sexta-feira, 19 de junho de 2026

 

Israel segue no Líbano e acirra tensão com EUA: 'Pare de atacar seu único aliado', adverte Vance

O presidente dos EUA, Donald Trump (ao centro), e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esquerda), olham para o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, no Salão Oval da Casa Branca, em 4 de fevereiro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 18.06.2026
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (18) que as Forças de Defesa de Israel (FDI) manterão a ocupação de diversas áreas no sul do Líbano, apesar de o memorando de entendimento alcançado na véspera entre EUA e Irã prever o fim imediato das operações militares em todas as frentes.

"Continuaremos avançando em nosso caminho com sabedoria e discrição. Para isso, é necessário manter a zona de segurança no sul do Líbano", declarou o premiê israelense.

A insistência de Netanyahu em manter a ocupação do território libanês contrasta com recentes declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chefe da Casa Branca chegou a afirmar que o líder israelense teria de aceitar o documento firmado com o Irã pois quem toma as decisões é ele, e não Netanyahu.
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Segundo reportagem da Axios, citando fontes familiarizadas com o assunto, o primeiro-ministro israelense estaria "furioso" com o acordo. Mais cedo, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, respondeu aos relatos, advertindo membros do governo israelense contra críticas a Trump.

"Dois terços dos equipamentos defensivos que protegeram sua pátria foram construídos e pagos com recursos dos contribuintes americanos […]. Se eu estivesse no gabinete do governo israelense, talvez não estaria atacando o único aliado poderoso que ainda tenho", declarou.

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