Para se limpar, Lula entrega as cabeças dos amigos Moraes e Toffoli
Na Tupi, Lula disse que os ministros têm de ser punidos
Diógenes Freire Feitosa
Gazeta do Povo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm ligação “direta ou indireta” com o caso do Banco Master. Ele não citou os nomes dos magistrados. A declaração ocorreu durante entrevista à Super Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.
Ao defender uma reforma do Judiciário, Lula afirmou que o caso precisa ser resolvido antes de qualquer mudança. “Mas, antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema. Está todo mundo ali. Ali você tem 5 ministros que estão ligados direto ou indiretamente”, declarou.
MORAES E FOFFOLI – O presidente também criticou as relações atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Banco Master. “Ninguém está defendendo o contrato que o Alexandre Moraes fez com o Banco Master. Ninguém está defendendo o Toffoli, que fez acordo com o Banco Master”, afirmou.
O petista também disse que “quem quiser ir para a Suprema Corte não pode querer ser rico” e afirmou que ainda existem informações do caso que não vieram a público.
Embora Lula tenha mencionado cinco ministros, ele não informou a quais magistrados se referia. A investigação e documentos relacionados ao caso já citaram Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. As situações envolvendo cada um são diferentes.
ENVOLVIMENTOS – Moraes aparece em grande número de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso também envolve contratos do escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o banco. O ministro contesta as acusações e afirma que os contratos são legais.
Toffoli deixou a relatoria do caso em fevereiro. Entre os pontos levantados estão relações envolvendo um resort ligado a empresas da família do ministro e pessoas relacionadas a Vorcaro. Toffoli se declarou suspeito no julgamento sobre Moraes.
André Mendonça assumiu a relatoria do caso e confirmou ter se encontrado com Vorcaro em março de 2025. O ministro afirma que tratou com o banqueiro de um processo sobre precatórios de interesse do Master.
OUTROS MINISTROS – Luiz Fux apareceu em mensagens que envolvem seu filho, o advogado Rodrigo Fux, e Vorcaro. O ministro nega qualquer relação com o banqueiro.
Já Kassio Nunes Marques foi citado em mensagens sobre pagamentos ao seu filho, Kevin Marques. O ministro afirmou que o filho nunca prestou serviços ao Banco Master. Kevin disse que recebeu R$ 281,6 mil de uma consultoria por serviços tributários, sem relação com o STF.
Nos últimos dias, Gilmar Mendes também passou a aparecer nas informações relacionadas ao caso. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam que Francisco Feitosa, ex-cunhado do ministro, mantinha negócios com o banqueiro e ajudou a aproximá-lo de Gilmar. Feitosa teria recebido R$ 500 mil mensais de uma empresa ligada a Vorcaro.
NÃO SABIA? – Gilmar confirmou ter recebido Vorcaro em seu gabinete no STF, em abril de 2024, para tratar de uma causa do setor sucroalcooleiro. O ministro afirmou que desconhecia a relação profissional entre o banqueiro e seu ex-cunhado e que votou contra os interesses do Banco Master no processo discutido no encontro.
Durante a entrevista, Lula também atribuiu parte da responsabilidade pelo caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o petista, Daniel Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo Bolsonaro.
O presidente afirmou ainda que o caso envolve autoridades de diferentes setores e voltou a defender a divulgação de informações da investigação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Lula é esperto e tenta escapar de fininho. Um de seus maiores erros foi ter ido jantar na casa de Moraes, recentemente, quando o ministro já estava mais do que imundo. Foi jantar com ele para fazer conluio com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Agora, Lula está correndo do prejuízo, tentando se descolar de Moraes, mas sua credibilidade é zero. (C.N.)
Protegidos de Gilmar Mendes, quem diria?, também faturaram alto com Banco Master

Charge do Cláudio Aleixo (Correio Braziliense)
Carlos Newton
Desde os velhos tempos de Helio Fernandes, que inventou o termo “imprensa amestrada”, a gente explica que não pode haver generalização, porque existem várias situações diferentes. Por exemplo, há os veículos de informação que negociam sua linha editorial e assim se tornam amestrados, porque se vendem, literalmente, e obrigam os jornalistas a defenderam essa ou aquela tese.
Existe também o caso de jornalistas que se colocam a serviço dos interesses políticos que eles próprios passam a defender, infiltrados nos órgãos de comunicação. Alguns faturam por esses serviços, mas a maioria atua voluntariamente, seguindo algum ideal político.
Por fim, há os profissionais de imprensa que conseguem resistir à tentação e não se deixam dominar por interesses políticos ou econômicos. São em menor número, porém muito atuantes e respeitados.
EDITORIAIS – Na crise atual do Supremo, é preciso reconhecer que não está havendo amestragem direta das direções dos órgãos de imprensa, que em seus editoriais castigam Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes etc. Nesse particular, destacam-se o Estadão, que condena diariamente o STF, e a Folha, que também têm batido forte, enquanto O Globo fica mais contido no jornal e no portal, porém deixa mais livre suas TVs.
A amestragem voluntária ocorre mais entre os próprios jornalistas (repórteres, redatores e editores), cuja maioria é absolutamente petista. Tentam proteger Moraes, Gilmar, Dino e quem mais se alie a Lula, e simultaneamente se dedicam a bater pesado em Mendonça, Fux, Marques e Fachin, sempre procurando encontrar algo que os desabone..
Chega a ser comovente esse esforço de repórteres, redatores e editores petistas para eleger Lula, porque desta vez a amestragem não está funcionando a contento, porque sofre resistência da ala independente dos jornalistas, especialmente os mais maduros, que já não suportam mais as presepadas e enganações de Lula.
CODINOME BARBA – Os jornalistas mais experientes, principalmente de São Paulo, conhecem Lula dos velhos carnavais, sabem o que ele fez no verão passado e nos outros, estão convictos de que ele é corrupto e não merece confiança desde o regime militar, quando atuava como agente infiltrado no sindicalismo, sob codinome de “Barba”, obedecendo ordens diretas do então delegado federal Romeu Tuma, que era superintendente da PF em São Paulo.
Muitos jornalistas não acreditam que Lula tivesse agido assim, mas isso está mais do que provado, com grande número de livros publicados a respeito, entre eles “Assassinatos de Reputações”, de Romeu Tuma Júnior, que também era delegado da Polícia Federal e até participou da farsa da prisão de Lula, executada para que os sindicalistas de esquerda confiassem cegamente nele – aliás, uma manobra muito inteligente e que realmente deu certo.
Mas a vontade de acreditar em Lula é tamanha que ainda há jornalistas que insistem em criar explicações. Alegam, por exemplo, que Lula traiu os sindicalistas com objetivo de se fortalecer e depois comandar o movimento contra os militares, para vencê-los nas urnas, coisas imaginosas assim.
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P.S. 1 – O fato concreto é que, na reta de chegada, a campanha de Lula está sangrando, devido às notícias de que diversos personagens altamente ligados a Gilmar Mendes também estão envolvidos como Daniel Vorcaro, entre eles o procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), assim como a advogada Dalide Alves Corrêa, que foi diretora-geral do IDP, onde ficou por sete anos, e consta da lista de pagamentos do Master como “sócia” de Gilmar.
P.S. 2 – Essa ilustre desconhecida advogada Dalide Corrêa recebeu R$ 33 milhões de Vorcaro apenas em 2024, fazendo frente à mulher de Moraes, Viviane Barci, que levou R$ 40 milhões no mesmo ano. Outro personagem medíocre, Chico Feitosa, que era cunhado de Gilmar, levava mais R$ 500 mil por mês como “consultor” de Vorcaro, mas o ministro do STF insiste em dizer que não tem nada a ver com isso, acredite, se quiser. (C.N.)
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