terça-feira, 7 de abril de 2026

G1

 

Por Otávio Preto — São Paulo

 

  • O presidente Donald Trump adiou em duas semanas o ultimato contra o Irã na noite desta terça-feira (7) e condicionou um eventual acordo à reabertura do Estreito de Ormuz.

  • Nos bastidores, a mudança de tom passa por um nome principal: Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão.

  • O paquistanês foi um dos responsaveis por mediar as negociações entre os Estados Unidos e Irã para um possível cessar-fogo da guerra.

  • Além do primeiro-ministro, Asim Munir também teve papel fundamental.

Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e chefe do Exército paquistanês, Asim Munir — Foto: Governo do Paquistão

Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e chefe do Exército paquistanês, Asim Munir — Foto: Governo do Paquistão

O presidente Donald Trump adiou em duas semanas o ultimato contra o Irã na noite desta terça-feira (7) e condicionou um eventual acordo à reabertura do Estreito de Ormuz. Mais cedo, o norte-americano chegou a afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”. Nos bastidores, a mudança de tom passa por um nome principal: Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão.

O paquistanês foi um dos responsáveis por mediar as negociações entre os Estados Unidos e Irã para um possível cessar-fogo da guerra.

"Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse o envio de força destrutiva previsto para esta noite contra o Irã, e condicionando à concordância da República Islâmica do Irã com a reabertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao país", disse Trump em post na Truth Social

Aos 72 anos, Sharif ocupa o cargo de primeiro-ministro pela segunda vez. Após as eleições gerais de fevereiro de 2024 — marcadas por acusações de fraude e forte disputa política —, foi escolhido pelo Parlamento para liderar uma coalizão entre seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N), e outras siglas.

Ele já havia governado o Paquistão entre abril de 2022 e agosto de 2023, quando assumiu após a queda de Imran Khan, destituído por uma moção de desconfiança no Parlamento.

O primeiro-ministro paquistanês se posicionou como intermediador diplomático, articulando contatos com líderes regionais e oferecendo o Paquistão como sede das negociações, além de defender publicamente um cessar-fogo imediato.

Além do primeiro-ministro, Asim Munir também teve papel fundamental. Chefe do Exército paquistanês e frequentemente apontado como “o homem mais poderoso” do país, o general Munir exerce forte influência sobre a política externa e os serviços de inteligência.

Nos bastidores, ele entrou em contato direto com o presidente Donald Trump para discutir a guerra no Oriente Médio e mediar conversas entre Estados Unidos, Irã e Israel, tornando-se peça central nas articulações diplomáticas.

O general que se destacou no comando de inteligência militar e em operações contra grupos extremistas, é visto como um estrategista pragmático, com reputação de firmeza interna e influência decisiva sobre a política externa.

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