segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

 

Crise entre Tarcísio e Kassab coloca PSD fora da chapa em São Paulo

Possibilidade de delação de Vorcaro cresce com o escândalo dos bacanais

Banco Master: CPMI do INSS adia depoimento de Daniel Vorcaro para 26 de  fevereiro

Delação premiada é a única alternativa para Daniel Vorcaro

Carlos Newton 

O pedido ao Tribunal de Contas da União para que mande a Polícia Federal investigar os bacanais organizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, região paradisíaca do Sul da Bahia, muda inteiramente de feição o chamado caso do banco Master. Não se trata mais de uma simples maracutaia financeira, mas de um escândalo político da maior gravidade, envolvendo importantes figuras da República em ambientes de sexo, drogas e rock and roll.

Torna-se explícita a estratégica adotada pelo banqueiro, para se proteger da lei e da ordem. Ele se comportava com uma desenvoltura tamanha, que somente poderia haver duas explicações – ou estava com seu equilíbrio mental afetado ou tinha controle sobre importantes autoridades dos três Poderes, a ponto de se julgar totalmente impune.

MAIS VAZAMENTOS – Para desespero dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo, os vazamentos não cessam. Pelo contrário, aumentaram em profusão, devido à quebra da criptografia que blindava o principal celular de Vorcaro, e agora não há como sufocar o escândalo, ao contrário do que ocorreu no episódio anterior, a Lava Jato.

Naquela época, o então senador Romero Jucá, um dos líderes do chamado Quadrilhão do MDB, a mais forte e inatingível facção do crime organizado do país, ensinou como destruir a Lava Jato e “estancar essa sangria, por meio de um acordo com o Supremo, com tudo”…

Agora, não será possível repetir a exitosa estratégia, porque desta vez um dos principais envolvidos na corrupção é o próprio Supremo, cuja resposta corporativista tem sido blindar os denunciados Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ao invés de puni-los por enlamear a imagem da Suprema Corte. É evidente que isso não vai dar certo.

VÍDEOS REVELADORES – Durante o ano eleitoral, a atenção continuará concentrada nos escândalos do grupo Master. São devastadoras as notícias de que existem vídeos clandestinos que Vorcaro mandou gravar nos bacanais, para garantir o apoio dessas festivas autoridades que ele convidava.

Se realmente existem esses vídeos no celular que Vorcaro julgava ser “blindado” pela criptografia, logo saberemos quem são os amigos do banqueiro, que somente convidava políticos e autoridades de grande influência, para desfrutar do apoio deles no futuro.

O novo relator, ministro André Mendonça, que substituiu o trêfego Dias Toffoli, sabe que o caso Master é sua grande oportunidade de se tornar um jurista respeitado. Portanto, saberá usar a lei com seu devido rigor.

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P.S.
 – Diante dessa realidade altamente adversa, o banqueiro/estelionatário Daniel Vorcaro não tem saída e será obrigado a requerer uma delação premiada, que vai abalar as estruturas da República em pleno ano eleitoral. Por isso a pipoca vai substituir o feijão como principal alimento dos brasileiros. (C.N.)

Sputnik

 

Enxame de drones iranianos tornaria defesa antiaérea de porta-aviões estadunidense inútil, diz mídia

Drone na província de Semnan, durante exercício nacional de drones da Força Aérea iraniana, em 3 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2026
O porta-aviões USS Abraham Lincoln estadunidense utiliza um escudo multicamadas composto por caças F-35C, interferência eletrônica e mísseis automatizados, que é eficaz contra alvos únicos, mas os enormes enxames de drones iranianos continuam sendo uma vulnerabilidade crítica, informa a emissora indiana WION.
A emissora salienta que o E-2D Hawkeye atua como sentinela aérea do porta-aviões, detectando pequenos drones de baixa altitude escaneando o horizonte, antes que se tornem uma ameaça iminente.
Por sua vez, caças furtivos, como o F-35C, atuam como a primeira camada de defesa cinética que pode derrubar drones de asa fixa.

"O USS Abraham Lincoln usa um escudo multicamadas composto por caças F-35C, interferência eletrônica e sistemas automatizados de mísseis para destruir drones", ressalta a publicação.

Irã usa míssil balístico Kheibar em nova 20ª onda de ataques com mísseis e drones contra Israel, diz mídia
No entanto, o texto destaca que, apesar do sistema de defesa bastante desenvolvido, o porta-aviões tem um ponto fraco.
Segundo a matéria, o sistema é eficaz contra alvos únicos, mas os enxames massivos de drones iranianos continuam sendo uma vulnerabilidade crítica.
A emissora conclui que especialistas alertam que um grande enxame de drones iranianos poderia sobrecarregar essas defesas e esgotar os depósitos de mísseis interceptadores do navio.
No dia 26 de janeiro, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou que o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln foi enviado ao Oriente Médio para apoiar a segurança e a estabilidade regional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já afirmou que Washington precisa de um segundo porta-aviões no Oriente Médio caso os Estados Unidos não consigam chegar a um acordo com o Irã.

 

Mendonça se manifesta pela primeira vez após decisão que atingiu diretor-geral da PF

Pela primeira vez, o ministro André Mendonça, do STF, se manifestou sobre a decisão de restringir o acesso da cúpula da PF (Polícia Federal) aos detalhes do inquérito do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro - que atingiu o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues.LegFix

O ministro negou motivação pessoal.

Diz a CNN:

De acordo com interlocutores do ministro, não se trata de um ato específico ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, mas de uma técnica de compartimentação da informação adotada como padrão pelo magistrado em todos os processos.

O objetivo é proteger as informações e evitar vazamentos ao permitir que apenas investigadores diretamente ligados às diligências tomem conhecimento dos dados.

Por sua vez, a cúpula da PF minimizou a decisão, afirmando também se tratar de um “padrão” que não trará mudanças ou prejuízos à investigação.

Em sua primeira decisão como relator do caso Master, na quinta-feira (19), Mendonça deu autonomia à PF na investigação que apura a fraude financeira. Por outro lado, limitou o acesso aos dados somente a autoridades e agentes policiais que atuam no caso, proibindo até mesmo o compartilhamento de informações com a chefia.

Disse Mendonça na decisão:

“Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas.”

A determinação ocorreu em meio ao clima de desconfiança de parte do STF com a PF, após o diretor-geral da corporação ter entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com menções a Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro. O episódio levou Toffoli a deixar a relatoria do Caso Master, sendo substituído por Mendonça na última quinta-feira (12).

Aliados do diretor-geral da PF também minimizaram a decisão do novo relator do caso, confirmando tratar-se de um padrão que em nada mudará na investigação.