Chilique de Lula sobre “invasão” do país pelos EUA é farsa para atrair eleitores
Está valendo de tudo na campanha para reeleger Lula
Carlos Newton
Nesta reta final da campanha, o presidente Lula da Silva, integrantes da cúpula do governo e a direção do PT passaram a dar sucessivas declarações sobre o risco que o Brasil está passando, diante das “ameaças” que vêm sendo feitas por dirigentes do governo americano e pelo próprio Donald Trump. Após o longo telefonema de Lula a Trump, que durou uma hora e vinte minutos, pode-se fazer algumas reflexões.
Como se dizia antigamente, as bravatas de Lula são apenas fricotes, chiliques e faniquitos eleitoreiros. Essas reações esganiçadas são de todo desnecessárias em termos diplomáticos, porque visam exclusivamente à conquista de votos para reeleger o criador do PT, que já faz tempo está com prazo de validade vencido, mas insiste em se manter no palco, mesmo trôpego, boquirroto e desequilibrado.
SENSO CRÍTICO – O maior problema de Lula é que ele não tem senso crítico. Sem ter a sabedoria de um estadista de verdade como Abraham Lincoln, Lula conseguiu enganar muita gente por longo tempo, tornando-se o político do terceiro mundo que mais recebeu títulos de doutor honoris causa em universidades europeias.
Se fosse menos arrogante e pretencioso, poderia ficar na História da Humanidade como um dos principais líderes populares, que chegou ao poder se orgulhando de jamais ter lido um só livro. Mas não resistiu à tentação, se corrompeu e acabou na cadeia.
Não houve dúvidas jurídicas em suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro. Foi julgado por dez magistrados diferentes, em três instâncias, sempre por unanimidade. Passou 580 dias na cadeia e só saiu porque seis ministros do Supremo, num ato de altíssima irresponsabilidade, decidiram transformar o Brasil no único país da ONU que deixa em liberdade os criminosos condenados em três instâncias, uma situação considerada “escatológica” em termos jurídicos, pois não é adotada em nenhum outro país, e a grande maioria só tem três instâncias.
NOBEL DA PAZ – Apesar da temporada na cadeia, Lula continua se achando o maior líder político do mundo e espera ganhar o Nobel da Paz em seu próximo mandato. Mas hoje o resto do mundo já sabe quem é ele, um político enriquecido ilicitamente junto com os filhos, que tem parceiros corruptos como Dirceu, Palocci, Wagner, Vaccario, Cabral e tantos outros. Assim, já faz tempo que não é levado a sério e entrou para o folclore, como diria Sebastião Nery.
Em busca de preciosos votos, o presidente brasileiro decidiu comprar uma briga com Donald Trump. Nessa falsa disputa pela soberania brasileira, está valendo tudo, inclusive distorcer declarações do governo dos EUA, como acaba de ocorrer com uma afirmação do Departamento de Estado, sobre a possibilidade de Trump mandar prender Lula.
Veículos de imprensa brasileiros e internacionais deram a falsa notícia vazada pelos petistas, mas na verdade o Departamento do Estado americano nada tem a ver com essa suposta tentativa de capturar o presidente brasileiro.
FAKE NEWS – O jornal Estadão pesquisou e conseguiu esclarecer que o comunicado do Departamento de Estado, ao citar oportunidades dadas para o Brasil “fazer o certo”, estava relacionado apenas à revogação do visto de embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti.
No entanto, o que tinha sido publicado dava conta de que o presidente Trump dissera que o governo Lula teve todas as oportunidades para “fazer o certo” e que a “paciência acabou”. Sobre as fotos dos dois presidentes, legendas então davam a entender que o norte-americano pretenderia prender o brasileiro antes das eleições.
A repórter Luciana Marschall, que cobriu o assunto, diz que a seção “Estadão Verifica” investigou e concluiu que a matéria é mentirosa. Não há registros públicos de que Trump tenha feito as afirmações alegadas na postagem, e o governo norte-americano não ameaçou prender Lula da Silva. Fim de papo.
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P.S. – Se Lula fosse um presidente de verdade, estaria exercendo uma política externa independente, como fez o Brasil desde os tempos do Barão de Rio Branco. Se tivesse seguido essa linha racional, o país agora estaria levando vantagens nas relações sociais com os três grandes blocos comerciais – o USMCA (antigo Nafta), a União Europeia e o grupo dos Brics. Infelizmente, Lula não tem e nunca teve a visão necessária para entender uma política simples como esta. Mas quem se interessa. (C.N.)
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