quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 

Lulistas do STF afirmam nos bastidores que não ‘aceitam’ indulto para Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).

Flávio Bolsonaro (PL) talvez tenha de esperar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para devolver o próprio pai à liberdade. Ministros “lulistas” apostam no enfrentamento. Eles juram a interlocutores que se Flávio for eleito e indultar Jair Bolsonaro, isso seria rejeitado pela Corte. A alegação é a “jurisprudência”: o STF anulou o perdão a Daniel Silveira, apesar de a Constituição conferir ao presidente a prerrogativa de concedê-lo, e reiterou isso no caso do 8 de Janeiro.

Zero acordo

A disposição de afrontar o eventual presidente Flávio Bolsonaro desfaz a impressão de tentativa de “acordão político” que circulou ontem.

Raiva no coração

Ao ameaçarem eventual indulto ou graça presidencial a Bolsonaro, os lulistas do STF sobem nas tamancas, excitados, relata uma das fontes.

Já foi dito

Quando não se ousava contestar Alexandre de Moraes, outros ministros que achavam imperdoáveis supostos crimes do 8/Jan mudaram de ideia.

No passado

Para Moraes não há anistia em “crime contra o Estado Democrático de Direito”, mas ministros já avaliam que essa acusação não se sustenta.

Urna eletrônica | Foto: Divulgação / Senado Federal

Candidatos gastam entre R$0,01 e R$63,70 por voto

Pelos números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até agora, é possível desenhar um raio-x de quanto “custou” cada voto que os candidatos receberam. Quanto mais nanico, maior o gasto pelo voto de meia dúzia de eleitores. O voto mais caro é o recebido pelo veterinário Wilson Grassi (Democrata), que precisou torrar R$63,70 em cada um dos 16.881 votos. Na outra ponta está Rui Costa Pimenta (PCO), com um custo de voto de pouco mais de R$0,01 por cada um dos 15.024 votos.

Centavos

Outro voto na lista dos menos custosos é de Augusto Cury (Avante), R$0,15. Depois, os votos de Renan Santos (Missão), R$0,48.

Lula x Flávio

O custo unitário do voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Edmilson Costa (PCB) é o mesmo: R$1,17. Lula (PT) na sequência, com R$1,21.

Subindo a régua

Cada voto em Samara (UP) custou R$5,30 à campanha. Em Ronaldo Caiado (PSD), R$8,44. Para Romeu Zema (Novo), R$16,26.

Poder sem Pudor

Santiago, o mendigo

O célebre Santiago Dantas era candidato ao governo mineiro e, como tal, ganhou a estrada. Segundo a lenda, era uma presepada: no banco da frente do carro, o motorista fardado, usando quepe, e, ao lado, Hugo Coelho, especialista em Minas Gerais. No banco de trás, Santiago vestia sua roupa tipo safári, usando luvas e máscara contra poeira. Quando o carro se aproximava de alguma cidade, Coelho avisava: “Povo à vista!”. Ele se livrava da máscara e das luvas, colocava os óculos, abria o sorriso e acenava aos pobres diabos, mendigando votos.

Não é bem assim

Certamente foram gestos pós-eleitorais, mas juristas acham quase cosméticas as decisões de Alexandre de Moraes sobre Débora do Batom, reduzindo em duzentos dias a pena cruel e desproporcional de 14 anos, e sobre jornalistas exilados, que continuam na mira do ministro.

Estertores

Davi Alcolumbre (União-P) está desnorteado com humilhante derrota do seu candidato ao governo do Amapá. A espetacular vitória de Dr. Furlan (PSD) fez cair a ficha: ele vive os últimos dias de presidente do Senado.

PT quer trocar o povo

O líder do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Pimenta, foi certeiro ao analisar a avaliação petista sobre a derrota de Lula, no primeiro turno: “Balanço eleitoral do PT é de que é preciso trocar o povo”.

É Flávio

O apoio de Michel Temer a Flávio Bolsonaro (PL) veio antes mesmo da definição do MDB. O ex-presidente não esperou o partido deliberar e já declarou que estaria ao lado do senador na disputa pela Presidência.

Frase do dia====“O Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia”

Rogério Marinho (PL-RN), sobre o STF constranger parlamentares pró-impeachment

Bronze em casa

Bem avaliado em Goiás, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) ficou em terceiro entre eleitores goianos, atrás de Flávio Bolsonaro (PL), com 53,6%, até Lula, 31,06%. Caiado somou 12,33%.

Palavra do TSE

O TSE apelou para diversas postagens nas redes sociais para explicar que não houve fraude na pausa na divulgação dos resultados que espantou a todos. “Não tem relação com o processo de totalização”, diz.

Novos amigos...

Apesar do apoio declarado e mãos dadas no palanque no Goiás, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) não esquecem das postagens do perfil de Ronaldo Caiado, nos dias antes da eleição, chamando o candidato do PL de mentiroso, com imagem do senador como pinóquio.

Espeto de pau

Romeu Zema (Novo) perdeu em casa. O ex-governador de Minas Gerais terminou em sexto no estado, com 0,82% dos votos. Perdeu para Flávio Bolsonaro (PL), 48,24%; Lula (PT), 43,33%; Augusto Cury (Avante), 3,42%, Renan Santos (Missão), 2,06%; e Ronaldo Caiado (PSD), 1,92%.

Pensando bem...

...pior do que custo por voto é o custo por candidato.

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