domingo, 25 de janeiro de 2026

JCO

 

Revelada a decisão da PGR que levou Daniel Vorcaro a descartar delação premiada


O banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro, decidiu não buscar um acordo de delação premiada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitar a proposta apresentada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, no caso envolvendo fraudes na cadeia dos combustíveis.Matsori

A avaliação de Vorcaro foi pragmática: se a PGR recusou a colaboração de Beto Louco sob o argumento de falta de provas materiais, mesmo diante de relatos sobre relações com autoridades de alto escalão, o mesmo destino poderia ocorrer com uma eventual delação do banqueiro.

Beto Louco, atualmente foragido, teria mantido trânsito entre figuras centrais do poder, como o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente nacional da legenda, Antonio Rueda. Segundo o artigo, o ministro Dias Toffoli (STF) teria viajado em aeronave associada ao empresário ligado ao PCC, informação que intensificou a controvérsia em torno do caso.

No entendimento da PGR, o testemunho isolado de Beto Louco não seria suficiente como elemento probatório para sustentar um acordo de colaboração premiada, o que levou ao arquivamento da proposta.

Já no caso de Daniel Vorcaro, as investigações apontam conexões políticas amplas, envolvendo integrantes do PT, do Centrão, além de membros do Judiciário e do Executivo. O banqueiro é suspeito de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões, perdeu o controle do Banco Master e chegou a ficar 11 dias preso.

Embora tenha sido solto, Vorcaro permanece sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. As apurações se concentram na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), negociação que teria contado com interferência política, mas acabou vetada pelo Banco Central, mesmo após a própria autoridade monetária autorizar as tratativas iniciais.

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