Flávio tem 82% de chance de vencer, preveem especialistas internacionais
Quem chega a frente no primeiro turno sempre vence
Deu na BBC News
A revista britânica The Economist publicou uma reportagem na quarta-feira (21) na qual afirma que o segundo turno da eleição brasileira será provavelmente o mais acirrado desde a redemocratização do país.
A reportagem questiona em seu título: “Será que Lula, agora um azarão, ainda tem um última carta na manga”.
O texto afirma que “nenhum candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu, até hoje, vencer o segundo”, mas diz que Lula “se recusa a ser derrotado”, mesmo tendo ficado atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na votação do primeiro turno.
REVIRAVOLTA? – O senador aparece um ponto à frente do presidente nas intenções de voto para o segundo turno, de acordo com o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. “Será que ele consegue, agora, protagonizar uma reviravolta?”, questiona a Economist.
A revista afirma que, desde a derrota “desastrosa” no primeiro turno, Lula tomou “medidas drásticas”, como apoiar a redução da maioridade penal para crimes graves, pressionar o Congresso para aprovar o fim da escala 6×1 e prometeu o perdão da dívida de pequenas empresas e transporte público gratuito nos finais de semana.
Além disso, a revista lembra que o governo Lula reajustou o valor do Bolsa Família e proibiu as apostas esportivas.
FLÁVIO REAGE – A Economist afirma que pesquisas de opinião sugerem que as medidas estão tendo algum efeito, mas ressalta que “os institutos de pesquisa no Brasil têm falhado repetidamente em captar com precisão o sentimento de direita, inclusive antes do primeiro turno, em 4 de outubro, quando as pesquisas apontavam Lula com vários pontos de vantagem”.
Segundo a revista, Flávio Bolsonaro está reagindo às medidas de Lula. “Ele acabou votando a favor da redução da jornada de trabalho, embora antes a tivesse criticado. Em um debate no dia 18 de outubro, ele alegou que a criminalidade havia disparado durante
o terceiro mandato de Lula (na verdade, ela caiu). Dos quatro candidatos de direita eliminados no primeiro turno —que, somados, obtiveram 8% dos votos—, três declararam apoio a Bolsonaro.”
FLÁVIO FAVORITO – A revista afirma que, apesar de as pesquisas mostrarem uma disputa acirrada, a consultoria especializada em previsões eleitorais Le Millénaire, baseada em Paris, estima em 82% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro.
A Economist diz também que a campanha de Flávio Bolsonaro gastou mais do que a de Lula para impulsionar seu conteúdo online.
“Antes do primeiro turno da eleição presidencial, a campanha de Bolsonaro gastou pelo menos US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para impulsionar seu conteúdo online. A campanha de Lula gastou pouco menos de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), embora tenha distribuído muitos adesivos com o seu rosto”, diz a Economist.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Aqui no Brasil, usam as pesquisas para manipular os eleitores, mas sempre deixam altos furos em suas armações. Tudo indica que Flávio já pode mandar fazer o terno da posse. (C.N.)
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