quinta-feira, 2 de abril de 2026

 

Ao confirmar Alckmin como vice, Lula está contribuindo para extinção do PT

Charge do Zé Dassilva: Lula e Alckmin juntos? - NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Carlos Newton

Já tínhamos abordado na Tribuna da Internet, diversas vezes, a importância da escolha do candidato a vice-presidente na chapa de Lula da Silva. O motivo, é claro, todos sabem. O criador do Partido dos Trabalhadores é muito mais importante do que a sigla, porque jamais permitiu que surgisse um novo líder que pudesse vir a substituí-lo no comando do PT.

Em sua surpreendente trajetória política, Lula sempre fez questão de se isolar no poder. desde os tempos de metalúrgico, quando usava o codinome  “Barba” e prestava serviços ao delegado federal Romeu Tuma, como agente infiltrado no sindicalismo pelo regime militar, fato denunciado por várias fontes e jamais desmentido pelo petista. 

CRIAÇÃO DO PT – É também bastante conhecido o fato de o PT ter sido criado por Lula sob os auspícios do general Golbery do Coutto e Silva, o grande ideólogo do regime militar, que foi ministro-chefe do temido Serviço Nacional de Informações.

Autor de importantes estudos sobre a Geopolítica do Brasil, inicialmente publicados em 1959 como “Aspectos Geopolíticos do Brasil” e depois ampliados sob o título “Conjuntura Política Nacional – O Poder Executivo & Geopolítica Do Brasil”), o general Golbery defendia a ligação do Brasil ao bloco ocidental liderados pelos Estados Unidos.

Preocupado com o fortalecimento da União Soviética e da China, o criador do SNI mandou Lula fundar o PT para evitar que o PTB ficasse hegemônico no sindicalismo e elegesse Leonel Brizola, cuja candidatura a presidente era então considerada imbatível.

LULA/BARBA – O PT foi criado em 1980 e cumpriu fielmente o objetivo de Golbery. Assim, nove anos depois, o próprio Lula/Barba derrotava Brizola no photochart e ia ao segundo turno contra Fernando Collor, que venceu com inestimável ajuda da Organização Globo, na tristemente famosa edição do debate feita pelo jornalista Alberico Souza Cruz.

Mas tudo isso é passado distante. Quando chegou ao poder em 2003, Lula da Silva já não era mais Barba, tinha vida própria, comandava o PT com mão de ferro e impedia que qualquer outro petista se destaca no partido.

Esmagado por um eterno complexo de inferioridade, Lula jamais leu um livro e abominava os intelectuais atuantes no PT, como o sociólogo Francisco Oliveira, o jurista Helio Bicudo, o jornalista e escritor Nilmário Miranda e o economista Aloizio Mercadante, que nunca conseguiram se destacar no partido e dois deles até desistiram de apoiar Lula e o PT (Oliveira e Bicudo). 

ELEIÇÃO DERRADEIRA– Esta é a última eleição a ser disputada por Lula, que já está meio depauperado e não diz mais coisa com coisa. Mesmo assim, corre o risco de se eleger aos 81 anos, e será o mais velho presidente a tomar posse no mundo democrático, eleito pelo povo.

Como a vida média do homem brasileiro é inferior a 74 anos, Lula estará fazendo hora extra há sete anos. Suas chances de sobrevivência diminuem a cada dia, porque o tempo não para, como lembrava o genial Cazuza, que procurava uma ideologia para viver e não encontrou.

Se ficar impossibilitado de exercer a presidência, o criador do PT será substituído por Geraldo Alckmin, que é sete anos mais jovem, mas nunca foi, não é nem jamais será petista. Isso significa que o partido ficará sem voz, sem futuro e sem destino. Sem Lula, o PT “non ecziste”, diria padre Quevedo, o velho desmistificador de charlatães.

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P.S. –
 Perto dos 81 anos, mais cansado de guerra do que a Tereza Batista criada por Jorge Amado, Lula terá de esgotar suas energias em mais uma campanha. Será que vale a pena gastar assim a fase final da vida? É um político milionário, enriquecido ilicitamente e que hoje diz ser “um socialista refinado”, mas não tem como aproveitar o que tem pela frente. E vida que segue, como diria nosso amigo João Saldanha, que faz muita falta, especialmente em ano de Copa(C.N.)

 

 t e   livro “Conjuntura Política Nacional –  O Poder Executivo & Geopolítica do Brasil”, lançado em 1961, na fase prépresidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice na chapa para a disputa eleitoral deste ano. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou.

Aliados de Lula já afirmavam que a tendência seria repetir a parceria com Alckmin, uma vez que os resultados obtidos pelo vice no terceiro mandato agradaram ao presidente.

MDB FICA FORA – A equipe do petista chegou a cogitar que o posto de vice fosse ocupado por algum nome do MDB, em gesto à sigla, o que acabou descartado.

Pessoas próximas a Lula, como o ministro Camilo Santana (Educação), chegaram a afirmar publicamente que o partido seria a saída “mais viável” para a vice, com menção a nomes como o do ministro Renan Filho (Transportes) e o governador do Pará, Helder Barbalho.

Tentativas de aproximação também foram feitas por parte do presidente do PT, Edinho Silva, mas o próprio partido apontou resistências a se aliar a Lula — mais da metade dos diretórios estaduais do MDB assinaram manifesto a favor da neutralidade do partido nas eleições presidenciais.

SÓ NOS ESTADOS – O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, afirmou recentemente que essa aliança de seu partido com o PT se daria apenas nos estados, o que deve se manter, de acordo com a situação política de cada um.

A confirmação de Alckmin foi anunciada durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a estratégia da necessidade de defesa das ações do governo.

A orientação é endereçada especialmente aos 16 ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula está no desespero por vários motivos, principalmente em função da pesquisa revelando que a rejeição a seu nome é maior do que a rejeição a seu governo, um dado negativo que realmente balança qualquer político. Ficou desapontadíssimo com o desprezo do MDB, que não acredita em sua vitória e vai esperar o resultado do primeiro turno para decidir se volta a apoiar Lula ou dá preferência ao adversário dele, que deve ser Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado, se não houver novidades no front ocidental… De toda maneira, a indicação de Alckmin é importantíssima, e vamos analisá-la com maior profundidade em nosso próximo artigo, nesta quarta-feira. (C.N.)

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