Mídia explica por que hegemonia dos EUA no Oriente Médio está chegando ao fim

© AP Photo / Imprensa Associada
Depois de décadas mantendo uma posição dominante no Oriente Médio, os Estados Unidos agora enfrentam uma mudança significativa no poder regional que pode acabar com sua hegemonia de longa data, afirma um jornal britânico.
A reportagem sublinha que os EUA parecem presos no Oriente Médio, sem um caminho direto para se desvencilhar de seu conflito com o Irã.
"No entanto, o conflito, por mais que termine, marcará de fato algo bem diferente: o momento em que os EUA se afastam da região, no sentido de que finalmente abrem mão de sua hegemonia lá", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o papel dos Estados Unidos como arquiteto externo do Oriente Médio está chegando ao fim, o que marca a primeira vez, desde a desintegração do Império Otomano, em que a ordem regional não será imposta de fora.
Décadas de intervenção norte-americana, guerras, operações encobertas e diplomacia, esgotaram a disposição do país para remodelar a região, embora continue realizando ataques militares limitados e operações de contraterrorismo.
A relutância de Washington em participar dos ataques sauditas no Iêmen, bem como seus planos de reduzir a presença de tropas no Oriente Médio e na Europa, sinalizam um recuo mais amplo em direção à rivalidade entre grandes potências, como a China, observa o texto.
Enquanto os EUA recuam, o Irã, a Turquia e Israel estão posicionados para competir por influência, ao passo que os Estados árabes permanecem enfraquecidos e dependentes da segurança norte-americana.
Dessa forma, a reportagem conclui que o vácuo que se aproxima levanta a questão de saber se a região mergulhará em acertos de contas e violência ou finalmente traçará um novo caminho.
Anteriormente, Di Dongsheng, reitor da Faculdade de Estudos Globais e Regionais da Universidade Popular Chinesa, afirmou, durante uma reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais, que os EUA e suas elites dominantes reconhecem o declínio de sua hegemonia e estão se afastando do modelo unipolar de governança global.

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