sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Floresta Amazônica em Tucuruí, no Pará

'Eles vão me matar, que bom!': últimos momentos da britânica morta na Amazônia

MÁCIO FERREIRA/ AG. PARÁ/ FotosPúblicas
SOCIEDADE
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A aventureira britânica Emma Kelty suplicou ajuda pelo Facebook durante viagem solitária pela Floresta Amazônica. Três dias depois, ela foi assassinada.
Emma Kelty, cidadã britânica de 43 anos, abandonou seu cargo de diretora de uma escola do Reino Unido em 2014 para viajar. Dentre as regiões que visitou durante sua jornada de viagens, ela esquiou no Polo Sul e percorreu mais de 4.000 km nos Estados Unidos. Finalmente, ela decidiu navegar pelo rio Amazonas de caiaque e sozinha, saindo do nascimento do rio nos Andes peruanos até o oceano Atlântico.
Kelty documentou sua viagem no Facebook, incluindo os seus últimos momentos de vida. "Vão roubar meu barco e me matar, que bom!", escreveu ela em um momento da aventura.
Depois de publicar a mensagem alarmante em 10 de setembro, a viajante escreveu uma mensagem mais tranquilizada: "Estou fora de perigo”. Então, Kelty, decidida a completar sua viagem pelo rio Amazonas até o Atlântico, continuou a descida.
Pouco tempo depois, ela voltou a publicar em sua conta: "Hoje eu tive que andar por 20 km no meio de tempestades! Cheguei à cidade sem problemas e suspirei aliviada… Então, ao virar de uma esquina, eu vi 50 pessoas em barcos a motor com flechas e rifles!"
​E em sua última mensagem, publicada no dia 13 de setembro, a aventureira escreveu que conheceu três aldeões "encantadores" que dormia com dois gatinhos ao lado de sua barraca.
No entanto, Kelty fez um pedido alarmante de ajuda horas depois, de acordo com 'The Guardian'.
Mais tarde, as autoridades brasileiras informaram que uma gangue de 7 pessoas se aproximou da tenda da mulher, instalada em uma ilha perto da cidade brasileira de Lauro Sodré, roubou suas coisas e atirou nela duas vezes com uma espingarda, jogando o corpo da mulher no rio.
A polícia prendeu três pessoas e procura os outros. Um menino de 17 anos que foi preso confessou às autoridades que roubaram as coisas de Kelty e depois a assassinaram. Os oficiais de bombeiros e a Marinha brasileira continuam procurando seu corpo, registrando a área onde alegadamente foi jogada.
O chefe da polícia do estado do Amazonas disse que os ladrões tentaram vender as coisas da mulher: dois celulares, uma câmera GoPro e um tablet, informa a BBC.
Eurofighter Typhoon das forças armadas britânicas

Prenda-me se for capaz: caças britânicos não conseguem interceptar aviões russos

© Foto: UK Ministry of Defence
DEFESA
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A Força Aérea Real (RAF, na sigla em inglês) enviou dois caças multifuncionais Typhoon para tentar interceptar dois bombardeiros russos próximo do litoral da Escócia.
De acordo com a edição The Daily Mail, o incidente, ocorrido na manhã de 20 de setembro, é mais um de uma série de recentes ocorrências entre a RAF e a Força Aérea da Rússia. 
Os dois aviões britânicos partiram do aeroporto de Lossiemouth para interceptar dois bombardeiros russos, mas a tentativa foi malsucedida, porque os aviões da  Força Aérea da Rússia deram a volta e conseguiram escapar.
Além disso, um avião Voyager A-330 levantou voo da base da RAF de Brize Norton, em Oxfordshire, para reabastecer os aviões enquanto estes patrulhavam o espaço aéreo britânico no mar do Norte.
A edição britânica lembrou um incidente semelhante entre a RAF e a Força Aérea Russa que ocorreu em maio deste ano. Naquela ocasião, dois Typhoons e um avião de longo curso Voyager também foram enviados para interceptar aviões russos.
Entretanto, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou repetidamente que todos os voos da Força Aérea da Rússia são realizados no respeito estrito pelas normas internacionais de utilização do espaço aéreo sobre águas neutras, sem violar as fronteiras de outros países.

DEU NA ISTO É

Morreu Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oréal e mais rica do mundo

Morreu Liliane Bettencourt, herdeira da L’Oréal e mais rica do mundo
Liliane Bettencourt, herdeira do grupo L'Oréal e mulher mais rica do mundo, segundo a revista americana Forbes, morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 94 anos - AFP/Arquivos
Liliane Bettencourt, herdeira do grupo L’Oréal e mulher mais rica do mundo, segundo a revista americana “Forbes”, morreu na madrugada desta quinta-feira (21), aos 94 anos – anunciou sua família.
“Liliane Bettencourt faleceu esta noite em sua residência. Ela faria 95 anos em 21 de outubro. Minha mãe partiu tranquilamente”, escreveu sua filha, Françoise Bettencourt Meyers, em um comunicado.
À frente de uma fortuna estimada em quase 40 bilhões de dólares pela “Forbes”, em 2017, Bettencourt era a mulher mais rica do mundo e ocupava o 14º lugar no ranking geral dos mais ricos.
Vítima do mal de Alzheimer e posta sob tutela, ela estava afastada da vida pública desde 2012, ano em que deixou o conselho administrativo da L’Oréal e qualquer papel de liderança dentro do grupo.
A holding familiar Thétys é a acionista majoritária da L’Oréal, com 33,05% em 31 de dezembro de 2016. Thétys é presidida pela filha, Françoise, mas Liliane Bettencourt conservava o usufruto.
Em um comunicado conjunto, o CEO da L’Oréal, Jean-Paul Agon, manifestou sua “imensa tristeza”, depois do anúncio do falecimento de Bettencourt.
Nos últimos anos, seu nome esteve envolvido em um litígio na Justiça, depois que alguns de seus familiares foram condenados por “abuso de confiança” por se aproveitarem de Liliane, inclusive financeiramente, apesar da degradação de sua condição de saúde.
Nascida em 21 de outubro de 1922, em Paris, Liliane foi educada com rigor, nos dominicanos. Sua mãe, pianista, faleceu quando ela tinha cinco anos. Dez anos depois, ela dava seus primeiros passos na L’Oréal. Bettencourt era considerada depositária da obra de seu pai, Eugène Schueller, fundador da empresa.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Kim Jong-un, durante teste com submarino da Coreia do Norte

Kim Jong-un: Após 'declaração de guerra feroz', Trump e os EUA pagarão caro

KCNA
ÁSIA E OCEANIA
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Em um raro pronunciamento, o líder norte-coreano Kim Jong-un disse nesta sexta-feira (horário local) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu povo "pagarão caro"pelas “palavras excêntricas” que pregaram a destruição da Coreia do Norte.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os EUA estão prontos para a "destruição total" da Coreia do Norte, caso isso se faça necessário.
Além disso, o presidente estadunidense chamou Kim de "Homem Foguete", pelo que considera uma "tática suicida" de provocações contra Washington e o resto dos seus aliados na Ásia.
"Agora estou pensando muito sobre a resposta que ele poderia ter esperado quando ele se permitiu que palavras tão excêntricas tropeçassem da sua língua", disse Kim, em declarações reproduzidas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
"Qualquer coisa que Trump possa ter esperado, ele enfrentará resultados além de suas expectativas. Eu vou, certamente e definitivamente, domar o mentalmente, perturbado e tonto [presidente] dos EUA com fogo”, continuou.
No comunicado divulgado pela KCNA, Kim não deu detalhes sobre aquilo que foi descrito como o “mais alto nível de contramedida de linha dura na história”, como a nota se refere aos próximos atos da Coreia do Norte contra os EUA.
Entretanto, Pyongyang e seu líder consideraram que o discurso de Trump na ONU tratou-se da “mais feroz declaração de guerra da história”, complementando em seguida estar certo de que o país asiático e a sua insistência em desenvolver um programa nuclear estão “no caminho certo”.
"As observações [de Trump] me convenceram que, ao invés de me assustar ou me parar, o caminho que eu escolhi é o correto e que é ele que tenho que seguir até o final", avaliou Kim, de acordo com  KCNA.
"Como um homem que representa a RPDC [Coreia do Norte] e, em nome da dignidade e da honra do meu Estado e do meu povo e por minha conta, farei com que o homem que possui a prerrogativa do comando supremo nos EUA pague caro por seu discurso", concluiu Kim.
Apesar dos apelos feitos pela comunidade internacional – incluindo China e Rússia – nesta semana, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, especialistas acreditam que Pyongyang prosseguirá com o seu programa nuclear e novos testes balísticos devem ser esperados até o fim do ano.
Tropas russas na Síria (foto de arquivo)

Tensão: Rússia diz que atacará aliados dos EUA em defesa de tropas na Síria

© Sputnik/ Ministério da Defesa da Rússia
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
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Se milícias apoiadas pelos Estados Unidos voltarem a colocar as tropas da Rússia na Síria em perigo, Moscou vai retaliar diretamente. Foi esse o recado repassado pelo Kremlin à Casa Branca nesta quinta-feira, em um encontro entre generais dos dois países.
Embora os dois países combataram um mesmo mal em solo sírio – o Daesh –, ambos estão em lados opostos quanto ao avanço em direção aos poços de petróleo no leste do país, na província de Deir al-Zor. E esse é um dos pontos de tensão.
O Ministério da Defesa russo disse que as Forças Democráticas Sírias (SDF), apoiadas pelos EUA, ocuparam posições nas margens orientais do rio Eufrates com forças especiais dos EUA e, em duas oportunidades, abriram fogo contra tropas sírias que trabalhavam ao lado das forças especiais russas.
"Um representante do comando militar dos EUA em Al Udeid (o centro de operações dos EUA no Qatar) foi informado em termos inequívocos de que qualquer tentativa de abrir fogo nas áreas onde os combatentes do SDF se localizariam seria rapidamente encerrada", disse o major-general Igor Konashenkov em um comunicado.
"Os pontos de fogo nessas áreas serão imediatamente suprimidos com todos os meios militares".
Diante dos incidentes e da proximidade crescente das tropas dos dois lados, os Estados Unidos e os generais russos realizaram uma reunião cara a cara nesta semana em um esforço para evitar confrontos acidentais, disseram autoridades militares dos EUA nesta quinta-feira, segundo informações da Agência Reuters.
"Eles tiveram uma discussão cara a cara, estabeleceram mapas e gráficos", disse o coronel do exército, Ryan Dillon, um porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Bagdá, que indicou esta ser a primeira reunião desse tipo.
Dillon, abordando um relatório do Pentágono, divulgou alguns detalhes, incluindo quem participou da reunião ou sua localização precisa. Um oficial militar dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que os participantes incluíam os generais dos EUA e da Rússia.

Com Doria na política, sua empresa Lide está ganhando clientes e associados

Empresas que se filiaram ao Lide têm parcerias e audiências com o prefeito João Doria (PSDB)
Dória não faz jornalismo, apenas relações públicas
Thais BilenkyFolha
Após a eleição de João Doria (PSDB), o Lide, empresa de eventos que ele fundou, registrou filiações de multinacionais, e novos associados firmaram colaborações com a Prefeitura de São Paulo. A Caixa Econômica Federal, banco 100% público controlado pelo governo federal, associou-se ao Lide em março, mesmo mês em que fechou parceria com a prefeitura no lançamento da Nota do Milhão, que substituiu a Nota Fiscal Paulistana. Desde então, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, teve oito compromissos assinalados na agenda pública de Doria, três dos quais sorteios da Nota do Milhão.
O governo Temer, que controla a Caixa, aproximou-se de Doria nos últimos meses, ao mesmo tempo em que se afastou de seu rival interno no PSDB, Geraldo Alckmin.
NOVOS ASSOCIADOS – Multinacionais como Starbucks e Burger King se associaram ao Lide, que conseguiu reverter o cenário de crise de 2015, quando perdeu 11 associados, e fechou 2016 com 32 novas filiações.
Uma das associadas do ano passado é a Uber, que entrou em novembro de 2016, mês seguinte à vitória de Doria no primeiro turno. Ao longo da campanha, o tucano defendeu reiteradas vezes a atividade da empresa.
Em 2017, a expectativa do presidente do Lide, Gustavo Ene, é manter o número de empresas associadas em torno das 1.797 atuais. Até agora, houve perda de 24 associados em 2017 em relação ao ano anterior, mas Ene diz que a maioria dos negócios é fechada no segundo semestre.
SEM CORRELAÇÃO? – Depois de vencer a eleição, o tucano se desligou do comando do Grupo Doria, que detém o Lide, e passou o controle acionário aos filhos. O prefeito nega correlação de sua agenda com o Lide.
Um cruzamento entre a lista de adesões ao Lide com a agenda de Doria na prefeitura mostra outras aproximações concomitantes. Em março, a prefeitura lançou, em parceria com a Estre Ambiental, um aplicativo do programa Limpa-Rápido, com informações sobre serviços de limpeza, coleta e destinação de resíduos do município. Doria e o dono da empresa, Wilson Quintella, fizeram o anúncio do projeto juntos, na sede da prefeitura.
Em julho, a Estre Ambiental se associou ao Lide. Em determinados casos, filiações ao Lide foram precedidas e seguidas de audiências de seus dirigentes com o prefeito. É o que ocorreu com a Votorantim e a Brookfield, que aderiram à empresa em julho.
AUDIÊNCIAS – A Votorantim teve duas reuniões em junho e uma em agosto assinaladas na agenda do prefeito. A assessoria de Doria diz que ele não participou da última. A Brookfield teve uma audiência em março e outra em setembro.
Para ser uma associada do Lide, a empresa, primeiro, deve ser aprovada nos critérios do grupo, que incluem faturamento igual ou superior a R$ 200 milhões ou ser líder de mercado em seu segmento de atuação.
Depois, precisa pagar uma anuidade de R$ 10 mil, caso queira ter assento reservado para dois executivos nos eventos do Lide. Se quiser ter quatro cadeiras, será um cliente “gold” e para isso pagará R$ 16 mil por ano.
BRADESCO – Exemplos dessa modalidade são o Bradesco (a partir de julho de 2017), cujos executivos já estiveram em quatro agendas oficias do prefeito desde que assumiu, e a IBM (após agosto de 2016), que teve dirigentes no gabinete de Doria duas vezes. Ambas as empresas estão filiadas ao Lide desde 2004.
Afastado do grupo, o tucano não abriu mão do convívio empresarial. Seccionais do Lide o homenagearam em eventos pelo país. E em São Paulo, Doria esteve no palco da palestra no Lide de FHC.
A Prefeitura de São Paulo afirmou que não há qualquer relação entre o fato de uma empresa ser associada ao Lide e ter reuniões com o prefeito João Doria ou representantes da prefeitur”. “Bradesco e IBM, mencionadas pela reportagem, têm porte e importância para se relacionar com qualquer instituição pública do país. Outras muitas empresas, que não são nem foram filiadas ao Lide, já foram recebidas pelo prefeito”, disse nota enviada pela assessoria do prefeito.
JUSTIFICATIVAS – Ainda segundo a assessoria, “não é possível correlacionar a participação de empresas em reuniões na prefeitura e sua posterior filiação ao Lide”, disse.
A assessoria de Doria afirmou que, nas reuniões com executivos do Lide, “foram tratados temas de interesse da Prefeitura de São Paulo e dos cidadãos paulistanos”.
O presidente do Lide, Gustavo Ene, disse que a eleição de Doria “não influenciou em nada, até atrapalha” os negócios, por compliance (regularidade de práticas). “Não há relação entre adesão ao Lide e agenda da prefeitura.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, pode-se afirmar que Doria não atua como jornalista, mas como “relações públicas”. Sua empresa, a Lide, é especialista nisso, publica revistas que ninguém compra, ninguém lê, mas são recheadas de matérias pagas. Da mesma forma, organiza eventos que não levam a nada, mas garantem à Lide muita projeção e alto faturamento. É claro que isso não é jornalismo. E é claro, também, que com Doria na Prefeitura de São Paulo, manejando o terceiro orçamento da República, a aproximação da Lide com os empresários seria maior. Nada de novo. É assim que transcorre a promiscuidade entre a imprensa, a economia e a política aqui na Carnavália.(C.N.)