domingo, 4 de outubro de 2026

 

Desta vez, a maior parte dos eleitores vai votar tapando o nariz, devido à podridão

Rejeição segue como fator determinante da eleição - Blog da Denise

A Corrida da Rejeição, segundo Caio Gomez (C.B.)

Carlos Newton

Estamos diante de uma eleição muito peculiar, em que é possível constatar que grande parte dos eleitores não costuma se interessar pelo resultado das eleições, que sempre têm um elevado índice de abstenção, votos brancos e nulos. Essa realidade pode ser atribuída ao analfabetismo funcional de parte da população, à repulsa do eleitor pelo comportamento deletério dos políticos ou até por uma postura negativista do brasileiro, que cansou de tudo isso e já desistiu do país.

Realmente, há motivos para decepcionar milhões de cidadãos-eleitores-contribuintes, como dizia o jornalista Helio Fernandes, pois há muitos milhões de brasileiros que estão desapontados ao verem uma eleição presidencial ser decidida entre dois candidatos absolutamente despreparados e nada confiáveis, além de ambos terem enriquecido ilicitamente.

BUSCAR A VERDADE – Essa equiparação entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro decepciona a atual maioria, que é de eleitores polarizados, mas não deixa de ser verdadeira. Ambos são intoleráveis e cabe ao jornalista constatar essa realidade, caso pretenda se comportar como um comunicador independente e veraz.

Deve dizer, por exemplo, que Lula da Silva é um homem de duas caras, como aquele rival  do Batman. Tornou-se o maior líder sindical do país, porém ao mesmo tempo atuava como agente infiltrado pelo regime militar, sendo remunerado para passar informações aos militares, sob o codinome “Barba”, conforme depoimentos mais do que comprovados e que o petista jamais ousou desmentir.

Desde jovem, Lula nunca  passou dificuldades financeiras e recebia apoio de todo tipo, como mostram no Google as fotos de seu casamento. Vivia numa casa confortável em São Bernardo, custeada  pelo advogado Roberto Teixeira, que anteviu as possibilidades de Lula, investiu no futuro dele e se deu bem. Teixeira ficou muito rico nos primeiros governos de Lula, ampliou o escritório e comandou a compra do sítio em Atibaia para o presidente.

BRIGA EM FAMÍLIA – Quando houve o escândalo da Lava Jato, Teixeira colocou o genro Cristiano Zanin para defender Lula e o escritório ganhou muito dinheiro do PT. No final, ele e Zanin brigaram por causa dos honorários, o genro o abandonou e foi morar em Brasília com a mulher, sequer convidou o sogro para a posse no Supremo. Hoje, Teixeira é um homem rico, mas doente e infeliz, longe da filha e dos netos. Investir na política do PT foi um erro, que ele só descobriu agora.

Lula também enriqueceu. Quando dona Marisa morreu, a fortuna do casal foi subavaliada em R$ 11,7 milhões, que este era o valor declarado à Receita, com os imóveis listados no valor histórico, inclusive o apartamento de cobertura e a propriedade às margens da represa Billings, que a família abandonou por ser “coisa de pobre”.

É claro que Lula já tinha muito mais bens do que o valor declarado, inclusive a segunda luxuosa cobertura em São Bernardo, que a Polícia Federal só descobriu ao dar busca e apreensão e encontrar derrubada a parede divisória com a cobertura ao lado. Cheio da grana, hoje Lula diz se um socialista refinado.

FLÁVIO RACHADISTA – Flávio Bolsonaro não fica atrás. Sempre se elegeu facilmente usando o nome do pai no meio militar. Aprendeu com ele a cobrar rachadinha aos funcionários do gabinete na Assembleia e imitou o pai também na compra de imóveis em dinheiro vivo. Só inovou ao abrir a loja da Kopenhagen na Barra da Tijuca, para lavar o dinheiro.

Flávio não é maior nem melhor do que Lula em nada, ambos são duas nulidades. A diferença entre os dois é apenas a idade. Ambos são despreparados para governar. Seja qual for o eleito, na verdade tudo dependerá dos ministros, especialmente o responsável pela Fazenda, do qual dependerá o crescimento socioeconômico.

Nenhum dos dois anunciou quem será o respectivo ministro da Fazenda, e assim fica muito difícil escolher o menos pior. Portanto, é uma eleição do tipo Viúva Porcina, aquela que foi sem ter sido, no dizer do genial Dias Gomes, que era comunista, não sei se vocês sabem.

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P.S.
– Como nem tudo é negativo o tempo todo, já existe um resultado muito positivo causado por essa eleição. Com medo de perder, Lula mandou suspender a jogatina das bets, para tentar obter votos dos evangélico. E o futuro a Deus pertence, como dizia Armando Falcão, aquele deputado cearense que prestava bons serviços a Roberto Marinho, que o colocou como ministro da Justiça.  (C.N.)

 

Lula e Flavio são coadjuvantes na campanha do STF, que roubou a cena política

Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Gustavo Moreno/STF).

Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um “TSE paralelo” e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de “ética de máfia” para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.

Fim da neutralidade

Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.

Lula, o beneficiado

O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.

Vale-tudo, até fake news

Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.

Vexame supremo

Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.

Fachada do Palácio do Planalto em Brasília | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Vencedores no 1º turno sempre levaram a eleição

O Brasil mantém uma curiosa tradição nas eleições gerais de sempre coroar o candidato que venceu o primeiro turno como o próximo presidente do País. É assim desde a primeira eleição direta (1989), quando Fernando Collor (30,47%) e Lula (17,18%) se enfrentaram e Collor venceu (53,03%). Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso liquidou o pleito logo no primeiro turno, sem chance para Lula avançar.

Tucanos no sufoco

Em 2002, Lula (46,44%) enfrentou José Serra (23,19%). Deu Lula (61,27%). Em 2006, Lula (48,61%) enfrentou Geraldo Alckmin (41,64%).

Anos de PT

Em 2010, Dilma (46,91%) venceu Serra (32,61%) no primeiro e segundo (56,05%) turno. Em 2014, a petista (41,59%) bateu Aécio (33,55%).

Poste apagado

Em 2018, Bolsonaro (46,03%) venceu Haddad (29,28%) nos dois turnos e em 2022 perdeu para Lula, na eleição mais apertada da História.

Poder sem Pudor

Anéis de Ourives

Ao final de um inflamado discurso, o vereador de Pedro Ourives requereu ao presidente da Câmara Municipal de Cáceres (MT), nos idos de 1995: “Faço questão de registrar meu posicionamento nos anéis desta Casa”. O vereador José Brandão, colega de bancada, corrigiu: “Nobre colega, o certo é Anais, não ‘anéis’”. Recebeu o troco: “Que seja Anais para você. Para mim, que sou Ourives, a sua observação de nada vale”.

Funcionários, não

Apesar de eleitores poderem manifestar – de forma individual – a preferência política neste domingo (4), mesários e funcionários da Justiça Eleitoral não podem usar roupas, adereços etc. de candidatos e partidos.

Aglutinação

Para Marcel van Hattem, candidato gaúcho do Novo a senador, a eleição 2026 “precisa acabar no primeiro turno” e por isso, apesar do seu partido ter candidato próprio a presidente, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.

Bico seco

São nove os estados com a venda de bebidas alcoólicas proibidas neste primeiro turno: AC, AM, AP, CE, MA, MT, PA, PI e RR. Outros 14 estão com a venda liberada. O restante, há restrições pontuais.

Tabuleiro

Com Cristiano Zanin reconduzido ao TSE, se avançar ação para tirar Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização das propagandas eleitorais, Gilmar Mendes e o ex-advogado de Lula é que assumem.

Frase do dia======“Minha esposa não foi pra porta de cadeia me conquistar”

Nikolas Ferreira (PL-MG), em resposta à primeira-dama Janja, que o xingou em discurso

Pela culatra

O setor regulado das apostas arrecada quase R$10 bilhões. A Betano alerta que a canetada de Lula, com veto, empurra apostadores para clandestinos, que não pagam impostos ou seguem regras de proteção.

Fazendo de sonso

O PT acionou o TSE contra a exibição do púlpito vazio de Lula no debate da Globo. O regulamento do programa havia sido acertado previamente com as representações partidárias, inclusive a petista.

Questão de tempo

Foram três anos desde que Estela Aranha declarou voto em Lula, em 2022, até ser alçada ao posto de ministra do TSE, em 2025. É dela a canetada que proibiu púlpito vazio do fujão Lula no último debate.

Passa pra cá

Em meio aos questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master, Edson Fachin pediu à Polícia Federal tudo o que houver sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Pensando bem...

...fim da 6x1 com cheiro de 171.