- Burevestnik, um míssil de cruzeiro de alcance ilimitado;
- Poseidon, um drone submarino de propulsão nuclear;
- Sarmat, um míssil balístico com capacidade de voo suborbital;
- Oreshnik, um novíssimo sistema russo com míssil balístico de médio alcance. O míssil Burevestnik e o aparelho submarino não tripulado Poseidon garantirão a paridade estratégica durante todo o século XXI, afirmou o presidente russo Vladimir Putin. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que a Rússia não ameaça ninguém e está sempre aberta para contatos mutuamente benéficos com outros países.
- A decisão de lançar o desenvolvimento do Burevestnik foi tomada ainda em dezembro de 2001, após os Estados Unidos terem saído do tratado sobre a limitação dos sistemas de mísseis antibalísticos de 1972.
- Vladimir Putin anunciou os trabalhos sobre o míssil em 2018 durante o discurso à Assembleia da Federação da Rússia, o parlamento do país. Ele o chamou de "invulnerável a sistemas antiaéreos e antimíssil tanto existentes como futuros". Além disso, o presidente contou que no final de 2017 já ocorreu um lançamento de teste bem-sucedido desse míssil.
- Os recentes testes do míssil ocorreram em 21 de outubro de 2025.
- Logo depois, o chefe da inteligência da Noruega, vice-almirante Nils-Andreas Stensones, afirmou que os testes do Burevestnik tiveram lugar no arquipélago de Novaya Zemlya.
- O presidente russo mandou iniciar a preparação da infraestrutura para implantação do míssil nas tropas, e também propôs definir os modos potenciais de seu uso. Putin observou ainda que há muito trabalho a ser feito antes que o míssil seja admitido em serviço de combate.
- alcance de voo praticamente ilimitado;
- tempo de voo prolongado;
- possibilidade de alterar a trajetória e atacar de qualquer direção.
- tipo de motor – propulsão nucelar
- tipo de ogiva – nuclear
- alcance de voo – praticamente ilimitado
- velocidade – subsônica ou supersônica, de 850 a 1.300 km/h
- perfil de voo – de baixa altitude, com capacidade de contornar zonas de detecção, segundo estimativas a altitude de voo é de 25 a 100 m.
"Sua aplicação nos permitirá obter avanços não só no complexo militar-industrial, mas também em numerosos setores civis na realização de um leque de projetos e programas prioritários, inclusive em energia nuclear de baixa potência, na criação de unidades de energia para a zona do Ártico e na exploração do espaço distante e próximo, inclusive o abastecimento com energia de uma nave espacial de transporte para transportar cargas pesadas que nós estamos elaborando e criando agora, bem como para a futura estação lunar", declarou Putin em novembro de 2025.
A revista norte-americana Popular Mechanics classificou os drones russos Poseidon de "formidáveis torpedos do Apocalipse".
Em 1º de março de 2018, o presidente Vladimir Putin, ao discursar perante a Assembleia da Federação da Rússia, o parlamento do país, disse que na Rússia foram desenvolvidos "aparelhos submarinos não tripulados capazes de mover em grande profundidade e com alcance intercontinental com uma velocidade várias vezes superior à dos submarinos, dos torpedos mais avançados e de todos os tipos de navios de superfície, mesmo os mais rápidos".
- Os Poseidon são capazes de funcionar apenas a partir de certo tipo de submarinos atômicos portadores desse aparelho submarino.
- Em abril de 2019, o submarino nuclear Belgorod do projeto 949 foi lançado à água no estaleiro Sevmash em Severodvinsk. Este é um submarino experimental reconfigurado especificamente para o sistema submarino nuclear Poseidon.
- Em 1º de novembro de 2025, foi lançado à água o submarino Khabarovsk, o portador oficial do Poseidon. Esse submarino atômico foi projetado e construído especificamente para o sistema submarino nuclear Poseidon.
- baixo nível de ruído
- alta manobrabilidade
- invulnerabilidade praticamente total
- podem ser equipados com elementos tanto nucleares como convencionais
- É capaz de portar uma ogiva nuclear a uma distância ilimitada graças à unidade de propulsão nuclear de pequena dimensão;
- Pode funcionar a grande profundidade, o que restringe a possibilidade de sua detecção. A profundidade de imersão é de até 1.000 m;
- Sua velocidade supera várias vezes a velocidade de todos os navios modernos, atingindo 60-70 nós (110-130 km/h);
- Com um volume 100 vezes menor do que as unidades propulsoras dos submarinos nucleares modernos, tem uma grande potência e um tempo 200 vezes menor para entrar no modo de combate, ou seja, para atingir sua potência máxima;
- A potência do Poseidon "supera significativamente a potência até do míssil russo mais promissor de alcance intercontinental Sarmat", segundo Putin. Conforme estimativas, a potência da ogiva portada pelo Poseidon pode atingir 2 megatons em equivalente TNT;
- Em movimento o aparelho é capaz manobrar de maneira ativa.
- Conforme os dados públicos, o comprimento do Poseidon é de 20 m, o diâmetro é de 1,8 m e o peso é de 100 t.
"Não há nenhuma chance de derrubar esses mísseis", afirmou o presidente russo Vladimir Putin.
- alcance médio – de 1.000 a 5.500 km
- velocidade – Mach 10 (12.380 km/h, aproximadamente 2,5-3 km/s)
- temperatura dos elementos impactantes – 4.000 °C
- ogiva – cerca de 1,5 t
- atinge alvos na profundidade de 3-4 andares fortificados
O míssil é capaz de atingir alvos bem protegidos e em profundidade, com a temperatura dos elementos impactantes atingindo 4 mil graus Célsius. Sendo assim, o uso em massa de mísseis deste tipo é "comparável ao uso de uma arma nuclear" pela sua capacidade, disse Putin em 28 de novembro de 2024. "Tudo o que se encontra no epicentro da explosão é dividido em frações, partículas elementares, transformando-se de fato em pó", acrescentou.
- base antimíssil norte-americana em Redzikowo, na Polônia, em cerca de 11 minutos;
- base aérea Ramstein, a principal da Força Aérea dos EUA na Alemanha e seu quartel-general na Europa, em 15 minutos;
- sede da OTAN em Bruxelas em 17 minutos.
- Direito ao ataque de resposta: a Rússia se considera no direito de usar suas armas contra objetivos militares de países que permitem o uso de suas armas contra alvos russos;
- Resposta recíproca: em caso de escalada das agressões, a Rússia responderá de maneira igualmente resoluta e simétrica;
- Aviso para as elites no poder: Putin recomendou pensar várias vezes às elites governistas dos países que elaboram planos de usar contra a Rússia seus contingentes militares.
- O ataque foi efetuado em resposta ao uso pela Ucrânia de projéteis de longo alcance ATACMS e Storm Shadow contra o território russo.
- Os testes do Oreshnik em condições de combate são realizados como resposta às ações agressivas dos países da OTAN relativamente à Rússia.
- Em caso de ataque com Oreshnik contra o território da Ucrânia, a Rússia vai avisar de antemão os civis para deixarem as zonas perigosas.
Ele notou ainda que a Rússia tem vários sistemas semelhantes ao Oreshnik que estão passando por testes. "Como sabemos, e como vocês sabem, ninguém no mundo possui ainda uma arma como essa. Sim, mais cedo ou mais tarde ela aparecerá em outros países líderes, sabemos quais desenvolvimentos estão sendo feitos lá. Mas isso será amanhã. Ou daqui a um ano, ou dois. Mas nós temos esse sistema hoje. E isso é importante", enfatizou o comandante supremo.
- Em dezembro de 2024, o presidente belarusso Aleksandr Lukashenko pediu ao seu homólogo russo que novíssimas armas russas, inclusive o sistema Oreshnik, sejam implantadas no território de Belarus.
- Em 8 de agosto de 2025, Lukashenko declarou que as primeiras posições para o Oreshnik estão sendo preparadas. Em dezembro de 2025, o sistema é previsto para entrar em serviço.
- Em 1º de agosto de 2025, o presidente Putin, durante a reunião com Lukashenko em Valaam, na região russa de Carélia, informou que o primeiro sistema em série do Oreshnik foi comissionado ao Exército.
- Em 4 de novembro de 2025, Vladimir Putin disse que a Rússia começou a produção em série do Oreshnik.
- O míssil foi desenvolvido desde os anos 2000. A característica principal da nova arma é que ela é inteiramente russa, sendo que a indústria doméstica nunca produziu anteriormente equipamentos militares dessa escala.
- O motor do primeiro estágio do míssil foi testado em 2016, e os testes do próprio míssil balístico intercontinental começaram em dezembro de 2017.
- O primeiro teste de voo do míssil ocorreu em 20 de abril de 2022. Os objetivos do lançamento foram completamente alcançados: as ogivas de treinamento chegaram à área designada no campo de tiro do polígono Kura, na península de Kamchatka.
- Em 23 de novembro de 2022, a direção da Agência de Projeção de Foguetes V.P. Makeev anunciou o início da produção em série do míssil. A montagem dos Sarmat deveria ser realizada pela Fábrica de Construção de Máquinas de Krasnoyarsk (que faz parte da corporação estatal Roscosmos).
- Em 4 de novembro de 2025, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que os sistemas com o míssil Sarmat entrarão em serviço experimental de combate em 2025, e ficarão em serviço de combate em 2026.
No contexto do desenvolvimento do Sarmat, Putin declarou que esse tipo de sistemas visa "assegurar a dissuasão estratégica" no mundo. O Sarmat pode "superar garantidamente qualquer sistema de defesa antimísseis atual e futuro", destacou o presidente.
- É "o maior míssil de combate da história da humanidade, criado por uma empresa russa", ressaltou Degtyar.
- As trajetórias do Sarmat podem passar pelo espaço sideral, inclusive pelo Polo Sul.
- O míssil foi desenvolvido para ser equipado com veículos planadores hipersônicos Avangard e pode transportar vários desses veículos planadores.
- Os mísseis Sarmat também chamaram a atenção da comunidade de especialistas ocidental. Assim, a revista político-militar estadunidense The National Interest analisou por diversas vezes as capacidades dos novos mísseis russos, inclusive no artigo "Conheça o Sarmat— o míssil balístico intercontinental pesado russo capaz de atingir praticamente qualquer ponto da Terra".
A revista destacou que o Sarmat possui características tão impressionantes que o "dr. Strangelove [personagem obcecado pela guerra nuclear do filme homônimo de Stanley Kubrick] ficaria encantado". "Sua [do Sarmat] combinação de alcance extremamente longo, potencial hipersônico e diversidade de ogivas nucleares talvez seja ímpar", enfatizou The National Interest.
- o principal componente do sistema Sarmat é o míssil balístico intercontinental pesado 15А28
- alcance de tiro - 18.000 km
- peso inicial - 208,1 t
- peso da carga útil - cerca de 10 t
- peso do combustível - 178 t
- comprimento - 35,5 m (equivalente a um prédio de 14 andares)
- diâmetro - 3 m
- carga de combate - ogivas de reentrada múltipla independentemente direcionadas (é equipado com dez ogivas nucleares ou convencionais).



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