terça-feira, 7 de julho de 2026

 

Ministro do STJ tenta desmoralizar suposta vítima de abuso e apresenta laudo de disfunção erétil

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, resolveu apelar e acaba de juntar no processo laudos médicos para sustentar que sofre de disfunções que seriam incompatíveis com o relato de uma das denunciantes.

Os laudos indicam que Buzzi apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo — condição em que os testículos produzem quantidade insuficiente de testosterona e/ou espermatozoides — e ausência de ejaculação anterógrada.

O laudo, datado de 6 de fevereiro de 2026, conclui que o conjunto de evidências clínicas “não respalda hipótese de função sexual exacerbada”, apontando comprometimento da função sexual masculina.A defesa afirma que os documentos foram anexados para contestar o depoimento da denunciante, que afirmou às autoridades que, durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), percebeu que o ministro estaria com o pênis ereto enquanto tentava segurá-la.Em depoimento, ela disse que conseguiu sentir a genitália do magistrado pressionando seu corpo porque ele vestia apenas shorts e sunga. Os advogados sustentam que a condição clínica descrita nos exames inviabilizaria a situação narrada pela denunciante.Além dos laudos médicos, os advogados também anexaram ao processo o depoimento de uma testemunha que afirmou ter visto os dois na água durante o episódio. Segundo o relato, eles permaneceram separados por cerca de um metro e meio e não houve contato físico enquanto estavam no mar.

A testemunha afirmou apenas que, ao deixarem a água, o ministro ofereceu a mão para auxiliar a jovem na saída.

Nenhum comentário:

Postar um comentário