quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 

EUA devem concluir retirada militar do Iraque até setembro, diz mídia

Militares estadunidenses correm para a fronteira do Iraque com o Kuwait em 18 de agosto de 2010 - Sputnik Brasil, 1920, 13.08.2026
Os Estados Unidos devem concluir até 30 de setembro a retirada das tropas do Iraque e encerrar presença militar iniciada com a invasão do país em 2003. A data foi definida em acordo entre Washington e Bagdá e é considerada pelo governo iraquiano o prazo "fixo e definitivo" para o fim da missão internacional.
O cronograma foi confirmado durante uma reunião entre autoridades iraquianas e o general Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos. Segundo a imprensa norte-americana, Washington também espera retirar o contingente restante antes do fim de setembro, mas não informou quantos militares ainda estão no país nem como será o reposicionamento das forças após a saída.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, afirmou que o fim da presença militar estrangeira abrirá uma nova etapa para o país. Em comunicado, o governo pontuou que relação com Washington passará a priorizar a cooperação econômica e de segurança, com respeito à soberania e aos interesses dos dois países.
A saída encerra um ciclo iniciado com a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003. No auge da ocupação, o contingente norte-americano no Iraque ultrapassou 170 mil soldados. As últimas tropas de combate deixaram o país em 2011, mas retornaram três anos depois, após o avanço do Daesh (autoproclamado Estado Islâmico, proibido na Rússia) e um pedido do governo iraquiano para apoiar as operações contra o grupo.
Soldado do regimento britânico Scots Dragoon Guards ao lado de tanque Challenger 2 em Basra, no sul do Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 30.07.2026
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As operações militares da coalizão contra o grupo terrorista no Iraque terminaram oficialmente em 2021. Desde então, a presença norte-americana passou por uma transição para funções de aconselhamento e apoio às forças locais.
O governo iraquiano também defende que todas as armas existentes no país permaneçam sob controle exclusivo do Estado. A medida é apontada por Bagdá como condição para uma nova fase de estabilidade e desenvolvimento após o fim da presença militar estrangeira.
A retirada ocorre em um momento de tensão no Oriente Médio, já que bases norte-americanas no Curdistão têm sido alvo de ataques desde o início da campanha militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

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