quarta-feira, 18 de março de 2026

 

Áudios de oficiais envolvidos provam que Jair Bolsonaro desistira de dar o golpe

"É o ápice da fragilização de Moraes", diz Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol provou que as penas foram exageradas

Carlos Newton

As redes sociais são surpreendentes. Determinadas postagens fazem tanto sucesso que continuam a ser acessadas dia após dia, conforme acontece com um vídeo gravado há mais de um ano pelo ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, um dos astros da falecida Operação Lava Jato, a maior iniciativa anticorrupção já ocorrida no mundo, mas  inapelavelmente destruída e sepultada com incrível velocidade pelo Supremo Tribunal Federal, ao implantar a chamada “Ditadura do Judiciário”.  

Enviado somente agora à “Tribuna da Internet” pelo sempre atento comentarista José Guilherme Schossland, o vídeo foi gravado por Dallagnol em fevereiro de 2025, mas não perdeu atualidade, porque aponta o desprezo do relator Alexandre de Moraes em relação a provas concretas que deveriam ter reduzido todas as penas do 8  de Janeiro.

PROVAS ESCLARECEDORAS – Trata-se de áudios extraídos de celulares e computadores a partir de apreensões e quebras de sigilo, mostrando conversas entre oficiais do Exército que se envolveram na trama golpista.  Esses arquivos, que constam do processo no Supremo, foram exibidos pelo “Fantástico” em fevereiro do ano passado.  

A reportagem foi montada pela TV com objetivo de revelar “a participação de militares e civis no plano de tentar pôr fim à democracia brasileira”, segundo o site g1, editado pela própria Organização Globo. E o objetivo realmente foi alcançado, com enorme repercussão.

Na época, somente o ex-procurador Dallagnol chamou atenção para o surrealismo jurídico, por se tratar de provas importantíssimas e que, ao invés de provar a existência do golpe, demonstravam exatamente o contrário. Ou seja, o golpe chegou a ser planejado, mas o então presidente Jair Bolsonaro desistiu de tentar, devido à reprovação pelo Alto Comando do Exército.

GOLPE DISSOLVIDO – Um dos áudios foi enviado pelo tenente-coronel Sérgio Cavaliere ao coronel Gustavo Gomes: “Acabei de falar com o Cid, cara. Ele falou que não vai ter nada. Tá pronto (o decreto do estado de emergência), só que ele (Bolsonaro) não vai assinar, por conta disso que eu falei, que o Alto Comando está rachado e não vai encampar a ideia

E acrescentou: “Então, é assim, tio. Deu ruim, tá? Acabei de falar com nosso amigo lá, ele falou que não vai rolar nada. O Alto Comando não vai topar. A Marinha topa. Mas só se tiver outra Força com ela, porque ela não aguenta a porrada que vai tomar sozinha. E é aquilo que eu tinha conversado contigo…”

Outro áudio, enviado pelo coronel Bernardo Corrêa para o coronel Fabrício Bastos, confirma a desistência: “Oh, cara, pode esquecer, o decreto não vai sair. O presidente não vai fazer, só faria se tivesse apoio das Forças Armadas, porque ele está com medo de ser preso. Falei com ele agora de manhã.”

OUTRA MENSAGEM – Houve outro áudio, no mesmo sentido, enviado pelo tenente-coronel Sérgio Cavaliere ao coronel Gustavo Gomes:

Agradeçam aí aos nossos líderes, formados naquela escola de prostitutas (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), né? E o presidente não vai embarcar sozinho, porque ele está com o decreto pronto, ele assina, e aí ninguém vai, e ele é preso. Então, ele não vai arriscar. E bem-vindos à Venezuela...”.

Portanto, ao contrário do que afirmou o “Fantástico”, os áudios não provam que existiu o golpe. Eles demonstram que realmente houve planejamento, mas o presidente Bolsonaro desistiu, apesar da insistência dos militares golpistas, como esses que enviaram as reveladoras mensagens.

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P.S.
 – Os jornalistas do “Fantástico” não têm formação jurídica e desconhecem que, no Brasil e no mundo, “planejar crime não é ato punível, caso haja desistência, antes da concretização”. E o mais incompreensível é que os advogados de Bolsonaro e de outros envolvidos ainda não tenham apresentado recurso de revisão criminal, pois todos têm direito de fazê-lo. Se apresentarem, esse recurso será julgado na Segunda Turma e pode sair vitorioso, pois Bolsonaro contaria com os votos de Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, formando maioria. Mas quem se interessa? (C.N.)

Sputnik

 

Especialista russo avalia as intenções dos EUA de enviar tropas de desembarque no Irã

Bandeira do Irã com o pano de fundo da cidade de Teerã, Irã, 31 de março de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 18.03.2026
Washington não se atreverá a iniciar uma operação militar terrestre em larga escala contra o Irã, os iranianos estão esperando isso, disse em entrevista à Sputnik o major-general da reserva e chefe do Centro de Informação Científica e Analítica do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, Nikolai Plotnikov.
O The Wall Street Journal havia relatado anteriormente que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia aprovado um pedido para enviar um grupo aerotransportado para o Oriente Médio. De acordo com a publicação, tal destacamento geralmente inclui cinco mil fuzileiros navais, alguns dos quais já teriam chegado ao Oriente Médio.

"É improvável que os americanos se atrevam a empreender uma operação terrestre em grande escala. Os iranianos estão esperando por isso", disse Plotnikov.

Ele acrescentou que para alcançar objetivos sérios tal contingente não é nada. "Até agora, parece mais uma demonstração de intenção", observou o cientista.
O presidente dos EUA, Donald Trump, realiza o encontro com os líderes europeus, 18 de agosto de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 17.03.2026
Panorama internacional
Ações dos EUA no Irã levam à desintegração do bloco ocidental, aponta analista
O Exército iraniano, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e a milícia Basij representam vários milhões de combatentes motivados religiosa e ideologicamente, enfatizou Plotnikov.

"A destruição e a morte de milhares de civis motivam os iranianos a resistir melhor que qualquer sermão em uma mesquita", concluiu o especialista.

 

Vaza informação envolvendo filho de ministro do STF e Daniel Vorcaro

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, foi uma das presenças célebres do camarote VIP de Daniel Vorcaro na Marquês de Sapucaí, em 2025. Diz a Folha: Convidado pelo ex-banqueiro, ele assistiu ao Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio, em março daquele ano.

A coluna teve acesso a diálogos arquivados no celular de Vorcaro que mostram o dono do Banco Master organizando a distribuição de convites para o camarote com uma assessora.

"Fux, por [no espaço] VIP", escreveu ele em mensagem.

Na mesma conversa, a assessora pergunta se pode colocar também a atriz Sophie Charlotte na área VIP.

"Pode demais", responde Vorcaro.

Naquele ano, o ex-banqueiro fez uma parceria com o empresário Álvaro Garnero e ajudou a financiar um dos camarotes mais exclusivos da Sapucaí, o Alma Rio. Os convidados do dono do Master ficavam em um espaço ainda mais reservado, no terceiro andar.

Neste ano, sem o patrocínio do ex-banqueiro, que teve o banco liquidado e foi preso, Garnero vendeu ingressos de acesso ao local por R$ 7 mil. Cada entrada era válida por uma noite.

Vorcaro se aproximou do filho de Luiz Fux há alguns anos.

Rodrigo Fux nega, no entanto, que ambos chegassem a ser amigos.

Afirma que houve uma tentativa de aproximação comercial por parte de Vorcaro, na época um banqueiro estabelecido, que não evoluiu.

"Nunca tivemos relação comercial, nunca advoguei para ele", afirma Rodrigo Fux.

A relação de Vorcaro com ministros do STF virou motivo de atenção com a revelação de que o Banco Master firmou um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Fundos ligados ao ex-banqueiro adquiriram ainda ações de um resort no Paraná que pertencia a uma empresa da qual o ministro Dias Toffoli era sócio.

No começo do mês, Daniel Vorcaro foi detido pela segunda vez por determinação do ministro do STF André Mendonça, que o enviou para um presídio de segurança máxima em Brasília.

 

Comando Vermelho treinava táticas de guerrilha no MT, enquanto Lula protegia facções da ação de Trump

Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Enquanto Lula (PT) insiste em proteger facções criminosas brasileiras da reclassificação para organizações terroristas, com alegações de cunho ideológico que remetem ao antiamericanismo juvenil dos anos 1970, a realidade bate à porta. Na semana passada, a Polícia Civil de Mato Grosso desmantelou um centro de treinamento da facção carioca Comando Vermelho em uma aldeia indígena em Santo Antônio de Leverger, a apenas 27km de Cuiabá. “Retrato do fracasso do Estado”, diz José Medeiros (PL-MT).

Táticas de guerrilha

A Operação Argos apurou que o “CT” da facção do Rio preparava bandidos para sobreviver na selva e ensinava táticas de guerrilha.

Drogas e armas

As investigações da Polícia Civil apuravam tráfico de drogas do grupo na região, mas desvendou os “cursos” de guerrilha com armamento bélico.

Restrito irrestrito

Eram usadas pistolas .40, 9mm, fuzis .556 e .762, metralhadora e arma com tripé .30; armamentos de uso restrito às forças armadas e policiais.

Prova cabal

Para o deputado Nelson Barbudo (PL-MT), a ação é “prova que facções criminosas já estão agindo como verdadeiros grupos de guerrilha”.

Flávio Bolsonaro e Lula - (Foto: Andressa Anholete/Ag senado | Ricardo Stuckert/PR)

A 200 dias da eleição, disputa apertada é inédita

A partir desta quarta-feira (18), faltam apenas 200 dias para a eleição presidencial de 2026. Lula (PT) está empatado tecnicamente nas pesquisas de primeiro e até segundo turno com o principal adversário pela primeira vez desde que venceu, em 2002. Há 24 anos, a pouco mais de seis meses do voto, Lula liderava com folga contra José Serra; 31% a 19% no primeiro turno e 61% a 39%, no segundo. Caso quase idêntico a 2006, contra o ex-tucano Geraldo Alckmin; 40% a 20% e 61% a 39%.

Líder, mas...

Em 2018, logo após ser preso em abril, Lula tinha quase o dobro das intenções de Jair Bolsonaro no Datafolha: 31% a 16%. Não foi candidato.

Aproximou

Em 2022, o Datafolha de março previa Lula 43% x Bolsonaro 26% no 1º turno. Acabou 48,4% a 43,2% no primeiro e 50,9% a 49,1% no 2º turno.

Outro mundo

Agora, Flávio Bolsonaro (PL) já aparece empatado no 1º turno (Quaest BR-5809/26 etc.) e até à frente de Lula no 2º turno (Futura BR-6607/26).

Poder sem Pudor

Calúnias verdadeiras

Nos anos 50, governador gaúcho Ildo Meneghetti demitiu o representante do Partido Libertador em seu governo. O presidente do PL, Décio Martins da Costa, pediu uma audiência a Meneghetti para saber os motivos e depois convocou uma reunião de emergência da executiva. Explicou: - O governador me mostrou um dossiê com denúncias e calúnias... Fez uma pausa e concluiu: ...e o pior é que todas as calúnias são verdadeiras.

Por enquanto

No cenário atual, só estariam salvos da cláusula de barreira da eleição 2026 – sem as federações partidárias – os partidos PL, PT, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PDT, PSDB, Podemos e PSB.

Mudanças em breve

Dia 4 de abril é o prazo final para a “desincompatibilização”. Prefeitos, governadores (e o presidente) têm pouco mais de duas semanas para deixarem os cargos, caso queiram disputar outros cargos nas eleições.

Tentado e feito

Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Pode-MG) confirmou “tentativas e vazamentos” de informações sigilosas e particulares do banqueiro Daniel Vorcaro, que “poderiam inviabilizar as provas”.

Puxa o nome

“Que o Supremo nos responda: com quem estava aquele número de telefone”, cobrou Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, sobre a troca de mensagens de Daniel Vorcaro com número funcional do STF.

Frase do dia----“A cada capítulo, as conexões sobem mais um degrau.”

Deputado Evair de Melo (PP-ES) sobre recados de Daniel Vorcaro para Fernando Haddad

Questão moral

Para Marcio Bittar (PL-AC), a atual composição do parlamento não deve sabatinar Jorge Messias para vaga no STF ou qualquer outro indicado. Segundo o senador acreano, o Senado perdeu a legitimidade moral.

Olho no voto

Senadores não perdem tempo na hora de surfar na onda que pode render alguns votos. A proposta que veda aposentadoria como “punição” para magistrados estava parada desde setembro. Voltou a andar em março, com a movimentação do próprio STF no mesmo sentido.

Vem aí!

Com a projeção de média de alta de 8% na conta de luz dos brasileiros ainda este ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironiza sobre a criação de um novo programa do governo Lula, é o “Apagão para Todos”

.Pé na rua

É esperada para amanhã (19) a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda. Deve disputar as eleições deste ano. A pasta deve ficar sob comando do nº 2, o secretário-executivo Dário Durigan.

Pensando bem...

...seria bom “segurança extraordinária” também para o dinheiro dos pagadores de impostos.