segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Sputnik

 

Irã alerta EUA que responderá com 'ataques dolorosos' caso Washington retome ataques

Um clérigo xiita armado passa, a bordo de um veículo militar, por um painel que retrata o aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica do Irã, durante o desfile de estilo militar Janfada — ou Sacrifício pelo Irã —, organizado pelo Estado em Teerã, Irã, em 18 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.09.2026
O Quartel-General Khatam al-Anbiya declarou neste domingo (20) que o Irã atacará todas as bases americanas no Oriente Médio se os Estados Unidos decidirem agredir novamente o território iraniano.
"Alertamos: se os EUA cometerem um erro contra o Irã islâmico, todos os centros de posicionamento e os interesses desse país na região se tornarão, sem limitações ou considerações, alvos de ataques contínuos, sensíveis e dolorosos", diz o comunicado, citado pela mídia local.
O órgão também emitiu um alerta aos países do Oriente Médio, ressaltando que, caso se alinhem à agressão americana, não poderão "esperar moderação ou contenção" por parte das Forças Armadas do Irã.
Segundo o Comando Central militar iraniano, Washington — com o aval de alguns países da região e após uma reunião conjunta realizada na Europa — teria decidido retomar as ações bélicas contra o Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante evento na Casa Branca, em 4 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.09.2026
Panorama internacional
Trump diz avaliar 'explodir o Irã inteiro', mas admite possibilidade de acordo com Teerã
Em 18 de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando de entendimento para tentar encerrar a guerra iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro. No entanto, forças americanas têm atacado o território iraniano desde 8 de julho, em resposta a supostas ações do Estado iraniano contra navios mercantes que cruzavam o estreito de Ormuz. Teerã afirmou, em todo momento, que não foi o país persa quem violou a trégua. Por enquanto, a situação permanece sem solução.
Devido à escalada do conflito, o tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz praticamente paralisou. Trata-se de uma rota fundamental para o abastecimento do mercado mundial de petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito. Como resultado, os preços dos combustíveis subiram na maioria dos países do mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário