Blog de Luiz Holanda

terça-feira, 31 de março de 2026

 

PONTO DE VISTA: Corrupção institucionalizada, generalizada e garantida

Por Luiz Holanda


Tribuna da Bahia, Salvador
31/03/2026 06:00
1 hora e 50 minutos

O caso do Banco Master mostrou que a corrupção no Brasil é uma instituição pública institucionalizada, legalizada e garantida por todos os poderes. A Operação Compliance Zero comprovou isso. Depois da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, descobriu-se que os negócios conduzidos por ele eram mais abrangentes. A operação descobriu fraudes, manipulações financeiras e lavagem de dinheiro realizadas pelo Banco Master com autoridades públicas e outras instituições financeiras. O que contribuiu para a divulgação da roubalheira foi a decretação da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central (BC). A reboque veio a do Banco Will, levantando dúvidas sobre em quais situações uma instituição financeira pode deixar de operar e como ocorre a atuação das entidades fiscalizadoras em relação a essa atuação. O Master era um banco privado voltado à captação de recursos no mercado financeiro. Seu método era uma oferta de produtos de renda fixa com alta rentabilidade, especialmente CDBs (Certificados de Depósito Bancário). O rombo foi tanto que o BC teve de intervir para evitar maiores prejuízos. Com essa medida, os investidores passaram a depender unicamente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para tentar recuperar algum valor garantido. Posteriormente, investigações foram iniciadas para apurar irregularidades na gestão do banco. Entre as suspeitas estavam créditos sem lastro suficiente e inconsistências contábeis. Tais episódios não apenas encerraram a trajetória do Master como serviram de alerta sobre riscos de práticas financeiras irregulares. A intervenção do BC fez vir à tona o maior escândalo de corrupção já existente no país.

O caso ganhou proporções inimagináveis revelando uma rede de negócios envolvendo autoridades, políticos e alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. No caso de Toffoli o escândalo veio com o Resort de Luxo frequentado por ele e administrado por seus irmãos e um dos seus primos através da Maridit Participações e da DGEP, que tiveram como sócio o fundo de investimento Arlin, gerido pela REAG Investimentos e suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo a imprensa, a dinheirama dos negócios dos familiares do ministro teria sido repassada por Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro. O resort de luxo era o Tayayá, onde Toffoli se hospedava com os amigos. Toffoli confirmou ter feito parte da sociedade através da Maridit Participações, mas confessou ter saído da empresa em fevereiro de 2025, alegando que os negócios eram geridos pelos irmãos e por seu primo. Quanto a Alexandre de Moraes, que era amigo de Vorcaro, o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, gerando suspeitas e pedidos de investigação sobre o caso.  Relatos apontam que as mensagens entre Vorcaro e Moraes foram trocadas em novembro de 2025, no dia em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal. O ministro negou ter recebido tais mensagens, mas ninguém acreditou. Tampouco se acreditou que o contrato feito com a sua esposa tenha sido exclusivamente profissional.

Agora está em curso uma estratégia de blindagem mútua entre alguns ministros do STF e políticos ligados ao esquema. O início dessa blindagem teria sido a decisão do ministro Gilmar Mendes em restringir investigações e evitar processos de impeachment contra os ministros do Supremo limitando o poder de fiscalização do Congresso, estabelecendo que pedidos de impeachment de ministros do STF só poderiam ser apresentados pelo Procurador-Geral da República (PGR) e aprovados com uma maioria qualificada de dois terços (54 votos) no Senado para serem abertos, dificultando processos "fáceis". O Congresso avançou com a "PEC da Blindagem" (ou PEC das Prerrogativas), exigindo autorização prévia da Câmara ou do Senado para a abertura de ações penais contra parlamentares no STF, tentando frear decisões individuais de ministros. A tentativa da blindagem se insere no contexto de que a classe política é devotada ao princípio da sobrevivência a qualquer custo, enquanto nosso presidente procura explorar seu domínio da vulgaridade vernacular visando enganar a massa. Quanto ao STF, os ministros sabem que é preciso decidir fazendo leis, pois que quem faz a lei detém o poder. Concomitante a isso, todos os envolvidos no caso Master -direta ou indiretamente-, sabem que até que a última gota do escândalo seja espremida e a última lágrima de paixão se esvaia da discussão, serão indiciados os bodes expiatórios mais convenientes para abafar o caso. Depois, com o público entediado de tanta notícia, tudo cairá no esquecimento, pois todo mundo sabe que no Brasil a corrupção é institucionalizada, generalizada e garantida.

Luiz Holanda é advogado e professor universitário

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“Collor venceu Lula em 1989 e agora será a vez de Caiado”, afirma Kassab

Publicado em 31 de março de 2026 por Tribuna da Internet
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ronaldocaiado, seja oficialmente muito bem-vindo ao PSD. Sua enorme  experiência na política, e sua gestão como governador, entre as mais bem  avaliadas do Brasil, reforçam nosso compromisso de termos no PSD os

Caiado promete anistiar os golpistas logo no primeiro dia

Carlos Newton

Eufórico durante o evento para lançar a pré-candidatura do governador goiano Ronaldo Caiado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, comentava com membros da Comissão Executiva que o partido tem muita chance de vencer essa eleição. Seu argumento é de que, se em 1989 o então governador alagoano Fernando Collor conseguiu derrotar Lula, sendo candidato por um pequeno partido, o PRN, que nem existe mais, agora será a vez de Caiado, que muito mais conhecido e tem apoio de um dos maiores partidos do país.

Kassab, que se considera dono do PSD e atua como se fosse um senhor dos anéis, despreza a legislação eleitoral e indica candidato a Presidência sem promover prévias nem convocar convenção nacional.  

FALSA COMISSÃO – Desta vez, simplesmente formou uma comissão, integrada por ele, Guilherme Afif Domingos, Jorge Bornhausen e Andrea Matarazzo, e liquidou a fatura, embora houvesse outros dois pré-candidatos muito fortes – os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que se tornaram dois perdidos numa política suja, sem saber o que fazer da vida, como diria o dramaturgo e ator Plínio Marcos.

O lançamento de Caiado, que ia disputar de qualquer jeito e somente se filiou ao PSD no dia 14, depois que Kassab lhe garantiu a candidatura, balançou o coreto de outros candidatos, porque é um político experiente e vai tirar votos de todos eles.

Sabe-se que o petista Lula tem, no máximo, 33% dos votos, o que é suficiente para chegar ao segundo turno. Mas depende de quem for o rival, para vencer a eleição. Os adversários mais fortes são Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, que correm na mesma faixa.

CAIADO SURPRENDEU – Logo em seu primeiro discurso, Caiado surpreendeu, ao apresentar um programa e governo consistente e viável, mostrando que não está para brincadeiras.

Sua principal bandeira visa a atrair o voto de bolsonaristas, ao afirmar que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia, buscando, segundo ele, a pacificação do país.

Na área econômica, defendeu a exploração e processamento de minerais críticos, como as terras raras pesadas. Caiado citou o modelo implementado em Goiás como referência para o país deixar de ser apenas exportador de matéria-prima.

Propôs parcerias com os governos dos Estados Unidos e Japão para promover a indústria de separação desses minerais, essenciais para a fabricação de baterias, imãs e equipamentos de alta tecnologia. E disse mais, muito mais, mostrando que tem bala na agulha também contra a criminalidade.

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P.S. – 
Já ia esquecendo. Ao ser aceito por um partido grande, Caiado consolida o apoio do agronegócio, que vai encher de dinheiro sua campanha, deixando Kassab quase desfalecido de tanta felicidade. Como senhor dos anéis e dono do PSD, ele tem a chave do cofre do partido e não empresta para ninguém. (C.N.)

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Paraná Pesquisas: 54,5% conhecem Flávio “apenas de ouvir falar”

8,7% dos entrevistados dizem não conhecer o filho 01 de Jair Bolsonaro

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura31.03.2026 07:24comentários 0
Paraná Pesquisas: 54,5% conhecem Flávio “apenas de ouvir falar”
Foto: reprodução
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Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira, 31, aponta que 54,5% dos brasileiros conhecem o pré-candidato do PL e senador Flávio Bolsonaro “apenas de ouvir falar”.

Outros 36,8% afirmam “conhecer bem” o filho 01 de Jair Bolsonaro, e 8,7% dizem não conhecê-lo.

Mais conhecido?

O percentual de entrevistados que dizem “não conhecer” Flávio caiu de 12,4% em janeiro para 8,7% em março, uma redução de 3,7 pontos percentuais.

Potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro

Entre os eleitores que “conhecem bem” ou que “conhecem apenas de ouvir falar” Flávio Bolsonaro, 30,1% disseram que “com certeza votariam nele para presidente do Brasil” e 24,6% admitem que “poderiam votar nele”. Por outro lado, 44,1% dos entrevistados disseram que “não votariam nele de jeito nenhum para presidente do Brasil”.

Em janeiro, 26,3% dos respondentes diziam que “com certeza” votariam em Flávio, 28,1% afirmavam que poderiam votar nele e 44,7% rechaçavam a possibilidade de voto no pré-candidato do PL.

Com 2.080 entrevistados, a pesquisa foi realizada entre 25 e 28 de março em 158 municípios do território nacional.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00873/2026.

Flávio à frente de Lula

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou na segunda-feira, 30, uma sondagem eleitoral indicando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de Lula (PT) em um eventual segundo turno entre os dois na disputa pela Presidência da República.

O filho de Jair Bolsonaro tem 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% do petista.

Brancos e nulos somam 6,2%. Indecisos são 4,5%.

O resultado é semelhante ao indicado em uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na semana passada.

No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece um ponto percentual à frente de Lula em uma projeção de segundo turno na eleição presidencial deste ano, com 47,6% dos votos contra 46,6%

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