Piada do Ano! AGU diz que processo contra Moraes nos EUA “agride” soberania

Charge reproduzida da revista Fórum
Weslley Galzo
Estadão
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai requerer nesta segunda-feira, 15, a intervenção do Brasil na ação judicial movida pelas empresas Rumble Inc e Trump Media & Technology Group Corp, dona da rede social Truth Social, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um tribunal da Flórida (EUA).
O magistrado é alvo das empresas americanas, dentre elas a que tem Donald Trump como dono, por causa das suas ordens para remoção de conteúdo nessas redes sociais. As plataformas acusam Moraes de violar a soberania americana. O mesmo argumento é replicado pela AGU ao requerer a intervenção brasileira no caso em curso nos Estados Unidos.
EMPÁFIA – “O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, escreveu a AGU em nota à imprensa.
A AGU afirma que o objetivo da intervenção é que o processo seja extinto. “Trata-se, em última análise, de uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro”, completou.
A pasta vai requerer ao tribunal da Flórida a habilitação do Estado brasileiro nos autos do processo. A ação movida pelas empresas tem como alvo apenas Moraes, mas o Brasil passará a intervir a favor do ministro na ação por compreender que uma autoridade brasileira não pode ser submetida à jurisdição de tribunais estrangeiros.
ALEGAÇÃO – “A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”, explicou a AGU.
“A submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implica grave ofensa à imunidade de jurisdição, princípio consagrado no Direito Internacional e reconhecido também pelas leis dos Estados Unidos”, prosseguiu na nota.
No dia 22 de maio, a Justiça dos Estados Unidos autorizou a Rumble a Trump Media a citarem Moraes por email. A Corte americana aguarda a manifestação de Moraes na ação ou eventual pedido de mais prazo. Se não houver resposta, as empresas poderão pedir o registro de revelia, o que pode abrir caminho para novas medidas no processo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A iniciativa da AGU é inócua, porque não é parte na ação judicial nem representa o réu. O processo é movido contra a pessoa de Moraes, nada tem a ver com o Estado brasileiro. Essa patética atitude da AGU aqui na filial Brazil vai provocar boas gargalhadas lá na matriz USA. (C.N.)
Confuso e indeciso, Ancelotti conseguiu passar sua insegurança para os jogadores
A verdade é que nem Ancelotti sabia quem seria escalado
Carlos Newton
Foram dois erros – o primeiro, da Confederação Brasileira de Futebol, por haver optado por um técnico estrangeiro, conforme está em moda no Brasil, e o segundo erro foi o treinador Carlo Ancelotti ter aceitado uma missão para a qual não estava preparado.
Há muita diferença entre ser treinador de time e de seleção. Nos clubes (ou empresas), o atleta se esforça por dinheiro, em benefício próprio; nas seleções, isso não existe, ele joga pelo amor à camisa.
CONFIANÇA TOTAL – Em Copa do Mundo, não pode haver insegurança e indecisão. O técnico precisa transmitir confiança. Aqui no Brasil, o maior exemplo foi João Saldanha, que o amigo Nelson Rodrigues apelidou de “João Sem Medo”. No mesmo dia que assumiu, chamou a imprensa e anunciou a escalação titular.
Mas João brigou com o presidente Médici, que pediu a convocação de Dadá Maravilha, e deixou a seleção. Zagallo assumiu o posto e não mudou quase nada. Aceitou convocar Dadá, no lugar de Dirceu Lopes, e substituiu o ponta esquerda Edu pelo genial meia Rivelino, que não podia ser reserva em nenhum time do mundo. Assim, Zagallo praticamente manteve as “Feras do Saldanha” e voltou com a Taça Jules Rimet.
Agora, é tudo ao contrário. O Brasil tem um time excelente. Talvez seja o melhor elenco. Mas não adianta. Reina a insegurança, nenhum jogador sabe se é titular. Eles têm talento, mas não formam um conjunto.
AINDA HÁ TEMPO -Esse enganador Ancelotti ainda tem tempo para se recuperar. Basta escalar os melhores, entre os quais não estão Igor Thiago, Ibanez, Douglas Santos e Gabriel Magalhães, desculpem a franqueza.
Se escalar os melhores como titulares, o time logo ganhará conjunto e confiança, as coisas podem melhorar, vencendo Haiti e Escócia, para se classificar em primeiro lugar no grupo.
Se realmente queria surpreender na estreia contra o Marrocos, Ancelotti deveria ter escalado Endrick no lugar do Igor Thiago, que nem viu a cor da bola, mas continuou em campo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os jogadores brasileiros estão entre os melhores do mundo, não há a menor dúvida. Os torcedores sabem disso e não perdem a esperança. Por isso, o treinador tem de ajudar, ao invés de atrapalhar. (C.N.)
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