sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 

Moraes e Toffoli desmoralizam Fachin e querem sepultar o Código de Ética

Moraes e Toffoli defendem direito de juízes serem acionistas

Moraes, Toffoli e Gilmar se acham (?) donos do Supremo

Carlos Newton

Na abertura do Ano Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, declarou que seu compromisso maior é viabilizar a aprovação de um Código de Ética que regule as ações de todos os membros do STF.

Muito comedido, Fachin não mencionou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos acusados de desvios de conduta por suas atuações no caso do banco Master.

FATOS CONCRETOS – Como se sabe, houve viagens de Toffoli em jatinhos ao lado de advogados de envolvidos no escândalo e ocorreu intensa utilização de resort administrado por seus parentes próximos e sem condições financeiras, enquanto no caso de Moraes houve prestação de milionária assessoria jurídica e de gestão, mensalmente paga a esposa de ministro.

Fachin desconheceu tudo isso em seu pronunciamento na segunda-feira, mas também foi cirúrgico e surpreendeu:

“Nos processos, as dúvidas sobre conflitos de interesses devem ser tratadas sempre com transparência. E ninguém cogite que possa ser diferente numa sociedade republicana como a nossa”… – destacou, aduzindo: “Temos que ser rigorosos e intransigentes com qualquer tipo de desvio ético, pelo que devemos evitá-los”.

ALGO ERRADO – O presidente do STF mostrou que há algo de muito errado, porque nenhum ministro entrou pela porta dos fundos. Todos foram indicados por presidente da República e aprovados pela maioria dos senadores por “supostamente” terem notório saber jurídico e reputação ilibada. Ou isso não passa de mera teatralização?

O fato é que todos os ministros devem obediência aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e transparência.

Mas este cenário só existe na teoria, porque na prática a coisa é muito diferente. O Supremo tem donos e hoje a instituição pertence a Gilmar Mendes, secundado por Dias Toffoli e Moraes. São os três ministros de personalidade mais forte e que se impõem perante os demais.

DESMORALIZAÇÃO – A estratégia de Fachin só durou 48 horas. Nesta quarta-feira, dia 4, o presidente do STF (foi obrigado a cancelar o almoço que convocara para o dia 12, quando os ministros discutiriam um cronograma para a implantação do Código de Ética.

O cancelamento ocorreu horas depois de Fachin ser inteiramente desmoralizado por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na sessão que julgava regras para manifestações de juízes nas redes sociais.

Moraes era o relator e foi implacável ao proferir seu voto. Disse que a Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) são suficientes para manter a ética. “Se a Constituição não solucionou e a Loman não solucionou, o Código Penal vai solucionar. É simples, basta aplicar”, disse o ministro, desafiadoramente.

ABRINDO O JOGO – Moraes aproveitou para criticar as restrições sobre atuação dos ministros em outras atividades. “O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, disse o ministro, e era tudo o que Gilmar Mendes queria ouvir.

Moraes, que criticou a imprensa, afirmou que as regras de impedimento e suspeição também são claras no âmbito do Supremo e que o magistrado “está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.

Estrategicamente, porém, não mencionou o fato de o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci Moraes, ter firmado um contrato de R$ 129,6 milhões com o Banco Master para representá-lo nos três Poderes.

TOFFOLI APOIA – Também envolvido no favorecimento aos criminosos do Master, Dias Toffoli, fez questão de se pronunciar, defendendo as posições tomadas por Moraes contra o Código de Ética que Fachin pretende (ou pretendia) criar, com ajuda da relatora Cármen Lúcia e da OAB paulista.

Na sessão desta quarta-feira, Toffoli defendeu que juízes possam ser sócios de empresas, desde que não sejam dirigentes. “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, disse ele ao apoiar Moraes, que tinha se manifestado nesse sentido, ao destacar que a Loman só proíbe que juízes sejam sócios-dirigentes.

“Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro…”, ironizou.

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P.S. –
 Como se vê, chegamos ao fundo do poço do Supremo, mergulhando numa água fétida e nauseabunda. De uma forma ou de outra, está se formando uma divisão. Ao que parece, três estão de um lado (Mendes, Toffoli e Moraes), e outros três do lado oposto (Fachin, Cármen e Fux). Os outros quatro ainda não se meteram, mas é óbvio que Nunes Marques e André Mendonça podem apoiar Fachin. Os outros dois (Flávio Dino e Cristiano Zani) são incógnitas. Por enquanto, o quadro é esse. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Dino dá uma “aula” aos ministros do STF e suspende penduricalhos em todo o país

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

Dino mostra que ainda há ministros que merecem respeito

Samantha Klein
CNN Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para suspender os chamados “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes da República, no país inteiro.

A decisão dele vem no bojo da aprovação, nesta semana, do projeto da Mesa Diretora que abre brecha para o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo para alguns cargos.

PRAZO PARA REVER – A cautelar determina que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação revisem as verbas pagas e suspendam aquelas que não possuam base legal. Além disso, cobra do Congresso Nacional a edição da lei que regulamente quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto.

A decisão será submetida ao Plenário, em data ainda a ser definida pela Presidência do STF.

Na decisão, o ministro alerta para o uso indevido de verbas “indenizatórias” que, na prática, servem para turbinar salários e ultrapassar o limite previsto na Constituição. Apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF.

TETO CONSTITUCIONAL – Segundo Dino, a medida, baseada em decisão da Corte de fevereiro do ano passado, reforça o cumprimento do teto constitucional de remuneração.

O ministro também citou o presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para dar ciência da decisão com o objetivo de que sejam adotadas medidas políticas e legislativas para cumprir a determinação.

Na prática, todos os penduricalhos ilegais, sem previsão legal, precisam ser suspensos. Segundo líderes da Câmara ouvidos pela reportagem da CBN, além de derrubar os “penduricalhos”, uma das metas é rediscutir uma revisão do teto constitucional, evitando que valores sejam pagos fora da legislação. Ou seja, trata-se de um repasse, já que esses auxílios não sofrem desconto de imposto de renda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Flávio Dino elaborou um voto histórico. Está tentando eliminar um dos maiores problemas do país, que é a exploração do Estado pelo homem. O serviço público não pode nem deve ser fator de enriquecimento ilícito de servidores. O jovem que pretende ser rico deve disputar no mundo dos negócios. Tentar ficar rico como funcionário público é uma distorção escatológica, digamos assim, algo verdadeiramente repugnante. Vamos apoiar Flávio Dino, que pode se transformar num exemplo para o STF. (C.N.)

 

Por Redação g1

 

Míssil Khaibar, do Irã, em imagem divulgada no dia 25 de maio — Foto: Reprodução/Ministério de Defesa do Irã/Via AFP

Míssil Khaibar, do Irã, em imagem divulgada no dia 25 de maio — Foto: Reprodução/Ministério de Defesa do Irã/Via AFP

O canal de TV estatal iraniano afirmou nesta quinta-feira (5) que "um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr 4", foi implantado em uma das bases subterrâneas de mísseis da Guarda Revolucionária.

O Khorramshahr 4, também conhecido como Khaibar, tem um alcance de 2.000 km e é capaz de transportar uma ogiva de 1.500 kg, acrescentou a TV.

A mídia estatal iraniana afirma que "a implantação operacional do Khorramshahr-4 nas cidades de mísseis, ocorrida na quarta-feira (4) coincide com a mudança anunciada na doutrina das Forças Armadas, de defensiva para ofensiva, e envia uma mensagem clara aos adversários regionais e extrarregionais".

O anúncio ocorre um dia antes da data marcada para o encontro de representantes de EUA e Irã em Omã para discutir um acordo que limite o programa nuclear de Teerã.

O míssil que o Irã diz ter implantado foi apresentado em maio de 2023. Seu nome faz referência à antiga cidade de Khaybar, situada na Arábia Saudita dos tempos atuais, conhecida por uma batalha decisiva no século 7, durante a qual o exército do profeta Maomé venceu milhares de habitantes judeus.

Tensões no Oriente Médio

Dois incidentes separados ocorridos na terça-feira (3) elevaram o alerta no Estreito de Ormuz, na costa do Irã, palco da escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Ambas as ações tiveram como objetivo testar a reação do Exército norte-americano para ver como as forças militares dos EUA responderiam, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), um think-tank norte-americano especializado em questões militares.

Ao menos 10 navios de guerra estão próximos ao Irã após envio do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o jornal norte-americano "The New York Times". Trump realiza uma escalada de tensões com o objetivo de pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei a um acordo para limitar seu programa nuclear.

O impasse entre os EUA e o Irã ocorre porque o Teerã defende seu direito de enriquecer urânio e diz que seu programa nuclear é pacífico — no entanto, EUA e Israel não acreditam nisso. Trump utilizou uma recente onda de protestos contra o regime Khamenei para iniciar sua pressão para levar o Irã à mesa de negociações.

EUA e Irã já tiveram um acordo de não proliferação de armas nucleares, assinado pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama. O próprio Trump, no entanto, se retirou desse acordo em 2018, em sua primeira gestão na Casa Branca, em retaliação ao Irã. Na ocasião, ele acusou o governo iraniano de financiar grupos terroristas.

O ANTAGONISTA

 

Toffoli explicou tudo, menos o inexplicável

Apesar de confirmar, com nota, que precisa se explicar sobre caso do Master, ministro não explicou decisões mais estranhas e problemáticas

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura30.01.2026 13:05 comentários 0
Foto: Fellipe Sampaio /STF

nota publicada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STFDias Toffoli (foto) sobre o caso do Banco Master indica por si só que há algo de errado com a condução do processo.

Mas a mensagem passada pela nota é muito pior do que isso, porque o relator do caso Master tentou explicar tudo, menos as questões mais problemáticas de sua errática condução do caso, que foram simplesmente omitidas e ignoradas.

Toffoli destacou, em negrito, que foi sorteado como relator da Operação Compliance Zero, o que não dissipa a dúvida perpétua sobre a obscura — e geralmente conveniente — distribuição dos casos no STF.

Sigilo

Oo ministro também disse, ao tentar justificar a condução do processo pelo STF, que manteve e validou "todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações".

O sigilo imposto por Toffoli ao caso não permite sequer o acompanhamento de seus despachos, contudo.

O ministro disse ainda que "as oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa".

E a acareação?

O que Toffoli não disse é que sua determinação de acareação original envolvia um diretor do Banco Central, o que promoveria um inédito confronto entre investigador e investigado, e que ele não consultou o Ministério Público sobre isso.

O relator do caso do Master também não mencionou que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou contra essa acareação mesmo sem ser consultada, e que, ainda assim, ele manteve a determinação.

O confronto entre diretor do BC e o dono do Master só não ocorreu porque Toffoli recuou na véspera e delegou à Polícia Federal a tomada dos depoimentos e a decisão sobre as consequentes acareações.

Recuos

Esse foi apenas um dos recuos do ministro nesse caso, e nenhum deles foi abordado na nota publicada na quinta-feira, 29.

Toffoli não explicou por que determinou que as apreensões da segunda fase da Compliance Zero fossem lacradas no STF, e nem por que voltou atrás na decisão, determinando o encaminhamento das provas à PGR, e não à PF.

Também não mencionou a inusual decisão de apontar quatro agentes da PF para fazer a perícia dos materiais coletados, nem a bronca que deu nos investigadores por demorarem mais de 24 horas para deflagrar a segunda fase da operação.

Enfim, apesar de confirmar que precisa se explicar sobre um caso no qual seus parentes teriam interesse direto, por fazer negócios com o Banco Master, Toffoli não explicou suas decisões mais estranhas e problemáticas.

Por que será?

 Sociedade

Vaza o relato da jovem de 18 anos que acusa ministro do STJ de assédio. É horripilante!

Sim, a conduta do ministro é horripilante, de acordo com o relato da jovem de 18 anos que fez a denúncia. Ela acusa o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Buzzi, de importunação sexual. A garota declarou à Polícia Civil de São Paulo que ele a conduziu para área isolada de uma praia, a tocou sem consentimento e, em seguida, a aconselhou a ser "menos sincera".Keto Viva

Conforme o relato, a jovem e o ministro foram à praia enquanto os pais dela e a esposa do ministro terminavam afazeres na residência.

jornaldacidadeonline

Após passarem um tempo na areia, Buzzi a teria convidado para entrar no mar e sugeriu que fossem para o lado esquerdo da praia, afirmando que ali o mar estaria mais tranquilo. A jovem estranhou a justificativa, pois achou que o mar não estava revolto onde estavam.

O local escolhido pelo ministro não tinha visibilidade do guarda-sol em que os demais participantes da viagem poderiam estar caso decidissem ir à praia, segundo o depoimento.Keto Viva

Já dentro d'água, em área funda, Buzzi teria perguntado a idade da garota. Em seguida, teria comentado que estava com frio e apontado para um casal abraçado nas proximidades.

Na sequência, conforme o relato, o ministro a puxou pelo braço, virou-a de costas e pressionou seu corpo contra o dela. Afirmou que a achava ‘muito bonita’. Quando ela tentou se soltar, ele a puxou novamente, segundo o relato.

A jovem afirmou ter conseguido se afastar após algumas tentativas do ministro de puxá-la. Logo depois que a soltou, ainda de acordo com o depoimento, Buzzi afirmou: ‘Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar’.

Depois, ao saírem do mar, a jovem declarou que chegou ao guarda-sol, disse à mãe que precisava trabalhar, cobriu-se com uma toalha e correu para o condomínio. Lá, contou o ocorrido ao pai, segundo o depoimento. A família deixou a casa do ministro no mesmo dia.Keto Viva

Segundo o documento, a jovem frequentava o local desde a infância e considerava o ministro ‘um avô e confidente’. A mãe dela atua nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias.

A jovem afirmou à polícia que, desde o ocorrido, não consegue dormir e está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra.