domingo, 5 de julho de 2026

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Presidente do Egito destaca parceria com a Rússia e avanço da usina nuclear de El-Dabaa

O presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sissi, reúne-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, à margem da cúpula do G7. - Sputnik Brasil, 1920, 04.07.2026
Presidente egípcio afirma que instalação de componente da segunda unidade ocorrerá nos próximos dias e defende projeto como estratégico para a segurança energética e o desenvolvimento do país.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, destacou neste sábado (4) os avanços na construção da Usina Nuclear de El-Dabaa e classificou o empreendimento como um dos principais projetos da parceria estratégica entre o Egito e a Rússia. Segundo o líder egípcio, a instalação do vaso de pressão do reator da segunda unidade da usina deverá ocorrer nos próximos dias.
Al-Sisi afirmou que a central nuclear terá papel importante no desenvolvimento sustentável do país, ampliando a oferta de energia limpa e fortalecendo as bases para novos investimentos. O presidente também agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao governo da Rússia pela cooperação no projeto, ressaltando os resultados obtidos por meio da parceria bilateral.
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O anúncio foi feito durante a inauguração do Comando Estratégico do Estado, na Nova Capital Administrativa do Egito. Na ocasião, Al-Sisi apresentou diretrizes para a economia egípcia após o término do atual programa de reformas firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Entre as medidas anunciadas, o presidente determinou a elaboração de um novo programa econômico nacional voltado ao crescimento sustentável, defendeu a ampliação da participação do setor privado na economia, o fortalecimento dos mecanismos de governança e combate à corrupção, além da expansão da transformação digital na administração pública.
Al-Sisi também abordou os impactos econômicos das crises internacionais sobre o Egito. Segundo ele, o país perdeu mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,7 bilhões) em receitas do Canal de Suez devido aos ataques contra embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, além de enfrentar pressões provocadas pela alta dos preços de energia e alimentos e pelo acolhimento de milhões de deslocados.
Na política externa, o presidente egípcio reiterou o apoio aos acordos de cessar-fogo na Faixa de Gaza e entre Israel e Irã, defendendo que a estabilidade no Oriente Médio depende de uma solução abrangente para o conflito israelo-palestino, com a criação de um Estado palestino tendo Jerusalém Oriental como capital.

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