PGR denuncia grupo envolvido em esquema de venda de sentenças no STJ

Ilustração da Revista Piauí
Pepita Ortega
O Globo
A Procuradoria-Geral da República denunciou nove pessoas por envolvimento no esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Ministério Público Federal imputa aos investigados supostos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo, lavagem de capitais e organização criminosa.
Entre os acusados estão o ex-servidores do STJ Márcio José Toledo Pinto, que atuou no gabinete da ministra Nancy Andrighi, e Daimler Alberto de Campos, que exerceu cargo em comissão de chefe de gabinete da ministra Isabel Galotti. Ministros não são investigados.
OPERADORES FINANCEIROS – Também foram denunciados o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e a advogada Mirian Gonçalves, sua esposa. A acusação ainda atinge supostos operadores financeiros do grupo e pessoas beneficiadas pelas decisões judiciais supostamente negociadas. Segundo a denúncia, o grupo operou entre 2019 e 2023.
A acusação é derivada da Operação Sisamnes, que identificou suposto funcionamento irregular dentro da Corte, com acesso antecipado a minutas de votos, possível influência na distribuição de processos e atuação coordenada para direcionar resultados em casos considerados sensíveis.
Relatório da PF descreveu a existência de um “mercado paralelo de influência”, estruturado em ao menos três núcleos: servidores do STJ, advogados e intermediários, além de empresários, sobretudo do setor agroindustrial. Segundo os investigadores, contratos de alto valor teriam sido firmados para garantir decisões previamente alinhadas, em substituição à atuação técnico-jurídica regular.
Trump pega Lula de surpresa, ao classificar o PCC e o Comando Vermelho como “terroristas”
Marco Rubio, secretário de Estado, tenta justificar sua decisão
Tiago Tortella
CNN Brasil
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.
O comunicado, assinado pelo secretário Marco Rubio, também afirma que os EUA pretendem designar os dois grupos criminosos como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do dia 5 de junho.
JUSTIFICATIVA – “O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o texto.
“Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país”, adiciona.
O governo Lula foi apanhado de surpresa e o Itamaraty ainda não respondeu. O assessor internacional do Planalto, ex-ministro Celso Amorim, fez um comunicado curto, dizendo que toda colaboração contra o crime é bem-vinda, mas não fez comentários sobre uma possível interferência dos EUA no Brasil, a exemplo do que já acontece na Venezuela.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A declaração do Departamento de Estado é gravíssima. Isso significa que ação dos EUA contra o crime organizado no Brasil passa a ser feita pela CIA, a agência central de inteligência, cujos métodos abusivos de espionagem são bem conhecidos no mundo inteiro. O fato concreto é que o governo brasileiro não combate o crime organizado nem o desorganizado. O país é mundialmente conhecido pela impunidade da corrupção, como se viu com a desmobilização da Lava Jato e com a libertação de Lula, através de uma manobra do Supremo, que tornou o Brasil o único país da ONU que não prende criminosos após condenação em segunda instância. No caso de Lula, ele já estava condenado em terceira instância, por unanimidade, no STJ. Mesmo assim, foi solto e “descondenado”. Esta é a nossa realidade, hoje. (C.N.)
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