MDB racha e deve liberar diretórios sobre alianças
Movimentos do presidente Lula (PT) para fechar apoio nacional do MDB à chapa da reeleição incomodou caciques do partido, sobretudo no Sul e Sudeste. Desde a última semana, cresce a ideia de que o petista estaria disposto a oferecer a vaga de vice, hoje com o PSB, ao MDB. A ideia é repetir a tal “frente ampla” do passado com ao menos um partido mais ao centro. Com o atual vice Geraldo Alckmin no PSB, parte da solução é empurrá-lo para a eleição em São Paulo. Senado ou Governo, tanto faz.
Nem em sonho
O MDB de São Paulo, que comanda a prefeitura, com orçamento de Estado, não quer nem ouvir falar em aliança com o PT. Fica na oposição.
Eles não desistem
A conversa começou com acenos para tentar manter a ministra Simone Tebet, que, inviabilizada em seu Estado, está de saída do MDB.
Tô fora
Além de São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás também preferem manter distância de Lula, PT e cia.
Projeto para 2030
O MDB pensa grande mesmo somente para 2030, quando planeja lançar o nome do atual ministro Renan Filho (Transportes) para presidente.

Crimes de feminicídio aumentam no governo Lula
Factoide criado por Lula no Palácio do Planalto intitulado “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, em pleno ano eleitoral e com segurança pública como calcanhar de Aquiles do governo, escondeu alta de mais de 4% na taxa de homicídio de mulheres cometido em razão do gênero durante a gestão petista. O marcador passou de 1,34 (1.444 casos) em 2022, para 1,39 (1.518 casos) ano passado, média de 4 por dia.
Cenários ruins
O número de tentativa de feminicídio teve aumento ainda mais expressivo, 59,26%. Foram 3.749 registros (2025) ante 2.354 (2022).
Só aparência
Ao lado de Lula para sair na foto, o Estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem taxa de 2,23, acima da média nacional.
Média ruim
Também de papagaio de pirata, a governadora Raquel Lira (PSD) tem Pernambuco com a 10ª pior taxa, também acima da média, 1,77.
Poder sem Pudor

Senador interrompido
Disposto a ajudar o governo a assegurar o quórum da Comissão de Orçamento, o então senador Wellington Salgado (PMDB-MG) saiu às pressas do banheiro. Chegando no plenário, reclamou de Heráclito Fortes (PFL-PI), que tentava obstruir a sessão. Língua afiada, Heráclito não perdoou: “O senador Wellington Salgado reclamou que saiu correndo do banheiro. Agora, pode retornar o interrompido...”
Oposição raiz
Foram apenas dois os partidos com representantes na Câmara dos Deputados que não mandaram representantes no jantar-bajulação promovido por Lula na Granja do Torto, quarta-feira (4): Novo e PL.
Flerte
O Novo reforçou convite para Carol de Toni (SC) se filiar ao partido e deixar o PL, em pé de briga por causa da vaga ao Senado, este ano. O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, ofereceu a chance à deputada.
Câmara dominada
Entre os vereadores que votaram pelo aceite do processo de impeachment do prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem um voto do Avante, PP e PSD, dois do Partido Novo e quatro do PL.
Luva de pelica
Conselho de Ética arquivou denúncia contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), acusado de mentir sobre Marcel van Hattem (Novo-RS). O relatório que o livrou foi do bolsonarista Fernando Rodolfo (PL-PE).
Frase do dia- “[O contrato] Era de advocacia ou de lobby?
Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre contratos da esposa de Moraes e o Master
De cara, não
Para garantir a transferência de Ronaldo Caiado ao PSD, o governador goiano recebeu garantias de que o partido não apoiaria Lula no primeiro turno da eleição. Feita a caução, Caiado deixou o União Brasil.
Kassab na caça
Dono do PSD, Gilberto Kassab partiu para o ataque ontem (5) e conseguiu desfalcar o PSDB e o Cidadania. O cacique vai filiar ao menos sete deputados estaduais de São Paulo dos partidos.
Ninho vazio
Debandada de deputados estaduais do PSDB rumo ao PSD é quase o último prego no caixão tucano. O partido não elegeu nenhum vereador na capital paulista, em 2024. Dos oito estaduais, Kassab levou seis.
No bolso
Saiu por R$30 mil o valor da indenização de Tabata Amaral (PSB-SP) ao prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) por danos morais durante campanha de 2024. A deputada disse que Nunes “rouba e não faz”. Perdeu.
Pensando bem...
...haja jantar para “superar a crise” com a Câmara.

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