Flávio Bolsonaro demonstra não ter o menor preparo para se tornar presidente

Charge do Fr@nk (Arquivo Google)
Carlos Newton
Há diversas versões sobre a briga entre herdeiros de Jair Bolsonaro ainda em vida, que é tão espetacular quanto a disputa na família de Chico Anysio. No caso da discórdia que afeta a eleição, uma das informações é de que tudo começou lá atrás, quando o ex-presidente anunciou que o filho Flávio seria o nome da família para concorrer à Presidência.
Os outros dois legatários, Eduardo e Michelle não gostaram nada, porque ambicionavam a cabeça de chapa e não foram comunicados previamente sobre os motivos da escolha.
OUTRAS VERSÕES – Uma segunda versão diz que a atitude de Michelle, divulgando um vídeo agressivo e tudo o mais, foi determinada pelo próprio Bolsonaro, para tentar preservar a família do escândalo que ainda está por vir, devido às relações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, com detalhes explosivos, ainda não revelados.
Essa versão é radical, porque revela que Boldonaro estaria disposto a detonar a candidatura de Flávio, o que significaria apoiar a própria Michelle ou algum candidato de outro partido, como Ronaldo Caiado (PSD), com quem o ex-presidente sempre teve excelentes relações.
Há também uma terceira versão, lembrando que enteado e madrasta jamais tiveram um convívio amistosa, Flávio se sentiu o máximo com a indicação feita pelo pai e não tentou prestigiar ao máximo a candidatura de Michelle ao Senado no Distrito Federal, para evitar problemas de relacionamento na família.
ENTREGUISTA – Seja qual for a versão verdadeira, já nem importa mais. O fato concreto é que Flávio Bolsonaro acaba de abalar a própria candidatura, ao enviar mensagem a Marco Rubio, secretário norte-americano de Estado, agradecendo o fato de os Estados Unidos considerem como terroristas as fações CV e PCC, além de colocar à disposição do governo dos Estados Unidos sua equipe de transição, caso seja eleito, para negociar acordos comercias com os EUA.
Portanto, Flávio Bolsonaro adiantou que se portará como um presidente entreguista, como se dizia antigamente, que se mostra disposto a permitir interferência externa em assuntos internos.
Em poucas e mal traçadas linhas, o candidato mostrou que não pode ser confiável às classes produtoras agrícolas, comerciais e de serviços, além de perder apoio da Faria Lima, pois defender o Brasil não significa se rebaixar perante os Estados Unidos.
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P.S. – Se for verdadeira a versão de que Bolsonaro está convicto de que errou ao indicar Flávio à Presidência, o melhor que o ex-presidente poderia fazer é apoiar o candidato Ronaldo Caiado, que sem dúvida é o menos ruim entre os 14 pré-candidatos já lançados. Mas quem se interessa?
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