Pesquisas independentes contestam a liderança absoluta de Lula na campanha
Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)
Carlos Newton
Temos afirmado aqui na Tribuna da Internet que as pesquisas eleitorais no Brasil não merecem confiabilidade, porque a compra e venda de resultados tornou-se um dos melhores negócios do momento. Para confirmar essa denúncia, basta fazer uma comparação entre os últimos levantamentos dos institutos, que gostam de ser chamados assim, vá lá.
Como todos sabem, a imprensa segue as pesquisas como se fossem previsões de Zaratustra, o célebre profeta grego que o filósofo Nietzsche e o psiquiatra Jung gostavam de citar, misturando chiclete com banana. Mas o que há de manipulações nas pesquisas não é brincadeira, num excelente negócio que movimenta milhões de reais por semana.
DOIS TIPOS – A melhor comparação a ser feita é entre as pesquisas que são patrocinadas por alguma entidade ou empresa e as que são bancadas pelos próprios institutos.
Nas duas últimas semanas, surgiram importantes levantamentos sem patrocinador, que entram em choque com os resultados das pesquisas encomendadas, digamos assim, que sempre colocam Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro ganhando todos os demais em qualquer turno, com grande facilidade.
Mas como isso pode acontecer se Lula e Flávio são repudiados em todas as pesquisas, inclusive as patrocinadas, como a Datafolha, em que o atual presidente é rejeitado por 46% dos eleitores e o rival chega a 48%?
ALTÍSSIMA REJEIÇÃO – Nas pesquisas sem patrocínio, a rejeição a Lula dispara, como no levantamento do instituto francês Ipsos-Ipec, um dos maiores do mundo, em que 56% dos brasileiros não confiam em Lula.
Nesta quinta-feira, dia 25, a Pesquisa Poder360, também sem patrocinador, aponta que Lula caiu para empate técnico no segundo turno contra quatro candidatos – Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e até Joaquim Barbosa, que mal entrou em cena.
Um resultado semelhante é indicado pelo instituto Gerp, também sem patrocínio, que traz Flávio Bolsonaro à frente de Lula, com empate técnico do petista em relação a Caiado (39% a 38%) e também a Zema (39% a 36%).
###
P.S. – Fica claro, portanto, que existe uma diferença básica entre as pesquisas com ou sem patrocínio. Não há como provar que exista manipulação, mas os indícios são muito consistentes. Quando a Copa acabar, as manipulações vão diminuir, porém não há como evitá-las. O TSE está até tentando regulamentar as pesquisas, porém é muito difícil, porque vivemos num país livre, e a liberdade tem suas esquisitices, digamos assim. (C.N.)



