Master queria Lewandowski em seu conselho
O contrato do Banco Master com o escritório de Ricardo Lewandowski objetivava recrutar o ministro aposentado do STF para seu conselho de administração, mediante R$250 mil mensais, totalizando de R$6,5 milhões. O contrato, a pedido do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), fez Lewandowski participar de duas reuniões, mas sua posse no Ministério da Justiça mudou tudo. Durante 21 meses os R$250 mil foram pagos, até a Polícia Federal prender Daniel Vorcaro.
Tô fora
À coluna, a assessoria de Lewandowski garantiu que o convite para integrar o conselho do Master não aconteceu e que ele nunca aceitaria.
Sem ligação
Amigos de Lewandowski juram que a demissão foi por “motivo pessoal”, mas ele confessou a Lula o temor de o contrato constranger o governo.
Peso morto
Lewandowski se queixa do enfraquecimento do cargo, sem que o governo se empenhasse na aprovação das suas propostas, daí a saída.
O que sobrou
Ele sustenta que o contrato milionário, na pessoa física, não seria ilegal. Mas o Master o queria e não ao escritório tocado pelos filhos.

Violência contra mulher: 50% da verba está parada
Números da gestão de Ricardo Lewandowski ajudam a explicar o motivo de Lula não ter feito muita questão da permanência do ex-STF no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta tinha uma mixaria para investir em implementação de iniciativas voltadas ao enfrentamento à violência contra mulheres, por mais de R$1,5 milhão em 2025. Ainda assim, conforme registra o Portal da Transparência, o que foi efetivamente pago soma R$735.564,17, ou 48,35% do total.
4 mortes/dia
O baixíssimo valor coincide com o ano em que o Brasil registrou recorde no número de feminicídios, com 1.470 casos, dados do próprio MJ.
Caixa reforçado
O sucessor de Lewandowski, ministro Wllington César, terá um orçamento bem mais generoso na pasta, R$24 milhões.
Ritmo de tartaruga
Apesar de ter mais dinheiro em ano eleitoral, o MJ ainda não gastou nada. A execução do orçamento está em 0%, sem qualquer investimento.
Poder sem Pudor

Esportes favoritos
Meses depois da Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil venceu a Itália e conquistou o tetra, o então vice-governador Geraldo Alckmin e o secretário de Planejamento paulista, André Franco Montoro Filho, conversavam em Roma com Giorgio Mottura, presidente da federação das indústrias da Itália. Para ser simpático, Mottura fez uma brincadeira: “Os italianos têm dois esportes favoritos: futebol e sonegação fiscal.” Montoro Filho respondeu na lata: “E são vice nos dois!”.
São Tomé
Acredita quem quer, mas o Ricardo Lewandowski garante a quem pergunta que a saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública nada teve a ver com o poupudo contrato da banca do ex-ministro e o Master.
Tô fora
Com sonho de disputar a Presidência da República, Ronaldo Caiado avisou ao União Brasil que vai meter o pé e procurar outro partido. O governador goiano vê a federação União-Progressista pouco empenhada
Master esquerda
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu provocação e afirmou que prefere “ser ultradireita, do que master esquerda. Nenhum deputado do PT assinou a CPMI do Banco Master”.
Só boataria
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) dissipou boataria de que não disputaria uma vaga no Senado este ano, “tenho plena convicção de que o nosso projeto será vitorioso”.
Frase do dia “Onde há malfeito, seu governo está presente”
Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre o elo do governo Lula e o Banco Master
Fazendo-se entender
O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro quer acabar com a sequência de presidentes brasileiros monoglotas. Discurso em inglês, em Israel, criticando o apoio de Lula (PT) a terroristas.
No escurinho
A bancada no partido Novo enviou ofício à Casa Civil para cobrar explicações sobre o encontro de Lula com dirigentes do enrolado Banco Master. Foi tudo fora da agenda e dentro do Palácio do Planalto.
Por nossa conta
Já são ao menos cinco os destinos internacionais de Lula para este ano, sempre em hospedagens do mais alto luxo. Os destinos: Panamá, Índia, Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha.
Mudança
Senador por Goiás, Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia mudanças na carreira política. Estuda lançar candidatura a deputado federal e disputar a cadeira na Câmara representando São Paulo.
Pergunta em Brasília
É normal encontro fora da agenda e dentro de resort?

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