O líder chinês, Xi Jinping, "parecia um parceiro sênior" durante a reunião com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, destacaram os jornalistas e analistas que acompanharam a cúpula dos líderes em Washington, aponta a mídia Dimsum Daily.
No seu artigo, o veículo de comunicação chama a atenção de que os presidentes dos EUA normalmente não vão ao aeroporto para se encontrar com outros líderes; em vez disso, eles os recebem. Desta vez, o anfitrião acompanhou o hóspede estrangeiro desde o início de sua visita.
"A diplomacia é uma linguagem de pequenos sinais, e este não foi pequeno", comenta a mídia. "Xi falou mais longamente e com maior substância. Repórteres e analistas de todo o espectro chegaram à mesma conclusão, de que [...] parecia o sócio sênior", acrescentou.
O discurso de Xi no Salão Oval foi "medido e deliberado", especificamente o líder chinês exortou a ampliar a lista de cooperação e encurtar a de problemas. Ele acrescentou a frase que mais importa para os negociadores chineses, dizendo que uma relação econômica estável requer "igualdade, respeito mútuo e benefício mútuo".
"Essas três palavras não são decorativas. Elas são a pré-condição que Pequim estabeleceu para cada concessão futura, e ninguém do lado norte-americano as contestou", indicou o autor do artigo.
O líder da China chegou com um conjunto coerente de posições que repetiu, sem variação, desde a cúpula de maio celebrada em Pequim. Washington acudiu com uma prorrogação de dois meses da trégua comercial começada com o alcance do acordo na Coreia do Sul no ano passado. O pacto que expira em novembro foi agora adiado para fevereiro.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, isso oferece agora "mais tempo" para ver o que se pode fazer na economia.
"Essa é uma descrição honesta. É também uma admissão de que os Estados Unidos, que iniciaram a guerra tarifária, são a parte que precisa que o relógio continue funcionando", sublinha Dimsum Daily.
O líder chinês Xi Jinping está realizando uma visita aos Estados Unidos, de 23 a 25 de setembro, a convite de seu homólogo norte-americano Donald Trump.
As deficiências de terras raras continuaram sendo questões de negociação com Washington na recente conversa, e Pequim não demonstrou urgência em encerrá-las nos termos norte-americanos, apontou a mídia chinesa.
"As exigências são familiares; o que mudou foi a pouca resistência que encontraram agora", sublinhou a mídia.
Pequim expôs claramente os seus pedidos em relação a Taiwan, exortando Washington a opor-se à independência, em vez de simplesmente se abster de a apoiar, e a lidar com a questão com prudência. Além disso, pediu que suspenda permanentemente as vendas de armas a Taipé.
Ambos os líderes também abordaram questões ligadas à tecnologia, segurança e inteligência artificial.
URGENTE: Ex-cunhado de Gilmar põe mais um ministro do STF no Caso Master
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O empresário Chiquinho Feitosa, irmão da advogada Guiomar Feitosa (ex-mulher de Gilmar Mendes), disse a Daniel Vorcaro que tratou de temas de interesse do fundador do Banco Master em um jantar com o decano do Supremo Tribunal Federal e o ministro Cristiano Zanin em 28 de maio de 2024. O ministro negou que tenha jantado ou recebido Feitosa.
“Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar, Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!”, disse Feitosa para Vorcaro em mensagem às 20h55.
A informação consta do acervo de mensagens extraídas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em nota, Zanin disse que “nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho Feitosa”.
O ministro Cristiano Zanin declarou também, por meio de nota, que “nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com eles [Chiquinho e Vorcaro] sobre qualquer assunto”.
As mensagens colhidas pela PF indicam que Vorcaro buscava com Chiquinho Feitosa uma maior interlocução com os ministros do STF, que julgavam a validade do pagamento de precatórios não pagos sob a titularidade do Master. Os precatórios não pagos eram contabilizados pelo banco, que maquiava o seu caixa para os órgãos de fiscalização.Volkswagen
Com Feitosa, o fundador do Master recebeu indicação de como se aproximar do ministro Gilmar Mendes. Em 19 de abril de 2024, dias antes do Fórum Jurídico patrocinado pelo Master em Londres, Chiquinho Feitosa disse para Vorcaro “começar uma relação direta” com Gilmar: “É importante para o futuro”.Volkswagen
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) analisa, nesta sexta-feira (25/9), notícia de fato sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em processos relacionados ao Banco Master, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão começa às 10h.
Os conselheiros analisarão se há elementos suficientes para a abertura de investigação sobre a atuação de Gonet na condução das apurações referentes ao Banco Master, principalmente em relação às petições (PETs) nº 15.556/DF e nº 16.662/DF, que contém relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que citam o nome de Gonet.
A reunião ocorre após as menções a Gonet e a foto divulgada na qual o PGR aparece em evento financiado por Vorcaro. O conselho vai analisar se Gonet deveria se declarar suspeito ou impedido para atuar nos casos que envolvem o Master.
Em ofício encaminhado ao subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Gonet negou veementemente qualquer relação de amizade ou proximidade com Vorcaro.
“Por questão lógica, já que a especulada suspeição projetaria efeitos sobre a minha atuação nos feitos respectivos, posso afirmar, em termos bastante diretos e simples, que não tenho com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos tenho interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”, alegou.
Ele afirmou que o único encontro presencial com o banqueiro ocorreu em abril de 2024, durante evento jurídico público em Londres, no qual participavam diversas outras autoridades públicas.
O PGR, por meio de sua defesa, sustenta que a participação em evento patrocinado por empresário que, posteriormente, se tornou investigado não é motivo suficiente para a declaração de parcialidade.
Proibidos celulares
Profissionais da imprensa poderão acompanhar a sessão do Conselho, porém, sem celular. Não será permitida a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares, notebooks, gravadores ou câmeras dentro do plenário. Também está vetado o consumo de alimentos ou líquidos no local.
Segundo o MPF, em razão da limitação de espaço, somente profissionais de reportagem poderão acompanhar a sessão no auditório do CSMPF, sem profissionais de imagem.
Prática de crime
Será decidido ainda se o conselho designa um subprocurador-geral da República para apurar a possível prática de crime comum atribuída a Gonet. A escolha de um subprocurador-geral se deve ao fato de essa ser a classe mais alta da carreira no Ministério Público Federal (MPF).
A sessão será conduzida pelo vice-presidente do conselho, subprocurador-geral da República Nicolao Dino. Ele abrirá os trabalhos e passará a palavra ao relator do procedimento, subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino. Em seguida, os conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade.
Compõem o colegiado o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, como membros natos; quatro subprocuradores-gerais eleitos por procuradores de todo o país; e quatro eleitos pelos próprios subprocuradores-gerais.
Os conselheiros têm mandato de dois anos, com direito a uma recondução. O corregedor-geral do MPF também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.