sábado, 3 de outubro de 2026

 

Denúncia sobre conluio de Gilmar & Cia para “eleger” Lula atrairá atenção mundial

Charge do Kayser (Arquivo Google)

Carlos Newton

O famoso ditado germânico sobre a importância de existirem magistrados livres e independentes (“ainda há juízes em Berlim”) serve perfeitamente para descrever a realidade institucional aqui debaixo do Equador, porque também podemos dizer que “ainda há jornalistas no Brasil”.

À primeira vista, fica parecendo que ocorreu um acerto entre os principais veículos da grande imprensa brasileira, mas o que surgiu coletivamente foi a necessidade de dar um basta a uma situação que envergonha o Brasil, cuja importância mundial não pode ser menosprezada, pois é o quinto maior em extensão, o sétimo em habitantes e o décimo no ranking da economia.

JÁ É DEMAIS – Realmente, não é mais possível aceitar o conluio entre os três Poderes para transformar este país numa ditadura informal, comandada pelo Supremo e com apoio integral do presidente Lula da Silva, que tenta se eternizar no poder, embora já esteja com prazo de validade vencido, como o mais idoso governante na lista dos países da ONU, que são 193.

Nos últimos dias, a grande imprensa brasileira parece que despertou e os jornalões começaram a publicar editoriais advertindo para a atuação do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral visando a favorecer a reeleição de Lula.

Estadão, Folha, Zero Hora e outros veículos de importância começaram a protestar e as críticas chegaram ao auge com o debate entre os candidatos, cujo cancelamento resultou de uma manobra jurídico-institucional para proteger Lula, que não está dizendo coisa com coisa nesta campanha, chegando ao ponto de abordar nesta semana a questão do exame de próstata e os “toques” genitais que ele julga serem aceitos pelas mulheres desde pequenas. Diante dessa situação, é possível imaginar o que Lula diria, se tivesse de debater com os outros concorrentes. Seria um programa verdadeiramente humorístico.

EDITORIAIS FORTES – O posicionamento firme da imprensa brasileira, especialmente com o editorial da Folha na primeira página, nesta sexta-feira, vai ficar na História, por haver denunciado o abominável ministro Gilmar Mendes, do Supremo, e a também intolerável ministra Estela Aranha, do TSE.

Essa desconhecida juíza petista, uma militante que tem até patrocinado financeiramente o partido nas últimos campanhas, atendeu a um pedido da coligação lulista e proibiu a TV Globo de mostrar a cadeira vazia e identificada com o nome do presidente Lula, caso ele não comparecesse, assim como também impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente, embora constassem entre as regras do debate, no contrato assinado pelos partidos.

Por fim, a imprensa internacional está de olho na eleição brasileira e a Organização dos Estados Americanos já enviou uma comissão de ex-chanceleres para acompanhar um pleito que ministros dos tribunais superiores tentam subverter, na maior desfaçatez. 

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P.S. – Fica comprovado que ainda há jornalistas no Brasil, mas é lamentável o posicionamento da Organização Globo, que participa dessa armação institucional entre os três Poderes e faz o que pode para reeleger Lula. Sua reação ao cancelamento do debate foi patética e omissa. Em nenhum momento O Globo e a TV Globo denunciaram que há um notório conluio entre o Supremo, o TSE e o Planalto. Aliás, esse posicionamento covarde não é novidade na Organização Globo. Os filhos apenas seguem o exemplo do pai, Roberto Marinho, e somente se preocupam com a caixa registradora, que o governo Lula mantém preenchida, como maior patrocinador desse grupo empresarial supostamente jornalístico. (C.N.)

 

Gilmar Mendes, o supremo poder da República e a fraqueza moral de Edson Fachin

Mendes reverteu entendimentos anteriores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostrando que quem manda na República é ele, e que ninguém pode contestá-lo. Segundo alguns críticos, a decisão de Mendes fez a Globo provar do próprio veneno, pois vinha apoiando as decisões do ministro sob o argumento de que ele estava garantindo a regularidade do processo político, esquecendo que ele, Gilmar, estava, no fundo, agindo contra a independência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tanto isso é verdade que ele fez duras críticas e contestações públicas à atuação dessa Corte, derrubando, inclusive, uma decisão do seu presidente Kassio Nunes Marques e da ministra Cármen Lúcia. Mendes garantiu, por meio de uma liminar, a participação do candidato Renan Santos no debate presidencial da Globo, confrontando, diretamente, a cúpula da Corte Eleitoral e as regras estabelecidas para o debate. Não contente com isso, rebateu a tese de que a palavra final sobre o processo eleitoral caberia unicamente ao TSE, classificando essa premissa como "evidentemente equivocada", pois o STF é o guardião definitivo da Constituição e pode intervir em matérias que afetem contra a integridade das eleições.

Semanas antes, em setembro, Mendes já havia subido o tom nas redes sociais afirmando que o risco de politização "vem de dentro" da Justiça Eleitoral. Ele declarou explicitamente que os magistrados que atuam com proselitismo partidário no TSE deveriam reconsiderar sua permanência na Corte. Essa manifestação foi amplamente interpretada nos bastidores como um recado direto para Nunes Marques e André Mendonça (presidente e vice-presidente do TSE). A colisão de decisões judiciais de última hora — que incluiu tanto a liminar do ministro quanto uma ordem da ministra Estela Aranha do TSE-, proibindo a exibição de um púlpito vazio, gerou o que a emissora classificou como "insegurança jurídica". Diante desse cenário disruptivo às vésperas do pleito, a Globo cancelou a realização do debate presidencial.

Gilmar Mendes é frequentemente apontado por analistas políticos e críticos como uma das figuras mais influentes e com maior poder de articulação nos bastidores do poder no Brasil, embora o país seja (do ponto de vista formal), uma República presidencialista, supostamente dividida em três poderes independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário, muito embora o verdadeiro poder, atualmente, seja o STF. A expressão "provou do próprio veneno" foi amplamente utilizada por críticos da Globo na imprensa e nas redes sociais, apontando uma suposta ironia na forma como o planejamento da emissora ruiu diante das movimentações jurídicas do ministro Gilmar Mendes.

Mendes é frequentemente apontado por analistas políticos e críticos como uma das figuras mais influentes e com maior poder de articulação nos bastidores do poder no Brasil, cujo ativismo gera debates constantes na sociedade sobre o seu poder de influência no sistema judicial brasileiro. E a tensão está justamente no uso desse poder, pois tem gente acreditando que ele, sozinho, pode anular o resultado das eleições presidenciais, pois se ele, assim decidir, monocraticamente, o plenário certamente o apoiará. Como se sabe, decisões sobre a validade de um pleito nacional exigem deliberação coletiva, e a anulação de uma eleição ou a cassação de chapas vencedoras não depende de um único magistrado, mas sim do plenário do TSE ou do STF.  O problema é que estamos no Brasil, e diante das decisões monocráticas de alguns dos ministros de nossa Suprema Corte, não será nenhuma surpresa se isso acontecer.Foto de Luiz Holanda

Luiz Holanda

Advogado e professor universitár

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 

Lula chama Roberta de "pilantra", nega conhecê-la e diz que Lulinha terá de prestar contas

Presidente compara lobista a Daniel Vorcaro, nega que filho tenha feito lobby com ministros e afirma que não haverá proteção da Polícia Federal

Lula chama Roberta de "pilantra", nega conhecê-la e diz que Lulinha terá de prestar contas
Presidente com a lobista Roberta LuchsingerCrédito: Reprodução/ Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (1º), que não conhece a lobista Roberta Luchsinger e fez duras críticas a ela durante entrevista ao Flow Podcast. Ao responder sobre as investigações que envolvem a empresária e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Lula chamou Roberta de “pilantra” e a comparou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Pelo que eu sei, ela é uma pilantra muito grande”, afirmou. Na sequência, disse que Roberta se assemelha a Vorcaro por, segundo ele, ter enganado diversas pessoas e a classificou como “Vorcaro feminino”.

Lula negou ter mantido relação próxima com a lobista. O presidente reconheceu que pode aparecer em fotografias ao lado dela, mas argumentou que costuma posar com pessoas que pedem registros durante eventos. Também negou a versão atribuída a Roberta de que teria oferecido um cargo no governo à empresária.

Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeitas que incluem tráfico de influência. Parte das apurações busca esclarecer sua relação com Lulinha e a eventual atuação dos dois em negócios junto a órgãos do governo federal. As suspeitas são investigadas e as defesas negam irregularidades.

Lulinha "não terá proteção da PF"

Questionado sobre o filho, Lula afirmou duvidar que Lulinha tenha feito lobby com integrantes de seu governo. “Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu”, declarou.

O presidente, no entanto, afirmou que o parentesco não significará proteção caso alguma irregularidade seja comprovada. Lula disse que o filho terá de prestar contas à sociedade e que “não terá proteção da Polícia Federal”.

A declaração ocorre após a divulgação de mensagens e documentos que levaram investigadores a aprofundar as apurações sobre a atuação de Roberta e suas relações políticas. A lobista já apareceu em registros fotográficos com Lula e mantém relação de amizade com Lulinha, segundo reportagens publicadas sobre o caso.

Lula também defendeu que o filho retorne ao Brasil e preste os esclarecimentos necessários. Segundo o presidente, sua posição será de solidariedade familiar, mas eventuais responsabilidades deverão ser definidas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.

 

Estranhamente, publicação impactante de Caio Coppolla às vésperas da eleição é "derrubada"


A Meta retirou do ar, nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, uma publicação do comentarista político Caio Coppolla no Instagram. No vídeo, Coppolla contestava uma análise da jornalista Vera Magalhães sobre a existência de um “ódio de classe” direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na publicação, o comentarista reproduzia um trecho da análise feita pela jornalista e argumentava que a rejeição a Lula não estaria relacionada a preconceito. Coppolla também mencionava o histórico eleitoral do petista para sustentar sua avaliação.LEIA MAIS

ão só Lula da Silva foi eleito três vezes, como foi o líder político mais bem avaliado da história do país”, diz o comentarista. 
“Que ódio é esse que se manifesta de forma tão gentil?”.

Em seguida, Coppolla citou o desempenho eleitoral do PT nas últimas eleições presidenciais e relacionou o crescimento do antipetismo aos escândalos de corrupção associados ao partido.

“A rejeição ao Lula não é fruto de preconceito, mas de experiência”, afirma.

O comentarista voltou a publicar o vídeo no início da manhã desta sexta-feira, 2 de outubro. Até o momento, o conteúdo permanece disponível no Instagram.Robô Vendas

Coppolla questiona remoção

Após a retirada da publicação, Coppolla utilizou os stories do Instagram para questionar a decisão da Meta e acusar a empresa de censura. O comentarista também perguntou qual seria a justificativa para a remoção do conteúdo durante o período que antecede a eleição.

“É isso mesmo, Meta?”, questiona. 
“Censurar conteúdo orgânico de profissional de imprensa na véspera da eleição? Qual resolução te obriga a censurar conteúdo de crítica política?”.

Na sequência, Coppolla voltou a contestar a medida adotada pela plataforma e afirmou que o vídeo não continha ofensas nem informações falsas.

“Um vídeo meu (crítica política, sem ofensa e sem informação falsa) foi banido do território nacional às vésperas da eleição”, continua. “Sem processo, sem contraditório, sem que ninguém assinasse ordem. (…) Isso tem nome: censura.”

 

Candidatos torraram na campanha mais de R$9,7 bilhões em propaganda

Urna eletrônica. (Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE).

Passou dos R$9,7 bilhões o gasto dos candidatos na tentativa de levar uma vaga nos legislativos ou executivos disponíveis nas eleições deste domingo (4). Boa parte do bolo, R$5,4 bilhões, os partidos gastaram em transferências para diretórios ou candidatos. No tipo de despesa, a publicidade por materiais impressos, tipo os incômodos santinhos que emporcalham a cidade em toda eleição, levou um naco do orçamento: R$765,9 milhões. Serviços por terceiros, mais R$663,6 milhões.

Vale pastel

A “militância” e “mobilização de rua” também não está lá por acaso. Custou mais de meio bilhão de reais, exatos R$ 516.859.588,10.

Burras cheias

O Facebook é o “fornecedor” que mais faturou nesta eleição, e só estamos no primeiro turno. Foram mais de R$236,7 milhões.

Flávio no topo

Flávio Bolsonaro (PL) foi quem mais gastou com a plataforma, o candidato já registrou R$4.950.000,00 com as redes sociais.

Dobradinha petista

Lula (PT), o segundo, gastou R$2.590.000,00. É seguido por Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, R$2.539.890,00.

Fachada do Supremo Tribunal Federal | Foto: Andressa Anholete / SCO / STF

Interferência do Judiciário tem resultados ‘mistos’

A interferência do Judiciário em eleições mundo afora tem resultados mistos. O caso mais famoso, no ano 2000, nos EUA, teve decisão da Suprema Corte para suspender recontagem manual de votos no estado da Flórida; ganhou o candidato da oposição George W. Bush. Na Ucrânia, em 2004, o Supremo anulou o 2º turno vencido por Viktor Yanukovych, candidato do governo, e mandou repetir a votação. Viktor Yushchenko, candidato da oposição a presidente, venceu o repeteco.

Interferiu não mudou

Na Áustria, em 2016, o Tribunal Constitucional anulou o 2º turno por falhas no voto postal; Alexander Van der Bellen venceu antes e depois.

Sem alteração

No Quênia, em 2017, a Suprema Corte anulou a reeleição de Uhuru Kenyatta; ele venceu a repetição, boicotada por Raila Odinga.

Mudou o resultado

Na Romênia, o Tribunal Constitucional anulou a eleição de 2024 vencida por Călin Georgescu, que acabou impedido. Seu substituto foi derrotado.

Poder sem Pudor

Barriga cheia

Cezar Schirmer fazia sua campanha para vereador de Santa Maria (RS) pelo velho MDB, contando com a solidariedade de vários amigos. Um deles, Bayard Azevedo, era gordo, imensamente. Mas, bom orador, foi escalado para destacar as virtudes de Schirmer. Pegou o microfone e atacou com uma frase de efeito: “Os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres! O povo passa fome!”. Mal acabara de pronunciar a frase, um provocador gritou: “Gordo desse jeito, até que te encostaste bem...”

Boa ou má notícia?

É a maior de todos os tempos a delegação da Organização de Estados Americanos (OEA) que vai acompanhar a eleição no Brasil, neste domingo (4). São 91 observadores no DF e outros 20 estados do País.

TSE e não TRE

A decisão que vetou Deltan Dallagnol (Novo) de pedir votos para si não é do TRE-PR, como registrou a coluna na edição de sexta-feira (2). Foi coisa do Tribunal Superior Eleitoral.

Autoajuda ele

Candidato do Avante a presidente, o escritor Augusto Cury denunciou “interferência na liberdade de imprensa” por parte do STF e TSE, que prejudicou e depois disse avaliar pedir que o STF... interfira na eleição.

Não é piada

Após o debacle do debate da Globo, cancelado após decisões judiciais tentarem mandar na emissora, a presidência do STF emitiu nota sobre o “compromisso com a democracia, a liberdade de escolha e a paz”.

Frase do dia=====“Lula mente e depois finge que a mentira nunca existiu.”

Rogério Marinho (PL-RN), sobre Lula se esquivar de cobranças do que prometeu

Igual e diferente

As visualizações da entrevista de Lula no podcast Flow empataram com os números da entrevista ao mesmo podcast, em 2022: 10 milhões. Ambas ainda perdem para a entrevista com Jair Bolsonaro; 16 milhões.

Responsável tem

Para o candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado, “Lula provocou tudo isso”, sobre o debate cancelado da Globo, ao procurar decisões judiciais para interferir nas regras que já tinham sido concordadas.

Inédito

Não seria a primeira vez que o líder nas pesquisas faltaria ao debate da Globo. Em 2006, o próprio Lula deixou sua cadeira vazia; Bolsonaro se recuperava da facada, em 2018; e em 1989, Fernando Collor faltou no 1º turno. Mas é a primeira vez que interferência judicial cancela o debate.

Único caso

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu a debates na campanha de reeleição, em 1998. Recusou todos, mas ainda assim foi reeleito em primeiro turno, caso único na história das diretas no Brasil.

Pensando bem...

...após sete campanhas presidenciais e três mandatos, realmente não há o que debater.