sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 

É comovente o esforço da mídia e das pesquisas para fortalecer Lula e o PT

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: De olho nas pesquisas

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

O mundo mudou demais, mas aqui no Brasil a rebordosa foi muito mais arrasadora e hoje reina a absoluta esculhambação. Não se pode mais acreditar no Supremo Tribunal Federal, a imprensa perdeu totalmente a dignidade, não adianta nem pagar plano de saúde, porque você é mal atendido da mesma maneira, o ser humano comum sente-se indefeso, a classe média vive enclausurada atrás das grades dos condomínios, a vida noturna caminha para um estado terminal.

É neste clima que nos preparamos para uma nova eleição presidencial, que felizmente começa dia 25,  num domingo de manhã. Aliás, se a votação fosse à noite, a imensa maioria dos eleitores nem compareceria, é melhor não se arriscar saindo às ruas sem motivo justo.

PESQUISAS IMORAIS – A desconfiança avança. Quando ninguém consegue acreditar que o Supremo possa ser moralizado sem que haja uma leva de impeachments, e quando não se pode confiar no presidente da República e nos dirigentes do Congresso Nacional, ora, nesse contexto, quem ainda consegue acreditar nas pesquisas eleitorais?

O tal instituto mineiro Quaest, um dos nossos Oráculos de Delfos, tem a desfaçatez de nos garantir que “43% dos que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno, contingente que representa cerca de 22% do eleitorado, afirmam escolher o presidente  Lula da Silva (PT) no próximo dia 25”.

E vai além o tal Quaest, ao afirmar que “0 número corrobora a estratégia do petista no segundo turno, que tem focado em apelos para aqueles que não votaram no último dia 4”. Caramba! Como eles descobriram tudo isso?

PIADA DO ANO – Essas pesquisas são sucessões de Piadas do Ano. Os responsáveis (se é que podem ser chamados assim) entrevistaram apenas 2.154 eleitores em 124 municípios.

Para pesquisar o quesito mencionado e que favorece Lula, o instituto teve de fazer a seguinte pergunta: “Você votou em alguém no primeiro turno?”. Para haver veracidade, 22% dos 2.154 entrevistados  (ou apenas 474 eleitores) teriam dito que não votaram, para corresponder aos 22% da eleição no primeiro turno.  E entre  esses 474 eleitores que a imaginosa pesquisa inventou, 283 então teriam confessaram que agora se entusiasmaram e decidiram votar em Lula, dando motivos a essa euforia antecipada.

É impressionante, mas ainda há quem acredite numa bobajada dessas.

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P.S. 1 – Trabalhei 4 anos no IBGE, antes de começar minha carreira de jornalista na Editoria de Política de O Globo, com Antonio Viana de Lima, Carlos Chagas e Jair Rebelo Horta. Aprendi muita coisa lá no IBGE. A principal foi a verdadeira definição de Estatística: “É a arte de torturar os números até que eles confessem os fins que almejamos”. Por fim, esses especialistas deveriam chamar o instituto de “Equaest” e dedicá-lo não só a pesquisas de equinos, mas também de asininos, que incluem os jegues, jumentos e jericos.

P.S. 2 –  Amanhã, voltaremos ao assunto, com uma surpreendente tradução simultânea da pesquisa DataFolha, que aponta vitória de Flávio Bolsonaro. (C.N.)


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