domingo, 2 de agosto de 2026

 

Contratos milionários de Lulinha foram feitos no ministério do coordenador político da campanha de Lula

A Polícia Federal suspeita da atuação de Lulinha e de sua amiga Roberta Luchsinger na obtenção de contratos públicos para a companhia 3Structure It. Segundo os investigadores, a empresa obteve seis contratos com o governo federal, num total de 86 milhões.

Dois desses contratos foram realizados com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, no valor de R$ 55 milhões. O MDS era comandado pelo petista Wellington Dias, amigo de Lula, que deixou a pasta há poucos meses para assumir a coordenação política da campanha de reeleição do petista.

Mensagens interceptadas pela PF do celular de Roberta Luchsinger e Lulinha identificaram termos como “Cleber na Data”. Segundo os investigadores, seria uma referência a Cleber Ribas de Oliveira, que assumiu o cargo de CEO de Renato Feio na mesma época do contrato com o MDS.

A PF também descobriu que Lulinha e Cleber Ribas viajaram juntos, em 15 de dezembro de 2024, para Foz do Iguaçu, com passagens emitidas sob o mesmo localizador, indicando que o empresário custeou os tickets. Houve ainda repasses da empresa do lobista Camilo Antunes, o Careca do INSS, para a consultoria de Roberta e dela para a 3S.

Em depoimento à PF, Cleber Ribas disse ser amigo de Lulinha, mas negou qualquer intermediação dele em negócios no governo do pai. Nesta semana, André Mendonça também abriu inquérito contra o filho de Lula por suspeita de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Saúde.

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