Agressão contra Irã destruiu relações dos EUA com países árabes e acabou com OTAN, diz analista
06:00 12.04.2026 (atualizado: 07:37 12.04.2026)

© AP Photo / Vahid Salemi
Devido aos ataques ao Irã, os Estados Unidos perderam todos os seus principais parceiros tanto na Europa quanto no Oriente Médio, opinou analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Scott Ritter no YouTube.
Ritter destacou que, de fato, os EUA acabaram com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e se afastaram dos países árabes.
"Foi um enorme erro estratégico [...]. O mundo inteiro mudou. Eu diria que esse evento marcou o fim do império [...]. A OTAN praticamente deixou de existir", ressaltou.
Segundo o analista, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, discutiram a retirada de 100.000 militares do continente europeu e a necessidade de uma abordagem seletiva na escolha de quem Washington apoia.
Nesse contexto, o especialista militar salientou que tal nova abordagem marca o fim da defesa coletiva no contexto da OTAN. Ao mesmo tempo, Ritter apontou que um mês e meio de acontecimentos no Irã conseguiu anular 40 anos de esforços dos EUA para conquistar aliados pelo mundo.
"Todas as nossas relações estratégicas, que determinaram nossa posição geopolítica nos últimos 40 anos, desapareceram. Tudo isso terminou. Tudo isso deixou de existir, principalmente nos países árabes do golfo Pérsico. Agora, tudo acabou", enfatizou.
Portanto, o analista concluiu que se trata de uma enorme derrota estratégica para os Estados Unidos, e isso vai além de um simples confronto com o Irã.
Trump já havia manifestado dúvidas sobre a capacidade da OTAN de prestar ajuda concreta aos Estados Unidos e acusado a organização de "tratá-los mal" e de ser ineficaz em caso de uma ameaça global.
Ele também afirmou estar considerando seriamente a possibilidade de deixar a aliança, após a recusa desta em ajudá-lo na operação contra o Irã.
Na quinta-feira (9), a mídia alemã informou que o comportamento irracional do chefe da Casa Branca intensificou as dúvidas entre os aliados de Washington sobre a adequação do governo norte-americano.

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