Bases dos EUA no Golfo estão à beira do colapso estratégico após ataques do Irã, diz mídia

© Foto / Força Aérea dos EUA/Staff Sgt. Corey Hook
As instalações militares dos EUA no golfo Pérsico estão enfrentando um colapso estratégico inevitável, escreve uma revista estadunidense.
A publicação destaca que, desde que os EUA e Israel iniciaram sua campanha militar conjunta contra o Irã, as bases norte-americanas na região sofreram graves ataques diretos iranianos.
"A extensa segmentação de bases dos EUA pelo Irã ao longo do conflito, que agora está em seu quarto mês, levanta novas dúvidas sobre a sustentabilidade de manter grandes instalações militares fixas perto do golfo Pérsico, e potencialmente em outros lugares do mundo", ressalta a revista.
Segundo a matéria, a invencibilidade anteriormente assumida das instalações militares norte-americanas em todo o golfo Pérsico foi destruída após os êxitos militares do Irã.
Apesar do esmagador poder de fogo norte-americano, essas bases se mostraram altamente expostas, sofrendo baixas significativas, extensos danos à infraestrutura e caras contas de reconstrução, que chegam a centenas de milhões de dólares, observa o texto.
Esses ataques não só desmascararam a crença de longa data de que tais postos avançados fornecem segurança confiável, como também revelaram que até mesmo o armamento convencional envelhecido pode representar uma séria ameaça a eles.
Essa vulnerabilidade forçou uma reavaliação fundamental do valor estratégico dessas bases, com um reconhecimento crescente de que elas podem representar mais perigo do que dissuasão, acrescenta o material.
Como resultado, estão sendo considerados planos para realocar operações críticas para longe da região, o que sinaliza uma reversão histórica na postura da força dos EUA, impulsionada pelas duras realidades da guerra moderna, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal britânico relatou que as empresas norte-americanas do setor militar-industrial enfrentam dificuldades para atender à exigência do Pentágono de aumentar a produção de munições, em um contexto no qual os EUA tentam repor seus estoques de mísseis, esgotados pelo conflito com o Irã.

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