quarta-feira, 22 de julho de 2026

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Houthis afirmam ter atacado 2 petroleiros sauditas

Apoiadores dos houthis realizam um ato em Sanaa contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita. A faixa em árabe diz: Todas as instalações petrolíferas sauditas são alvos de nossos mísseis e drones. Iêmen, 17 de julho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 22.07.2026
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O movimento Ansar Allah, do Iêmen, como são conhecidos os houthis, disse nesta quinta-feira (23) que realizou uma operação militar contra dois petroleiros sauditas, identificados como ENCELA e LAYLIA, alegando que as embarcações violaram um bloqueio naval imposto pelo grupo no mar Vermelho.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, declarou que foram usados mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, levando ambos os barcos a entrarem em chamas. Outras dez embarcações deram meia-volta após os alertas do grupo.
Os houthis, alinhados ao Irã, declararam na última segunda-feira (20) que estavam impondo um bloqueio naval à Arábia Saudita, o que levou a coalizão liderada pelos sauditas a advertir que responderia "firmemente", em uma ação que ameaça interromper o fornecimento global de energia além do Golfo.
Fogos de artifício explodem enquanto apoiadores houthis se reúnem em protesto contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita em Sanaa, no Iêmen - Sputnik Brasil, 1920, 22.07.2026
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Saree, na data do anúncio da medida, afirmou que a medida teria efeito imediato. Segundo o grupo, a decisão é uma resposta aos ataques sauditas contra o aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen, e ao bloqueio imposto por Riad ao país nos últimos anos.
A medida veio dias após a ameaça de fechamento do estreito de Bab al-Mandeb, uma das principais rotas comerciais e petrolíferas do Oriente Médio, caso Washington atingisse a infraestrutura energética iraniana.
A Arábia Saudita depende tanto do estreito de Ormuz quando de Bab al-Mandeb para o escoamento de sua produção energética em direção à Ásia. Caso o bloqueio seja efetivado, analistas estimam que a oferta global de petróleo poderia sofrer uma redução de cerca de 7%, o que geraria impactos nos preços dos combustíveis e no custo do transporte marítimo

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