Durante guerra contra Irã, países árabes perdem confiança no 'guarda-chuva de defesa' dos EUA, diz revista
12:58 19.05.2026 (atualizado: 15:56 19.05.2026)

© AP Photo / Mark Schiefelbein
O guarda-chuva de segurança dos EUA não foi capaz de garantir a segurança dos países da região do Oriente Médio onde estão localizadas bases militares norte-americanas, escreveu uma revista ocidental.
Washington, antes de iniciar sua campanha militar contra o Irã, não realizou consultas com seus aliados árabes da região do golfo Pérsico, e essa guerra tornou-se um "sinal de alerta" para eles, pois seus territórios foram atacados por mísseis e drones iranianos, afirmou a publicação.
"O Irã também deixou claro para os países da região que, se eles permitirem que os EUA ataquem a partir de seu território, eles serão alvos de retaliação. Os Estados do Oriente Médio podem ser tentados a reconsiderar suas relações com Washington", diz a matéria.
O texto destaca ainda que, mesmo antes da guerra contra o Irã, muitos países árabes procuraram diversificar suas parcerias de segurança e encontrar outras garantias.
"Riad, em particular, ficou cautelosa com seu suposto guarda-chuva de defesa dos EUA após a reação moderada de Washington aos ataques de drones houthis contra instalações petrolíferas sauditas em 2019 e as restrições dos EUA à venda de armas ofensivas em conexão com as ações [norte-americanas] no Iêmen", ressalta a revista.
Conforme a reportagem, nos últimos anos, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos fortaleceram gradualmente os laços de segurança e defesa com a China, aproveitando a concorrência entre as grandes potências para preencher lacunas em suas capacidades.
Observa-se que as crescentes preocupações da Arábia Saudita sobre a "natureza da proteção" dos Estados Unidos levaram o país a assinar um pacto de defesa também com o Paquistão.
Nesta segunda-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, após pedido de aliados árabes, decidiu suspender um ataque militar de grande escala contra o Irã que, segundo ele, estava previsto para ocorrer na terça-feira (19).

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