domingo, 29 de março de 2026

 

Mais leis, menos liberdade, eis um paradoxo moderno que desafia a humanidade

Legisladores devem limitar a sua capacidade de criar leis

Deirdre Nansen McCloskey
Folha

Achamos ótimo quando o Congresso Nacional aprova muitas leis. Afinal, concordamos que o “Estado de Direito” é bom e democrático. E nós, democratas, aprovamos a “vontade do povo”. Ela certamente se expressa pelos votos no Congresso, não é? E pensamos que, se um político violar o Estado de Direito e for contra a vontade do povo, poderemos destituí-lo na próxima eleição. Simples, não?

A ideia moderna é que “Estado de Direito” é a mesma coisa que ter muitas leis. No antigo direito consuetudinário inglês, ou “direito comum”, ao contrário, acreditava-se que a lei deveria surgir de casos concretos —não da imaginação dos legisladores.

LEGISLAÇÃO – O legislador pensa: “Posso imaginar um discurso ofensivo, como zombar de uma mulher gorda. Deveria haver uma lei sobre isso”. Mas o juiz do direito consuetudinário diria: “Este é um caso real em que Luís zomba de uma mulher gorda de verdade. Hum… Como devo decidir? Percebo que, neste caso, Luís perguntou à mulher se ela aceitaria subir ao palco e ser alvo de piadas; e que ela mesmo risse com a plateia quando esta o fizesse. Isso não é algo em que um tribunal deva se envolver. Caso arquivado”.

O direito consuetudinário e os costumes sociais comuns, como dizer “obrigada” ao receber um favor, dependem do senso comum do que é considerado bom comportamento usual. É orientado pela ética, sendo “ética”, neste caso, o que um juiz considera o bom comportamento usual das pessoas em sua sociedade. Mas as leis legisladas são baseadas apenas indiretamente nessa ética.

PREJULGAMENTO – O movimento moderno para substituir o direito consuetudinário pela lei legislada se justifica de duas maneiras. Por um lado, diz: “Não queremos que os juízes façam prejulgamentos”. A palavra é a mesma em português e inglês. Prejulgar é ruim. Concordo. Por outro lado, afirma que é razoável ter uma lei escrita para que as pessoas saibam quando cometem um crime. O Estado não deve surpreender as pessoas com leis que elas desconhecem. Também concordo.

Mas espere. O professor de direito e filosofia ética que mencionei acima, John Hasnas, da Universidade de Georgetown, em Washington, capital dos EUA, apresenta respostas convincentes às justificativas para a proliferação de leis no mundo moderno.

HIPÓTESES – Ele aponta, por um lado, que os legisladores também estão prejulgando. Seus prejulgamentos são hipotéticos e, muitas vezes, malucos. Em contrapartida, um juiz em um tribunal enfrenta um caso concreto e real de desacordo apresentado a ele. E, por outro lado, Hasnas indica que escrever centenas de milhares de leis não informa as pessoas.

Se os juízes tomam decisões com base no que a sociedade considera ético, em contrapartida, qualquer adulto geralmente sabe quando está cometendo um crime. Hasnas escreve: “A transição do crime de direito comum para crimes previstos em lei (…) não promove (…) uma sociedade liberal (…). O direito penal restringe a liberdade individual. Esse é o seu propósito.

Ele autoriza o governo a usar coerção para impedir que os indivíduos pratiquem determinados comportamentos. Para ser compatível com uma sociedade liberal, seu alcance deve ser limitado”. Hasnas está certo. Precisamos dizer aos legisladores para limitarem sua capacidade de criar leis.

 

Água de ‘pets’ da gestão de Lula custa R$1,6 milhão

São 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavão, jabutis, carpas etc

Enquanto Lula abusa de piadas contra chineses e culpa cachorrinhos para justificar o estrangulado orçamento do brasileiro, que não suporta as mais de 20 iniciativas para criar ou subir impostos desde o início da gestão do petista, o presidente não dá qualquer justificativa sobre a cifra milionária que empurrou no pagador de impostos para sustentar o zoológico particular que ostenta no Palácio do Planalto: são 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavão, jabutis, carpas etc.

Só o começo

A gastança com o viveiro este ano, fica pior. Em 2026, tem só o mês de janeiro: R$28,2 mil. A conta não inclui os bichos da Granja do Torto.

Recorde da gastança

Desde o retorno de Lula à Presidência, 2025 foi o ano com a fatura d’água do viveiro palaciano mais cara; R$636.930,46 por nossa conta.

Caça-vazamento

Em 2024, os giros do hidrômetro nos custaram mais R$482,5 mil. Além dos R$465,5 mil cobrados no primeiro ano da terceira gestão de Lula.

Ponta do iceberg

O valor milionário não inclui os 6.233 animais da Granja do Torto, tampouco gastos veterinários ou com alimentação, pagos por nós.

Senado | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

Senado é plano do PL para manter eleitorado em SP

A cúpula do PL não pretende abrir mão de indicar um candidato ao Senado em São Paulo, ainda que divida os eleitores conservadores. O cenário nas eleições deste ano não ajuda o partido de Valdemar da Costa Neto no Estado. O único senador liberal é o Astronauta Marcos Pontes, que se afastou de Jair Bolsonaro. A cadeira na Casa Alta é fundamental para o partido manter proximidade do governo estadual, já que o governador Tarcísio de Freitas não pensa no PL como vice.

Caminhão de votos

Nas eleições de 2022, dos quatro deputados federais mais bem votados, três eram do PL, que somaram 2.328.863 votos para o partido.

Zero chance

Carla Zambelli está presa na Itália e não pode concorrer. Eduardo Bolsonaro, fora do País, também virou alvo do Supremo Tribunal Federal.

Vazou

Ficha limpa, o terceiro nome é Ricardo Salles, que é pré-candidato ao Senado, mas se mandou do PL e deve concorrer pelo partido Novo.

Poder sem Pudor

Prefeito chorão

O então prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), que sob a menor pressão caía no choro, enfrentou uma saia justa no Teatro Castro Alves, na entrega do prêmio Dodô & Osmar aos destaques do carnaval. Ele subiu ao palco para entregar o prêmio a Ivete Salgalo e foi vaiado por cinco minutos, sob gritos de “chorão!” ou “sai daí, chorão!” Ivete tentou socorrer: “Ele é chorão, minha gente, mas é gente boa...” O prefeito foi embora e depois, claro, desabou em um pranto interminável.

Impostos recorde

Economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses de Gamboa lista nove novas tributações ou aumento de impostos do governo Lula que contribuíram para brasileiros pagarem R$1 trilhão em impostos em tempo recorde, em 2026. Foram três dias a menos, em relação a 2025.

Mistério continua

Segue o mistério sobre como Lulinha se sustenta em Madri. Circula entre brasileiros na cidade que ele trabalharia na área de tecnologia da Telefonica de Espanha. A controladora da Vivo demorou a responder, mas negou que o enrolado filho de Lula seja funcionário ou terceirizado.

Tendência

Na última semana, plataformas como Polymarket e a Kalshi, de apostas de previsões, registraram pela primeira vez maior probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula (PT), na eleição presidencial.

Realidade cruel

Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) definiu como “retrato cruel da realidade” a decisão do STF de enterrar a comissão, cuja prorrogação havia sido determinada horas antes

Frase do dia---“Já ganhou!”

Jason Miller, conselheiro de Donald Trump sobre candidatura de Flávio Bolsonaro

Ícaro

Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante lamentou o encerramento “antes do fim” da CPMI do INSS determinado pelo STF. “Quando a investigação começa a chegar perto, ela é interrompida”, disse.

Majoritária definida?

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a candidata do seu partido, o PSB, ao Senado em São Paulo deve ser a ministra Simone Tebet (Planejamento). Falta só combinar com o PT paulista.

Saída marcada

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que deve deixar o cargo de ministro da Indústria e Comércio na próxima quinta-feira (2), último dia útil antes do fim do prazo de desincompatibilização;

Empacou

Um dos cotados do PL para disputar o Senado por São Paulo é o vice-prefeito da capital paulista Mello Araújo (SP), que tinha agenda com Bolsonaro em abril, cancelada por ordem de Alexandre de Moraes.

Pergunta suprema

Vem aí a “pizza Master”?