Vitória preliminar de Flávio alivia “insatisfação militar” com o conluio de Lula e STF

Charge do Duke (|Arquivo Google)
Carlos Newton
Desde a proclamação da República, jamais houve crise tão grave entre os três Poderes. A democracia sempre foi instável, as sublevações se sucediam, porém nenhuma delas envolvia, ao mesmo tempo, um identificável e inquestionável conluio entre integrantes de Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme se verifica agora.
A partir da Guerra de Canudos (1896-1897), os episódios de contestações a sucessivos governos constitucionais foram se repetindo. O Brasi é um país de golpistas.
UM FESTIVAL – De lá para cá, houve as Revoltas da Vacina (1904) e da Chibata (1910), a Guerra do Contestado (1912-1916), os 18 do Forte (1922), a Revolução Paulista e a Comuna de Manaus (1924), a Coluna Prestes (1925-27), a Revolução de Vargas (1930), a Revolução Constitucionalista (1932), o 11 de Novembro (1955), as Revoltas de Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959), a Revolução Militar (1964), a Guerrilha do Araguaia (1970) e o 8 de Janeiro (2023).
Nenhum desses acontecimentos do passado tem semelhança à atual conspiração entre o presidente Lula da Silva e membros do Supremo Tribunal Federal, onde a bancada de sustentação do governo é integrada pelos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, com apoio ocasional de Nunes Marques, e essa velada insurreição conta também com entusiástico apoio dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
O mais incrível nisso tudo é que os atuais detentores do poder pensavam (ou julgavam) que ninguém perceberia que se trata de um conluio, que é um dos apelidos ou codinomes do velho golpe de Estado, que parece ser um vício das elites brasileiras.
A IMPRENSA REAGE – Em função dos posicionamentos ostensivos de ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral a favor da candidatura de Lula, na semana passada a grande imprensa começou a despertar para essa iniciativa de conluio entre os três Poderes, que somente vinha sendo denunciada dessa forma aqui na Tribuna da Internet e na Gazeta do Povo, em Curitiba.
Agora, não estamos mais sozinhos. Estadão, Folha, Zero Hora, Veja e outros importantes veículos de informação passaram a denunciar esse golpe branco que o presidente Lula da Silva tenta perpetrar contra a democracia, em conluio com o Judiciário e do Legislativo, numa conspiração que inquieta as Forças Armadas brasileiras e começa a despertar atenção no exterior.
A revista Veja, através dos jornalistas Robson Bonin e Cláudio Dantas, já identificou a insatisfação militar com relação ao golpe em curso para reeleger Lula. É evidente que as Forças Armadas estão reavaliando seu apoio a Lula e a um Supremo que colocou na cadeia um grupo de generais de quatro estrelas e agora quer tomar suas patentes e as pensões de suas mulheres, a pretexto de um golpe de estado que foi planejado, mas não chegou a acontecer.
Lula da Silva, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e outros integrantes da conspiração pensam (?) que as Forças Armadas permanecerão inertes diante da preparação desse golpe branco, que era para não ser notado, mas cada vez está mais evidente, em meio à podridão reinante na política.

Lula usou a imagem da Santa para atrair votos católicos
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P.S. – Vamos agora ao segundo turno que vai consagrar ou não esse conluio contra a democracia brasileira. Se fosse versado em ciências ocultas, Lula saberia que está agora em seu inferno astral, pois completa 81 anos no próximo dia 27, antes da votação definitiva. Se continuar se baseando em fake news nessa disputa eleitoral, fazendo o diabo para se eleger e usando a imagem de uma Santa que pouco lhe importa, pode acreditar que seu inferno não será somente astral, porém definitivo
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