sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Jornal Grande Bahia

 

A liberdade de informar e o sigilo da fonte | Luiz Holanda

Do ponto de vista jurídico a omissão de um dever legal de agir é punível. Mesmo se sabendo que a imprensa tem o direito de agir livremente, a obrigação de divulgar um fato a faz ponderar se a liberdade de escolha editorial e de pauta jornalística pode definir quais deles possuem interesse público para serem divulgados. Embora o direito à informação e à liberdade de imprensa sejam garantidos pela Constituição Federal (artigos 5º e 220), cabe aos veículos de comunicação definir quais fatos possuem interesse público, a notícia, para ser divulgada, precisa ser analisada com base em sua relevância social.

O recente episódio envolvendo o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez com que seu colega, Alexandre de Moraes, decidisse -de forma controversa-, violar nossa Constituição Federal ao atingir uma fonte jornalística. Tal decisão fez renascer o debate jurídico e constitucional entre a proteção à liberdade de imprensa e os limites da investigação de crimes conexos. O caso em questão ocorreu quando o ministro autorizou operações de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, apontado pela Polícia Federal (PF) como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens a respeito do uso de veículos oficiais pela família de Dino.

Cutrim está sendo apontado como a fonte de reportagens do jornalista Luís Pablo ao acusar familiares do ministro de utilizarem veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Em consequência, Alexandre de Moraes autorizou uma busca e apreensão contra Cutrim e um advogado, após investigações supostamente indicarem que o ex-secretário teria usado cargo público para obter e vazar informações sigilosas. A ação baseou-se no material apreendido anteriormente com o jornalista, investigado por perseguição e exposição de segurança a autoridades.

A defesa de Cutrim estranhou a operação, enquanto a Associação Nacional de Jornais (ANJ) expressou preocupação com a quebra do sigilo da fonte, prescrito no 5º, inciso XIV, da CF/88, que estabelece ser “resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Argumenta-se que expor e investigar a fonte a partir de apreensões prévias com dados de jornalistas cria um efeito de intimidação que esvazia essa garantia constitucional.

Ao atingir a origem da informação sob o argumento de apurar ilícitos ou perseguição, Moraes abriu um flanco que pode enfraquecer o trabalho investigativo da imprensa e desestimular denúncias de interesse público. O gabinete do ministro Dino negou irregularidades no uso de veículos oficias afirmando que o carro era blindado e cedido por cooperação técnica, além de apontar monitoramento clandestino contra a sua família.

A medida foi requisitada pela PF e avalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a premissa de que os investigados não estariam apenas repassando dados, mas praticando condutas delitivas ativas — como o fornecimento irregular de informações sigilosas por agente público e risco à integridade física de autoridades e seus familiares, enquadrando-os em suspeitas de monitoramento clandestino.

A jurisprudência defensora de tais medidas aponta que o sigilo da fonte protege o jornalista de revelar quem lhe deu a informação, mas não transforma a fonte em um sujeito imune a investigações criminais caso o ato de repassar o dado envolva quebra de sigilo funcional ou cooperação em esquemas ilegais de monitoramento. Tudo indica que não é o caso pendente. A decisão de Moraes está sendo criticada por violação do sigilo da fonte, cujo princípio é candente em vários países, em especial nos Estados Unidos, berço da democracia moderna, da imprensa livre e da Primeira Emenda, aquela que diz que nenhuma lei poderá restringir a liberdade de informação.

Historicamente, o sigilo da fonte surgiu para proteger o direito da sociedade de ser informada. Com risco de sofrerem represálias ao terem seus nomes expostos, muitos informantes evitariam contatos com jornalistas, mas a proteção ao sigilo da fonte impõe que o princípio da confidencialidade lhe seja assegurado, pois não surgiu para proteger o crime nem as eventuais armações de governos. A premissa de um “silêncio absoluto” da grande imprensa em relação ao caso e as recentes operações autorizadas pelo STF significa um impedimento à informação. As associações de imprensa e os jornais independentes criticaram amplamente a decisão, à exceção de determinados veículos tradicionais.

O debate público gira em torno da operação da Polícia Federal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes que investiga supostos vazamentos de dados que possa monitorar a segurança do seu colega Flávio Dino. Com essa decisão o ministro ultrapassou todos os limites. O problema agora é saber se a imprensa, realmente, vai defender a liberdade de informar e o sigilo da fonte.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

 

Pesquisas indicam que, se houver união, a direita vai derrotar Lula com facilidade

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: De olho nas pesquisasCarlos Newton

É bastante esclarecedora a pesquisa do PoderData, instituto responsável pelos levantamentos eleitorais do portal Poder360. Confirma, de uma vez por todas, o que praticamente todas as pesquisas indicam – o candidato Lula da Silva (PT) vence o primeiro turno, mas pode perder no segundo turno para qualquer um dos principais adversários, que estão em empate técnico.

A pesquisa dá o petista com 46% e Flávio Bolsonaro (PL) com 45%. Na segunda simulação, Lula tem 45% e Ronaldo Caiado (PSD), 44%. E no terceiro cenário, Lula continua em 45% e Romeu Zema (Novo) chega a 43%. Três empates técnicos. Lula só ganha com facilidade de outro candidato, Renan Santos (Missão), fazendo 41% a 37%.

CONTRADIÇÕES – O dinheiro corre solto nos bastidores das pesquisas e quem gasta mais é sempre o presidente que tenta a reeleição, porque possui a chave do cofre.

No confronto das pesquisas, não interessa o grau de manipulação, fica claro que Lula pode perder a eleição, se houver um mínimo de união entre os quatro candidatos da direita., cujos índices no primeiro turno estão curiosamente estacionados desde o início do ano, nada consegue alterá-los.

Ronaldo Caiado, por exemplo, jamais passa de 5%, embora já esteja sendo apoiado por políticos de grande importância, como os ex-governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr. (PR) e Ciro Gomes (CE) e pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.  No PoderData, ele não passa de 4%…

MANIPULAÇÕES – Mesmo com a derrama de dinheiro pelo Planalto e pelo PT, as pesquisas sempre deixam transparecer algumas indicações negativas para Lula.

Por exemplo, o Poder Data mostra no primeiro turno Lula com 41%; Flávio, 35%; Caiado, 4%; Renan, 4% e Zema, 3%. Sem falar em Augusto Cury (Avante), com 3%; Leonardo Avalanche (PRTB), 1%; Clariana Barão (DC), 1%; Rui Costa Pimenta (PCO), 1%

Assim, se você somar os votos dos quatro maiores antipetistas (Flávio, Caiado, Zema e Renan), qualquer um deles que concorra contra Lula chega a 46% no segundo turno, se houver uma união dos candidatos de direita.

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P.S. –
Realmente as pesquisas chegam a ser engraçadíssimas, mas os jornalistas levam a sério e fazem o maior drama. Eu dou belas gargalhadas. Somente 43% apoiam Lula e seu governo, mas ele será eleito por 46%? Essa é ótima!… E quem pode acreditar que ex-governandores como Caiado e Zeman só tenham 4% e 3%, respectivamente, mas outros candidatos verdadeiramente desconhecidos cheguem a pontuar? Ora, registrar Augusto Cury com 3%, Leonardo Avalanche com 1%; Clariana Barão com 1%, e Rui Costa Pimenta com 1%, sem dúvida. é uma tremenda Piada do Ano! Em cada 2,4 mil brasileiros, você encontra 72 que conhecem Augusto Cury e vão votar nele2? “Fala sério”, diria Bussunda.  (C.N.)

Jornal da Cidade

 Opinião

Presidente do Instituto de Pesquisa aponta fim da eleição presidencial já no primeiro turno


Cila Schulman, cientista política graduada pela respeitada George Washington University e CEO do instituto de pesquisa IDEIA, disse programa de TV Roda Viva, na última segunda-feira (10), que a eleição presidencial pode terminar no primeiro turno para o choque da bancada de jornalistas que a entrevistava – invariavelmente de viés esquerdista.

Se referindo aos outros candidatos, fora do eixo PL x PT, ela disse:

"Ei>u não vejo muitos candidatos competitivos disputando o voto e causando um segundo turno. E você tem ainda, complementando aquilo que eu falei para o Ernesto (Paglia) com relação a esse cansaço do eleitor com a polarização. A gente vê um eleitorado também com uma tendência de votar branco e nulo. você vai ter menos votos válidos, do que também corrobora com essa probabilidade de primeiro turno lembrando que a última eleição de primeiro turno que a gente teve foi na reeleição de Fernando Henrique Cardoso (1998)."

E continuou:

"Justamente o presidente Lula não tem esse mercado de votos que eu me referi, para disputar depois. Os votos dele, ele já vai com uma massa de votos suficientes para ganhar uma eleição’, disse Cila com intuito de acalmar os jornalistas e aí ela concluiu:

O mesmo pode ocorrer no campo da direita por conta desse antipetismo de chegada.

Os eleitores se aglutinarem num só candidato (Flávio) você pode ter um segundo turno adiantado já no primeiro, caso esses candidatos de 3ª via não cresçam (Zema, Caiado, Renan e A. Cury) ou que os votos de um deles se aglutinem num terceiro. Eu não vejo muitos candidatos competitivos disputando votos e provocando um segundo turno."

Apesar da tentativa de se manter neutra e equilibrada, a CEO do IDEIA, Cila, traz excelentes notícias para a campanha de Flávio pois o eleitor de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) são esmagadoramente antipetistas. Considerando que eles têm respectivamente 4%, 3,8% e 2,8% de intenções de votos – somados os três tem em média nas últimas pesquisas cerca 10,6% das intenções de voto. Mais do que suficiente para dar a vitória ao candidato do PL. Ainda que os votos de Cury, 1,2%, migrem em sua totalidade para o candidato petista.

Com cautela a pesquisadora aponta que Lula não atrai os votos dos demais candidatos – pelo menos daqueles que ultrapassam ao menos 1% das intenções de voto. Resumindo Lula lidera com pequena margem em algumas pesquisas, mas bateu no teto, não tem margem para crescimento. Enquanto Flávio Bolsonaro ainda está se apresentando ao eleitorado nacional.

Foto de Eduardo Negrão

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.

Sputnik

 

Irã recupera potencial de mísseis em ritmo acima do esperado, diz jornal israelense

Mísseis lançados do Irã em direção a Israel são vistos na cidade de Nablus, na Cisjordânia, em 1º de outubro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 14.08.2026
Os serviços de segurança de Israel não esperavam que a recuperação do potencial de mísseis do Irã ocorresse em um ritmo tão rápido, informou o jornal Jerusalem Post, citando fontes de círculos militares.
Após o fim da principal fase do conflito, em abril, os militares israelenses consideravam que os ataques haviam causado danos ao complexo industrial-militar iraniano capazes de atrasar seu desenvolvimento em vários anos.
No entanto, quatro meses depois, segundo o jornal, as Forças de Defesa de Israel (FDI) registram uma recuperação em várias áreas em um ritmo significativamente mais rápido do que o esperado.
Lancha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), do Irã, aponta arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, em 21 de julho de 2019 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 31.07.2026
Panorama internacional
Irã diz ter 'amplo' plano de resposta para eventuais ataques dos EUA e de Israel, afirma agência
"Representantes israelenses do setor de defesa reconhecem que o Irã está encontrando maneiras inovadoras de recuperar seu arsenal de mísseis", escreve o jornal.
Os Estados Unidos e Israel começaram a realizar ataques contra alvos em território iraniano em 28 de fevereiro. Os bombardeios duraram cerca de 40 dias e terminaram com um acordo de cessar-fogo em 8 de abril. Em julho, os EUA anunciaram o fim da trégua e retomaram os ataques.

 

Falsa filiação de Flávio Bolsonaro expõe vulnerabilidade no sistema da Justiça Eleitoral

Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista

Pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Divulgação / Flickr Flávio Bolsonaro

Temendo a retomada da desconfiança nacional relativa à insegurança das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se apressou em negar que seu sistema tivesse sido hackeado para o cometimento dos crimes envolvendo a falsa “filiação” de Flavio Bolsonaro ao Missão, com o objetivo de inviabilizar o registro de sua candidatura. Quem fez isso não é “zé mané”, conhece a legislação ou foi orientado por especialista, porque a filiação a novo partido cancela de imediato a filiação anterior.

Criminoso sabia

Ao contrário do que muitos pensam, para se desfiliar a um partido não precisa de qualquer comunicação formal. Basta se filiar a outro.

Há juízes em Brasília

O crime seria perfeito se o presidente do TSE fosse outro, mas o ministro Nunes Marques restabeleceu a filiação ao PL quando percebeu a jogada.

Termina aos 45

O crime daria certo se fosse descoberto fora do prazo. Seria tão inútil reclamar quanto se queixar após o fim do jogo do pênalti não marcado.

A quem interessava?

Políticos de quase todos os partidos se manifestaram sobre a criminosa falsa filiação de Flávio, mas o silêncio do governo provocou suspeitas...

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Motta tenta apoio do PT para se manter no cargo

Há ainda muita água a rolar até a eleição para presidência da Câmara, em fevereiro, mas os deputados, que antes precisam renovar o mandato, já desenham a distribuição de cargos da próxima mesa diretora, incluindo o posto principal. Não há sinais de apoio a Hugo Motta (Rep-PB) na maioria conservadora que o elegeu e se sente traída por seus vários gestos de servilismo a Lula, incluindo o apoio já declarado, querendo seguir no cargo e fazer o petista resolver problema familiar na Paraíba.

Traição é o mote

Motta espera que Lula troque o apoio prometido a Veneziano Vital do Rêgo e João Azevedo por seu pai Nabor Wanderley (Rep), ao Senado.

Sem dobradinha

O PL de Bolsonaro, que esteve com Motta em 2025, não deve apoiar sua recondução ao cargo. Por isso sobrou a opção de pedir arrego ao PT.

Nada de ajuda

Deixando o caminho de Motta ainda mais incerto, Arthur Lira (PP), que também ajudou a eleger Motta, disputa em Alagoas vaga no Senado.

Poder sem Pudor

Profissão: genro

O governador Plácido Castelo perfilou o secretariado no aeroporto, ao receber o marechal Castello Branco na primeira visita a Fortaleza após o golpe de 64. Castello parou diante do chefe da Casa Civil, de 21 anos: “Você é muito jovem. E a sua profissão?”. “Jornalista”, respondeu. “...muito jovem, muito jovem...” balbuciou o presidente, impressionado. “...e genro, presidente!” completou o secretário, esclarecedor. Castelo Branco deu uma sonora gargalhada. Estava diante de Dário Macedo, jornalista que depois faria uma carreira de sucesso em Brasília.

Como evitar uma fria

É atribuída a ela própria a plantação sobre “conversa” de Lula para fazer de Soraya Thronike ministra. Ela busca saída honrosa para sua reeleição improvável e Lula, se tivesse talento, repetiria a frase de Tancredo Neves a um aliado oferecido: “Diga que eu convidei, mas você recusou”.

Foi aí

O TSE empurrou para o partido Missão a responsabilidade da filiação de Flávio Bolsonaro. A Corte eleitoral garante que não houve qualquer hackeamento ou acesso indevido ao sistema de filiação partidária.

Só suspeitas

Aliados de Flávio suspeitam de “dedo” de Kim Kataguiri na confusão da filiação do presidenciável do PL ao Missão, partido do deputado. Notam até que ele se formou no IDP, faculdade de Gilmar Mendes & família.

Haddad mais rico

Os quase quatro anos como ministro da Fazenda de Lula fizeram bem para as finanças de Fernando Haddad (PT), que viu seu patrimônio crescer mais de 40%. Passou de R$595 mil (2022) para R$861,2 mil.

Frase do dia-------“Dino usou ou não carros oficiais em benefício da própria família?”

Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, sobre o escândalo envolvendo o ministro

Fechado com Michelle

Se no plano nacional o Podemos vai seguir “neutro”, no Distrito Federal é diferente. O diretório vai apoiar candidatura ao Senado de Michelle Bolsonaro (PL) e deve até emplacar a segunda suplência da chapa.

Caso de sucesso

Chamou atenção do deputado Bibo Nunes (PL-RS) a pujante trajetória de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente: “De tratador de elefantes a uma vida nababesca na Espanha”.

Confusão e medo

Para conselheiros de Flávio Bolsonaro (PL), a confusão em torno da filiação do candidato a presidente em outro partido revela “trapalhada” dos poderosos do Judiciário e “desespero” caso o principal candidato de oposição a Lula (PT) vença a eleição.

Fica a dúvida

Mais de 1.500 ativistas viajaram a Cuba, diz a Reuters, para comemorar o centenário do falecido ditador comunista Fidel Castro. A agência não explica onde vão ficar, nem como se hospedam sem energia elétrica.

Pensando bem...

...melhor nem mencionar o currículo acadêmico do outro candidato.