terça-feira, 5 de maio de 2026

 

Para se proteger da possibilidade de anulação de delação pelo STF, PF faz acordo com PGR

Um acordo entre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal definiu que a delação de Maurício Camisotti vai recomeçar da estaca zero.

O empresário, que é um dos cabeças do esquema de corrupção no INSS, entregou, há algumas semanas, ao ministro André Mendonça a proposta de delação premiada negociada com a Polícia Federal.

Desde então, o material foi a Paulo Gonet para análise da PGR, que passou a resistir em dar aval a delação.

Diante do impasse, nos últimos dias, tanto investigadores da Polícia Federal quando da PGR chegaram a um acordo que deve resultar, na prática, em um reinício das negociações.

Já há entendimento de que será melhor que a delação seja articulada em parceria pelos dois órgãos, fortalecendo as provas e evitando pressões políticas para que as revelações de Camisotti não sejam anuladas ou enterradas no STF.News Trade

Com isso, os anexos produzidos pelo empresário com seus advogados serão refeitos, agora com a participação da PGR e da PF, no mesmo modelo em que vem sendo negociada a delação de Daniel Vorcaro e de outros investigados no caso do Banco Master, por exemplo.

Camisotti entregou políticos, ex-integrantes do governo Lula e uma série de figurões que faturaram com o desvio criminoso de aposentadorias no INSS. Sua delação é importante para compor a fotografia do esquema.

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