As suspeitas da PF sobre a propina direcionada ao senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado
A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel e pagamentos de propina por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.
Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.
Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
A decisão também determina medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.


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