terça-feira, 27 de janeiro de 2026

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Venezuela classifica como 'ofensivas' declarações do secretário do Tesouro dos EUA sobre o país

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante coletiva de imprensa em Caracas, capital venezuelana, em novembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou nesta segunda-feira (26) como "ofensivas" as declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que afirmou que seu governo administrará a venda de petróleo e "outros recursos" do país caribenho.

"O secretário do Tesouro dos EUA fez declarações pouco pertinentes e ofensivas, e tenho que responder: o povo da Venezuela não aceita ordens de nenhum fator externo; o povo da Venezuela tem um governo, e este governo obedece ao povo", afirmou Rodríguez durante um ato oficial sobre a reforma da Lei de Hidrocarbonetos.

A líder venezuelana reafirmou que o país está disposto a manter relações com os Estados Unidos.

"Não temos medo, e as relações [com os Estados Unidos] devem ser [pautadas no] respeito: respeito à legalidade internacional, ao aspecto humano, às relações interpessoais e à dignidade e à história da Venezuela", disse.

O secretário norte-americano também declarou que a Venezuela realizará eleições "livres" quando for o "momento adequado".
As declarações ocorrem três semanas após os EUA terem realizado um ataque militar contra a Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York para serem julgados por crimes de narcotráfico.
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O bombardeio em Caracas e em outras regiões deixou ao menos 100 mortos, entre militares e civis, segundo dados divulgados pelo ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz, Diosdado Cabello.
A agressão contra a Venezuela ocorreu após meses de escalada de tensões, iniciada em agosto com uma operação militar dos EUA no Caribe, que incluiu o envio de destróieres, um submarino nuclear, um porta-aviões e mais de quatro mil soldados, além de dezenas de ataques contra embarcações.
Quase uma semana após o ataque, o governo venezuelano anunciou a chegada a Caracas de uma delegação de funcionários do Departamento de Estado dos EUA, assim como o envio de uma missão diplomática a Washington para cumprir tarefas logísticas.
Por fim, a presidente interina afirmou que seu governo aposta no "caminho da diplomacia" com os Estados Unidos para proteger o país.

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