sábado, 5 de setembro de 2026

 

Corrupção, Moraes e evangélicos: o novo risco que ronda a campanha de Lula

Caso Moraes acende alerta no Planalto

Míriam Leitão
O Globo

A corrupção vai desempenhar um papel importante nesta eleição. A pesquisa da Quaest mostra, por exemplo, que 66% dos entrevistados souberam do caso Dark Horse e 52% consideram que Flávio Bolsonaro não deu explicações suficientes. Mas é importante observar que, nos últimos tempos, o que ganhou mais evidência foram as informações sobre as relações de Fábio Luís, filho do presidente, com Roberta Luchsinger.

É esse o caso que está mais recente na memória dos eleitores. E, nesse episódio, os números são muito semelhantes ao do envolvendo os Bolsonaros: 66% tiveram conhecimento e 54% consideram que as explicações não foram convincentes.

MORAES E VORCARO – Agora veio à tona o relatório da Polícia Federal que revela diálogos e encontros do ministro do STF Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mudando novamente o cenário. Quero fazer um cruzamento dessa questão com o eleitorado evangélico.

Apesar de os evangélicos não poderem ser vistos como um grupo monolítico, 30% dizem ter escolhido Lula — um terço, portanto, é um dado importante. Mas é  preciso lembrar também que, à frente desse questionamento envolvendo Alexandre de Moraes, está o ministro André Mendonça, que é evangélico.

ASSOCIAÇÃO – Isso pode, de alguma forma, influenciar esse eleitorado, sobretudo pela associação que se estabelece entre Alexandre de Moraes e Lula. Ou seja, o episódio pode afastar esse grupo da candidatura do presidente.

Afinal, a tendência é que parte desse eleitorado se identifique mais com André Mendonça, que já se declarou “terrivelmente evangélico” e é pastor de uma Igreja Presbiteriana, ligada à tradição da Reforma. Nos últimos anos, porém, esse segmento religioso também passou a ser fortemente marcado pela participação política de direita.

 Direito e Justiça

Estadão "abre fogo" contra Alexandre de Moraes


O jornal O Estado de S. Paulo criticou duramente a atuação do ministro Alexandre de Moraes no conflito com o colega André Mendonça e afirmou que o magistrado provocou danos à imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) ao solicitar a abertura de uma investigação contra outro integrante da Corte. A avaliação foi publicada em editorial nesta sexta-feira, 4.

O Estadão afirma que as mensagens apreendidas pela PF levantam a hipótese de que Moraes teria exercido uma função semelhante à de “consigliere” de Vorcaro. A expressão italiana, frequentemente associada a estruturas mafiosas, é utilizada para designar um conselheiro de confiança.

O jornal também defendeu que Moraes deveria se afastar voluntariamente do STF. Na avaliação apresentada no editorial, essa medida poderia evitar que as suspeitas relacionadas ao relacionamento do ministro com Vorcaro continuassem provocando impactos sobre a credibilidade da Corte.

Segundo as mensagens examinadas pela Polícia Federal, Vorcaro procurou Moraes antes de ser preso e perguntou se deveria deixar o Brasil. Parte das comunicações foi enviada com recurso de visualização única, o que impossibilitou a recuperação de eventuais respostas encaminhadas pelo ministro.

Ao concluir seu editorial, o Estadão atribuiu a Fachin a responsabilidade de liderar uma resposta institucional à crise e afirmou que apoiará o presidente do STF caso ele adote medidas destinadas a conter o agravamento do conflito dentro do tribunal.

Sputnik

 

Palavras de Trump sobre Putin podem piorar relações entre EUA e OTAN, diz mídia

Encontro dos presidentes da Rússia e dos Estados Unidos no Alasca - Sputnik Brasil, 1920, 05.09.2026
A nova declaração do presidente estadunidense Donald Trump sobre seu homólogo russo Vladimir Putin complicará as relações dos EUA com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), informa mídia britânica.
A mídia aponta que a recusa de Trump em condenar o Kremlin pelos supostos planos de atacar os países europeus provavelmente aumentará os receios quanto ao comprometimento dos Estados Unidos com a Aliança Atlântica.

"Donald Trump afirmou que Vladimir Putin 'não pretende atacar o território da OTAN' […], que provocou indignação em toda a Europa", ressalta a publicação.

As declarações de Trump foram feitas no contexto do envio dos enviados especiais Jared Kushner e Steve Witkoff a Moscou e Kiev com um plano para pôr fim ao conflito na Ucrânia, conclui a matéria.
Donald Trump, presidente dos EUA, aperta a mão de Vladimir Putin, presidente da Rússia, durante reunião bilateral à margem da cúpula do G20 em Osaka. Japão, 28 de junho de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 14.06.2026
Panorama internacional
Entendimento mútuo nos permite discutir as questões mais complexas, diz Putin a Trump em telefonema
Na sexta-feira (4), Trump afirmou que Putin não pretende atacar os países da OTAN, destacando que conhece bem o líder russo e mantém contato com ele. Essa declaração foi uma resposta à pergunta sobre suas afirmações anteriores de que, durante sua presidência, Putin não atacaria o território dos países da OTAN.
O jornalista também questionou Trump sobre a possibilidade de o drone encontrado em um aeroporto alemão, cuja responsabilidade Berlim atribuiu à Rússia, ser considerado um ataque à aliança.
Em 5 de agosto, a polícia de Leipzig informou que um funcionário do aeroporto da cidade havia encontrado um drone com explosivos na área de segurança da carga aérea. A Alemanha responsabilizou a Rússia pelo ocorrido, sem apresentar provas concretas. Moscou, por sua vez, classificou o incidente como uma provocação improvisada.