sábado, 27 de junho de 2026

 

URGENTE: PF age sorrateiramente e atinge Flávio

A Polícia Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório no qual conclui que o senador Flávio Bolsonaro (PL) praticou o crime de calúnia ao atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a prática de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro por meio de uma publicação nas redes sociais.

O documento aponta que a postagem foi realizada na plataforma X em 3 de janeiro, mesma data em que ocorreu a captura e prisão de Nicolás Maduro, acusado pelos Estados Unidos de envolvimento com o tráfico de drogas. Na publicação, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula seria "delatado" e escreveu:

"É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas."

Segundo a análise da Polícia Federal, a associação entre a imagem de Lula e a de Maduro, somada ao conteúdo do texto publicado, caracteriza a imputação direta de crimes ao presidente da República. Para os investigadores, não há dúvidas de que a mensagem atribui falsamente a Lula a prática de delitos previstos na legislação brasileira.

O relatório afirma:

"Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico."

A análise da PF chega a ser absurda e desleal... Algo que parece planejado sorrateiramente.

A corporação também concluiu que não existe controvérsia quanto à autoria da publicação. De acordo com a investigação, tanto as manifestações públicas feitas posteriormente pelo senador quanto os argumentos apresentados por sua defesa confirmam que a postagem foi realizada por ele. Conforme registra o relatório:

"Chega-se facilmente a esta conclusão tanto pelas manifestações públicas do Senador em relação à postagem, quanto pela própria defesa apresentada que, com as justificativas alegadas para as diligências solicitadas, reafirma tal autoria."

A investigação teve início após decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida em abril, atendendo a um pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito. Na ocasião, o magistrado entendeu que o parlamentar, por meio de uma publicação "em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas", teria atribuído fatos criminosos ao presidente da República. A instauração da apuração contou ainda com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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