Trump critica chanceler alemão e reforça oposição a programa nuclear do Irã
15:38 28.04.2026 (atualizado: 16:32 28.04.2026)

© AP Photo / Mark Schiefelbein
Em outro post, Trump disse que o Irã informou a Washington que enfrenta um "estado de colapso" e pediu a reabertura do estreito de Ormuz o quanto antes. Ele não esclareceu se os EUA suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou declarações do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sobre o programa nuclear do Irã. Trump afirmou que Merz estaria equivocado ao tratar da possibilidade de o Irã possuir armas nucleares e sustentou que um eventual avanço nesse sentido representaria risco global.
"Estou fazendo agora com o Irã o que outros países ou presidentes deveriam ter feito há muito tempo. Não é de admirar que a Alemanha esteja indo tão mal — economicamente e em todos os outros aspectos", publicou o líder norte-americano em seu perfil no Truth Social.
Anteriormente, Merz reconheceu que países do Ocidente subestimaram as capacidades do Irã, criticando a falta de estratégia dos Estados Unidos no percorrer do conflito. "Os iranianos são claramente mais fortes do que pensávamos, e os americanos aparentemente não possuem uma verdadeira estratégia convincente para negociações [sobre um acordo de paz no Oriente Médio]", afirmou o chanceler alemão.
Ainda sobre o conflito, Merz considera que os iranianos têm mostrado mais eficiência no campo das negociações, em comparação com os estadunidenses, e ressaltou, resignado, que os EUA estão sendo "humilhados" pelo Irã do ponto de vista estratégico da guerra.
O líder alemão comparou o conflito com as guerras do Iraque e Afeganistão, em que o país norte-americano ficou atolado por um longo prazo. Merz também afirmou estar desapontado com as ações dos EUA e de Israel em relação ao Irã e expressou esperança de uma solução diplomática para o conflito.
"Estou desapontado porque EUA e Israel inicialmente presumiram que esse problema seria resolvido em poucos dias. Mas hoje somos obrigados a reconhecer que não foi resolvido", disse Merz em coletiva de imprensa em Berlim.

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