terça-feira, 4 de agosto de 2026

 

Governo tenta votar pelo menos o fim da escala 6×1

Senado | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

Entre as duas propostas que o Palácio do Planalto gostaria de ver aprovadas antes da eleição, a base de apoio a Lula (PT) no Congresso já concentra esforços apenas na Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foi discutido priorizar a PEC da Segurança, mas a proposta dormita no Senado desde março. O governo petista não conseguiu construir consenso pela tramitação da proposta, que tem resistência de governadores e da bancada da segurança.

Dono da bola

Para avançarem, as duas propostas dependem de despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), às turras com Lula.

Agora ou nunca

No governo, a avaliação é que se o fim da escala 6x1 não entrar na pauta no “esforço concentrado”, não deve ser votada este ano.

Olho no voto

Como a proposta tem forte apelo e renderia dividendos eleitorais, a esperança governista é que isso faça Alcolumbre andar com a pauta.

Deixa quieto

No caso do PEC da Segurança, o governo não formou maioria e teme que o Senado altere o texto e inclua, por exemplo, endurecimento penal.

Senador Jaques Wagner | Foto: Carlos Mouta / Agência Senado

Enriquecimento de Wagner entra na mira da polícia

O senador Jaques Wagner (PT-BA), amigão de Lula (PT), é alvo central da 9ª fase da Op. Compliance Zero, de junho, e passa a ser investigado pelos sinais de enriquecimento. Intriga quem se interessa pelo tema como o petista carioca chegou na Bahia sem um tostão no bolso, virou sindicalista e na política declara fortuna de R$24,5 milhões. O patrimônio que cresceu 631% em oito anos, com bens que vão de apartamento do exclusivo Corredor da Vitória, em Salvador, a terrenos de valor milionário.

Chave de cadeia

Wagner é acusado de receber vantagens como apartamento adquirido com dinheiro da corretora Reag, suspeita de elo com o crime organizado.

Proteção

Lula e seu governo protegeram Wagner, como indica a suspeita de vazamento da 9ª fase da operação Compliance Zero.

Mais do mesmo

O crescimento patrimonial abrupto, bens não declarados e suspeitas de propina reforçam a desconfiança contra conhecidas práticas petistas.

Poder sem Pudor

Eu bebo, sim

Flores da Cunha foi um dos maiores líderes políticos do Rio Grande do Sul, mesmo com a reputação de emérito boêmio, chegado ao carteado, às bebidas e às mulheres, como acusou um adversário, num comício: “Não bebo, não jogo e nem ando com mulheres de vida duvidosa!”. O líder gaúcho ganhou a eleição admitindo, sem medo de ser feliz: “Pois eu bebo, fumo, jogo, ando com mulheres... E tenho votos”.

Só coincidência

Coincidiu com a convenção nacional do PT, no último domingo (2), uma série de roubos, furtos e atos de violência em São Paulo. Até um jornalista ficou ferido durante assalto na capital paulista.

Tudo é possível

É pouco provável, mas Tereza Cristina (PP-MS) não fechou a porta para compor chapa com Flávio Bolsonaro (PL). Diz a senadora, que não precisa renovar o mandato, que até a última hora, tudo é possível.

Estrago futuro

Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) traz previsão de alteração no câmbio para 2029. A expectativa é de alta no dólar, para R$5,39. Há uma semana, o marcador estava em R$5,37.

Só embromation

A “volta ao trabalho” na Câmara merece muitas aspas. Ontem (3), só uma sessão de homenagem ao ano cultural Brasil-China. Hoje, nada previsto no Plenário. Amanhã, outra homenagem. E só.

Frase do dia------“Diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial”

Flávio Bolsonaro (PL), ao declarar que vai aceitar o resultado das eleições

Copo cheio

Pesquisa BTG/Nexus (BR-02874/2026) trouxe boa notícia para Flávio Bolsonaro (PL), que cresceu no cenário estimulado e espontâneo. Lula (PT) ficou estável no espontâneo e caiu um ponto no estimulado.

Partido dividido

O Republicanos, que tem ministério da Esplanada de Lula (PT), está preocupado com a nova pesquisa Nexus que ponta 63% de rejeição ao petista. Apoio, até tácito, pode afundar candidatos do partido.

Chance posta

Pesquisa Veritá (BR-04956/26) no Amazonas aponta que Flávio (PL) venceria Lula (PT) num segundo turno no estado por 51,6% a 48,4% dos votos válidos. O petista venceria contra qualquer outro candidato.

Preferência clara

Apesar de Flávio Bolsonaro (PL) liderar a pesquisa Veritá no Amazonas (BR-04956/26), o levantamento aponta que Lula teria mais de 75% dos votos da população indígena no estado.

Pensando bem...

...como sempre, a prioridade é pauta que rende voto.

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