segunda-feira, 15 de junho de 2026

 

PT aposta em mulheres evangélicas para tentar romper resistência histórica ao lulismo

Piada do Ano! Na falsa delação, Vorcaro iria “inocentar” Moraes e a mulher dele

Quem vai rodar? Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira  (23). #meio #newsletter #charge #delacao #vorcaro

Charge de João Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

Não é sem motivos que a Justiça brasileira esteja sendo alvo de tamanhas críticas, investigações e até processos, como ocorre nos Estados Unidos, na Itália, na Espanha e na Argentina. Realmente, não têm a menor justificativa jurídica os erros da Suprema Corte, relatados pelo ministro Alexandre de Moraes a partir de 2019, no início do “Inquérito do Fim do Mundo”, na expressão realista e jocosa do ministro aposentado Marco Aurélio Mello

O que houve desde então foi uma extrapolação do rigor da Justiça, a pretexto de punir um golpe de estado que realmente foi planejado e poderia ter ocorrido. Porém, não foi tentado e, por esse motivo, seus autores nem podiam ser processados .

LEMBRANDO GETÚLIO – Como todos sabem, o golpe não existiu. Bolsonaro, Braga Netto & Cia. se acovardaram e desistiram na chamada undécima hora. Diante dessa realidade, tornaram-se inimputáveis, pois no Brasil e nos demais países do mundo o ato de “planejar” não caracteriza crime, que só acontece se existir “tentativa”.

Esse episódio cívico-jurídico nos faz lembrar o presidente Getúlio Vargas, após a Intentona Comunista de 1935, que obteve maior resultado no Rio Grande do Norte, onde o governador Rafael Fernandes teve de se asilar no consulado do Chile. O estado ficou por três dias com os revolucionários no poder. No golpe, houve quatro mortes em Natal e outras mais no interior, com cerca de 20 vítimas fatais.

Na hora de punir os revoltosos, o ditador Vargas fez exatamente o contrário do que aconteceu agora no Supremo, neste governo do socialista refinado Lula da Silva.

CLEMÊNCIA – Vargas convocou seu maior aliado no Rio Grande do Norte e pediu que indicasse um advogado que tivesse dignidade e clemência ao julgar os comunistas. Alegou que os juízes federais iam querer agradá-lo, impondo penas rigorosas, mas ele queria o contrário, seu objetivo era pacificar o país.

O político da base aliada disse que só havia um grande advogado com esse perfil em Natal, chamado Manuel Quirino de Azevedo Maia. Mas tinha um problema – ele era antigetulista.

Mesmo assim, o ditador aceitou. Nomeou como juiz federal o Dr. Quirino Maia, como era conhecido, e ele foi piedoso com os comunistas, mas continuou fazendo comícios contra Getúlio, que decidiu “exilá-lo”, digamos assim, mandando transferi-lo para o então território do Acre, que pertencera à Bolívia e ainda estava sendo colonizado pelos brasileiros, em clima de faroeste caboclo.

TUDO AO CONTRÁRIO – Quase 100 anos depois, Lula fez o contrário de Getúlio e aplaudiu o rigor da absurda condenação dos manifestantes do 8 de Janeiro, que mereciam ser processados, mas dentro da lei e sem o rigor do Supremo petista.

Portanto, tudo mudou. Hoje, a Justiça está emporcalhada, o Supremo inteiramente desacreditado, e surge a notícia de que a delação do banqueiro Daniel Vorcaro poupa o ministro Moraes, alegando que ele não tomou qualquer iniciativa para defender o Banco Master.

Em O Globo, o jornalista Lauro Jardim informa que Vorcaro admite que o contrato de R$ 129,6 milhões com Viviane Barci, mulher de Moraes, tinha como objetivo se aproximar do ministro, mas ressalva que Moraes não chegou a agir a seu favor.

COMPROMETEDOR – “Pode ser”, diz o colunista Lauro Jardim, arremetendo: “O que compromete, no entanto, é um contrato assumidamente feito com o objetivo de criar boa relação com uma autoridade. E, pior, com um valor exorbitante e injustificável”

No mesmo embalo, a jornalista Malu Gaspar, também em O Globo, informa que Vorcaro, poucos dias antes de ser preso, iria assinar novo contrato com a mulher de Moraes. Ele já havia entregue R$ 80,2 milhões ao escritório dela e aceitava pagar os restantes R$ 50,4 milhões à vista, para perfazer os R$ 129,6 milhões, caso o Master fosse vendido ao BRB.

Em suma: a família Moraes tem goela grande, tipo avestruz, e julga que pode “vender proteção” a um criminoso bilionário e escapar ilesa.

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P.S. 1
As provas contra Moraes já existem. São o primeiro contrato, de R$ 129,6 milhões, para não prestar qualquer serviço, exceto a “proteção”, e o telefonema de Vorcaro a Moraes, no dia da intervenção no Master, perguntando: “Bloqueou?”. Em qualquer país minimamente sério, Moraes já estaria sendo processado, como está ocorrendo na matriz Estados Unidos. Enquanto isso, aqui na filial Brazil, a Justiça se comporta como se não estivesse acontecendo nada.

P.S. 2 – Por fim, o trabalho de Lauro Jardim e Malu Gaspar mostra que ainda há jornalistas na imprensa amestrada, e isso é fundamental para garantir uma democracia minimalista neste país. (C.N.)

 

EUA e Irã anunciam acordo de paz: O que muda na geopolítica mundial?

O anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã representa um dos acontecimentos geopolíticos mais relevantes dos últimos anos. Após meses de tensão militar, bloqueios navais, ataques indiretos e forte instabilidade no Oriente Médio, Washington e Teerã sinalizam uma trégua que pode alterar significativamente o equilíbrio de poder na região. 

O ponto central do acordo é a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. A interrupção do tráfego na região provocou forte pressão sobre os preços da energia, aumento da inflação global e preocupação nos mercados internacionais. 

A VITÓRIA ESTRATÉGICA DE TRUMP

Do ponto de vista político, Donald Trump busca apresentar o acordo como uma vitória diplomática. O presidente norte-americano afirma ter alcançado aquilo que parecia improvável meses atrás: encerrar um conflito sem uma invasão terrestre em larga escala e garantir a retomada da navegação em uma das rotas mais importantes do planeta. 

Caso o acordo seja efetivamente implementado, Trump poderá argumentar que conseguiu reduzir a ameaça de uma escalada regional ao mesmo tempo em que preservou os interesses econômicos dos Estados Unidos e de seus aliados.

O QUE O IRÃ GANHA

Apesar de o discurso ocidental enfatizar uma vitória americana, o Irã também obtém benefícios relevantes.

Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas e por agências internacionais, o entendimento prevê flexibilização de sanções, liberação gradual de ativos congelados e retomada de exportações de petróleo. Além disso, a questão nuclear não foi encerrada imediatamente, sendo transferida para uma nova rodada de negociações. 

Em outras palavras, Teerã evita um confronto prolongado e ganha fôlego econômico sem abrir mão de todos os seus instrumentos de pressão regional.

Israel sai fortalecido ou isolado?

Talvez a consequência mais interessante esteja em Israel.

Durante todo o conflito, o governo israelense defendia uma postura mais dura contra o regime iraniano. Entretanto, o acordo anunciado não resolve definitivamente questões centrais como o programa nuclear iraniano, o arsenal de mísseis e a influência de grupos aliados de Teerã na região. 

Isso significa que Israel pode enxergar o acordo mais como uma pausa estratégica do que como uma solução definitiva.

O IMPACTO NO PETRÓLEO E NA ECONOMIA GLOBAL

O mercado financeiro provavelmente será um dos primeiros beneficiados.

A reabertura de Ormuz reduz o risco de interrupção do fornecimento global de energia, fator que tende a aliviar pressões sobre os preços do petróleo e diminuir temores inflacionários em diversas economias. 

Para países importadores de energia, como grande parte da Europa e da Ásia, o acordo representa uma importante fonte de estabilidade.

A QUESTÃO QUE CONTINUA SEM RESPOSTA

O aspecto mais importante é que o acordo não encerra as divergências fundamentais entre Estados Unidos e Irã.

As negociações sobre enriquecimento de urânio, fiscalização internacional, sanções permanentes e influência regional ainda permanecem abertas. Vários analistas avaliam que o atual entendimento funciona mais como uma trégua estratégica do que como uma paz definitiva. 

Conclusão

O anúncio do acordo representa uma vitória momentânea para todos os envolvidos: os Estados Unidos evitam uma guerra prolongada, o Irã obtém alívio econômico, o mercado ganha estabilidade e o mundo reduz o risco de uma crise energética global.

Mas a verdadeira disputa — o programa nuclear iraniano e o equilíbrio de forças no Oriente Médio — continua longe de uma solução definitiva.

A paz foi anunciada. A questão agora é saber se ela será duradoura ou apenas uma pausa antes do próximo capítulo dessa disputa histórica.

Foto de Emílio Kerber Filho

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/

 

É hora da direita vigiar o final da apuração no Peru para garantir a vitória nas urnas

Faltam menos de 1,5% dos votos para serem apurados nas eleições presidenciais do Peru. A candidata da direita, Keiko Fujimori, após virar a votação, deu início a um lento e contínuo crescimento de sua vantagem sobre o esquerdista Roberto Sanchez.

Presentemente, de acordo com a mais recente parcial, Keiko tem 9.074.951 votos. Sanchez está com 9.056.119. Uma diferença de pouco mais de 18 mil votos. Todas as previsões apontam para o aumento da distância entre as duas candidaturas, o que vai confirmar a vitória direitista. Porém, paralelamente, em estado de desespero, Roberto Sanchez tem utilizado as redes sociais para pedir revisão de contagem dos votos. Todo o cuidado é pouco.

A esquerda, em qualquer lugar do mundo, é capaz de ‘fazer o diabo’ para ganhar eleição.

Todo cuidado é pouco. É hora de vigiar para garantir a vitória.

Sputnik

 

Força Espacial dos EUA busca financiamento de US$ 1,06 bilhão para rastrear alvos na Terra a partir do espaço

Concepção artística retrata os satélites gêmeos TRACERS da NASA no espaço - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2026
A Força Espacial dos EUA solicitou US$ 1,06 bilhão (R$ 5,37 bilhões) no ano fiscal de 2027 para o seu programa de Indicador de Alvos Móveis Baseado no Espaço (Space-Based Moving Target Indicator, em inglês), com o objetivo de expandir as capacidades de rastreamento de alvos orbitais.
O programa busca criar uma constelação espacial capaz de detectar e acompanhar aeronaves e outras ameaças aéreas em escala global, combinando sensores de alta frequência — mais precisos para rastreamento — com sensores de baixa frequência, que oferecem maior alcance e melhor capacidade de busca em grandes áreas.
Uma análise do relatório orçamentário da corporação feita pela Sputnik identificou que US$ 253,4 milhões (R$ 1,28 bilhões) de financiamento seriam para adquirir um sistema de satélites de radar de última geração capaz de fornecer detecção, rastreamento e imagens de alvos terrestres e marítimos, de dia e de noite, em quaisquer condições climáticas.
De acordo com os documentos orçamentários, o projeto tem como foco aprimorar a detecção de alvos, a manutenção contínua do acompanhamento dos alvos e os tempos de resposta entre sensores e sistemas de ataque, capacidades consideradas essenciais para operações de designação dinâmica de alvos e ataques de longo alcance em ambientes altamente contestados e não permissivos.
Gerenciado como um Programa Principal de Aquisição de Defesa de Categoria de Aquisição 1B, o projeto recebeu aprovação no marco Milestone B em agosto de 2024 para ingressar na fase de engenharia, fabricação e desenvolvimento. O cronograma prevê que o desenvolvimento e a implantação operacional ocorram do primeiro trimestre do ano fiscal de 2025 até o quarto trimestre do ano fiscal de 2031.
Radar russo Nebo-M - Sputnik Brasil, 1920, 07.08.2021
Força Aeroespacial da Rússia implementa novos radares móveis 3D 'caçadores de alvos furtivos'
Complementando os esforços de rastreamento terrestre, a solicitação de US$ 803 milhões (R$ 4 bilhões) em financiamento obrigatório destina-se ao programa Space-Based Air Moving Target Indicator (SBAMTI), com foco na obtenção de cobertura global e no desenvolvimento de radares de baixa frequência para rastrear ameaças aéreas.
O valor seria transferido do projeto Domo de Ouro da América, escudo antimísseis proposto pelos Estados Unidos.
Os detalhes do orçamento indicam que US$ 663 milhões serão empregados na expansão de sistemas de radar de alta frequência para alcançar cobertura regional e global capaz de atender às necessidades das forças conjuntas.
Os US$ 140 milhões (R$ 708 milhões) restantes seriam destinados ao amadurecimento de projetos e à ampliação da capacidade industrial de fornecedores adicionais, utilizando tecnologias alternativas para complementar o sistema de alta frequência com capacidade de busca de ampla área.