Questão de Taiwan é assunto da China e 'linha vermelha' não pode ser ultrapassada, diz chanceler
01:58 08.03.2026 (atualizado: 03:16 08.03.2026)

© AP Photo / Chiang Ying-ying
A questão de Taiwan é um assunto interno da China e constitui a base de seus interesses mais fundamentais e essa "linha vermelha" não pode ser ultrapassada, declarou no domingo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante coletiva de imprensa anual.
"A questão de Taiwan diz respeito aos assuntos internos da China e é a base dos interesses mais importantes da China. Essa linha vermelha não pode ser ultrapassada nem violada", afirmou Wang Yi. O diplomata destacou que o processo histórico de reunificação completa de Taiwan com a China é irreversível.
Wang Yi também declarou que a China jamais permitirá que qualquer pessoa ou força separe Taiwan do país. "Nunca mais permitiremos que qualquer indivíduo ou qualquer força volte a separar da China Taiwan, que foi libertado há mais de 80 anos", afirmou.
A coletiva de imprensa do chanceler chinês ocorre no âmbito da Quarta Sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, o mais alto órgão legislativo do país, realizada em Pequim de 5 a 12 de março.
Pequim considera Taiwan parte inalienável da República Popular da China, e o respeito ao princípio de "uma só China" é condição obrigatória para que outros países estabeleçam ou mantenham relações diplomáticas com o país.
As relações oficiais entre o governo central da China e sua província insular foram interrompidas em 1949, após as forças do Kuomintang, lideradas por Chiang Kai-shek e derrotadas na guerra civil contra o Partido Comunista da China, se retirarem para Taiwan. Os contatos comerciais e informais entre a ilha e a China continental foram retomados no final da década de 1980.
Desde o início dos anos 1990, as partes passaram a se comunicar por meio de organizações não governamentais: a Associação para o Desenvolvimento das Relações através do Estreito de Taiwan, em Pequim, e a Fundação para Intercâmbios através do Estreito, em Taipé.
Putin dá golpe mortal à economia da UE ao decidir interromper fluxo de gás russo ao bloco, diz mídia
11:19 05.03.2026 (atualizado: 11:25 05.03.2026)
O presidente russo Vladimir Putin destruiu o plano da União Europeia (UE) de abandonar o gás russo de maneira sistemática, escreve o portal chinês Sohu.
Na quarta-feira (4), Vladimir Putin afirmou que a Rússia pode interromper imediatamente o fornecimento de matérias-primas para os mercados europeus.
O portal destaca que as palavras de Putin causaram trauma psicológico à UE, pois, em vez de um embargo planejado ao gás russo para 2027, ele sugeriu que a Europa devesse se preparar para um corte imediato.
"Agora, Moscou pode fechar as torneiras e reorientar-se para mercados dispostos a pagar preços mais altos [...]. A Europa, por iniciativa própria, começou um jogo do qual saiu perdendo", ressalta a publicação.
Segundo o material, a UE tentou fazer cálculos para abandonar a energia russa sem se prejudicar, mas a estratégia acabou sendo um fracasso.
Nesse contexto, a reportagem salienta que Vladimir Putin deu um golpe mortal no ponto fraco da UE. Enquanto, a Europa está usando a política como uma arma, impondo sanções, Moscou está apenas usando a lógica comercial.
Portanto, o portal conclui que o Kremlin deu um passo estratégico bem pensado, já que a Europa está constantemente sancionando a energia russa, enquanto os mercados emergentes estão prontos para comprá-la sem impor condições políticas.
Crise energética na Europa.
No final de 2024, o ex-primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central da UE, Mario Draghi, elaborou um relatório para o presidente da Comissão Europeia. De acordo com o documento, o mercado de energia da UE enfrenta problemas estruturais e escassez de recursos naturais, apesar das declarações sobre a substituição bem-sucedida do combustível russo. O preço do gás na UE é de quatro a cinco vezes maior do que nos EUA.
No entanto, em meados de outubro, o Conselho da UE aprovou a eliminação gradual do fornecimento de gás russo a partir de 1º de janeiro de 2026. Para os contratos existentes, o período de transição se estenderá até 1º de janeiro de 2028.





Nenhum comentário:
Postar um comentário