A Polícia Federal rejeitou, na noite desta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas fraudes financeiras e preso preventivamente desde o início de março. Apesar da negativa da corporação, as negociações seguem em andamento com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações, investigadores da PF avaliaram que a colaboração entregue pela defesa continha omissões consideradas importantes e apresentava poucos elementos práticos para ajudar no avanço das investigações. A percepção interna é de que o material teria deixado de citar personagens e episódios
relevantes ligados ao caso.Seguir no Google
Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, é alvo da operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo empresários e agentes públicos.
De acordo com as apurações, um dos fatores que aumentaram o descontentamento da Polícia Federal foi a ausência de informações relacionadas a nomes considerados estratégicos para a investigação. Entre eles estaria o senador Ciro Nogueira, mencionado em relatórios da corporação como possível beneficiário de
vantagens indevidas.
A rejeição da proposta também acontece poucos dias após uma mudança na situação prisional de Vorcaro. Na segunda-feira (18), o empresário foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está detido desde 4 de março. Nos bastidores, a transferência foi interpretada como mais um sinal de desgaste nas negociações sobre a colaboração premiada.
Mesmo com a decisão da PF, a defesa do ex-banqueiro ainda tenta avançar nas conversas com a PGR em busca de um acordo que possa garantir benefícios judiciais ao empresário.
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