Trump mantém suspensão de ataques a instalações energéticas do Irã por mais 10 dias
18:31 26.03.2026 (atualizado: 18:42 26.03.2026)

© AP Photo / Alex Brandon
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que o país vai manter por mais dez dias a suspensão dos ataques contra instalações energéticas do Irã por conta de negociações sobre o conflito em andamento.
Com isso, o prazo foi adiado para o dia 6 de abril. Segundo Trump, a medida ocorreu após um "pedido" do lado iraniano e reforçou que as tratativas estariam avançando, apesar do que chamou de "declarações errôneas" divulgadas pela imprensa.
"Estou suspendendo por dez dias o período de destruição de usinas de energia, até segunda-feira, 6 de abril. As negociações estão em andamento e, apesar de declarações equivocadas em contrário feitas pela mídia de fake news e por outros, elas estão indo muito bem", declarou na rede Truth Social.
As autoridades iranianas, por outro lado, já negaram anteriormente a existência de negociações diretas com Washington, o que contradiz a versão apresentada por Trump.
Mais cedo, fontes da inteligência norte-americana revelaram que Teerã está fortalecendo a defesa da ilha de Kharg, que concentra a produção de petróleo do país, em caso de eventual ataque terrestre das Forças Armadas dos EUA.
Segundo a informação divulgada, nas últimas semanas, o Irã tem montado armadilhas e implantado pessoal militar adicional e sistemas de defesa antiaérea na ilha, em preparação para uma possível operação terrestre dos EUA para estabelecer o controle sobre a ilha.
Além disso, segundo os oficiais e especialistas militares estadunidenses, o Irã implantou sistemas adicionais de defesa aérea portáteis e colocou minas antipessoal e antitanque. As mesmas fontes afirmaram que tal operação terrestre acarreta riscos significativos, incluindo pesadas perdas entre militares norte-americanos. O próprio Comando Central das Forças Armadas dos EUA não deu nenhum comentário sobre a questão.
A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã levou a uma cessação quase completa do transporte através do estreito de Ormuz, uma rota chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico. Depois disso, os preços da energia começaram a bater recordes.

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