Erros infantis estão fazendo Lula perder votos de evangélicos e a própria eleição
Lula se apresenta como “Zé Pilintra” e pensa que está abafando
Carlos Newton
Na reta final do primeiro turno, Lula está cometendo graves equívocos em sua campanha, que diminuem expressivamente suas chances de vitória. Um desses terríveis erros de estratégia política é criticar o ministro André Mendonça, um dos poucos que estão lutando para moralizar e recuperar o Supremo Tribunal Federal.
Na última sexta-feira (18), por exemplo, Lula deu declarações nesse sentido à Rádio Tupi. Disse que cinco ministros do Supremo têm ligação “direta ou indireta” com o caso do Banco Master, sem mencionar os nomes deles, e afirmou que tudo deve ser investigado, com punição dos envolvidos.
ATAQUES A MENDONÇA – O presidente não citou o nome de André Mendonça, mas nem precisava, porque a imprensa amestrada se encarrega disso. E assim, cada entrevista de Lula passa a ser um ataque direto a Mendonça, nas versões divulgadas pelos repórteres, redatores e editores ligados ao PT.
Os ataques a Mendonça ganharam força quando o ministro tirou do sigilo as incriminadoras mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo.
Infiltrada nos maiores portais jornalísticos, a imprensa petista passou a fazer um comovente esforço de contorcionismo para envolver Mendonça em alguma irregularidade. Chegaram a ponto de inventar que Vorcaro pagara um terno de R$ 26 mil para o ministro, mas era tudo conversa fiada.
“TREMENDAMENTE” – Ao ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, Mendonça foi tido como “tremendamente evangélico”, mas na verdade é pastor protestante (presbiteriano), com formação em Teologia, e trabalha como voluntário na igreja, sem receber pagamento.
Apesar de não ser evangélico, o ministro do Supremo tornou-se o maior líder das seitas pentecostais e semelhantes, cujos seguidores serão decisivos nas próximas eleições.
Atacar Mendonça, mesmo indiretamente, como Lula tem feito, é um dos maiores erros que a campanha vem cometendo. Quando critica o STF, o presidente petista nem precisa citá-lo diretamente, porque os jornalistas amestrados logo dão um jeitinho de incluir ataques a Mendonça.
“ZÉ PILINTRA” – Outro erro é o uso do chapéu de palha. A ideia de jerico foi de Janja da Silva, que funciona como personal stylist do marido. Como é paranaense e teve educação insuficiente, ela não sabe e ninguém teve coragem de lhe dizer que Lula está fazendo campanha vestido de “Zé Pilintra”, uma das entidades espirituais mais importantes das religiões afro-brasileiras, como a Umbanda e o Catimbó-Jurema.
O culto a “Zé Pilintra” surgiu originalmente no Nordeste. Com a migração nordestina no século XX, a entidade ganhou força na boemia e nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo, transformando-se em “patrono da malandragem”.
Como se sabe, os evangélicos pentecostais são exclusivistas e não aceitam as outras religiões. Para eles, “Zé Pilintra” é um personagem do mal, perverso e diabólico. Portanto, ao se vestir como ele, Lula está agredindo os eleitores evangélicos e perdendo votos decisivos.
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P.S. – Além da falta de cultura religiosa, o casal Lula e Janja da Silva também carece de educação social. Ninguém lhes ensinou que não se deve usar chapéu ou boné em ambientes fechados, principalmente por causa de regras tradicionais de etiqueta e respeito ao anfitrião ou ao espaço. Tirar o chapéu ao entrar em uma casa ou recinto fechado mostra consideração pelas pessoas presentes e pelo local. É claro que essas regras não valem para Lula, que hoje se considera um “socialista refinado”, embora não passe de um oportunista que gosta do destilado.
P.S. 2 – Nesta terça-feira, Lula escapou da gafe midiática e não discursou na ONU usando o chapéu, porque os diplomatas brasileiros fizeram o favor de lhe informar que seria um vexame mundial… (C.N.)
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