Desde 2003, a política de Lula agrava a desigualdade salarial no serviço público

Charge do Bira (Arquivo Google)
Carlos Newton
O próximo governo tem dois graves desafios. Um deles é a irresponsável elevação da dívida pública, que o governo de Jair Bolsonaro conseguiu reduzir, mas Lula jogou para o espaço novamente; e o outro problema é o agravamento da desigualdade social, que aumentou a favelização nas cidades, agravando a situação da segurança pública, dos transportes, do abastecimento de água e do saneamento básico.
A desigualdade social deriva da disparidade salarial pois a política oficial do governo é de conceder reajustes sempre lineares, aplicando-se o mesmo percentual para todos os salários, sejam de pequena monta ou de muito maior valor.
QUEM SE INTERESSA? – O problema da desigualdade social é desafiador para o próximo presidente da República, porém nenhum candidato preparou um projeto capaz de diminuir a gravidade da questão, que atinge a imensa maioria dos brasileiros, especialmente por seus efeitos no tocante à segurança pública.
O resultado é que o país chegou a uma situação em que ninguém se sente seguro, não importa a classe social. Os pobres estão literalmente abandonados nas favelas, onde não existe presença da polícia, porque são áreas dominadas por traficantes ou milicianos. A classe média tornou-se refém e vive através das grades que cercam os condomínios. Até os ricos estão inseguros e podem ser assaltados pelos próprios seguranças, porque a desigualdade social traz esses estranhos inconvenientes.
PONTO-CHAVE – A violência e a criminalidade somente podem ser reduzidas no Brasil quando diminuir a desigualdade social. Este é o ponto-chave da questão. Aqui debaixo do Equador, o governo sempre representa a elite, jamais o país como um todo. Por isso, não existe iniciativa concreta visando a reduzir a disparidade de renda, que é a principal causadora da desigualdade social.
Para enfrentar o problema, não basta estabelecer que o salário mínimo tenha aumento real acima da inflação. Atualmente, ele tem reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) somado ao crescimento do PIB nos dois anos anteriores, com teto de 2,5%. É preciso aumentar esse limite para 5%, pelo menos.
Além disso, é fundamental reduzir a disparidade entre o menor salário (mínimo – R$ 1.621,00) e a maior remuneração (ministro do Supremo – R$ 46.366,19). Não é justo dar o mesmo percentual de reajuste a todas as categorias salariais que recebem mais de um mínimo. É uma perversidade.
ETERNOS PRIVILÉGIOS – O sistema atual é realmente uma desumanidade. Quando o governo concedido um aumento de 10% para os servidores federais, isso significa que os menos qualificados, que recebem dois mínimos mensais (R$ 3.242,00), têm aumento de R$ 324,20, passam a ganhar R$ 3.566,20.
Já o servidor que recebe o teto de R$ 46.366,19, com esse mesmo reajuste de 10% (R$ 4.636,61), passa a ganhar R$ 51.002,80. Ou seja, no Brasil, que é a décima maior economia do mundo, a política trabalhista dos governos do PT, desde 2003, no primeiro governo Lula, é no sentido de agravar a desigualdade social a cada ano no serviço público federal, que serve de paradigma para o país, como um todo.
O fato concreto é que a política salarial do PT, que se proclama Partido dos Trabalhadores, somente beneficia com reajuste acima da inflação quem recebe salário mínimo. Para o servidor que ganha a partir de dois mínimos por mês, o PT trabalha para aumentar cada vez mais a disparidade em relação a quem ganha o máximo. Você sabia?
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P.S. – É pena que nenhum candidato se preocupe com a desigualdade social, neste viés da disparidade salarial. A imprensa, hipnotizada pelo PT, também não se interessa. E assim reina a enganação nessa Terra do Nunca Jamais, onde o papel de Peter Pan, o menino que não queria crescer, é desempenhado ao contrário por Lula da Silva, que não aceita envelhecer e parar de esculhambar este país. E que Deus tenha piedade dos brasileiros que não querem votar no menos ruim, chamado Ronaldo Caiado. (C.N.).
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