Quem é a irmã de Kim Jong-un, que ameaçou o Japão após testarem míssil norte-americano
Apontada como a número dois do regime norte-coreano, Kim Yo-jong é responsável por temas centrais da política externa do país e é considerada uma das possíveis sucessoras do líder norte-coreano, Kim Jong-un.
Por Redação g1
A Coreia do Norte lançou um míssil balístico nesta quinta-feira (6) em direção ao mar na costa leste da Península Coreana após a irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong, ameaçar o Japão dois dias atrás. A irmã do ditador disse que os norte-coreanos farão "novas escolhas militares" e que os japoneses tentam "encobrir a ambição de se tornar uma potência militar".
- Recentemente, os japoneses dispararam um míssil de cruzeiro Tomahawk, produzido pelos Estados Unidos, no Oceano Pacífico. Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Yo-jong também citou outros testes de mísseis realizados por Tóquio e a participação nipônica em um exercício militar liderado pelos EUA nas Filipinas, em maio.
Kim Yo-jong passou a dividir parte dos holofotes, nos últimos anos, com a filha de Kim Jong-un, Kim Ju-ae. A adolescente tem feito aparições públicas frequentes ao lado do pai em eventos militares, visitas a instalações estratégicas e cerimônias oficiais, alimentando especulações de que também pode estar sendo preparada para assumir um papel de destaque na liderança do país no futuro.
Quem é Kim Yo-jong, irmã do ditador da Coreia do Norte?
Apontada pelo biógrafo Sung-Yoon Lee como a número dois na Coreia do Norte, Kim Yo-jong é a irmã mais nova do ditador Kim Jong-un.
Educada na Suíça entre 1996 e 2001, onde viveu ao lado do irmão, Yo-jong passou a ganhar projeção internacional nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul. Na ocasião, ela se tornou a primeira integrante da dinastia Kim a visitar oficialmente o país vizinho desde o fim da Guerra da Coreia.
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, participa de cerimônia em Hanói, no Vietnã, em 2019 — Foto: EUTERS/Jorge Silva/Pool/Arquivo
Desde então, acompanhou seu irmão em encontros internacionais, como as cúpulas com o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Em 2021, foi promovida à Comissão de Assuntos de Estado, principal órgão de decisão da Coreia do Norte, consolidando sua influência dentro do regime.
Analistas afirmam que seu poder está diretamente ligado à confiança do irmão. Embora não haja sinais de que defenda uma abertura política, Yo-jong é considerada uma das figuras mais influentes do governo norte-coreano e frequentemente aparece como o nome mais provável para garantir a continuidade do regime em caso de uma eventual sucessão.
O disparo do míssil nesta quinta
O míssil balístico lançado nesta quinta-feira (6) aconteceu dias antes dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, previstos para este mês.
Washington e Seul afirmam que as manobras reforçam a capacidade de defesa e a dissuasão contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. Pyongyang, por sua vez, costuma condenar os exercícios, classificando-os como preparativos para uma invasão.
Segundo os militares sul-coreanos, o míssil foi lançado por volta das 17h no horário local (5h em Brasília), a partir da região costeira de Wonsan, no leste da Coreia do Norte.
O gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança e condenou o lançamento, classificando-o como uma provocação que viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

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