época dos fatos investigados, Pimentel chefiava o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e presidia o Conselho de Administração do banco público.
Segundo a PF, Pimentel e Coutinho se articularam para impedir a concretização de um empréstimo do BNDES para o empresário Abilio Diniz, que na época buscava apoio do banco público para a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Em fevereiro de 2011, Diniz apresentou o projeto de fusão a Coutinho, que teria autorizado a realização de estudos técnicos sobre a operação. À época, Diniz e os franceses do Grupo Casino disputavam o controle do Pão de Açúcar.
PROPINA À MULHER – A PF aponta no relatório que o Casino, contrário à compra, teria efetuado pagamentos para uma empresa que cedeu 40% dos valores à mulher de Pimentel, Carolina de Oliveira. Para os investigadores, o repasse seria uma contrapartida à inclusão de uma cláusula em desfavor de Diniz. A cláusula tratava da obrigatoriedade do Pão de Açúcar não possuir qualquer disputa judicial com os franceses para poder ter acesso ao dinheiro do BNDES.
Segundo a PF, em troca da inclusão da cláusula e da manutenção da situação de interesses do grupo, foram pagos R$ 8 milhões pelo Casino à empresa MR Consultoria. A PF concluiu que a empresa, de propriedade do jornalista Mário Rosa, intermediou o repasse de parte do valor para a atual primeira-dama de Minas Gerais.
“A presença da cláusula condicionante a inexistência de litígio entre o Grupo Pão de Açúcar e o Grupo Casino na prática significou a manifestação prévia do BNDES sobre a necessidade de consenso entre o Grupo Casino e a família Diniz para a obtenção do apoio financeiro pleiteado, cancelando de forma antecipada o enquadramento da operação de fusão, impedindo assim a continuidade da análise do projeto”, diz o relatório da PF.
LUCIANO COUTINHO – Com isso, a PF indiciou Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, e a primeira-dama de Minas no âmbito da Operação Acrônimo. Pimentel não foi indiciado porque é governador e tem foro privilegiado no STJ. A primeira-dama, Coutinho e Mário Rosa foram indiciados pela PF por corrupção passiva. Já os executivos Ulisses Kameyama e Eduardo Leônidas, que teriam intermediado os pagamentos, foram indiciados por corrupção ativa. Eduardo Leônidas era executivo do Casino à época dos fatos investigados e hoje atua como diretor de Desenvolvimento e Estratégia no Grupo Pão de Açúcar.
“Todos os indícios obtidos apontam que Fernando Pimentel, utilizando-se do seu cargo, foi auxiliado por Luciano Coutinho com o escopo de atender a solicitação feita pelo ministro do MDIC, para viabilizar a inserção de cláusula condicionante de ausência de litígio no pedido de apoio financeiro apresentado pelo empresário Abilio Diniz junto ao BNDES”, diz o relatório assinado pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, coordenadora da Operação Acrônimo.
PAGAMENTOS – A PF detalha em seu relatório a cronologia da contratação da empresa de Mário Rosa e os pagamentos efetuados pelo Casino com os posteriores repasses feitos para a OLI Comunicação, da primeira-dama de Minas Gerais. Em 1º de julho de 2011, a MR Consultoria e o Casino assinam contrato de R$ 2 milhões válidos entre julho daquele ano e junho de 2012. A primeira parcela foi recebida quatro meses depois, em 17 de novembro de 2011.
Em 24 de abril de 2012, Carolina abre uma conta para sua empresa, a OLI, e na mesma data recebe um cheque de R$ 85 mil da empresa de Mário Rosa. Segundo a PF, entre 2013 e 2014, ainda foram identificados outras 15 transferências da MR Consultoria para a OLI. No total, a empresa da mulher de Pimentel recebeu R$2,8 milhões.
Para a PF, “não há nenhum elemento concreto que evidencie a efetiva participação de Carolina na prestação de serviço objeto do referido contrato e que justifique o recebimento de quase metade do valor pago pelo Grupo Casino” à empresa de Mário Rosa. No entendimento da PF, a investigação demonstra que Carolina de Oliveira seria o “elo entre os interesses do Grupo Casino e Fernando Pimentel, então MDIC e com influência junto à presidência do banco público”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O mais incrível de tudo isso – e que a Polícia Federal ainda desconhece – é que a atual mulher de Pimentel (que, então, era sua amante) foi contratada pelo BNDES como assessora do presidente Coutinho, com salário superior a R$ 20 mil, sem trabalhar, e com contrato de dedicação exclusiva, que a proibia de fazer costuras para fora, como se dizia antigamente. (C.N.)

Mais Piada do Ano: Eunício Oliveira anuncia que decidiu votar em Lula na sucessão

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Eunício quer ser reeleito senador com apoio do PT
Deu em O Tempo
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), declarou apoio ao ex-presidente Luliz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2018, se não for lançada candidatura por seu partido nem fixado um posicionamento do PMDB para o pleito. A declaração foi publicada no jornal “O Povo”, do Ceará. “Se não houver um entendimento nacional, se não houver uma aliança local que me obrigue diferente, eu sou eleitor do Lula”, disse o presidente do Senado, após seminário do Sebrae em Fortaleza (CE).
De acordo com a reportagem, a declaração fortalece tese que Eunício estaria se aproximando do governador Camilo Santana (PT) com a intenção de disputar uma das vagas ao Senado dentro da possível aliança com o petista.
SEM CANDIDATO – O senador peemedebista avaliou que o PMDB não deve lançar candidato próprio à Presidência. Ele defendeu a liberação das alianças nos estados. “O PMDB é um partido livre”, disse. “Se tiver liberado, se (o voto) for livre, obviamente votarei no presidente Lula.
No Ceará, PT e PMDB só romperam oficialmente em março de 2016 antes da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Além de Eunício, o próprio presidente Michel Temer foi outro peemedebista a defender a presença de Lula nas eleições. Em entrevista ao site “Poder 360”, do jornalista Fernando Rodrigues, o chefe do Executivo disse que há uma série de condicionantes” para a disputa de Lula e que é o eleitor que deve dizer se “aprova”.
DECISÃO DE LULA – “É positivo se o Lula participar, se o João da Silva participar, se o José das Abóboras participar. Quantos queiram participar. Acho que não tem nenhum fator negativo”, disse o presidente, ressaltando que é uma decisão que o próprio Lula tem que tomar.
Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro e pode ficar fora das eleições se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmar a decisão.
Sobre o argumento que seria “um trauma para uma parcela da população” que o ex-presidente não participasse do pleito, Temer respondeu: “Eu acho o seguinte. Nós estamos num sistema democrático pleno. Ninguém pode negar. As instituições estão funcionando plenamente. Isto é importante dizer. Tem repercussão internacional. Quando vejo gente falando mal do Brasil, eles não se apercebem que isto cria um clima negativo para o país. Você divide os brasileiros. Acho que nós não temos que fazer isso. Então num sistema democrático, quem quiser se habilita, se candidata. O eleitor é que vai dizer se aprova, se não aprova.”
SEM REELEIÇÃO – Temer disse que se “enxerga” como presidente da República até 31 de dezembro de 2018. Sobre uma possível aliança entre PMDB, DEM e PSDB, para Temer vai depender muito das “circunstâncias políticas do ano que vem”. O presidente elogiou o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin.
“O Doria é uma figura muito adequada ao Executivo. Extraordinário. Sempre se revelou assim na atividade empresarial e agora cuida da Prefeitura de São Paulo. Quais são suas intenções? Não sei. Mas ninguém pode impedi-lo eventualmente de ser candidato.”
“Não tenho nenhuma queixa sobre o governador Alckmin. Acho que ele faz um bom trabalho em São Paulo. E tem tido de nós, do governo federal, todo o apoio”, destacou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A política é uma grande conversa fiada, em que as aparências enganam. Como ensinava Vinicius de Moraes, “o homem que diz vou não vai, o homem que diz sou não é”, e a política brasileira confirma essa regra. Na verdade, Eunício não quer votar em Lula, Temer não pretende deixar o Planalto e já se prepara para tentar a reeleição. Vem aí a campanha publicitária para apresentá-lo como o salvador da Pátria, o Tite da economia brasileira. Vai ser engraçado(C.N.)