domingo, 3 de maio de 2026

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Trump anuncia que EUA vão começar a escoltar navios pelo estreito de Ormuz

President Donald Trump talks to reporters before he boards Air Force One at Palm Beach International Airport in West Palm Beach, Florida. - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2026
Operação "Projeto Liberdade" deve começar nesta segunda-feira para retirar embarcações estrangeiras retidas na região; presidente afirma que ação é humanitária e alerta para resposta "com firmeza" em caso de interferência
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (3) que o governo norte-americano iniciará uma operação para escoltar navios estrangeiros retidos no estreito de Ormuz, em meio às tensões no Oriente Médio. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social.
Segundo Trump, diversos países — a maioria sem envolvimento direto no conflito regional — solicitaram apoio dos Estados Unidos para retirar embarcações que permanecem bloqueadas na região. O presidente afirmou que os navios pertencem a nações "neutras e inocentes", afetadas pela escalada militar nas proximidades do estreito.

"Esse processo, chamado Projeto Liberdade, vai retirar com segurança navios e tripulações do estreito para liberar países, empresas e pessoas que não fizeram nada de errado — são vítimas das circunstâncias."

O presidente norte-americano Donald Trump conversa com repórteres na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, em Washington, 6 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2026
Panorama internacional
Trump diz que proposta iraniana é inaceitável
De acordo com o republicano, a operação deve começar na manhã de segunda-feira (horário do Oriente Médio) — embora ainda sem horário específico — e tem como objetivo garantir a saída segura de navios e tripulações. Ele disse ter orientado representantes do governo a conduzir as embarcações para fora das áreas restritas, permitindo a retomada das atividades comerciais.
Trump também classificou a iniciativa como um “gesto humanitário”, destacando que algumas embarcações enfrentam escassez de alimentos e insumos essenciais para a manutenção das tripulações. O presidente acrescentou que a medida busca beneficiar não apenas os países afetados, mas também o Irã e outras nações da região.
Na mesma publicação, o chefe da Casa Branca afirmou que há "discussões positivas" em andamento entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, o que poderia levar a avanços diplomáticos.
estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo — cerca de 20% das exportaçõe de petróleo —, e tem sido foco de tensões desde o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e aliados na região.

"Se, de qualquer forma, esse processo humanitário for interrompido, essa interferência terá que ser tratada com firmeza."

Irã responde

O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que qualquer interferência norte-americana no novo regime marítimo do estreito de Ormuz será considerada violação do cessar-fogo.
Em publicação no X, Azizi disse que o estreito de Ormuz e o golfo Pérsico não serão administrados pelos "posts delirantes de Trump" e afirmou que ninguém acreditará em cenários de "jogo de culpa".

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