Trump está desesperado devido ao impasse que ele mesmo criou com a guerra com Irã, diz professor

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A guerra contra o Irã poderia levar o presidente estadunidense, Donald Trump, ao desespero, opinou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.
Mearsheimer apontou que Trump está tremendo porque se meteu em uma situação complicada com o Irã por culpa própria.
"[Trump] agita os braços. Ele está em uma situação desesperadora e, na verdade, não pode fazer nada a respeito: está afundando cada vez mais no pântano", ressaltou.
Além disso, o analista salientou que a inconsistência nas declarações de Trump mostra aos líderes mundiais que os EUA perderam o rumo.
Ao mesmo tempo, o professor sublinhou que o lado estadunidense não tem ideia nenhuma de quais medidas devem ser tomadas na próxima etapa.
No entanto, o especialista concluiu que toda a retórica da administração Trump indica que Washington seguirá o caminho de uma escalada ainda maior.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques de retaliação contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram o início da guerra como um ataque preventivo, alegando que há ameaças por parte de Teerã devido ao seu programa nuclear. No entanto, agora eles não escondem que gostariam de ver uma mudança de governo no Irã.
Irã pode responder a um ataque nuclear israelense, adverte professor americano

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O Irã poderá responder se Israel usar armas nucleares, disse o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts Theodore Postol em uma entrevista a Glenn Diesen.
"Rezo para que muitos israelenses ouçam isto: se Israel lançar um ataque nuclear, o Irã pode responder", alertou ele.
Segundo o especialista, o ataque dos EUA e de Israel ao Irã não fez qualquer sentido, mas agora Teerã pode recorrer à tentativa de obter armas nucleares se ele considerar a existência do país ameaçada.
Recentemente, o deputado iraniano Alaeddin Boroujerdi disse à mídia local que o parlamento do Irã avalia seriamente a saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, após os recentes bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e Israel.
Segundo ele, a maioria dos parlamentares considera que não faz mais sentido seguir as regras do tratado enquanto o país sofre ataques. O deputado afirmou também que Teerã não busca desenvolver armas nucleares, mas questiona manter restrições sob essas condições.
Conflitos no Irã e na Ucrânia provam que Exército russo é mais eficaz que o dos EUA, diz analista
12:45 29.03.2026 (atualizado: 19:23 29.03.2026)

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O Exército russo obteve um sucesso extraordinário no combate às armas ocidentais fornecidas à Ucrânia, utilizando seus próprios meios de longo alcance e alta precisão, disse à mídia russa o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Scott Ritter.
Na ótica de Ritter, ao contrário da Rússia, que conduz com sucesso operações militares na Ucrânia, os Estados Unidos não obtiveram nenhum êxito no Oriente Médio.
"Os russos obtiveram um sucesso extraordinário ao utilizarem armas de longo alcance e alta precisão para neutralizar as capacidades militares ucranianas fornecidas pelo Ocidente, tanto na indústria de defesa quanto na defesa antiaérea, e posteriormente, é claro, para apoiar diretamente ações destinadas a enfraquecer o potencial de combate terrestre", ressaltou.
Ao falar sobre as diferenças entre a operação militar especial na Ucrânia e a guerra no Oriente Médio, Ritter observou que se tratam de dois conflitos distintos.
Enquanto a operação na Ucrânia é um combate terrestre apoiado pela aviação, a agressão dos EUA contra o Irã é uma guerra aérea, sem qualquer componente terrestre.
Ao mesmo tempo, o especialista militar destacou que ambos os conflitos provam a fraqueza das armas estadunidenses perante as da Rússia, que têm alta eficácia.
"Por muito tempo, nos gabamos de que nossas armas eram melhores do que as russas. Talvez. No entanto, os resultados, ao que parece, não confirmam isso", enfatizou.
Voltando à análise comparativa entre o conflito na Ucrânia e a guerra dos EUA contra o Irã, Ritter observou que, mesmo que sejam utilizadas as mesmas tecnologias, o uso de drones em uma campanha exclusivamente aérea difere do seu uso em apoio a operações terrestres.
Assim, ele concluiu que comparar os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio é tão produtivo quanto avaliar as semelhanças entre maçãs e laranjas.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse tempo, as partes têm trocado ataques. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por enquanto, não vê sentido em retomar as negociações.





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