sábado, 28 de março de 2026

BBC

 

O outro estreito crucial para a economia global que o Irã ameaça bloquear

Imagem de um navio passando pelo estreito

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Dezenas de navios com milhares de toneladas de carga cruzam o estreito todos os dias
    • Author,Da Redação
  • Tempo de leitura: 7 min

Não se trata apenas do Estreito de Ormuz. Há um outro ponto estratégico no Oriente Médio — igualmente vital para os mercados globais de energia — que o Irã ameaça bloquear caso Donald Trump não ponha fim à guerra: o Estreito de Bab el-Mandeb.

Situado entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia, no Mar Vermelho, o estreito controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez e transporta cerca de 12% do petróleo comercializado por via marítima no mundo.

No último mês, a rota ganhou ainda mais importância ao se tornar uma alternativa para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, diante do fechamento do Estreito de Ormuz.

Na quinta-feira (26/3), a agência semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os houthis — grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã— estariam prontos para assumir o controle do estreito como parte do que chamam de "forças de resistência".

"Se houver necessidade de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb para punir ainda mais o inimigo, os heróis do Ansar Allah do Iêmen estão totalmente preparados para desempenhar um papel fundamental", disse uma fonte militar iraniana à agência, acrescentando que os houthis já provaram que fechar a rota "é uma tarefa fácil para eles".

No dia anterior, a mesma Tasnim já havia publicado uma advertência feita por uma fonte: "Se os americanos quiserem pensar em uma solução para o Estreito de Ormuz com medidas imprudentes, devem ter cuidado para não adicionar outro estreito aos seus problemas", disse a fonte, em referência à movimentação de tropas americanas na região.

Neste sábado (28/03), os houthis lançaram um ataque com mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra.

Segundo o grupo, o objetivo era atingir "alvos militares israelenses sensíveis". Israel confirmou ter interceptado um míssil lançado do Iêmen.

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