domingo, 6 de setembro de 2026

 

Delegados da PF se unem contra Moraes, que agora fica sem qualquer chance de defesa

Quem é Alexandre de Moraes, o novo ministro do STF - BBC News Brasil

Não adianta Moraes se arrepender, porque já é tarde demais…

Carlos Newton

A esculhambação no Supremo Tribunal Federal é tamanha que a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) resolveu intervir no caso do Banco Master, para evitar que exista qualquer chance de impedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, acusado de advocacia administrativa e outros crimes que desonram o Supremo Tribunal Federal.

Neste sábado, a Associação resolveu dar um basta nas diversas tentativas quem vêm sendo feitas pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para tumultuar o inquérito, com apoio ostensivo de um personagem estratégico, o procurador-geral da República Paulo Gonet, que também precisa ser investigado, por seu íntimo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

IMPEDIMENTO – Assim, em pleno feriado prolongado, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal enviou um importantíssimo documento ao procurador Paulo Gonet, nos seguintes termos:

A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF”, diz a nota, que completa:

E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas“.

MÁXIMA IMPORTÂNCIA – Esse requerimento da ADPF é um fato histórico, a ser lembrado no futuro, porque será decisivo para que haja uma recuperação da dignidade do Supremo Federal e dos outros Poderes, que vivem uma fase de inteira desmoralização.

A crise institucional chegou a tal ponto que a Presidência da República está sendo disputada por dois candidatos corruptos, enriquecidos ilicitamente e que não têm o menor merecimento para representar o cidadão-contribuinte-eleitor, na expressão criada por Helio Fernandes.

Por tudo isso, é um fato da máxima importância, com os delegados federais enfrentando diretamente o diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues, que precisa ser investigado junto com a própria mulher, a jornalista e lobista Renata Varandas, também envolvida no caso Master.

APOIO A MENDONÇA – Não se trata de um simples apoio ao ministro André Mendonça, para que dê seguimento ao inquérito, doa a quem doer. Na verdade, a manifestação dos delegados da ADPF representa um recado direto a todos os brasileiros.

Em tradução simultânea, significa que os policiais federais sabem quem está envolvido e vão exigir que todos sejam processados e julgados, na forma da lei.

A ADPF, integrada por cerca de 2 mil delegados federais, é presidida por Edvandir Félix de Paiva, tendo Maria do Socorro Tinoco como vice-presidente, e Denis Colares de Araújo, Silvia Amélia Oliveira e Larissa Magalhães Nascimento como secretários.

IMPRENSA LIVRE – A Tribuna da Internet se levanta para aplaudir a direção da ADPF, cujo posicionamento será fundamental para permitir que ocorra uma limpeza ética nos três Poderes. Nesse sentido, lembramos que a Tribuna participou ativamente dessa luta.

Em maio de 2025, seis meses antes de haver a intervenção no Banco Master, já tínhamos publicado tantas denúncias que tivemos de enviar minuciosos dossiês para Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central e Tribunal de Contas da União, uma prática que passamos a tomar como rotina, em nossa atuação como Imprensa Livre.

Por dfim, aproveitamos o ensejo, para divulgar a seguir as contribuições de comentaristas que apoiam a luta desse blog, que funciona sob o signo da liberdade, sem patrocínios comerciais, políticos ou empresariais.

De início, vamos agradecer as contribuições na conta da Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO   OPERAÇÃO     VALOR
06    061327        DEP DIN LOTER…… 100,00
11    111401         DEP DIN LOTER….. 200,00
14    141553        DEP DIN LOTER….. 230,00
20    201600       DEP DIN LOTER…… 200,00
29    291324        DEP DIN LOTER….. 200,00
31    000001        JOSE PAULO V……… 40,00

A seguir, os depósitos no Itaú/Unibanco:

03   PIX TRANSF JOSE FR01/08……. 150,00
03   PIX TRANSF PAULO R02/08….. 100,00
04   TED 001.5977.JOSE A P JR…….. 354,18
17    TED 001.4416.MARIO A C R….. 300,00
24   PIX TRANSF CELSO P23/08……. 100,00
31   PIX TRANSF DUARTE 29/08…… 160,00
31   TED 033.3591.ROBERTO S D…… 200,00

Por fim, o depósitosno Bradesco:

05   TRANS AUT. Luiz C.B. Paim……. 300,00   

Agradecendo a todos os que colaboram conosco nessa utopia de manter um espaço independente na web, vamos em frente, sempre juntos. (C.N.)

Jorge Messias vê ação da cúpula da PF para desgastá-lo em meio à crise do STF

Relatórios usados por Moraes citam advogado-geral da União

Tainá Falcão
CNN

O advogado-geral da União, Jorge Messias, vê um movimento da cúpula da Polícia Federal para desgastá-lo em meio à crise envolvendo integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal). A visão tem sido compartilhada nos bastidores com aliados.

A avaliação ganhou força depois de divulgados relatórios de inteligência produzidos pela PF sobre André Mendonça. Um dos documentos cita Messias ao mencionar o apoio de Mendonça à indicação do advogado-geral ao STF como parte de uma suposta estratégia do ministro para alterar a correlação de forças na Corte.

“CORTINA DE FUMAÇA” – Nos bastidores, interlocutores de Messias avaliam que as críticas à atuação da AGU funcionam como uma espécie de “cortina de fumaça” diante do desgaste provocado pela crise no Supremo.

A PF havia pedido à AGU para questionar decisões de Mendonça consideradas pela corporação como interferência na autonomia das investigações. A avaliação dentro da AGU é de que um confronto com Mendonça dificilmente alcançaria o objetivo pretendido pela PF e ainda colocaria o governo Lula no centro da crise, o que o presidente teria deixado explícito ao AGU que não queria.

ARGUMENTO – Interlocutores de Messias questionam ainda por que, diante de eventuais irregularidades na condução das investigações, a PF não provocou a Procuradoria-Geral da República. O argumento é que o Ministério Público é responsável pelo controle externo da atividade policial e titular da ação penal pública. Na visão da AGU, portanto, caberia à PGR avaliar eventual interferência indevida do relator sobre a investigação, em vez de transferir à Advocacia-Geral da União a responsabilidade de confrontar Mendonça.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, chegou a procurar Mendonça posteriormente, mas, na avaliação de integrantes do governo, a crise já havia escalado. Apesar do episódio, o chefe da PF continua com a confiança do presidente e do governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Messias resolveu “crescer” na crise e comprou a briga contra a direção da Polícia Federal, que está completamente desmoralizada. Quem está em alta é a Associação dos Delegados da Polícia Federal, que  partiram para o ataque contra o ministro Moraes, o procurador Gonet, o próprio Andrei Rodrigues (diretor da PF) e quem mais entrar na reta. É hora de Messias ficar fingindo de morto, senão pode ser atropelado pelo destino. (C.N.)


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