Visita de Netanyahu a Washington coroa fim da relação incondicional entre EUA e Israel, diz mídia
17:13 26.07.2026 (atualizado: 17:25 26.07.2026)

© AP Photo / Susan Walsh
Em análise, jornal israelense afirma que premiê contribuiu para o desgaste do apoio bipartidário a Israel nos Estados Unidos e destaca funeral do senador Lindsey Graham* como símbolo do encerramento de uma era.
*Lindsey Graham estava na lista de terroristas e extremistas da Rússia.
A nova visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Washington simboliza o fim da relação de apoio incondicional entre Estados Unidos e Israel, segundo publicado pelo jornal israelense Haaretz.
No texto, o veículo afirma que a participação de Netanyahu no funeral do senador republicano Lindsey Graham representa uma despedida não apenas do parlamentar, mas também de um modelo de relacionamento entre Washington e Tel Aviv baseado em apoio irrestrito da classe política norte-americana.
De acordo com o Haaretz, Graham foi um dos principais defensores de Israel no Congresso dos Estados Unidos durante décadas e personificava uma relação que, segundo o jornal, "não existe mais e não voltará". A publicação sustenta ainda que Netanyahu é "mais responsável do que qualquer outra pessoa" pelo enfraquecimento desse apoio bipartidário.
A análise destaca que esta será a sétima visita de Netanyahu à Casa Branca desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo o jornal, o premiê israelense insistiu durante semanas para conseguir o encontro, em um momento em que enfrenta queda de popularidade e dificuldades nas pesquisas eleitorais antes das eleições israelenses.
O Haaretz também afirma que a imagem de Netanyahu nos Estados Unidos se deteriorou tanto entre democratas quanto entre setores do movimento conservador alinhado ao slogan "Make America Great Again" (MAGA). Para o jornal, embora Trump continue sendo um aliado importante, o primeiro-ministro já não pode contar com o mesmo capital político que possuía em visitas anteriores.
Segundo a publicação, a estratégia de Netanyahu de utilizar encontros com presidentes norte-americanos como ativo eleitoral perdeu força diante das mudanças no cenário político dos Estados Unidos e da crescente polarização em torno da política israelense.

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