sábado, 22 de agosto de 2026

 

Cerco se fecha contra Lula, após PF apontar que Lulinha faturava no governo

Lulinha em foto recente na imprensa e redes sociais espanholas.

A crise que assombra Lula (PT) se agrava com a devastadora revelação, desta sexta (21), de que seu filho Lulinha é “destinatário de pagamentos” originados de contrato milionário que uma empresa de tecnologia obteve no governo do seu pai graças à sua interferência direta. Diálogos recuperados pela Polícia Federal da lobista Roberta Luchsinger apontam que os pagamentos eram de Cléber Ribas de Oliveira, da 3Structure, dona de contratos com Dataprev e Ministério do Desenvolvimento Social.

‘Despesas’ caras

Mensagens mostram Roberta pedindo dinheiro para “despesas de Lulinha” e cobrando pagamentos citando o filho do presidente.

Abrindo portas

Tem mensagem de Lulinha também: “Emite a NF pro Cleber”, que pagou ao menos R$ 2,5 milhões a lobista. Em troca ela abria portas no governo.

Cuidadora financeira

Lulinha reconhecia que a lobista “cuidava” de suas finanças e discutia viagens caras sem “dim dim nem origem”.

CPI do Lulinha

Indícios de sociedade oculta e tráfico de influência investigados pela PF fragilizam mortalmente o governo. E reforça pressão pela CPI do Lulinha.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Caso Lulinha pode envolver autoridade com foro

É carregada de significado a decisão do ministro André Mendonça de manter no Supremo Tribunal Federal (STF) os três inquéritos contra Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), suspeito de crimes de tráfico de influência e corrupção, entre outros. Na avaliação de experientes magistrados de tribunais superiores, Mendonça não adotaria essa decisão, cuidadoso como é, não houvesse indícios de envolvimento de autoridades do mais alto escalão da República, com foro privilegiado.

Ele sabe o que faz

Mendonça recusou tão logo recebeu o pedido da PGR, revelando “absoluta segurança no que fez”, segundo ministro aposentado do STF.

Operação blindagem

Mandar o caso Lulinha para primeira instância já tinha virado campanha de parte da mídia ligada ao governo. O objetivo era blindar Lula.

Contrato lotérico

A minuta do contrato de R$626 milhões entregue a Marcola reforçaria a suspeita de que Lula, no mínimo, sabia das negociações do canabidiol.

Poder sem Pudor

É Farroupilha!

Interventor no Rio Grande do Sul, o general Flores da Cunha detestava perder no carteado e, certa vez, impôs à mesa, arrastando as fichas: “Ganhei! Formei uma Farroupilha, o maior jogo numa mesa gaúcha!”. Eram só cinco cartas de naipes diferentes. O jogo seguiu e logo depois um dos seus adversários exclamou: “É Farroupilha!”, exclamou. “Esse jogo só vale uma vez!”, reagiu o general, recolhendo as fichas com a mão esquerda e segurando um revólver 38 com a direita.

Grana de sobra

Há um novo ricaço no topo da lista dos candidatos nas eleições deste ano. É Luiz Osvaldo Pastore (PL), que tenta o Senado por Tocantins. É dono do jatinho que levou Dias Toffoli à final da Libertadores, em 2025.

Deu bom

O economista Adolfo Sachsida, que foi secretário de Política Econômica de Paulo Guedes, celebrou os escolhidos de Flávio Bolsonaro (PL) para compor a equipe econômica, “time de estrelas”.

Arroz no crédito

Flávio Bolsonaro (PL) promete choque de gestão, com agressivo corte de gastos, em um eventual governo. O candidato à Presidência culpa a gestão Lula por obrigar as pessoas a “parcelar até o arroz e o feijão”.

Festa em Maceió

A festa de 50 anos de casamento atrai para Maceió, neste sábado (22), impressionantes 1.800 amigos do casal Telma e Jorge Toledo. CEO do Grupo Toledo, ele foi presidente da cooperativa dos usineiros de Alagoas.

Frase do dia====“A PF apertou o cerco sobre Lulinha”

Deltan Dallagnol, ex-procurador, sobre as mensagens trocadas entre Lulinha e lobista

Andou para governistas

É Omar Aziz (PSD-AM) quem ficará com a relatoria da proposta do fim da escala 6x1 na CCJ do Senado. Rogério Carvalho (PT-SE) fica com a relatoria da proposta da Segurança Pública.

Nem aí

Lula passou mais de uma hora pendurado ao telefone alugando o ouvido de Donald Trump, na sexta (21), e nada disse sobre a humilhante situação da embaixadora Maria Luiza Viotti, com visto revogado.

Sem enrolação

Preocupado com chá de sumiço de Lulinha, cada vez mais enrolado com os casos da íntima amiga lobista, o senador Carlos Viana (PSD-MG) questionou formalmente se a PF sabe onde está o filho do presidente.

No que importa

André Mendonça (STF) deu aula de respeito à Constituição ao mandar apurar vazamentos sobre Lulinha. O pente fino é na PF. Destacou que não é para violar direitos de jornalistas, fontes ou retirar matérias do ar.

Pensando bem...

...tem muita autoridade com foro, mas poucas com filho ‘prodígio’.

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