Mulheres empoderadas | Por Luiz Holanda

A Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010, lançou os 7 princípios de Empoderamento das Mulheres, WEPs, na sigla em inglês, oferecendo orientações sobre as empresas como empoderar as mulheres e promover a igualdade de gênero nos locais de trabalho. Tais princípios buscam aprofundar a dimensão de gênero em suas práticas de negócios, uma espécie de plataforma para o engajamento das empresas na agenda da igualdade de gênero, garantindo que as mulheres tenham voz e capacidade de decisão. Muitas empresas aderiram a esse compromisso público de transformação, inserindo as mulheres no mercado de trabalho e na liderança das decisões.
O empoderamento das mulheres é um processo de fortalecimento e autonomia do sexo feminino na sociedade, garantindo direitos iguais, acesso a oportunidades e liberdade de decisão. Envolve conscientização coletiva, educação e combate à violência, buscando a equidade de gênero no mercado de trabalho, na política e na vida pessoal. Com isso a mulher pode atuar sem qualquer amarra ou constrangimento. Passa a ser uma mulher com voz, forte e empoderada, um avanço de nossa civilização.
Muitas são agentes de transformação e de autoconhecimento, com autonomia, confiança e crescimento contínuo, rompendo estereótipos de gênero e assumindo o protagonismo de suas vidas pessoal e profissional. Tudo isso através da valorização, igualdade, educação e solidariedade. Essa postura envolve resiliência, liderança e a capacidade de decidir sobre o próprio corpo, carreira e futuro. Muitas se destacaram -no Brasil e no mundo-, como Cleópatra, no Egito, um exemplo de mulher empoderada, conhecida por sua inteligência e liderança. Michele Obama, advogada e ex-primeira-dama dos Estados Unidos, superou todos os obstáculos num país onde os negros são considerados cidadãos de segunda classe.
O empoderamento feminino não é sobre se tornar uma fortaleza inabalável, mas sobre aceitar a própria identidade, reconhecer fragilidades do próprio sexo e exercer o poder de escolha com responsabilidade e respeito a si própria. Surgiu no século XIX, quando a mulher era vista como um ser inferior, e se consolidou como um movimento político, social e filosófico com o objetivo de promover a força da mulher. Sua principal característica é a luta pela igualdade de gêneros e, por consequência, uma maior participação da mulher na sociedade. No Brasil, muitas são as empoderadas, como Chiquinha Gonzaga, compositora e autora da famosa marchinha de carnaval “Ô Abre Alas”. Dandara, que se destacou na luta pela emancipação do povo negro no Brasil, companheira de Zumbi dos Palmares, é outra empoderada.
Cecília Meireles, Carolina de Jesus e outras tantas se destacaram, culminando com a Santa Dulce dos pobres. Em áreas distintas, algumas se destacaram desde a independência até os dias atuais, no Judiciário, na luta feminista, na música, na religião e, também na política, como Dilma Roussef, ex-presidente da República. Na Bahia, quem vem se destacando é a candidata a deputada estadual Kátia Bacelar, arquiteta, urbanista e produtora rural. Ela própria se define como uma lutadora feroz para fazer criar em nosso estado projetos estruturantes que façam a Bahia crescer e desenvolver, ligados à agricultura, mineração, turismo e ao fomento industrial. Em todos esses projetos as mulheres estão à frente.
Kátia Bacelar descende de uma tradicional família de políticos baianos. Formada pela USP de São Paulo e com MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), trabalhou em grandes empresas de engenharia e tecnologia, a exemplo da Siemens e da ANSET, com sistemas inteligentes. Formou-se também em Direito, ampliando ainda mais o seu horizonte. Filha de João Carlos Bacelar, o primeiro jonga, e sobrinha do senador Ruy Bacelar, carrega consigo o legado político da família, convivendo desde criança com o debate político, a vida política e com o compromisso de servir à Bahia. Fazem parte da família os deputados federais Bacelar, seu primo, e o secretário de Turismo Maurício Bacelar, também seu primo.
De todos, o maior projeto de sua vida é representar as mulheres da Bahia no parlamento, lutando contra todas as adversidades e ocupando os espaços do poder reservados às mulheres. Entre suas qualidades se destacam o autoconhecimento, a autoconfiança e a autonomia, assumindo o protagonismo de sua própria vida sem depender de validação externa. Ela se ama profundamente, é resiliente aos desafios e solidária com o gênero. Além disso -e utilizando o título do famoso filme de Gerry Marshal, estrelado por Júlia Roberts-, é uma Linda Mulher.
*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.
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