domingo, 15 de março de 2026

 

Uma lição de jornalismo

Não virei, ocasionalmente, fã da jornalista Malu Gaspar, como muitos. Mas nem precisaria, para reconhecer o excelente - e verdadeiro - trabalho que tem feito.

Fato: vorcaro e alexandre de Moraes estariam numa situação muito mais confortável, e a história seria outra, caso não fosse a atuação de Malu Gaspar, que os expõe com coragem.

Não é fácil, convenhamos, enfrentar alguém como moraes, especialmente neste país. Infelizmente, ela paga o preço.

Independente de óticas ideológicas ou da armadilha da polarização, (sabemos todos como ataques, de qualquer lado, direita ou esquerda, podem ser cruéis) o trabalho dessa jornalista tem sido fundamental neste momento sombrio de nossa história.

A respeito, diz Thaís Oyama, e concordo integralmente:

“(...) tornou-se (Malu Gaspar) alvo de ataques abjetos, maciços e incessantes nas redes sociais. Tais ataques configuram precisamente o que grupos feministas chamam de 'violência política de gênero'. Ainda assim, nenhum desses grupos veio a público defendê-la. Nenhuma nota ou carta aberta - nem mesmo um reles vídeo no tiktok.(...)”

É isso. Por aqui e no mundo, o trabalho jornalístico tem sido avaliado e medido não por sua excelência ou respeito à verdade, mas pela utilidade que tem a este ou aquele lado ideológico ou político.

Que Malu Gaspar seja uma lição – rara - para os jornalistas. E que não desista.  

Vorcaro troca de advogado e assusta os três Poderes ao sinalizar a delação

Defender a esquerda tem muito mais charme' para ter apoio público, diz  advogado de Braga Netto - Estadão

Oliveira Lima conduziu a delação que pôs Lula na cadeia

Carlos Newton

Não se fala em outra coisa neste domingo em Brasília. Explodiu como uma bomba a notícia de que o banqueiro Daniel Vorcaro havia trocado de advogado, passando a ser defendido por um especialista em delação premiada, José Luís de Oliveira Lima.

Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, é considerado um “dos quinze mais importantes advogados do Brasil”. Com 30 anos de experiência, Oliveira Lima já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato, que foi usada para condenar Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro.

PODE DELATAR? – No meio da confusão instaurada pelo escândalo do caso do Banco Master, têm sido divulgadas algumas informações distorcidas, supostamente baseadas em lei, mas que na verdade não têm nada a ver com a situação dos investigados. Uma dela é a notícia de que Vorcaro não poderia fazer delação premiada, por ser o líder da organização criminosa.

A delação premiada está hoje regulamentada pela Lei 12.850, de 2013, que ficou conhecida como Lei de Organização Criminosa, e essa hipótese de haver colaboração de investigado, réu ou condenado foi nela incluída pela Lei 13.964, de 2019.

No caso do banqueiro Daniel Vorcaro, ele pode e deve fazer delação premiada, porque será a única forma de reduzir as longas penas de prisão que lhe serão aplicadas.

CHEFE DA QUADRILHA – A lei permite que o líder da organização criminosa colabore com as investigações, porém terá de ser julgado e condenado, sendo beneficiado pela delação apenas com a redução da pena, como aconteceu com o então presidente da OAS.

Com acúmulo de provas que estão sendo encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, o responsável pelo Banco Master não tem a menor chance de responder às acusações que estão sendo preparadas pela força-tarefa do ministro-relator André Mendonça.

As maiores preocupações são com a segurança do investigado. Por isso, o próprio ministro Mendonça tomou o cuidado de transferi-lo para um presídio de segurança máxima, onde não haverá risco de ser suicidado, digamos assim, a exemplo do que aconteceu com seu capanga Luiz Philippi Mourão, o “Sicário”.

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P.S.
 – Como se dizia antigamente, perguntar não ofende. Quando é que a Polícia Federal pretende exibir as imagens de Luiz Mourão na cela onde teria “praticado” suicídio? Primeiro, usando uma camiseta, que depois foi trocada por uma camisa social… Essa suspeita permanecerá em aberto para sempre? O que impede a exibição das imagens? O povo quer saber. (C.N.)

sábado, 14 de março de 2026

 Política

Pesquisas eleitorais apontam favoritos nas disputas estaduais no próximo pleito eleitoral

Levantamentos eleitorais divulgados por institutos de pesquisa traçam o cenário inicial das corridas pelos governos estaduais em onze unidades da federação. Os dados foram coletados pela Real Time Big Data e pela Paraná Pesquisas entre fevereiro e março de 2026. As eleições ocorrem em outubro.

SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO E MINAS GERAIS

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) registra 47% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT) aparece com 31%. Kim Kataguiri (Missão) tem 8%. Paulo Serra (PSDB) marca 7%. Votos nulos ou em branco somam 4%. Não souberam ou não responderam 3% dos entrevistados. Os números são da pesquisa Real Time Big Data divulgada em março.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com 46%. Douglas Ruas (PL) aparece com 13%. Ítalo Marsili (Novo) e Wilson Witzel (DC) têm 5% cada. William Siri (PSOL) registra 3%. Bombeiro Rafa Luz (Missão) marca 2%. A taxa de votos nulos ou brancos é de 10%. Não souberam ou não responderam 16%. A pesquisa Real Time Big Data foi divulgada em março.

Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 45,6%. Rodrigo Pacheco (PSD) tem 18,4%. Mateus Simões (PSD) marca 8,7%. Gabriel Azevedo (MDB) registra 6,2%. Os indecisos ou que não opinaram somam 8%. Votos nulos, brancos ou em nenhum candidato totalizam 13%. Os dados são da Paraná Pesquisas de março.

PARANÁ, PERNAMBUCO E AMAPÁ

No Paraná, Sergio Moro (União Brasil) aparece com 44%. Requião Filho (PDT) tem 23,1%. Alexandre Curi (PSD) marca 11,3%. Giacobo (PL) registra 4,5%. Guto Silva (PSD) tem 4,3%. Luiz França (Missão) aparece com 0,9%. Votos nulos, brancos ou em nenhum candidato somam 7,1%. Não souberam ou não opinaram 4,9%. A pesquisa Paraná Pesquisas foi divulgada em março.

Em Pernambuco, João Campos (PSB) lidera com 51%. Raquel Lyra (PSD) tem 31%. Eduardo Moura (Novo) marca 8%. Ivan Moraes (PSOL) registra 3%. A taxa de votos nulos ou brancos é de 4%. Não souberam ou não responderam 3%. Os números são da Real Time Big Data de fevereiro.

No Amapá, Antonio Furlan (MDB) aparece com 66%. Clécio Luis (União Brasil) tem 29%. Votos nulos ou brancos somam 3%. Não souberam ou não responderam 2%. A pesquisa Real Time Big Data foi divulgada em fevereiro.

CEARÁ, ESPÍRITO SANTO E BAHIA

No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) lidera com 44,5%. Elmano de Freitas (PT) tem 35,3%. Eduardo Girão (Novo) marca 7%. Professor Jarir Pereira (PSOL) registra 1,9%. Os que não souberam ou não opinaram somam 4,7%. Os dados são da Paraná Pesquisas de março.

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece com 42%. Ricardo Ferraço (MDB) tem 36,1%. Helder Salomão (PT) marca 9,1%. Votos nulos, brancos ou em nenhum candidato totalizam 7,3%. Não souberam ou não opinaram 5,5%. A pesquisa Paraná Pesquisas foi divulgada em março.

Na Bahia, ACM Rodrigues (União Brasil) tem 44%. Jerônimo Rodrigues (PT) marca 39%. José Carlos Aleluia (Novo) e Ronaldo Mansur (PSOL) aparecem com 2% cada. Votos nulos ou brancos somam 8%. Não souberam ou não responderam 5%. Os números são da Real Time Big Data de março.

MARANHÃO E PARÁ

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) lidera com 34,6%. Orleans Brandão (MDB) tem 30,3%. Lahesio Bonfim (Novo) marca 16,1%. Felipe Camarão (PT) registra 6,9%. Os que não souberam ou não opinaram somam 5,7%. Votos nulos, brancos ou em nenhum candidato totalizam 6,4%. A pesquisa Paraná Pesquisas foi divulgada em março.

No Pará, Hana Ghassan (MDB) aparece com 26%. Daniel Santos (PSB) tem 22%. Paulo Rocha (PT) marca 15%. Mário Couto (PL) registra 13%. Araceli Lemos (PSOL) tem 4%. Cleber Rabelo (PSTU) aparece com 1%. Votos nulos ou brancos somam 9%. Não souberam ou não responderam 10%. Os dados são da Real Time Big Data de fevereiro.