Rejeição a Lula supera aprovação há 18 meses
Dados da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) confirmam 18 meses consecutivos em que a rejeição dos brasileiros a Lula (PT) e a seu governo é maior que a aprovação. Em janeiro de 2025, quando pela primeira vez esse instituto de pesquisas registrou rejeição de Lula maior que a aprovação, isso foi registrado como “fato inédito” naqueles dois primeiros anos do terceiro governo do petista. Em maio de 2025, a rejeição subiu em flecha e chegou a atingir os 57%.
Rejeição maior
Desde meados de 2025, a rejeição a Lula oscila entre os 48% apontados pelo levantamento desta semana e 53% apurados há um ano.
Não sai dali
Em maio de 2026, a rejeição ao governo Lula era de 49%. Segundo manchetes amigas, a imagem de Lula supostamente “melhorou”.
Povo insatisfeito
Este ano, a aprovação de Lula se manteve apenas entre 43% e 47%. A rejeição, sempre maior, ficou entre 48% e 52%.
Registro e margem
A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BR-03598/2026 e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em MG, PT se descola do PDT e mira PSB e MDB
O PSB escalou Geraldo Alckmin para desenrolar a chapa socialista em Minas Gerais após petistas graúdos sinalizarem que o partido prefere apoiar o partido do vice-presidente a uma eventual aliança com Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT ao Governo de Minas Gerais e suspeito de não ser “ponta firme” na hora de segurar o apoio a Lula. Lula, inclusive, sonha com candidatura de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar (2003 – 2011), que até se filiou ao PSB em abril.
Apatia
Josué tem boa interlocução com o empresariado, mas já sinalizou que prefere atuar nos bastidores a enfrentar uma eleição majoritária.
Outro nome
Alckmin deve se reunir com Jarbas Soares, mais empenhado na disputa, e ainda com nomes do MDB para sondar possível chapa PSB-MDB.
Passado ingrato
No PT, sobra desconfiança contra Kalil. A turma da estrela não esquece os ataques públicos de Kalil à gestão de Fernando Pimentel no estado.
Poder sem Pudor

Questão sagrada
Apertada com doenças na família e dívidas de campanha, em fevereiro de 1990 já fazia um ano e meio que a então vereadora petista Irede Cardoso não pagava o “dízimo” cobrado pelo PT. Sem conseguir parcelar o débito, Irede propôs entregar uma máquina de escrever como pagamento. A oferta foi prontamente recusada pelo tesoureiro do PT paulistano, Sílvio Pereira: “A questão financeira é sagrada no PT. É um dos nossos poucos dogmas”. Quinze anos depois, Sílvio “Land Rover” Pereira seria protagonista de um escândalo de corrupção no governo Lula, que o afastou da direção do PT.
Vazio de ideias
Mais que pobreza de argumentos, percebeu-se completo vazio de ideias na bancada de Lula (PT), derrotada ontem (10), na CCJ da Câmara, na votação que fez andar a redução da maioridade de 18 para 16 anos.
Isso dá ‘tilt’
Os lulistas não sabem nem o que propor como alternativa. São contrários à redução da maioridade por “razões ideológicas”, mas, lembrados que países governados pela esquerda já reduziram, eles ficam mudos.
Demora esperada
Apesar de a CCJ da Câmara ter aprovado a redução da maioridade penal com ampla maioria, o projeto ainda precisa passar por comissão especial, dois turnos no plenário da Casa e, depois, processo idêntico no Senado Federal. A chance de virar lei este ano é quase zero.
Na gaveta de Gonet
Relator da Lei da Dosimetria na Câmara, Paulinho da Força (SD-SP) ligou pra Alexandre de Moraes (STF) para saber o motivo do processo não ter sido julgado. Diz o ministro que a PGR não devolveu a ação.
Frase do dia-----“Uma herança maldita de dívidas para as próximas gerações”
Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o legado da gestão de Lula na Presidência
Artigo raro
“[Lula] não via problema em ir fazer discursos nas igrejas, mas agora diz que não se deve ‘tirar proveito político de uma coisa sagrada’”, observa Rosângela Moro (PL-SP), para quem coerência é raridade com o petista.
Domiciliar
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro adiantou, como previsto, que a defesa de Jair Bolsonaro vai pedir prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente. O prazo estipulado vence em 25 de junho.
Sem sentido
Após notícias sobre eventual chapa com Aécio Neves (PSDB) ao Planalto, Renan Santos (Missão) descartou a possibilidade, que diz não fazer sentido: “não conversei com ninguém, não tenho esse plano”.
Fora da pauta
Promessa de Hugo Motta (Rep-PB), o projeto de lei para regulamentar Inteligência Artificial não vai ser votado nesta semana na Câmara. O presidente da Casa ainda não definiu nova data para a análise.
Pensando bem...
...o debate sobre redução da maioridade parece criado para oferecer a Lula e à esquerda uma chance que, outra vez, será desperdiçada.

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