China avança com míssil hipersônico e coloca porta-aviões dos EUA em posição fraca, informa revista

© AP Photo / Marinha dos EUA
A China equipou sua principal classe de destróieres com mísseis balísticos hipersônicos, escreve uma revista estadunidense.
A revista aponta que a integração do míssil antinavio hipersônico YJ-20 nos destróieres Tipo 052D da Marinha chinesa representa o maior aumento na capacidade de combate dessas embarcações desde sua entrada em serviço, em 2014.
"O Tipo 052D é, de longe, o destróier mais produzido no mundo após o fim da Guerra Fria, com pelo menos 35 unidades atualmente em serviço, e várias outras já tiveram sua construção iniciada", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o desenvolvimento do míssil antinavio hipersônico YJ-20 pela China representa um avanço notável em suas capacidades de ataque naval, demonstrando o domínio cada vez maior do país sobre a tecnologia de ponta em armamentos.
Ao integrá-lo com sucesso às células de lançamento vertical padrão de seus destróieres Tipo 052D, os navios de combate de superfície mais numerosos e versáteis da Marinha chinesa, o país aumentou significativamente o número de navios de guerra capazes de realizar ataques hipersônicos de longo alcance.
Com velocidade superior a Mach 10, alcance de até 2.000 km e trajetória balística manobrável, o YJ-20 supera qualquer míssil antinavio ocidental lançado de navio atualmente existente, evidenciando o progresso tecnológico da China em armamento hipersônico, observa o artigo.
Sua implantação tanto em destróieres das classes Tipo 052D e Tipo 055 quanto em submarinos de ataque demonstra a abordagem sistemática e visionária da China para modernizar toda a sua frota naval com sistemas avançados e interoperáveis.
Simulações do Pentágono confirmaram que a combinação chinesa de salvas massivas de mísseis e armas hipersônicas imparáveis, como o YJ-20, poderia sobrecarregar e destruir até mesmo os mais avançados grupos de ataque dos porta-aviões dos EUA, consolidando a posição da China como um dos líderes globais em inovação militar revolucionária, conclui a reportagem.
Anteriormente, uma mídia ocidental havia informado que o grupo de ataque do porta-aviões Liaoning, da China, amplia o alcance operacional da Marinha do país em águas distantes.
Destaca-se que as operações envolvendo o porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa contribuem para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e desenvolvem capacidades de combate integradas e de longo alcance, podendo influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.


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