terça-feira, 13 de outubro de 2026

 

Nova reportagem da Veja escancara o envolvimento do governo Lula com o banco Master

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

Faltando 12 dias para a eleição, o escândalo de corrupção do Banco Master irrompe o Palácio do Planalto e escancara o envolvimento do governo Lula. Confira:

Dados da Presidência da República mostram que o banqueiro Daniel Vorcaro foi a pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto acompanhado de Júlio Cezar, o operador de propinas do grupo do ministro Alexandre Padilha nos fundos de pensão neste atual mandato de Lula. Na edição que está nas bancas, VEJA revela destalhes do relato do dono do Banco Master sobre como o petismo buscou liberar recursos de fundos de pensão, segundo o banqueiro, em troca de propina.
Os registros do Gabinete de Segurança Institucional do Planalto comprovam o que diz o banqueiro na proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR e também batem com os dados encontrados pelos investigadores no celular do banqueiro.
O primeiro encontro citado no controle de acesso do Palácio do Planalto mostra que Vorcaro e Júlio se registraram na portaria do Planalto no mesmo minuto, às 14h33, do dia 1º de março de 2024.
Na proposta de delação em que trata do assunto, Vorcaro explica que esteve com Alexandre Padilha e Olavo Noleto e outros interlocutores nessa reunião.
“Nesse dia, estavam também o assessor Olavo, Fernando, o primo desse Olavo, e o próprio Júlio. Nessa conversa, Padilha mais ouviu do que falou, mas afirmou que ‘o que eu tratasse com Olavo seria como se eu estivesse tratando com o próprio Padilha”, diz Vorcaro.
Depois dessa conversa, Vorcaro diz que recebeu Júlio, Olavo e o primo dele para uma reunião reservada em Brasília. “Júlio, Olavo e seu primo foram em minha casa para uma conversa aberta: ‘só haveria um jeito de entrar na Previ, Petros e Postalis: mediante pagamento de propina também na ordem de 10% de tudo o que o banco captasse’”, diz.
Segundo Vorcaro, o plano era captar até 10 bilhões de reais nos cofres dos fundos de pensão de servidores da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. Em troca do lobby junto aos fundos, o grupo do ministro de Lula receberia 1 bilhão de reais em propina, ou 10% de tudo que o Master tirasse dos cofres dos fundos.
Na delação que tentou negociar com a PGR, o dono do Banco Master diz que Júlio pediu e recebeu um sinal de propina de 500.000 reais, quando o governo do presidente Lula autorizou formalmente o Master a operar nos fundos. A verba foi paga por meio de um contrato de fachada com outra empresa, segundo Vorcaro relatou na proposta de delação em que ofereceu aos investigadores até os “recibos de propina” dada ao petismo. A PF e a PGR, no entanto, descartaram investigar o caso por “falta de provas”.
O SEGUNDO ENCONTRO COM O “PESSOAL” NO PLANALTO
O controle de entrada da Presidência da República também cita que Daniel Vorcaro e o operador Júlio Cezar estiveram juntos no Palácio do Planalto no dia 3 de abril de 2024, uma quarta-feira. Os dois se registraram às 17h29.
As mensagens do celular de Daniel Vorcaro obtidas pela PF mostram que o dia do banqueiro foi movimentado em Brasília e que as articulações de agenda do dono do Master foram todas tocadas pelo lobista vinculado ao ministro de Lula.
“Na terça, você iria a Brasília para outras reuniões também, né?”, pergunta o operador ao banqueiro em 28 de março, dias antes das reuniões. “Não. Iria só para isso”, diz Vorcaro. “Tá. Quando puder me dá uma ligada”, diz o lobista, entendendo a importância e exclusividade da viagem do banheiro para a Capital Federal.
Dois dias depois, Vorcaro cobra resultados do operador do grupo do ministro Padilha: “Amigo, estou precisando confirmar as agendas na terça. Está ficando em cima”, diz o banqueiro. Na sequência, Vorcaro sugere que as agendas passassem para a quarta-feira, não mais na terça, e pede que “a turma” também o receba no mesmo dia: “Tenta marcar na quarta mesmo com a turma. Seria melhor pra mim.” O lobista responde prontamente: “Eu vou tentar tudo na quarta. Pode deixar”.
A combinação do lobista do Planalto vem no dia 1º de abril de 2024: “Daniel, após a reunião nossa na quarta vamos falar com o pessoal. Já deixa agenda aí pra isso. Pra ficar com tempo”, diz o operador.
Na proposta de delação que apresentou aos investigadores da PGR e da PF, Vorcaro relata que Júlio usava a palavra “pessoal” para ser referia o ministro de Lula e seu braço-direito no Planalto, o então secretário-executivo Olavo Noleto.
Na véspera da viagem de Vorcaro a Brasília, o operador do Planalto diz ao banqueiro que queria dar “opções ao pessoal finalizar” a provável agenda. “Daniel, que horas você chega em Brasília amanhã? Porque quero dar opção de antes e depois pro pessoal finalizar”.
Vorcaro informa que chegaria na Capital Federal por volta de 14h horas. “Já vou avisar”, diz o operador do grupo do ministro de Lula.
No dia da viagem de Vorcaro a Brasília, o celular mostra que o banqueiro desceu do avião e foi direto encontrar o operador do Planalto e Vorcaro na sede do Postalis, o fundo de pensão dos servidores dos Correios. Uma tabela do Banco Master encontrada pela PF no celular do banqueiro mostra que o plano, com a aquela reunião, era tirar pelo menos 500 milhões de reais dos cofres do fundo dos servidores usando papeis podres para isso.
Quando o banqueiro chega ao escritório do Postalis, o operador, como um bom concierge do banqueiro, já estava esperando. “Tô aqui na sala esperando você. Pode subir”.
Os registros do Planalto mostram que, depois dessa reunião no Postalis, Júlio levou Vorcaro diretamente ao Planalto para a reunião com o “pessoal”.
Os dados do celular do banqueiro mostram que Padilha teria, dias depois desse encontro, participado de um jantar na casa de Vorcaro. Júlio, além de levar o dono do Master ao Planalto, buscava colocar Vorcaro, com direito a tapete vermelho, “na boca do gol” de outros fundos como a Petros e o Banco do Brasil, como mostra um áudio revelado por VEJA.
A INFLUÊNCIA DE ALEXANDRE PADILHA NOS FUNDOS
Naqueles dias, a influência de Alexandre Padilha no fundo dos servidores dos Correios, assim com em outras instituições do tipo, era notória no palácio.
Meses depois desse encontro, quando o então presidente do fundo da Caixa precisou ser substituído, o ministro Padilha indicou para a presidência da Funcef o próprio chefe de gabinete dele Richard Back.
Mensagens encontradas pela PF no celular de Daniel Vorcaro, mostram que o banqueiro conheceu Back ainda em 2023, quando teve um encontro no Palácio do Planalto – também registrado na lista de presença da Presidência — com o chefe de gabinete do ministro para tratar de outros investimentos.
Nessa reunião, o lobista do Planalto não estava presente, porque, como revelou VEJA, ele só viria a conhecer Vorcaro em março, depois de o grupo de Padilha interceptar uma tentativa de reunião do banqueiro na Petros, o fundo de pensão de servidores da Petrobras – como revelou o Radar na semana passada.
Além dessas visitas de Vorcaro ao Planalto, acompanhado do operador de propinas do grupo de Padilha, o banqueiro esteve com Lula em dezembro de 2024. O encontro, no entanto, não foi registrado na portaria da Presidência.
As mensagens do celular de Vorcaro também mostram que o gabinete de Padilha tentou agendar uma reunião do dono do Master com Lula em outubro daquele ano, depois de o banqueiro ter recebido Padilha num jantar em Brasília.
Vorcaro explica, em sua proposta de delação, que o esquema nos fundos avançou, com diferentes reuniões e negócios acertados com os dirigentes dessas instituições — todos indicados pelo petismo –, mas que tudo ruiu quando o primeiro caso se transformou num escândalo na imprensa.
Na primeira tentativa do Master de empurrar 500 milhões de reais em letras financeiras na Caixa Econômica Federal, a operação vazou para o jornal O Globo. A jornalista Malu Gaspar noticiou, em 12 de julho de 2024, que dois gerentes da Caixa haviam sido destituídos de seus cargos, após emitirem parecer contra a operação de Vorcaro e do grupo de Padilha.
“Com as matérias difundidas na imprensa em julho de 2024 sobre a suposta perda de cargo de gestores da Caixa Asset que teriam sido contrários ao investimento em LFs do Banco Master, o grupo de Padilha e os dirigentes da Petros, Postalis e BB preferiram segurar a decisão de fazer o investimento”, diz Vorcaro num anexo.
O grupo de Padilha, segundo o dono do Master, chegou a receber propina de 6 milhões de reais por ajudar o Master a captar recursos num fundo municipal. O banqueiro quer contar essas histórias e apresentar as provas que tem dos crimes que denuncia, mas a PGR e a PF até agora não toparam investigar o caso.
O Radar tentou fazer contato com Júlio Cezar por telefone, mas ele não retornou as ligações nem respondeu os contatos por escrito. O ministro Alexandre Padilha divulgou nota, na semana passada, refutando as acusações do banqueiro Daniel Vorcaro. O mesmo foi feito por Olavo Noleto, que também negou qualquer envolvimento em irregularidades. As manifestações deles podem ser vistas nesta reportagem.

Joral Grande Bahia

 

“Missão dada é missão cumprida”  | Por Luiz Holanda

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedor Nacional de Justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Benedito Gonçalves, famoso pela frase “missão dada é missão cumprida”, é apontado pela imprensa como amigo do banqueiro Daniel Vorcaro, conforme mensagens extraídas de um celular apreendido pela Polícia Federal (PF). Daí a surpresa quando o ministro resolveu proferir uma decisão contra o banqueiro nos processos envolvendo o pagamento de precatórios, proporcionando algum alívio aos cofres públicos. Em conversas de meados de 2024, Vorcaro chamou o ministro de “grande amigo”, combinando encontros presenciais em Brasília.

Em resposta a uma dessas propostas de encontro, Benedito afirmou que estava “sempre à disposição” do amigo e enviou uma figurinha acompanhada da frase “tamo junto sempre”. Registros apontam que Gonçalves participou do famoso evento em um clube privado em Londres bancado por Vorcaro, com direito a uma degustação do uísque Macallan oferecido para autoridades brasileiras do Judiciário e da Policia Federal, entre as quais o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que, segundo a imprensa, lhe deu a famosa missão para ser cumprida.

Gonçalves chamava Vorcaro de amigo, e para não julgar os casos do amigo oficializou seu impedimento em todas as ações ligadas ao Banco Master no STJ. Em setembro passado, já atuando em desdobramentos correlatos, Gonçalves mudou de pensamento, pois proferiu decisões liminares determinando o cancelamento de 16 precatórios de usinas ligadas ao Banco Master, barrando a liberação de valores bilionários e ordenando a devolução do dinheiro para o Tesouro Nacional. A virada gerou questionamentos políticos e jurídicos, uma vez que o magistrado havia atestado formalmente seu afastamento preventivo desse tipo de análise devido a conflitos de interesse, apontados em mensagens e investigações da Polícia Federal. Ao adotar medidas duras contra desdobramentos do escândalo, meses após ter-se declarado impedido de julgar ações ligadas ao banco, o pessoal ligado a Vorcaro não entendeu.

Segundo a imprensa, a frase pela qual o ministro ficou famoso foi dita ao pé de ouvido do ministro Alexandre de Moraes em dezembro de 2022. O momento foi captado em vídeo, gerando ampla repercussão no cenário político nacional e criticada pela imprensa e parlamentares em debates sobre a atuação de membros do poder judiciário. A fala aconteceu durante a cerimônia de diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Superior Eleitoral. Como relator no TSE, Gonçalves conduziu processos de grande repercussão política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo as ações que o tornaram inelegível. Críticos e opositores interpretaram a declaração como um símbolo de alinhamento político e falta de imparcialidade na condução de julgamentos eleitorais, enquanto apoiadores e o próprio tribunal defenderam a legalidade e a independência das decisões.

O ministro Gonçalves já foi investigado pelo CNJ em maio de 2015, quando o órgão instaurou uma investigação para que o ministro esclarecesse suas relações com o empreiteiro Léo Pinheiro, então sócio e presidente da construtora OAS, no âmbito de desdobramentos da Operação Lava Jato. Na época, as mensagens interceptadas apontavam uma proximidade entre eles, mas as investigações não conseguiram nenhuma prova contra o ministro. Anos após esse episódio, a relação do ministro com o órgão mudou significativamente.

Em agosto de 2026 tomou posse como Corregedor do CNJ para o biênio 2026–2028. Com a aprovação de seu nome pelo Senado Federal ele passou a ocupar a cadeira máxima de fiscalização do Conselho, tornando-se o responsável por coordenar as investigações e aplicar medidas disciplinares sobre magistrados em todo o país. Mesmo se sabendo que estamos no Brasil, onde a impunidade é, atualmente, um dos princípios fundamentais de nossa Justiça, críticas e questionamentos sobre a conduta do ministro foram levantadas por opositores políticos durante o processo de sua indicação e aprovação para o cargo de corregedor nacional de justiça, usando, inclusive, episódios passados, a exemplo de declarações a ele atribuídas durante a diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todas as críticas se referiam a uma suposta falta de imparcialidade na fiscalização de magistrados.

O Superior Tribunal de Justiça emitiu notas repudiando tentativas de interferência política ou de desmoralização da atuação independente de seus ministros. A indicação de Gonçalves para o CNJ ocorreu por decisão interna do STJ, mas a aprovação pelo Senado foi entendida como o cumprimento de uma missão, pois “missão dada é missão cumprida”.

Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

 

Para ganhar a eleição, basta Flávio não responder os ataques absurdos de Lula


Flávio Bolsonaro defende programa Bolsa Família: "direito adquirido"

Flávio não responde ataques e defende o Bolsa Família 

Carlos Newton

No desespero, o presidente Lula da Silva decidiu investir todas as fichas na tentativa de convencer o eleitorado de que Flávio Bolsonaro representa um ameaça maior à democracia do que o próprio pai, que chegou a planejar com as Forças Armadas aquele golpe militar que não aconteceu, porque resolveram consultar o Estado-Maior do Exército, e os generais de quatro estrelas disseram não, criando uma conspiração tipo Viúva Porcina, “aquela que foi sem ter sido”, no dizer irônico do escritor Dias  Gomes.

A imprensa amestrada atribui essa decisão de radicalizar a disputa à cúpula do PT e à coordenação de campanha, mas isso não existe na realidade. No PT, desde sua criação no colégio Sion, em São Paulo, em 1980,  jamais houve direção partidária ou articulação de campanha do PT, nem mesmo quando Dilma Rousseff e Fernando Haddad foram escolhidos por Lula para disputar a eleição. As campanhas sempre foram feitas por ele, no seu estilo.

LULA REINA – No PT, quem decide tudo é o próprio Lula, que após o primeiro turno afastou da campanha o presidente do partido, Edinho Silva, e os outros dirigentes, e estamos conversados.

Talvez, no futuro próximo, pode ser que até passe a existir uma cúpula partidária atuante, com uma coordenação profissional de campanha. Porém, enquanto Lula continuar na ativa, isso certamente não acontecerá. Assim, a sobrevivência do PT, a partir de agora, passa a ser altamente improvável. Se Lula perder a eleição, o partido fica sem perspectivas.

A mudança é tão abrupta que a maior base do PT é a Bahia, onde o partido segue controlado por dois políticos corruptíssimos – Jaques Wagner e Rui Costa, que conseguiram reeleger o governado Jerônimo Rodrigues. Já são 20 anos de reinado petista, com resultado constrangedor. A Bahia tornou-se o estado mais violento do país, entrou em retrocesso socioeconômico e a população está crescendo em ritmo muito lento, enquanto muitos municípios específicos (e a capital, Salvador) perdem moradores.

###
P.S. 1
– Lula é um fenômeno. Foi descoberto pelo delegado federal federal Romeu Tuma, que sugeriu ao general Golbery do Coutto e Silva, chefe do Serviço Nacional de Informações, a contratação dele como agente infiltrado  no sindicalismo, para destruir a imagem do trabalhismo de Leonel Brizola. O projeto de Golbery deu tão certo que Lula se tornou o maior político brasileiro. Mas tudo tem seu tempo e agora chegamos a um ponto sem retorno. Se Lula perder, pode-se encomendar o velório do petismo. É isso que está sendo decidido no dia 25, com Lula em tempo de inferno astral, pois seu aniversário é somente n0 dia 27, com a eleição mais do que terminada. (C.N.)

 

Trump abre caminho para normalizar relações com Moscou ao importar diesel russo, opina especialista

Uma bomba de diesel abastece o tanque de combustível de ônibus nos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 12.10.2026
A China verá com bons olhos a retomada do comércio de energia entre Rússia e EUA, uma vez que isso pode marcar o início de um novo reajuste nas relações internacionais, comentou o analista político Sima Pingbang. Falando à Sputnik, ele destacou o interesse de Pequim em restabelecer a estabilidade nas relações entre as principais potências mundiais.
Para o especialista chinês Sima Pingbang, o presidente norte-americano Donald Trump estaria buscando normalizar as relações internacionais, já que a retomada das importações de diesel russo teria pouco impacto nos preços nos EUA e dificilmente ajudaria os republicanos nas eleições de meio de mandato.

"O volume anunciado de fornecimento de diesel russo só conseguiria suprir cerca de dois dias do consumo total dos EUA. [...] a tentativa de Trump de usar isso para estabilizar os preços elevados do petróleo nos Estados Unidos tem um significado mais simbólico do que prático", declarou o analista à Sputnik.

Ao mesmo tempo, ele enfatizou que, se Trump quiser aliviar de forma duradoura a crise do petróleo no território norte-americano, deve impulsionar a recuperação das refinarias globais, garantir o funcionamento de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz, e ampliar a capacidade de refino dos EUA.
"Até agora, o governo norte-americano não demonstrou como pretende sair do conflito no estreito de Ormuz de maneira digna e com baixo custo. De fato, é justamente essa questão que mais preocupa a administração Trump", ressaltou o analista.
Bomba de diesel em posto de combustível em Minneapolis, nos Estados Unidos, em 4 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 12.10.2026
Panorama internacional
Sanções em xeque: acordo de diesel entre EUA e Rússia expõe ineficácia da política energética antirrussa
O especialista apontou que a próxima oportunidade para avançar rumo a um novo equilíbrio entre as grandes potências será a reunião informal de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, daqui a 40 dias. Segundo sua estimativa, Putin e Trump poderiam comparecer à cúpula e até mesmo se reunir com o líder chinês Xi Jinping. Assim, 2026 poderia "abrir as portas para um novo equilíbrio" entre as grandes potências, avaliou Pingbang.

"A conversa entre [o presidente norte-americano Donald] Trump e [o presidente russo Vladimir] Putin e a tendência [...] de uma aproximação entre os EUA e a Rússia já tiveram, de fato, um impacto enorme [...]. A autorização de Trump para importar um milhão de toneladas de diesel russo poderia sinalizar que as relações entre a Rússia e os EUA, após vários anos de confronto, podem voltar a melhorar em breve", afirmou o especialista.

Nesse contexto, o analista político acrescentou que esses processos poderiam representar um duro golpe para Vladimir Zelensky e os líderes europeus, uma vez que Trump já não considera prioritários os interesses da Europa e da Ucrânia e parece mais disposto a utilizá-los como peças de negociação no "grande reequilíbrio" mundial.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil