sábado, 13 de junho de 2026

 

Em matéria de combate à criminalidade, o Japão pode dar aulas magnas ao Brasil

Saiba como é a prisão no Japão

Guarda usa máscara e preso não pode levantar a cabeça

Carlos Newton

Tenho um amigo, meu vizinho aqui no Edifício Zacatecas, que é grande admirador do Japão e da sabedoria de seu povo. Todo ano, o jornalista e escritor Arthur Dapieve faz a longa viagem para passar as férias do outro lado do mundo. Sempre penso nele quando escrevo sobre o Japão, um país verdadeiramente admirável e que deveria servir de exemplo ao Brasil.

Arrasado pelos longos anos da Segunda Guerra e atingido por duas bombas atômicas, o país que inventou os mísseis humanos kamikazes teve de se render. E o mais importnte foi que os Estados Unidos tiveram a grandeza de comandar a reconstrução do inimigo.

MACARTHUR – Na condição de comandante supremo das Forças Aliadas, o general Douglas MacArthur liderou a ocupação entre 1945 e 1951, transformando o país numa democracia monárquica parlamentar, com voto universal.

Ao mesmo tempo, extinguiu o exército japonês e baniu o país de travar guerras, implantou a reforma agrária,  distribuiu terras aos camponeses e desfez os grandes monopólios comerciais (zaibatsu).

A disciplina e os costumes orientais ajudaram muito, é claro, e o Japão foi se modernizando e investindo na industrialização do país, e passou a produzir cópias de produtos tão perfeitas que chegavam a suplantar os originais do Ocidente.

UMA POTÊNCIA – O resultado da obra iniciada por MacArthur é impressionante. Embora seja um país insular, com território de apenas 378 mil km², com a 12ª maior população, o Japão tornou-se a quarta potência econômica mundial.

Deveria servir de exemplo ao Brasil, em todos os sentidos, sobretudo em segurança. Para enfrentar o crime organizada da Yakuza, o Japão reformou as leis penais, reestruturou os presídios e passou a tratar os criminosos  com muita severidade.

Nas penitenciárias, todos os funcionários e guardas usam máscaras cirúrgicas para não serem reconhecidos e evitar pressões/cooptações pelas facções criminosas. Por isso, os presos não podem olhar para cima, se o fizerem, pegam solitária. Nas ruas, também é comum os policiais usarem máscaras cirúrgicas, 

NÃO HÁ GORDOS – Detalhe interessante: no Japão, não existem cantinas nas prisões e não há obesidade nos presos, porque a alimentação deles é calculada para que se mantenham saudáveis, a dieta não passa disso.

Enquanto isso, no Brasil, a maioria das prisões estaduais tem cantina, entrega por delivery, refeições a la carte, salas de televisão e até motéis improvisados, como acontecia no Rio de Janeiro com o preso Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos, mas logo solto para aproveitar o resto da fortuna amealhada.

Portanto, Arthur Dapieve tem razão. Há muitos motivos para admirarmos o Japão, que gosta de samba e de bossa-nova. Por exemplo, lá não existem penduricalhos no Judiciário. Pelo contrário. Os salários dos magistrados são tão baixos que os Tribunais mantêm alojamentos (tipo quitinete) para hospedar os juízes mais necessitados.

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P.S. 1
As diferenças para o Brasil são enormes. Lá não é preciso fazer o curso de Direito para ser advogado. Basta passar no exame da Ordem, que é muito rigoroso. Se for aprovado, o não-acadêmico pode tornar-se também promotor ou juiz, e fazer carreira na magistratura até a Suprema Corte.

P.S. 2 – Detalhe final: é muito difícil um réu criminal ser absolvido na Justiça japonesa. O índice de condenação é de 99,9%, acredite se quiser. O motivo desse exagero é que os promotores só processam os suspeitos se houver provas contundentes de culpa. Quando a Polícia não apresenta essas provas cabais, o promotor prefere arquivar o caso, para que não ocorra erro judiciário. Enquanto isso no Brasil… (C.N.)

 

Suposto repasse de US$ 30 milhões de Vorcaro a Alcolumbre reacende crise no Senado

Revelação sobre o dono do banco Master amplia a pressão política e recoloca o caso no centro das articulações em Brasília

Por JB POLÍCIA
redacao@jb.com.br

Publicado em 12/06/2026 às 06:04

Alterado em 12/06/2026 às 08:07

Davi Alcolumbre tem barrado os pedidos de CPI do Banco Master Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Nova denúncia no caso Master

A revelação de um suposto repasse de 30 milhões de dólares a Davi Alcolumbre recolocou o caso Master no centro da crise política em Brasília. A informação da revista Veja fortalece a tese de que havia articulações de bastidores ligadas ao Banco Master e a interesses de aliados no Senado.

O episódio voltou a ganhar força após manobras no Senado e novas movimentações em torno da CPI do Master, que poderia expor a dimensão política e financeira do escândalo. No texto, a denúncia aparece conectada a um acordo mais amplo envolvendo Flávio Bolsonaro, pautas legislativas e disputas no STF.

Articulações no Senado e no STF

De acordo com a narrativa apresentada, Alcolumbre teria atuado para barrar investigações e acelerar votações com impacto fiscal e político, em troca de apoio em outras frentes. O texto descreve uma combinação de interesses que envolve rejeição de indicações ao Supremo, derrubada de veto presidencial e tentativas de conter a CPI do Master.

A relação com Flávio Bolsonaro é apontada como parte central dessa engrenagem. O acordo mencionado inclui troca de votos, apoio em pautas sensíveis e a busca por benefícios políticos futuros, em meio ao desgaste provocado pelas investigações sobre o Banco Master e sua rede de relações.

Daniel Vorcaro e a rede de suspeitas

Daniel Vorcaro aparece como peça-chave na expansão do caso, especialmente após a divulgação de supostas transferências milionárias e tentativas frustradas de acordo de delação. O texto relata que a Polícia Federal e o Supremo passaram a acompanhar de perto as movimentações financeiras e os vínculos políticos associados ao ex-banqueiro.

Além do Senado, o caso alcança outros pontos da política nacional, incluindo nomes do bolsonarismo e personagens ligados ao mercado financeiro. As referências a fundos, escritórios de advocacia e operações com empresas investigadas reforçam a dimensão do escândalo e o temor de novos desdobramentos.

Impacto político e eleitoral

Com a CPI ameaçada e as investigações avançando, o caso Master passou a ser tratado como um problema político de alto risco para diferentes grupos. A suspeita de um acordo para conter danos, proteger aliados e administrar o desgaste eleitoral aparece como um dos eixos centrais da 

reportagem.

O texto também aponta que a eventual evolução do caso pode influenciar a disputa presidencial e a composição de poder em 2026. Nesse cenário, o nome de Vorcaro segue associado à expectativa de blindagem política, enquanto Alcolumbre e Flávio Bolsonaro tentariam capitalizar os efeitos das articulações em curso. (com informações de Plínio Teodoro, da Revista Fórum)

 nternacional

URGENTE: Keiko dispara, triplica a diferença e se encaminha para vitória no Peru

A conservadora Keiko Fujimori disparou à frente do candidato da esquerda Roberto Sánchez na disputa acirrada pela Presidência do Peru.

Agora, há mais de 3 mil votos de diferença entre os dois, com 98,295% das urnas apuradas.     A candidata de direita tem 50,01% dos votos, enquanto Sánchez aparece com 49,99%, segundo o ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) do Peru.

A eleição pode acabar a qualquer instante.

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Trajetória de Vorcaro que o levou à prisão por fraude começou com figurões do PT da Bahia

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Divulgação).

Não começou em Brasília a trajetória de fraudes que garantiram a Daniel Vorcaro a glória, a fortuna e a desgraça, resultando na liquidação do seu Banco Master. Porém, a proposta da delação frustrada do ex-banqueiro sugere que a gênese do império financeiro tem endereço certo: os governos do PT na Bahia quando chefiados por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e Rui Costa, ex-todo-poderoso ministro de Lula. A proposta de delação de Vorcaro prometia expor a relação com a dupla.

2007, a origem

O PT entregou a Vorcaro o CredCesta, programa que permitiu ao Master ingressar no fabuloso e rentável mundo de empréstimos consignados.

Favorecimento

No ápice dessa influência, decreto de 2022 de Rui Costa proibiu uso da portabilidade para quem tentava se livrar das taxas abusivas do Master.

Coisa de amigo

Fontes ligadas ao caso dizem que, na proposta de delação rejeitada pela PF, Vorcaro descrevia como o decreto fortaleceu o banco e o fez crescer.

Tempo ao tempo

Jaques Wagner e Rui Costa negam suspeitas e minimizam os laços com Vorcaro, mas a rejeição do acordo sugere que a PF já tem tudo apurado.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pré-campanha presidencial em Belém (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Caso Master atrasa definição de vice para Flávio

Não deve sair este mês o nome do candidato a vice para chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A discussão atrasou com o avançar das investigações do cambalacho do Banco Master. Nas conversas iniciais, o Progressistas deveria fazer a indicação, mas o plano subiu no telhado com a Polícia Federal na cola do presidente do partido, Ciro Nogueira. Políticos envolvidos na campanha de Flávio dizem que há o temor de que a PF também avance sobre o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.

Blefe

Com água no chope da dobradinha, o PP já fala em seguir “neutralidade” nas eleições. No PL, chapa com o partido ainda não foi descartada.

Puxa a ficha

Nomes do União Brasil também são cogitados. Como no PP, a ordem é pente fino para que não seja alguém tão próximo aos presidentes.

Risco à imagem

Além de atrair votos, a campanha de Flávio está preocupada em não arrastar a crise do Master, e batidas da PF, para o debate eleitoral.

Poder sem Pudor

Só por telefone

Benedito Valadares estava no final do último mandato de senador, nos anos 70, e evitava jornalistas. Certo dia, acabou encurralado em um corredor do Senado. Atônito, pegou o telefone mais próximo e fingiu que falava com alguém. Conversa demorada. Os jornalistas se impacientaram e ele reagiu: “⁠Não têm respeito? Não veem que estou falando com o Carvalho Pinto?”, disse. “⁠Mas o Carvalho Pinto está ali do lado!” apontou um jornalista. Valadares deu uma olhada, viu o colega, mas insistiu na desculpa: “⁠É que eu só falo com ele por telefone…”

No vácuo

O governo Lula ainda não recebeu qualquer sinalização da Casa Branca sobre uma possível reunião bilateral entre o petista e Donald Trump durante encontro do G7, em Paris (França).

0,008%

Até a tarde de sexta (12), Keiko Fujimori abriu a maior vantagem dos últimos dias sobre Roberto Palomino, na eleição presidencial do Peru: pouco mais de 1,5 mil num universo de mais de 18 milhões de votos.

Foi erro

Clientes do Nubank tiveram um baita susto nessa sexta (12). O banco mandou email informando sobre liquidação da instituição. O remetente era o oficial, mas o conteúdo foi enviado indevidamente, foi engano.

Sem crise

A Executiva Nacional do MDB criou comissão mista com membros do partido no DF para definir, em conjunto, as alianças partidárias este ano. Sinalizou que deve apoiar candidatura de Celina Leão (PP) ao governo.

                                                                             Frase do dia----"Em ano                                                                                          eleitoral, a gente vê de tudo"

Deputada Carol de Toni (PL-SC) após Lula dizer que quer comer tainha em Itajaí

Dado curioso

Desde o início de junho, Camilo Santana (Educação) passou de 1% de chance de virar presidente, na plataforma de previsões e apostas Polymarket, para mais de 3%. Está à frente até de Fernando Haddad.

Votou, ganhou

A vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP) condenou oba-oba de hospedagem em embaixadas por artistas ricaços que apoiam Lula, “Artista que faz o L ganha passe livre para viajar com a Janja”.

Na pista

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) abriu a porteira para o projeto de Lula (PT) que acaba com a escala 6x1. A intenção é que o texto avance no mesmo ritmo da PEC que será analisada na terça (16)

.Nada de ilegal

A tentativa de tirar "Dark Horse" de cartaz terminou frustrada para o PT. O presidente do TSE, Nunes Marques, rejeitou ação do partido que queria impedir o lançamento do filme sobre Jair Bolsonaro.

Pensando bem...

...sobraram apenas algumas semanas de trabalho no Congresso... este ano.