sexta-feira, 20 de março de 2026

 

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COLUNA

Trump está perdendo a guerra no Irã

O presidente dos EUA subestimou as consequências políticas internas ao juntar-se a Israel


INTERNACIONAL PODER

    

Foi-se mais uma semana de intensos bombardeios ao Irã pelas forças aéreas dos EUA e de Israel. Mas a verdade é que Trump iniciou uma guerra que talvez não consiga vencer e que provavelmente lhe trará sérias consequências políticas nos Estados Unidos. Por outro lado, a decisão da liderança clerical do Irã de nomear Mojtaba Khamenei para substituir seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo – uma escolha considerada inaceitável por Trump – revela a obstinada resiliência do regime iraniano. Em um vídeo de oito minutos gravado em Mar-a-Lago nas primeiras horas da manhã de sábado, 28 de fevereiro, pouco antes de os Estados Unidos e Israel realizarem uma “operação massiva e contínua” que, horas depois, aniquilou a liderança da República Islâmica do Irã, Trump delineou seus objetivos de guerra. Sua meta principal era “defender o povo americano eliminando as ‘ameaças iminentes’ do regime iraniano”. Para isso, declarou que os Estados Unidos pretendiam “destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”. Cinicamente, lamentou a falta de vontade dos iranianos em negociar, embora o governo americano já estivesse planejando a guerra há algum tempo, mesmo enquanto seus representantes participavam, justamente, de negociações com representantes iranianos. Em seguida, conclamou os membros da Guarda Revolucionária Islâmica, das Forças Armadas e de toda a polícia a deporem suas armas “para receberem imunidade total ou, alternativamente, enfrentarem morte certa”. Por fim, apelou ao povo iraniano para que “assumisse o controle do governo” quando os bombardeios cessassem, alertando-os de que “esta provavelmente será sua única chance por gerações”. 


Vale deixar claro: até o momento, nenhum destes objetivos foi atingido. Desde essa declaração, Trump não se dirigiu mais aos norte-americanos nem concedeu uma coletiva de imprensa para detalhar seus objetivos e motivos para a guerra. Em vez disso, teve breves conversas telefônicas com diferentes jornalistas na última semana para oferecer justificativas múltiplas e contraditórias. Por exemplo, em uma conversa com um repórter da Axios no sábado, 28 de fevereiro, Trump apresentou um relato otimista da campanha militar, vangloriando-se: “Posso prolongar o processo e assumir o controle de tudo ou encerrá-lo em dois ou três dias”. No dia seguinte, comentou ao Daily Mail que “sempre foi um processo de quatro semanas”. Depois, em uma breve entrevista com o New York Times, o presidente repetiu a previsão mais pessimista, admitindo que poderia levar “de quatro a cinco semanas”. Em seguida, sugeriu que esperava que a Guarda Revolucionária Islâmica simplesmente entregasse suas armas e, então, referiu-se à sua incursão na Venezuela e à continuidade do regime de Maduro, sem o presidente deposto, como seu modelo para o Irã.


Como resultado, a maioria dos analistas políticos nos Estados Unidos desistiu de tentar entender o plano estratégico de Trump para o Irã, em parte porque concluíram que ele não tem nenhum. As justificativas que o governo Trump apresenta sobre por que o presidente está travando uma guerra com o Irã continuam mudando, aumentando ou diminuindo sua importância para a Casa Branca. Trump também não tem um plano estratégico para “vencer” a guerra e instalar um governo que “trate bem os Estados Unidos e Israel”, nas suas palavras. É possível que os governos dos EUA e de Israel simplesmente continuem bombardeando o Irã — matando milhares de civis, além de alvos militares — por mais algumas semanas. Trump poderia então declarar unilateralmente que o Irã foi derrotado e que os Estados Unidos venceram a guerra. Esse cenário, no entanto, não oferece nenhuma garantia de que haverá uma mudança de regime, como Trump parece acreditar que acontecerá.


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Saiba de tudo que investigamos Trump declarou recentemente que precisa estar envolvido na escolha do próximo líder do Irã, o que obviamente não aconteceu. Ele também espera que os líderes iranianos se rendam incondicionalmente aos Estados Unidos. Seus comentários demonstram o quão pouco ele entende sobre o Irã ou o Oriente Médio. Essa falta de conhecimento certamente o prejudicará no futuro. 


Vamos ver se isso pode ajudar. Nacionalismo iraniano

Durante o regime de Mohammad Rezi Pahalevi (1941-79), o Xá do Irã, bem como sob a República Islâmica, os iranianos foram ensinados com orgulho que seu país é o berço de uma das civilizações mais antigas e contínuas do mundo, a civilização persa. O Xá promoveu essa ligação com o passado persa do país para justificar, interna e externamente, seu controle imperial e absolutista sobre a nação. Os atuais governantes do Irã utilizam um discurso nacionalista semelhante contra invasores estrangeiros. Eles combinaram essa narrativa com justificativas teológicas e crenças religiosas de que os muçulmanos xiitas — residentes no Irã, Iraque, Azerbaijão e Bahrein, com grandes comunidades no Líbano, Iêmen, Paquistão e Índia — são os intérpretes legítimos dos ensinamentos do Profeta Maomé, o fundador do Islã. Assim, seus inimigos estrangeiros não são apenas os Estados Unidos e Israel, que apoiaram o Xá e se opõem à República Islâmica, mas também árabes sunitas “equivocados”, que permitem bases americanas dentro de suas fronteiras. O aiatolá do Irã é o líder religioso de todo o mundo xiita.  No final de fevereiro, às vésperas da guerra, o Conselho Nacional de Inteligência do governo dos EUA preparou um relatório concluindo que mesmo um ataque militar em larga escala provavelmente não levaria ao colapso do regime atual. A maioria dos especialistas independentes no Oriente Médio concorda que a Guarda Revolucionária Islâmica é uma instituição profundamente enraizada no governo do país, com enormes estoques de armas e capacidade militar para sufocar quaisquer protestos generalizados sem colocar em risco a existência do regime. As agências de inteligência também concluíram que as forças de oposição, tanto dentro do país quanto no exterior, são fracas e divididas. Parte da confusão decorrente das declarações de Trump sobre o Irã tem a ver com a Venezuela. O presidente dos EUA ainda está eufórico com o que considera uma “operação inacreditável” na qual forças especiais, usando “todo o poderio militar” capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, causando temor entre os adversários dos EUA. Trump projetou essa confiança no conflito com o Irã. Uma guerra sem fim

Imediatamente após eliminar a liderança do Irã, Trump previu que a guerra duraria de quatro a cinco semanas. Depois, admitiu que “poderia durar mais do que isso”. Esse comentário preocupou alguns na direita, que têm sido seus apoiadores mais leais. De fato, as consequências podem ser grandes. Desde que entrou na arena política, Trump tem pregado contra as intervenções estrangeiras dos EUA no que tem sido chamado de “guerras sem fim”. Inicialmente, ele apoiou a invasão do Iraque pelo presidente George W. Bush em 2003 para destruir seu suposto arsenal de armas de destruição em massa. No entanto, à medida que a oposição à guerra aumentou, Trump começou a criticar abertamente a invasão e ocupação do Iraque. Nas campanhas presidenciais de 2016 e 2020, ele atacou os governos de Obama e Biden por manterem o envolvimento dos EUA em guerras no Oriente Médio. Ele criticou duramente os esforços de “mudança de regime” e atacou as tentativas do governo Bush de fazê-lo no Iraque. O slogan de Trump, “América Primeiro”, tornou-se uma crença central de seus apoiadores mais fervorosos. Eles argumentam que os Estados Unidos estão desperdiçando bilhões de dólares e pondo em risco a vida de milhares de jovens soldados em guerras fúteis em terras distantes. Eles insistem que, em vez de promover uma “mudança de regime” no exterior, o presidente deveria se concentrar nos problemas que o povo americano enfrenta. Ironicamente, Trump está indo contra o que disse em suas campanhas por duas décadas. E sua guerra não é muito popular. De acordo com uma pesquisa recente da NPR/PBS News/Marist, 56% dos americanos se opõem às ações militares dos EUA no Irã, enquanto apenas 44% apoiam a guerra. Embora Trump ainda mantenha um apoio significativo entre os republicanos no Congresso, pequenas rachaduras em sua base estão começando a aparecer. Várias figuras proeminentes da direita criticaram duramente o presidente. Pode-se, talvez, desconsiderar Marjorie Taylor Greene, a congressista combativa da Geórgia que rompeu com Trump por sua recusa em divulgar os arquivos de Epstein e se opõe veementemente à guerra. No entanto, nomes leais a Trump, como o ex-apresentador da Fox News, Tucker Carlson, também criticaram a guerra. Carlson insiste que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump a entrar em uma guerra que poderia custar milhares de vidas americanas. A jornalista de direita Megyn Kelly ecoou as críticas de Carlson, afirmando que “ninguém deveria ter que morrer por um país estrangeiro”, referindo-se tanto ao Irã quanto a Israel.


Um conflito regional

A resposta do Irã aos ataques EUA-Israel foi o lançamento de mísseis contra Israel e os países do Golfo onde os EUA têm bases militares. O Washington Post acaba de noticiar que a Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre a localização de navios de guerra e aeronaves dos EUA, dando ao Irã uma vantagem na guerra. No entanto, quando a Rússia negocia com os Estados Unidos sobre o destino da Ucrânia, Trump acaba elogiando Putin como um aliado importante e confiável – o que revela a leitura ingênua do presidente sobre as intenções políticas de líderes internacionais com quem diz ter bom relacionamento. A República Islâmica também atacou hotéis em países árabes que dependem fortemente do turismo, causando uma queda projetada de US$ 46 bilhões na receita do setor. O Irã chegou a atacar a Turquia, o que poderia arrastar a OTAN ao conflito. A estratégia iraniana parece ser arrastar toda a região para a guerra, a fim de pressionar Trump a negociar e recuar da obstinação em mudar o regime. Antes de ser atacados, os países árabes inicialmente permaneceram neutros na guerra, não permitindo que o governo americano usasse suas instalações militares na região. No entanto, depois que os mísseis começaram a causar danos à infraestrutura, refinarias de gás e à população civil, passaram a criticar eduramente o regime iraniano. De acordo com a NBC News, “Trump discutiu a ideia de enviar tropas terrestres com assessores e autoridades republicanas”. Ele também demonstrou interesse em obter o urânio iraniano e os direitos de extração do petróleo. Por enquanto, porém, seu governo está considerando apoiar nacionalistas curdos do Irã que estão atualmente acampados do outro lado da fronteira, no Iraque, para realizar incursões militares no Irã. A maioria dos observadores considera que, mesmo que fossem bem-sucedidos, os curdos teriam um impacto limitado no enfraquecimento do governo. A única força fora do país que apoia ativamente o Irã é o Hezbollah no Líbano. No início da guerra, a organização apoiada pelo Irã lançou mísseis contra Israel, dando ao primeiro-ministro Netanyahu o pretexto para bombardear as posições do Hezbollah no sul e nos arredores de Beirute. Enquanto Israel exige a realocação em massa dos moradores da área visada, o governo libanês parece interessado em usar o conflito para esmagar a influência do Hezbollah no país.


As consequências da guerra nos Estados Unidos

Sem uma estratégia clara do governo americano para o fim do conflito, a guerra já está tendo um impacto global na economia mundial. O Irã efetivamente bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo produzido no mundo. Os preços da gasolina estão começando a subir nos EUA, minando as tentativas de Trump de resolver a questão da acessibilidade ao produto. A bolsa de valores americana caiu e as políticas tarifárias de Trump têm alimentado a inflação. Além disso, o último relatório de emprego indica uma queda de 92.000 vagas em fevereiro. Nada disso é bom sinal para as chances dos republicanos nas eleições para o Congresso em novembro de 2026, quando os democratas podem assumir o controle da Câmara dos Representantes e possivelmente do Senado. Consultores republicanos já estão preocupados que, se a guerra se prolongar por mais de um mês, isso terá sérias repercussões negativas para o partido manter o controle do Congresso.  Trump, o homem que tanto almejava ganhar o Prêmio Nobel da Paz tornou-se um guerreiro global que luta pela mudança de regimes de outros países. Só ele parece não notar a ironia: embora esteja longe da vitória no Irã, Trump já está de olho em Cuba, a sua próxima vítima.

 

Mendonça não pode aceitar delação meia-sola que poupa Moraes e Toffoli

Quem é José Luís de Oliveira Lima, novo advogado de Vorcaro que atuou em delações na Lava Jato

Oliveira Lima espalhou na imprensa a proposta indecente

Carlos Newton

A gente pensava que proposta indecente era apenas um belo filme de Hollywood, dirigido e estrelado por Robert Redford, mas na vida real pode haver proposições ainda mais ignóbeis e imorais. Basta ver a atitude do advogado José Luís de Oliveira Lima, que mal assumiu a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro e já foi logo apresentando propostas indecorosas e desprezíveis.

De início, o ilustre causídico foi mais cauteloso e fez contato com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestar o interesse do investigado em firmar acordo de delação premiada.

VISITA AO SUPREMO – Até aí morreu Neves, como se dizia antigamente, isso já era esperado. E nesta terça-feira, dia 17, o dr. Oliveira Lima foi ao gabinete do relator do processo do banco Master, ministro André Mendonça, também para conversar sobre o acordo de delação premiada que o banqueiro pretende firmar.

Como se sabe, o pacto permite redução na pena do investigado em caso de eventual condenação. Em troca, ele precisa revelar detalhes sobre o esquema fraudulento e apresentar provas que corroborem suas informações acerca dos crimes cometidos.

Tudo isso, repita-se, já era esperado, pois no Supremo até o batom na estátua da Justiça já sabia que Vorcaro não tem outra saída, a não ser colaborar com as autoridades e entregar todos os que estiverem envolvidos, sem exceção.

VAZANDO “NOTÍCIAS” – O que ninguém esperava é que, após encaminhar a delação premiada, o experiente advogado resolvesse acelerar a marcha, avançar o sinal e mandar que fosse “vazada” aos jornalistas a informação de que a delação de Vorcaro vai atingir apenas a classe política, deixando de fora o Planalto e o Supremo.

A proposta mostra-se infantil e ignóbil. É claro que os governadores do Distrito Federal, do Rio de Janeiro, da Bahia e do Amapá (pelo menos esses quatro) terão de ser delatados, junto com uma série de autoridades estaduais e muitos parlamentares.

Também não pode haver leniência em relação ao Banco Central e ao Planalto. E sabe-se, ainda, da ligação íntima de Vorcaro com membros do Executivo, como o próprio Lula, que o recebeu fora de agenda, e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, outros ministros e ex-ministros, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.

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P.S. – 
Essa delação meia-sola que o advogado pretende é inaceitável, intolerável e insuportável. Deve ser rechaçada com desprezo pelo relator André Mendonça. A força-tarefa do Supremo precisa cortar na carne, exigindo que os anexos a ser apresentados pela defesa contenham relatos de Vorcaro sobre fatos concretos, com detalhes capazes de contribuir para o trabalho dos investigadores em relação a todos os envolvidos, especialmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que não merecem a toga que exibem. (C.N.)

Advogado acusa TV Globo de usar Lulinha para evitar a vitória do PT

Marco Aurélio de Carvalho: Quem é o advogado próximo a Lula

Advogado de Lulinha comprou uma briga feia para Lula

Rafael Damas
MSN

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.

Em entrevista à ‘Revista Fórum’, Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de “uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens”.

ALINHAMENTO – Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de ‘GloboLixo’, compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.

O advogado destacou que, como a oposição não tem um projeto para o país, A emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo remete aos tempos ‘tenebrosos’ da Lava Jato, quando a força-tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.

“A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.

VAZAMENTOS – Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.

“Nós estamos representando à Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram”, disse.

Marco Aurélio Carvalho reafirmou “que Lulinha “não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum dos fatos que estão sendo investigados no bojo da CPMI do INSS”.

É INOCENTE – “Ele não recebeu um único real sequer do empresário Antônio Camilo ou de quaisquer que sejam as suas empresas”, afirmou relembrando que dados vazados não demonstraram ligação do filho de Lula com o caso de corrupção.

“Todas as linhas de investigação da Polícia Federal, que envolvem direta ou indiretamente o Fábio, foram absolutamente rechaçadas, afastadas pelas próprias circunstâncias e por fatos que são rigorosamente incontestáveis. Então, o que talvez justifique esse tempo dedicado a ele, seja a perseguição implacável da qual ele segue sendo vítima que tem um punho político e eleitoral indiscutível”, disse para a publicação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Quando os números se encaixam e as provas vão se confirmando, bate o desespero e começa a apelação. O advogado Marco Aurélio de Carvalho é criador do Grupo Prerrogativas, que apoia Lula incondicionalmente. Ele mostra ser irresponsável e inconsequente, não tem a menor noção de política. Se tivesse um mínimo de discernimento, não compraria uma briga aberta contra a maior empresa de comunicação do país, em pleno ano eleitoral. Com isso, vai dar uma ajuda formidável a Flávio Bolsonaro, do PL, e Ratinho Júnior, do PSD, que devem ser os principais adversários de Lula, segundo dizem as más línguas. Comprem pipocas. (C.N.)

 

Pessoas no comício em apoio ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em meio ao conflito dos EUA e Israel contra o Irã - Sputnik Brasil

Irã usa míssil guiado Nasrallah pela 1ª vez desde o início do conflito: acompanhe o 21º dia da guerra no Oriente Médio (VÍDEO)

etalhes a seguir
Israel lançou um ataque "preventivo" contra Irã, estado de emergência é declarado no país, comunicou Israel Katz, o ministro da Defesa israelense, no dia 28 de fevereiro de 2026.
Na sequência do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei foi morto, declarou no dia 1º de março de 2026 o primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Mokhber. Além disso, o país confirmou as mortes do secretário do Conselho de Defesa Nacional Ali Shamkhani e do general Mohammad Pakpour, comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.
Além disso, foram confirmadas as mortes da filha, genro, neta e nora do líder supremo do Irã Ali Khamenei como resultado de ataques israelenses e dos EUA, relata a agência Fars com referência a uma fonte. Já o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) iraniano anunciou o início da "ofensiva mais feroz" na história do Irã contra os EUA e Israel.
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Navios que passam pelo estreito de Ormuz podem ser contados por dedos de uma mão, diz Irã
O número de navios que atualmente passam pelo estreito de Ormuz por dia pode ser contado pelos dedos de uma mão, disse à Sputnik o representante da Comissão de Energia do Parlamento do Irã, Ismail Hosseini.
06:05 20.03.2026
Irã ataca alvos em Israel e base dos EUA nos Emirados Árabes Unidos
Os militares iranianos relatam sobre ataques contra alvos em Jerusalém Ocidental e Haifa e a base aérea dos EUA nos Emirados Árabes Unidos (EAU).
"Durante a 66ª fase da operação Promessa Verdadeira 4, foram atingidos com sucesso alvos em Jerusalém Ocidental e Haifa, assim como a base de Al Dhafra [nos EAU]", lê-se num comunicado do IRGC citado pela agência YJC.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) relatou que a produção de mísseis continua durante a guerra, sem escassez de estoque.
Teerã usa pela 1ª vez míssil guiado Nasrallah
As Forças Armadas iranianas realizaram um ataque usando o míssil guiado Nasrallah pela primeira vez desde o início da operação contra os EUA e Israel, informou na quinta-feira (19) o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã.
O ataque visou as refinarias de petróleo nas cidades israelenses de Haifa e Ashdod e bases militares dos EUA no Oriente Médio, informou o IRGC. No entanto, o IRGC não forneceu detalhes adicionais sobre o míssil.

 

Acordo de delação seletiva de Vorcaro, sem incluir ministros, pode não ser aceita

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Redes Sociais).

A transferência de Daniel Vorcaro para a carceragem da Polícia Federal, livrando-o dos rigores do presídio federal de segurança máxima, é a senha de que está em negociação o acordo de delação. A dúvida é a sua extensão: fontes próximas à defesa tratam de “tranquilizar” ministros do Supremo Tribunal Federal no sentido de que eles serão “poupados”. Assim, pela primeira vez, o Brasil verá uma delação seletiva, capenga, o que pode ser recusado pelo relator no STF, ministro André Mendonça.

Segurança máxima

A mudança não altera os cuidados redobrados com a segurança de Vorcaro. Afinal, esse caso já produziu uma morte, a de “Sicário”.

Alívio no STF

Tirar Vorcaro do presídio foi um gesto pelo acordo e também alívio para o STF, que não vê o presídio um lugar adequado para preso provisório.

Advogado eficiente

Estar na PF é a primeira boa notícia para o banqueiro desde sua prisão, e mostra a eficiência do novo advogado, José Luiz de Oliveira Lima.

Promessa é dívida

Especialista em acordos de delação, “Juca” ofereceu ao STF a garantia de que que seu cliente irá colaborar, contando tudo o que sabe.

Ex-prefeito de Salvador e ACM Neto. (Foto: Reprodução/Facebook/Acervo Pessoal).

ACM Neto pode afastar ex-ministro de sua chapa

O ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) tem sido pressionado a tirar de sua chapa majoritária o pré-candidato a senador João Roma, ex-ministro de Cidadania de Bolsonaro e presidente do PL da Bahia. Roma foi convocado para depor na CPI do Crime Organizado no Senado sobre o credenciamento do Banco Master no consignado do auxílio emergencial, por meio da CredCesta, de Augusto Lima. Amigo de Daniel Vorcaro e ex-sócio do banco Master, Lima foi preso na Operação Compliance Zero.

Ex-quase diretor

Ronaldo Bento, braço direito de João Roma, seu ex-auxiliar no ministério, chegou a ser indicado diretor do banco Pleno, de Augusto Lima.

CredCesta de volta

Com a prisão de Lima e a liquidação do banco Pleno, sobrou para Bento assumir a operação do enroscado CredCesta.

Perseguição petista

ACM Neto quer distância de confusão, apesar de Roma haver negado envolvimento com Vorcaro, alegando perseguição dos adversários do PT.

Poder sem Pudor

A rapadura de Jânio

Transcorria o dia 16 de junho de 1961 quando o presidente Jânio Quadros recebeu o prefeito de Sobral (CE), Padre Palhano, que lhe levou dois presentes típicos: uma garrafa de cachaça e um pedaço de rapadura. Após a audiência, seu secretário particular, José Aparecido, insinuou que adoraria ficar com os presentes. Jânio fez mais um de seus trocadilhos: - Tome a cachaça, José. A rapadura, porém, eu não entrego. Só a entregaria 70 dias depois, ao renunciar à presidência da República.

Matemática senatorial

A filiação de Sergio Moro ao PL fará crescer a bancada no Senado do partido de Bolsonaro para 16 senadores. Incluindo Moro, pré-candidato ao governo do Paraná, nove deles têm mandato garantido até 2031.

Pé fora do muro

Secretário-geral da ONU, António Guterres pela primeira vez deu ordem direta ao Irã: “pare de atacar seus vizinhos”. Da última vez que tratou publicamente do conflito, “condenou” ataques do Irã, dos EUA e Israel.

Contra a maré

O senador Sergio Moro (União-PR) avalia que as CPIs do Congresso fazem o seu trabalho e tentam investigar crimes graves, “enquanto alguns ministros do STF atuam para impedir as investigações”, criticou.

Mesada partidária

Este ano, o fundão partidário vai distribuir R$102 milhões por mês a 19 partidos que sobreviveram aos cortes da cláusula de barreira de 2022. PL (R$17,6 milhões) e PT (R$12,9 milhões) são os que mais faturam.

Frase do dia---“A quem interessa a não-prorrogação desta CPMI [do INSS]?”

Deputado Maurício Marcon (PL-RS) critica a atuação de PT e cia. contra prorrogar a CPMI

De saída

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) deixa o cargo ainda neste mês. Vai disputar o Senado pelo DF. A vice-governadora Celina Leão (PP) é quem assume a cadeira.

Medo e contingência

O jornal Financial Times confirmou que a Dinamarca enviou forças militares à Groenlândia, em janeiro, como plano de contingência caso os EUA invadissem o território. Levaram até explosivos suficientes para detonarem as principais pistas de pouso da ilha e impedir a “invasão”.

Previsto em lei

Nem todos os adicionais são penduricalhos, esclarece a Ajuris, associação gaúcha de juízes, e tudo está “previsto em lei”. A entidade também distingue privilégios de retribuição a trabalho extraordinário.

Recado dado

Perfil oficial do Departamento de Estado dos EUA em português publicou manifestação de Marco Rubio no dia que foi alardeada a ajuda de Lula a Cuba: “A economia de Cuba não funciona. Sobreviveu graças a subsídio da União Soviética e agora da Venezuela. Não recebem mais subsídios”.

Pensando bem…

...já falta combustível no governo.