quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

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Trump alerta contra o retorno de Al-Maliki como primeiro-ministro do Iraque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Iraque poderia estar fazendo uma "péssima escolha" ao trazer Nouri al-Maliki de volta como primeiro-ministro.
Nesta terça-feira (28), o Parlamento iraquiano passará por eleições presidenciais. Enquanto o cargo de presidente no Iraque possui uma atuação mais simbólica, fica a ele apontar um novo primeiro-ministro, que de fato governa o país.
José Maurício Bustani em trecho do documentário Sinfonia de um homem comum (2022). Ele atuou como diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) entre 1997 e 2002, quando foi demitido do cargo após sofrer pressões estadunidenses devido aos planos de invasão do Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 09.10.2025
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A preocupação de Washington é que Nouri al-Maliki, retorne ao poder no Iraque. O político, visto como próximo de Teerã, foi premiê do país entre 2006 e 2014, tendo saído devido a pressões da Casa Branca.
Nas eleições ele foi escolhido pelo bloco xiita como seu representante, ficando assim na linha de indicados para o governar o país. Durante o governo de Saddam Hussein, Al-Maliki ficou exilado no vizinho Irã, onde estabeleceu contatos políticos.

"Da última vez que Maliki esteve no poder, o país mergulhou na pobreza e no caos total. Isso não deve se repetir. Devido às suas políticas e ideologias insanas, se eleito, os Estados Unidos da América não ajudarão mais o Iraque e, se não estivermos lá para ajudar, o Iraque terá ZERO chance de sucesso, prosperidade ou liberdade", escreveu Trump em seu perfil no Truth Social.

No domingo (25), o secretário de Estados norte-americano, Marco Rubio, já havia expressado preocupações com o retorno de Al-Maliki em um telefonema com o atual primeiro-ministro iraquiano Mohammed Shia al-Sudani, que apesar de também fazer parte do bloco xiita, conquistou a confiança da Casa Branca.
Representantes dos EUA afirmaram que, embora a definição caiba ao Iraque, Washington adotará "decisões soberanas" em relação ao próximo governo, com base nos interesses norte-americanos.

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